segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A REAL PRESENÇA DE JESUS NO SANTISSIMO SACRAMENTO


Nosso Senhor Jesus, após haver se humilhado tomando a condição de servo e estando em nossa natureza humana, humilhou-se ainda mais, aceitando a morte cruel em uma cruz; para ficar conosco e de certa forma depender de nosso amor e fé, humilhou-se mais ainda, escondendo sua própria humanidade, sob as aparências das espécies do pão e do vinho. Na ultima ceia Pascal com os seus doze apóstolos, Nosso Senhor Jesus Cristo, alem de dar um novo significada ao pão e ao vinho, os apresentando como o seu próprio corpo morto e o seu sangue derramado, para nos redimir do pecado e nos conceder a graça santificante, também nos deu a estes outra realidade. A sua real e pessoal presença sob as aparência das espécies do pão e do vinho. Deixou-se de certa forma a mercê de nossa fé e de nosso amor. Mais pobre do que o mais pobre entre todos, porque um individuo em sua pobreza, ainda pode se defender ou reclamar e lutar para mudar a sua condição. Jesus em sua real presença, deixa-se em misterioso abandono, nas mãos daqueles que crêem nele. Não manifesta a sua eterna e tremenda glória que tem junto ao pai como filho unico. Nem sua imaculada humanidade que curou, salvou e anunciou palavras de vida eterna. So a fé sem apoio sensível algum, firmada apenas nas próprias palavras, ditas por ele disse na ceia pascal "Isto é o meu corpo que é para vós" e "Isto é o cálice do meu sangue, derramado para o perdão dos pecados" indica que ele realmente assume a sua presença real completa, entre nós. Mas nesse grandioso mistério de sua presença pessoal na eucaristia, Jesus fazendo-se despojado de toda manifestação ostensiva de glória, ficou de certa forma em nossas mãos. apenas por nossa fé que não se deixa levar pelo que ver, temos a certeza que é realmente o próprio Senhor que vem, como verdadeiro alimento para alma morar em nós e unir-se ao nosso Espírito. Só um ser que tivesse consciência de sua eterna glória e grandeza poderia humilhar-se tanto. Só um ser absolutamente livre poderia fazer-se como que prisioneiro entre os seus discípulos. E Jesus quis deixar-se em nosso meio de forma mais humilde do que em seu nascimento e em sua vida neste mundo. Mesmo que nosso sacrários sejas de ouro, as âmbulas e os cálices também, (aliás como deve ser porque contem em si, o próprio Senhor, mil vezes mais valioso do que todos os mentais e pedras preciosas do universo) ele em si, é o pão frágil, sem glória alguma externa.
Grandioso Senhor que se faz presente para os que crêem em seu nome de forma tão despojada. Realmente cumpre ele a afirmação do profeta quando disse "Realmente tu és um Deus escondido."
Verdadeiramente tu és um Deus que te ocultas, ó Deus de Israel, o Salvador.(Is. 45,15) e sua real presença na Santíssima eucaristia, mesmo quando é ignorada ou deixada de lado com importância secundária, é como se mais um vez ele revivesse a sua angustiosa solidão no jardim das oliveiras, antes de ser preso; em que os apóstolos dormiram e não puderam vigiar com ele. Até mudaram todo o ritual externo, como que para fazer crer que temos apenas um pão consagrado. Não tenhamos dúvida: O pão que recebemos não é um alimento igual aos outros. Tenhamos certeza que a realidade não é a mesma.Porque a real presença do Senhor não depende dos ritos externos. Embora tenhamos a obrigação de adora-lo com todo rito devido a um Deus feito homem. Cristo Jesus, nosso Senhor está realmente presente em pessoa, completo, escondido, em cada a partícula de pão consagrado,de modo que do pão e do vinho, resta apenas a aparência aos nossos sentidos. E que nos move a crer nisso, foram suas palavras de autoridade, palavras de verdade, que de forma alguma poderia nos enganar. Quando tendo nas mãos um pedaço de pão comum, dando a este novo significando disse: "Isto é o meu corpo..." e com o vinho contido no cálice, "Este é o meu sangue" e mudou a realidade das espécies de pão e vinho para a realidade grandiosa, única, de sua presença inteira, viva ressuscitada, para ficar no meio de nós enquanto durar este mundo.
Louvado, Adorado, glorificado seja em todos os sacrários do mundo, o Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue, de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

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