quarta-feira, 2 de novembro de 2011

IMORTALIDADE E RESSURREIÇÃO

Se os mortos não ressuscitam, Cristo não  Ressuscitou." 1Cor 15,16



            Que Cristo tenha ressuscitado ninguém duvida. Principalmente os mais simples. Afinal Cristo era Deus e puro, sem pecado; Cristo podia ressuscitar. Mas quando dizemos que todos nós iremos ressuscitar,  muitos não acreditam. Pessoas católicas, afirmam com convicção: "Morreu acabou-se." E não é um acabou-se para este mundo. E um acabou-se mesmo. Morte de verdade, pois os mortos deixam de existir. No dia de finados muitos lembram os mortos. Mas a maioria não crer que os mortos estejam conscientes, no céu, nos infernos ou no purgatório. Homenageiam o ser humano que existiu.  A doutrina da Igreja é clara. Logo após a morte teremos um juízo individual e seremos destinados ao estado que nos é Próprio:  Céu, Inferno ou purgatório. Hb.  9 ,27; 2Cor.  5,10.
            Outros acreditam só na mortalidade da alma. Não aceitam que o nosso corpo haverá de ressurgir. Nossa Senhora foi para o céu em corpo e alma, mas era Nossa Senhora, a Imaculada, a mãe de Deus. Um pobre pecador não merece ressuscitar e nem vai para o céu de corpo e alma. Talvez seja por isso que os católicos tenham tanto interesse em aproveitar o máximo esta vida. Eis a crença comum  entre padres e católicos engajados em atividades pastorais.. Em relação à vida futura católicos tem menos convicção do que os espiritas. Estes creem em várias mortes, por causa das inúmeras reencarnações, mas tem uma convicção maior de que a morte não acaba com toda a pessoa. Tanto é que até desejam nega-la chamando a morte de desencarne.
            Eu creio como ensina a Igreja que com a morte sobrevive o essencial componente  da pessoa humana. Aquela parte da pessoa que chamamos de alma. Mas creio que a alma mesmo sendo espiritual não é imortal por ela mesma, como defende Santo Tomás de Aquino. A alma tendo sido criada para um corpo e unida a ele para formar um só ser, pelo pecado original,  também mereceu perecer junto com o corpo. Mas em vista da ressurreição, primeiro de Cristo e depois, por ele e nele, da nossa, a alma sobrevive a morte corporal, para que possa dar ao futuro corpo ressuscitado a forma humana, que ele perde com a morte. Para que esta não seja uma recriação da pessoa falecida, porém verdadeira ressurreição. Para que o novo corpo  ressuscitado por Deus, seja substancialmente idêntico ao corpo destruído pela morte. Sim. A alma é imortalizada no hora da morte. Por isso o apostolo conforme a frase acima diz: “Se os mortos não RESSUSCITAM..,” e não se os  mortos não ressuscitarem.

Ele se referia a primeira ressurreição, que é a da alma. Ap 20, 5-6 antes da segunda ressurreição, que é da pessoa humana. A glória que teremos após a segunda ressurreição é maior do que a da primeira. Porque estaremos completos.  Contemplaremos a Deus como éramos na Terra, em corpo e alma. Seremos iguais a Jesus, o primeiro dentre os homens a ser ressuscitado por Deus. Sim, os mortos logo após a saída deste mundo, recebem uma antecipação da glória futura: os bons no céu e os maus  a punição no inferno  e os marcados pelas penas dos pecados, no purgatório. Como disse São Justino, seria uma grande vantagem para os maus e uma injustiça para os bons  se estes só recebessem  alegria da vida eterna após o juízo final.
            A alma está destinada ao corpo glorioso ressuscitado, E por isto ela não morre com o corpo. Mas é preservada da morte por causa da ressurreição no final dos tempos. O juízo final será uma manifestação pública e completa  pela ressureição material dos corpos,  dos justos e  dos condenados. A alma não é imortal por sua própria natureza, mas por graça de Deus. Mesmo que sem o corpo tenha mais conhecimento de Deus e de sua situação do que quando estava na Terra unida ao corpo. Mas sem duvida sua gloria será bem maior com a ressurreição no ultimo dia, com a ressureição da carne.
            É preciso recuperar a fé em nosso destino final.  A ressurreição e a imortalidade. E com confiança pedir para que nossos parentes e conhecidos, estejam conosco, à  direita do Cristo no grande dia do prazer de Deus. O dia de nossa libertação. O dia da volta gloriosa do Cristo. Amém.

Francisco Silva de Castro
02/11/011

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