domingo, 17 de julho de 2011

CONFRARIAS CATÓLICAS

O Que é uma Confraria?
Uma confraria é uma associação voluntária de fiéis estabelecida e criada pela autoridade eclesiástica competente para a promoção de obras especiais de caridade cristã ou piedade.
O nome é às vezes aplicado às pias uniões, mas estas diferem das confrarias pelo fato de não necessitarem ser canonicamente eregidas e por buscar sobretudo o bem do próximo ao invés da santificação pessoal dos membros. Existem as confrarias propriamente ditas e aquelas às quais o nome foi extendido.
Ambas são eregidas pela autoridade canônica, mas a primeira tem uma organização mais precisa, com direitos e deveres regulados por lei eclesiástica e seus membros frequentemente vestem certas vestes e recitam o Ofício Divino em comum.
Quando uma confraria recebe autoridade para se agregar a uniões de oração (sodalícios) eregidos em outras localidades e comunicar seus benefícios espirituais a elas, é então chamada arquiconfraria.
Associações pias de leigos existiram em tempos muito antigos em Constantinopla e Alexandria. Na França, nos séculos VIII e IX as leis carolíngias mencionam confrarias e guildas. Mas a primeira confraria no sentido próprio e moderno da palavra diz-se ter sido fundada em Paris pelo bispo Odo, que morreu em 1208. Era sob a invocação da Santíssima Virgem Maria.
Várias outras congregações, como a de Gonfalon, da Santíssima Trindade, do Escapulário etc. foram fundadas entre os séculos XIII e XVI. Do último século em diante, estas pias associações multiplicaram-se grandemente.
Indulgências são comunicadas às confrarias seja diretamente pelo Papa ou por meio dos bispos, a menos que uma associação seja agregada a uma arquiconfraria (não pode ser agregada a mais que uma), podendo assim paricipar nos privilégios da última. Se a agregação não for feita de acordo com a fórmula prescrita, as indulgências não são comunicadas. Os diretores de confrarias são apontados e aprovados pelo bispo, ou em igrejas regulares, pelo superior da ordem. Somente após tal designação, o diretor pode aplicar as indulgências a objetos que ele abençoa e não pode delegar este poder sem faculdade especial a ele concedida.
A recepção de membros deve ser feita pela pessoa apontada. A observância das regras não obriga em consciência (isto é, não obriga sob pena de pecado) e a negligência não priva a pessoa da pertença à confraria, embora neste último caso, as indulgências não seria obtidas.
A lei canônica governando estas associações é encontrada na Constituição de Clemente VIII (07/12/1604) com algumas modificações feitas posteriormente pela Sagrada Congregação das Indulgências.
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As Confrarias do SS. Sacramento
Tem por fim adorar Nosso Senhor Jesus Cristo na sagrada Eucaristia.
Em nossos dias tem tomado um grande desenvolvimento a associação perpétua, cujos membros se comprometem a fazer todos os meses uma hora de adoração diante do Santíssimo Sacramento (1). É digno e justo que haja uma adoração perpétua em honra do Divino Salvador sempre presente no SS. Sacramento; do mesmo modo que não há momento algum do dia ou da noite em que se não esteja celebrando algures o santo Sacrifício da Missa, do mesmo modo que no céu os anjos e os santos cantam sem interrupção o Deus três vezes santo, assim também é altamente conveniente que em toda a Terra retumbe incessantemente este grito de reconhecimento: “Louvado e adorado seja a cada momento o santíssimo e diviníssimo Sacramento!” (Bispo de Ratisbonna, 1894). Esta associação tem entre outras a vantagem de promover a comunhão frequente. “Do mesmo modo que a sombra segue o corpo, assim a comunhão frequente segue a adoração perpétua.” (Euc.) Esta associação foi fundada pelo piedoso padre Eymard, de Paris (†1868) que estabeleceu também a congregação Eucarística, para a adoração do SS. Sacramento, em que cada um dos membros faz durante cada 8 horas um hora de adoração. Fundou também a Associação dos Padres Adoradores, que se obrigam cada semana a passar uma hora em adoração diante do SS. Sacramento. Além destas confrarias de adoração, honra da adorável Eucaristia, por exemplo a adoração noturna; as associações para os paramentos da Igreja, cujos membros fazem uma hora de adoração cada mês, tanto quanto possível na igreja, e dão esmola para a compra dos paramentos necessários às igrejas pobres, ou até eles próprios os confeccionam.
http://catholicatraditio.wordpress.com/confrarias/

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