sábado, 26 de fevereiro de 2011

A GRAÇA SANTIFICANTE É DOM DE DEUS

"Se não estou  na graça de Deus, peço que nela ele me ponha; se estou  que Deus nela me conserve." Sta. Joana d´Arc, Audiência do dia 24 de fevereiro de 1431. Processo inquisitorial de condenação."

O fato decisivo para ruptura de Lutero com a Santa Igreja foi a questão da justificação. Ou seja, a nossa salvação do pecado original .Enquanto Lutero entendia que a justificação consistia numa espécie de declaração forense, que livrava de uma vez por todas o pecador em virtude da Redenção expiatória de Cristo no calvário, a Igreja sempre ensinou que a justificação inicial era obra exclusiva da Graça por meio da fé; enquanto a conquista da vida Eterna, ou da salvação pessoal implica na observância dos mandamentos e da pratica de obras de misericórdia. Para Lutero, uma vez pecador pecador para sempre. O única necessário,  para um crente que cometesse um pecado  depois de justificado, seria o arrependimento e o  reconhecimento diante de Deus . 

A Igreja ensina que as boas obras não foram a causa de nossa salvação inicial, ou seja, a saída de nossa situação de pecado não foi devido as nossas obras ,que anteriormente tivéssemos praticados, mas unicamente a paixão e a morte de Cristo. E que só as obras feitas pelo católico em estado de graça, tem valor meritório diante de Deus; deixar de praticar boas obras porque  foi salvo do pecado, é uma doutrina estranha ao Evangelho de Cristo. O mesmo Senhor Jesus Cristo, afirmou que cada um será julgado segundo suas obras e também, que na ressurreição os mortos todos receberão segundo as obras que praticaram em vida. Os bons ressuscitarão para a vida eterna e os maus para a condenação. Lutero confundiu justificação inicial com a salvação pessoal de cada um. Ter acesso ou direito à vida eterna, a libertar-se do pecado original , não é obra nossa. Só Cristo nos retirou do Reino das Trevas, pois nenhum dos indivíduos, por melhor que fosse (E houve realmente homens que fizeram o bem) mereceria a salvação pelo fato de estarem todos na situação de pecado.
Porém ,uma vez salvos, para permanecer na graça e herdar a vida eterna, é imprescindível que se faça boas obras e perseverar até o fim. A omissão em fazer o bem é um pecado grave. Santa Joana d´Arc entendeu bem esta questão. Por sua vida,mostrou que Deus age em nós, na medida em que nos deixamos conduzir por ele. A graça é uma ação exclusiva de Deus. Competi a Deus nos conceder a sua Graça e nos manter na Graça. Porem é nosso dever cooperar com esta graça mediante a obediência.E nossa obediência a Deus se torna manifestada pela pratica dos dez mandamentos do decálogo, que não forma abolidos por Jesus. Pela renuncia ao pecado e perseverança no pratica do bem. Se ficamos passivos perante o mal ou omissos na pratica das boas obras, podemos perder a própria salvação, que por meio de Cristo obtivemos. Jesus ilustrou a justificação com a parábola dos talentos. Os talentos foram dados para aqueles que nada haviam feito antes para merece-los. Porem uma vez recebidos, tinham estes a obrigação de fazer render tesouro do Senhor. O servo que enterrou o talento com medo de perde-lo foi condenado. Os que fizeram o talento render foram recompensados. Assim ocorre com os cristãos; uma vez salvos da situação de pecado, é imprescindível que façam boas obras pra crescer na graça e ter acesso ao Reino do  Nosso Senhor Jesus Cristo. Lutero equivocou-se. Para este justificação e salvação objetiva pessoal é a mesma coisa. O crente não pode praticamente perder a graça, uma vez que embora
peque ,constantemente, o arrependimento o justifica diante de Deus  sem outras condições. Porem, o mesmo Jesus alertou para que não nos deixássemos  endurecer pelo pecado. Que era necessário esforço para entrar pela porta estreita. 

A resposta de  Santa Joana d´Arc, citada no inicio deste texto, quando perguntada pelos juízes, se estava em graça, ilustra de forma completa a doutrina da Igreja . A graça não nos é merecida. É concedida. Confiar em Deus acima de Tudo. Entregar-se a ele em perfeita esperança, de que só ele é capaz de nos manter em sua graça, e ao mesmo tempo agir, para que conservemos a Graça que ele nos deu unicamente por Cristo.

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