quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ADORAÇÃO AO SANTISSIMO SACRAMENTO



Só os que não crêem que Jesus morreu por seus pecados. Que por sua morte, obtivemos a redenção do pecado e fomos retirados do Império das trevas, passando o Reino do Filho de Deus, no qual temos o perdão dos pecados, não entedem o culto de adoração ao santíssimo Sacramento do Corpo e sangue de Jesus, oferecido em plena obediência à vontade do Pai. Infelizmente em nossos dias, a ausência do culto à Santíssima Eucaristia, que em muitas igrejas, não obedece mais nem ao que determina a Instrução Redemptionis Sacramentum,Capitulo VI, 130, cuja a recomendação é que a capela com o sacrário fique em lugar digno, de destaque e que seja favorável a adoração. Que nesta não haja circulação de pessoas, portando-se como se lá estivesse presente uma simples imagem de Cristo, ou de algum santo, ou nem mesmo percebendo o sacrário com a Santíssima eucaristia. Parece que muitos sacerdotes entendem que a eucaristia só tem sentido por causa da comunhão. O culto depois da consagração do pão e do vinho, transformados no corpo e no sangue de Cristo, seria secundário ou até desnecessário. Muitos católicos, já o entendem como um símbolo ou menos que um símbolo. Pois há punições para quem desrespeita símbolos civis, como queimar a bandeira de uma nação ou usá-la como pano de prato ou tapete. Mas com a Sagrada Eucaristia a banalização chegou alem do limite suportado. Ministros da comunhão conduzem a Eucaristia pelas ruas para celebrações da palavra em casas de famílias. Na comunhão se entrega o corpo de Cristo parecido com quem entrega um lanche. Certo que Jesus nos deixou o sacramento de seu corpo e sangue em virtude de sua morte na cruz. Sem a paixão não haveria Eucaristia. E sem o pecado não teria havido redenção dos pecadores. Quando Nosso Senhor Jesus diz: "Isto é o meu corpo..." acrescenta: "Que será dado por vós" Sim. É da morte redentora de Cristo que a Eucaristia tira todo o seu significado. Por isso quem não crer que Cristo morreu por seus pecados, não compreende o que seja o Santíssimo sacramento do corpo e Sangue de Cristo.
            Porem se em virtude de sua morte, Cristo nos deixou a realidade desta, por meio das espécies de pão e vinho transformados em seu corpo e sangue, sem dúvida, uma vez ditas as palavras: isto é o meu corpo, “isto é o meu sangue” e continuando, disse: "Fazei isto em memória de mim" queria dizer: Para celebrar o meu sacrifício de amor por vocês. Como Cristo ordenou aos doze que o fizesse, o mesmo Senhor não ficaria obrigado a estar presente sob as aparências das espécies consagradas, apenas para a comunhão.  Pois uma vez consagrados alem de ter outro significado as espécies são transformadas em uma nova realidade, que ultrapassa todo nosso entendimento. Agora não são mais pão comum para alimento do corpo ou vinha comum para a alegria das festas. É corpo e o sangue do Cristo vivo e ressuscitado. Porque Jesus ao ter em suas mãos o pão e o cálice com o vinho, não disse: Façam de conta que isto aqui é com se fosse o meu corpo; este vinho é como se fosse o meu sangue. Não! Jesus afirmou com toda precisão: Isto é o meu corpo. Este é o cálice do meu sangue. E o Evangelho de João transmite no sermão sobre o pão da vida o que as comunidades cristãs já acreditavam sobre o sacramento do corpo e sangue de Cristo. A carne do Cristo é verdadeira comida. O seu Sangue do Cristo é verdadeira bebida. João 6, 51-59 O homem fez o pão do trigo e o vinho da videira. Mas não é o homem que transforma o pão no Senhor ressuscitado. Foi a autoridade de Jesus que conferiu ao pão e ao vinho a realidade de seu corpo e seu sangue. O padre na consagração, nada mais é do que um ventrículo; até menos do que ventrículo, já que este cria os diálogos do boneco que manipula, enquanto o padre apenas repete o que o Senhor Jesus ordenou. Por isso a celebre frase que Igreja católica sabiamente encontrou, para definir a forma como Cristo age por meio do sacerdote. Este age "in persona Christ," que nada mais é do que isto: Nele age o próprio Cristo, utilizando seu corpo físico, a voz do padre; e isto nada tem a ver com incorporação ou mediunidade. Deus atua na simplicidade e por isto é grande o Senhor que se serve até de suas criaturas para manifestar a sua glória. E uma vez repetidas as palavras do Senhor com a intenção de perpetuar e atualizar o seu sacrifício de Redenção, não há a mínima possibilidade de reverter a anterior realidade do pão e do vinho. Enquanto durarem as espécies materiais estas serão sob as aparências de bebida ou pão comum, verdadeiramente o corpo e do sangue de Jesus ressuscitado, ou melhor, a sua própria pessoa.
            Este é o motivo porque prestamos o culto de adoração ao santíssimo sacramento da Eucaristia. Não nos ajoelhamos diante de um pedaço de pão feito  de trigo e ainda até sem fermento, que por certo, nem seria apreciável como alimento. Não! Prostramos-nos em atitude interna de adoração, porque reconhecemos neste sacramento o que o próprio nome sacramento indica: Sinal de uma realidade maior, que ultrapassa a nossa compreensão e só nos possível aceitar pela fé, que é dom de Deus. Nossos sacrários em muitas igrejas estão praticamente abandonados. Tem um lugar de menor honra do que muitas imagens. Enquanto nas imagens veneramos apenas a representação de uma pessoa, no Sacramento de Eucaristia adoramos a própria presença de Cristo, de sua pessoa. Mas em muitas igrejas parece não se crer mais em sua presença real, sob a aparência de uma comida comum, entende-se porque diminui e muito o culto a Santíssima eucaristia em muitas delas. É preciso afirmar nossa fé na Redenção do pecado pela morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e tal como São Paulo disse, (1Cor 11, 26) e crer que uma vez recebido pão e vinho consagrado, entramos em comunhão com Senhor, pois ele mesmo afirmou pra os que iriam crer nele por meio dos apóstolos" Eu estarei convosco até o fim do mundo" Mt 10, 28 Dai-nos também Senhor ,ficar convosco e adorar-vos, em todos os sacrários onde está realmente presente o vosso santíssimo corpo e sangue, oferecidos ao Pai para nossa Salvação.

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