domingo, 3 de julho de 2011

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO



Embora o dia litúrgico dos dois grandes baluartes da Igreja seja no dia 29 de junho, a celebração no Brasil é transferida para o domingo seguinte a este dia. A missa de hoje celebra a memória eterna destes dois grandes e santos apóstolos de Cristo: Pedro, a pedra, o pastor de toda a Igreja e Paulo, o vaso de eleição, o apóstolo escolhido diretamente por Cristo Ressuscitado e enviado aos gentios. Um dos mais importantes e até mesmo o maior dos missionários, Roguemos a Deus que pela memória dos dois apóstolos a Igreja retome o seu fervor missionário. 
Que o fato de reconhecer valores e reta intenção de seguidores de outras religiões, falta a estas, o essencial, que é Cristo.  Na declaração  Nostra Aetate do Vaticano II sobre o diálogo com as religiões  não cristãs se  diz sobre o islamismo: "A Igreja olha com estima os muçulmanos, Adoram eles o Deus Único; vivo e subsistente, misericordioso e onipotente, criador do céu e da terra, que falou aos homens e a cujos decretos, mesmo ocultos, procuram submeter-se de todo coração, como a Deus se  submeteu Abraão, que a fé islâmica de bom grado evoca. Embora sem o reconhecerem como Deus, veneram Jesus como profeta, e honram Maria, sua mãe virginal, à qual as vezes invocam devotamente."
Não é suficiente que os islâmicos reconheçam Jesus como profeta. O ponto fundamental é que este o vêem não como O PROFETA DE DEUS mas como um profeta inferior a Maomé. Pois para estes Maomé é o único profeta de Deus. O último e definitivo. Eles colocam outro fundamento no lugar de Jesus. E isto é condenado pela palavra de Deus."Ninguém pode por outro fundamento senão aquele que lá está, a saber, Jesus Cristo." 1Cor. 3,10  E também invocar a Santíssimo virgem não faz de uma pessoa cristã e católica; Macumbeiros e o candomblé tem  imagens e invocam a Virgem Maria e nem por isso são católicos. 
Colocada deste forma no documento fica a indagação: É necessário ainda  converter a Cristo pessoa de outros credos, se eles já possuem  um fé licita, eficaz e correta? O que falta aos muçulmanos, budistas e hinduistas se estes já possuem valores religiosos admiráveis e vivem como boas pessoas em sua fé como indica a declaração? Devemos afirmar como Teresa de Calcutá, que o dever missionário do católico é tornar um budista mais budista, um hinduista mais hinduista? E  Cristo fica onde? Reconhecer elementos bons em outros credos é possível e torna de  certa forma a porta de entrada para o anuncio de Cristo, porque estes aspectos positivos de outras religiões nada são do que as sementes do Verbo, que facilitam para a conversão ao Verbo Encarnado, ao unico fundamento, Nosso Senhor Jesus Cristo. 
Que a Igreja volte a ser missionária e com fervor retorne ao dever de anunciar Cristo ao mundo, o único e verdadeiro profeta de Pai, único Salvador, único mestre e Senhor de Todos. Dai-nos Senhor, pela intercessão de São Pedro e São Paulo, verdadeiro ardor e fervor missionário, para anunciar Cristo as nações.

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