quinta-feira, 23 de junho de 2011

Nem Ecumenismo e não ao Sectarismo


Nenhuma sociedade foi mais ecumênica do que os gregos e  nunca um Estado mais do que  Império romano. Todas as religiões eram toleradas e todos os deuses bem vindos. Afinal quanto mais protetores melhor. Os gregos com medo de esquecer o culto a algum deus elevava altares ao deus desconhecido. Só uma seita estranha veio para quebrar esta paz ecumênica. Só um povo era intransigente nu culto a um único Deus. Cristãos e judeus eram um problema para o pacifico ecumenismo antigo. Muitos milhares de cristãos preferiram morrer a participar de um culto ecumênico em que ofereciam um pouquinho de incenso para a imagem de um deus romano ou para o imperador.
Quando o cristianismo tornou-se a religião do Estado chegou-se ao extremo oposto. Era necessário proibir, perseguir e punir os seguidores de outras religiões. O que antes o cristianismo havia conseguido pela persuasão da palavra e o testemunho de vida era agora, de certa forma, conseguido à força ou por interesses políticos. Estabeleceu-se o sectarismo em que o seguidor de outra religião era visto como inimigo de Deus e do Estado. Não se reconhecia a esta a possibilidade de se recusar a fé cristã. Esquecidos do que Jesus dissera já prevendo o que muitos não o aceitariam: “Quando vos rejeitaram numa cidade segui para outra, mas limpai até o pó da terra desta cidade. Em verdade vos digo haverá mais rigor no dia juízo contra esta cidade do que houve para com Sodoma e Gamorra.” Mt 10, 14-15 Esquecidos da orientação de Jesus, reis, papas e bispos, resolveram se antecipar o rigor do juízo, reservado a só a Deus, perseguido e muitas vezes eliminando aqueles que recusavam o cristianismo.
            Com o concílio realizado na Cidade do Vaticano, o segundo nesta cidade Estado, se voltou ao ecumenismo, primeiramente entre os que professam a mesma fé cristã; posteriormente com as outras crenças religiosas. O Objetivo agora é a confraternização universal. Em nome da concórdia, da ausência de conflitos, silenciam-se as diferenças. Os princípios fundamentais da fé em Cristo. Misturam-se cultos. Católico participa de cultos de outros credos e de outras comunidades não católicas. Não há mais a necessidade de anunciar, pelo menos com empenho e convicção, que o Cristo é o único Salvador. Basta anunciar o amor de Cristo. Amor que está acima do que o próprio Cristo afirmou sobre ele mesmo: “Sou o filho de Deus” e “Ninguém vai ao pai a não ser por mim.” Voltamos ao ecumenismo pagão do Império Romano. Toda religião é correta e prega a verdade. Aliás, não existe a Verdade. Existe sim ,a verdade de cada um. Esqueceram-se do único  homem,  que disse, ser ele mesmo a verdade; verdade sobre Deus, de quem ele vinha e a quem na anunciava, e verdade sobre o homem, criado filho de Deus, perdido pelo pecado e salvo por ele por causa de sua perfeita obediência até a morte na cruz. Agora para não ofender, não desrespeitar os outros credos, escondem os princípios fundamentais da fé cristã . Já não se tem mais a coragem dos primeiros cristãos de recusar participar de um culto religioso, em que outro deus ocupa o lugar de Cristo.  Afinal a paz entre os povos e a fraternidade entre os homens estão acima das doutrinas religiosas. E esquecem outra alerta de Jesus. “Quem se envergonhar de mim e das minhas palavras perante os homens, eu também me envergonharei destes perante os anjos de Deus.” Lc 9,26  Nos livramos do sectarismo perseguidor e que amaldiçoava a todos e retornarmos ao ecumenismo eclético e sincretista que mistura tudo. Cristo com Belial. A Igreja com qualquer comunidade dita cristã  que inventa sua própria doutrina. 
            É preciso retornar a pureza de fé dos primeiros cristãos. Não ao ecumenismo eclético, sincretista e não também ao sectarismo perseguidor. Sim a Jesus, à  sua Igreja. Fidelidade unicamente a Cristo e recusa de compartilhar de qualquer culto que reduza Cristo a um a mais entre os deuses a um mestre entre tantos. Fidelidade à Igreja como a única, católica e verdadeira. E não a todo forma de coerção, perseguição, aos que não aceitam Cristo e a Igreja. Acima de testemunho de um a vida santa, coerente e  de fervor missionário para dizer sem Medo: Cristo é o único Salvador e Senhor de todos os homens. Só Ele e apenas Ele é o meio pelo qual  vamos a Deus. E isto, se por graça de Deus for concedido, ao custo da própria vida na terra, assim como o fizeram os mártires que até hoje veneramos.

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