sábado, 8 de dezembro de 2012

MARIA: A QUE ACHOU GRAÇA DIANTE DE DEUS.


         Na festa da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, no ventre de Ana,  sua santa mãe, celebramos a maravilhosa graça concedida por Cristo Jesus, àquela mulher que haveria de gerá-lo segundo a carne. Por sua morte na cruz, O Filho de Deus,  antecipou para Maria no primeiríssimo inicio da sua existência, a graça santificadora. Por isto o Arcanjo Gabriel a saúda como sendo a sempre Agraciada, Aquela que nunca esteve excluída do amor de Deus.
         Se Santo Tomás de Aquino e São Bernardo negaram a Imaculada conceição de Maria quando esta ainda não era um dogma,, não porque desconheciam a possibilidade de uma preservação do pecado. Mas porque na religiosidade popular, a Imaculada conceição colocava Maria com que fora da Redenção por Cristo. Via-se a Imaculada conceição como um merecimento de Maria, uma perfeição nascida dela, quando na verdade foi uma graça da misericórdia de Deus. Maria não é imaculada por méritos pessoais, mas por causa de Cristo Jesus Nosso Senhor. E Jesus não nasceu imaculado e separado dos pecadores por causa de Maria. Teria nascido santíssimo e imaculado mesmo que de uma mãe que houvesse herdado o pecado original, pois foi concebido pelo Espirito Santo. Maria foi redimida tanto quanto um de nós, pois o débito do pecado foi herdado por ela, embora não herdasse o próprio pecado. Ou seja, em vista da Redenção realizada opor Cristo, seu dívida foi perdoada; mas unicamente por Ele e não por ela mesma. Desta forma Deus fez para si uma habitação mais digna do  que a Arca da Aliança, feita de Madeira nobre e revestida do mais puro ouro. E esta para guardar objetos sagrados, como  as tábuas da Lei, o maná e a vara de Aarão. Maria foi feita imaculada para trazer de si mesma, de sua natureza,  o Autor da Lei, O Pão da Vida e o Sumo e Eterno Sacerdote Jesus s Cristo, Redentor dela e nosso.
         Havia necessidade de Maria ser preservada do pecado? Sim. Porque a união moral entre mãe e filho pedia que a mancha da mãe não manchasse a dignidade do Filho. Sendo  santíssimo Jesus não quis compartilhar a natureza de uma carne que fora possuída pelo pecado. Os que nascem sob o pecado original,  são antes, de  ser filhos de Deus, os filhos da ira divina,  "éramos por natureza filhos da ira" Ef. 2,3. Não poderia haver nenhum relacionamento moral e afetivo entre o Filho de Deus e o príncipe deste mundo, ou  entre ele e uma filha da Ira  de Deus. Mas entendamos que havia apenas uma necessidade moral. Nunca uma necessidade natural, como que se Maria houvesse transmitido a sua santidade  para Jesus. De forma alguma. Foi o Verbo eterno quem cumulou a mãe de homem Deus com a  santidade dele. Conforme diz o São Paulo em sua carta aos Efésios. “para o louvor da glória da sua graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado;” Ef 1,6.
         A festa de Conceição de Maria deve nos fazer entoar hinos de louvores e Ação de graças a Deus pela grande misericórdia e amor que concedeu à Mesma Virgem e proclamar, reconhecendo, que nela  Deus fez grandes coisas,  porque Santo é o seu nome.

Francisco Silva de Castro
Solenidade da Imaculada Conceição
8 de dezembro de 2012.

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