segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Quando o Verbo se tornou Jesus?


      O homem Jesus de Nazaré, o Verbo feito carne, começou a existir a partir do momento em que foi concebido no seio materno de Maria. Este nome Jesus pertence ao homem e não ao Verbo em sua eternidade como Deus único. Por isto, por haver gerado o homem, que desde o primeiríssimo instante de sua existência, o Verbo eterno assumiu, Maria deve e pode chamar-se mãe de Deus.
    Em Maria e a partir de Maria o Verbo eterno iniciou uma nova forma de existência. Unido de maneira perfeita e indissolúvel a um homem gerado de uma mulher e tendo uma alma imortal criada por Deus, tornou-se Jesus, conforme havia anunciado o Anjo Gabriel. A segunda Pessoa da Trindade não tinha este nome no seio do Pai. Jesus é o nome do Filho de Maria que foi assumido de forma perfeita pela segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o filho de Deus.
  De forma que o Verbo a partir de encarnação tem consciência de sua humanidade e o homem Jesus tem plena consciência de sua divindade. Nisto consiste o mistério da união de uma pessoa à natureza humana. Esta união não constituiu duas pessoas distintas. Mas só uma pessoa divina que assumiu duas natureza completas e distintas. Isto se deu no ventre de Maria. Por isto, sob este aspecto Maria é sim Mãe de Deus porque a vinda de Deus como homem fez com que uma mulher pudesse se tornar mãe da própria pessoa do verbo a partir do momento em que este assumiu esta natureza criada dela e nela.
   Todos os que não admitem chamar a Virgem Maria de mãe de Deus ou reconhecem dois Filhos, um homem e o outro Filho  de Deus, ou então  não creem no mistério da encarnação e veem o ventre de Maria apenas como  se uma pessoa  houvesse passado por ela e que o Verbo já era Jesus antes de ser concebido no ventre materno; confundido o homem com o Verbo, no seio do Pai que não tinha este nome, pois como diz o Evangelho de São Lucas foi o Anjo que disse que ele se chamaria Jesus. (Lc 1,21.) Maria é sim, verdadeira mãe de Deus porque nela a segunda pessoa da Santíssima Trindade assumiu  uma nova realidade. Sem deixar de ser Deus passou a ser verdadeiro homem pela união em sua pessoa de uma natureza completa e perfeita tornando-se entre os homens, Jesus de Nazaré, o Filho de Maria, o mesmo Filho eterno de Deus Pai.

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