segunda-feira, 16 de maio de 2011

"O SENHOR FEZ POR MIM GRANDES COISAS."


Estamos no mês de maio. Este mês na religiosidade popular é dedicado a Bendita Virgem Maria, Mãe de Nosso Deus e Senhor Jesus. Mês das coroações, das novenas. O povo tem uma profunda devoção à Mãe de Jesus, a quem chama com naturalidade de Nossa Senhora. Milhares e milhares de suas imagens são veneradas em diversos títulos. Nossa Senhor Aparecida. Nossa Senhora de Fátima, cuja a  festa aconteceu no ultimo dia 13. alguns com pouca formação católica, ver em cada imagem e nome uma outra Nossa Senhora. É como se fosse outra pessoa por quem este tem devoção. Uma outra santa. Mesmo que em nossos dias haja mais possibilidade de conhecimento e várias vezes a Igreja tenha dito que veneramos sempre a mesma e única Virgem Maria sob qualquer título e imagem com a qual ela apresentada.
O culto à Bem-aventurada mãe de Nosso Senhor, verdadeiro e correto, consiste primeiramente em reconhecer nela a mais perfeita dentre os redimidos por Cristo. Sim! A virgem Maria foi redimida, assim como todos nós o fomos, por Cristo. Havia a necessidade de uma salvador para ela tanto quando para nós. Nascida  da raça de Adão, concebida por seus próprios pais, tinha  o débito do pecado. Porem ,para  com ela manifestou-se toda a força redentora da Graça de Cristo. Graça, esta, que a inundou no primeiríssimo instante de sua existência. Por isso cremos que a mesma Virgem foi concebida em Graça e sem mancha do pecado original. Eis em que consiste a doutrina da Concepção Imaculada de Maria.  Na verdade tudo o que Maria é, relacionada à sua perfeição e privilégios, tudo isto, é em vista de sua maternidade divina. Esta criatura, humana e mulher, fora criada para se tornar na plenitude do tempo a mãe do Filho de Deus. Sendo Deus onisciente,  a faz digna desta grandiosa maternidade. Não por ela mesma. Não devida à sua própria pessoa, mas devida à pessoa do Filho, do Cristo, que iria ser gerado dela. Tudo o que Maria é diante de Deus, ela o é por pura  Graça e mediante a fé. Pois como anunciou o Espírito Santo pelas palavras de Santa Isabel, "Bendita é aquela que acreditou." Foi por esta fé que Maria tornou-se a primeira entre os servos de Deus. A Serva do Senhor. A primeira a servir a Deus na pessoa do seu próprio Filho.
Não há perigo em se colocar Maria no centro da fé, e deixar Cristo em segundo plano, quando a vemos à luz da fé e da Graça. Se a contemplamos sempre unida ao filho, de onde vem como de uma fonte, todos os seus privilégios, aliás, melhor dizendo, todos os dons, com os quais ela foi favorecida, para ser uma digna mãe do Deus feito homem. Se rendemos graça a Deus, assim como ela o fez, confessando: Realmente grandes coisas fez por ti o Senhor, Ó Virgem Maria. Santo é o seu nome. Agindo assim, o culto a Maria é inserido no mistério da Redenção e a mesma mãe de Cristo não é isolada da Igreja, comunidade de todos os redimidos. Sendo ela  o primeiro e mais perfeito fruto da Redenção. Nisto consiste a verdadeira devoção a Nossa Senhora; em contempla-la à luz de Cristo, o seu Filho. Sempre unida a ele como Salvador e Senhor de todos. E a recebendo como mãe pois o  Cristo a quis entregar como nossa mãe. Ele já nos tinha dado o direito de que o seu Pai fosse nosso Pai Também; quis que a sua mãe se tornasse também a nossa mãe. E como filhos obedientes ouçamos esta mãe que ainda nos diz hoje:" Façam tudo o que ele (Cristo) vos disser."
Queria Deus, que o mês de maio não fique apenas nas coroações, procissões e novenas. Que o Espírito Santo nos faça descobrir o verdadeiro rosto de Maria. Que a proclamemos bem aventurada, porque como ela mesmo disse: "O senhor pôs os olhos na pequenez de sua serva. Por isso me chamarão bem-aventurada todas as gerações."

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