sábado, 21 de janeiro de 2012

TESTEMUNHO CATÓLICO NA FAMÍLIA

"Em Nazaré, todos os que escutavam Jesus ficaram admirados dele e diziam:"De onde lhe vem isso? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como tais milagres se realizam por suas mãos? Não é ele o Filho de Maria..."
"E Jesus lhes dizia: "Um profeta só é desprezado em sua terra e entre seus familiares." Mc 6, 2.4

Evangelizar na própria família é muito mais difícil do que longe dos parente e conhecidos. Nós convivemos com eles e todos sabem o que fazemos e o que dizemos. Viram as vezes em que perdermos a paciência, as vezes em que fomos agressivos e preguiçosos, egoístas...como podemos falar para eles de amor, respeito, perdão se os mesmos sabem quem somos e como agimos? O próprio Jesus, que não tinha nenhum desses defeitos, que sempre foi um bom filho e bom trabalhador foi rejeitado entre seus parentes, por causa de sua vida comum, igual a deles, durante tanto tempo. E também por causa de seus familiares, que eram humildes e sem importância social, para os nazarenos. Quando não encontram em nós um comportamento errado e contraditório como o que falamos, os parentes e conhecidos, questionam nosso  conhecimento sobre a fé até supõe que quando anunciamos Cristo e a doutrina da Igreja, estamos querendo mostrar sabedoria e aparecer perante eles. Como pensavam os próprios ditos irmãos de Jesus no Evangelho de João (Jo 7, 3-4) 
Mas houve uma ocasião em que Jesus ordenou a uma pessoa  evangelizar em sua própria família e na cidade em que vivia. Tal fato aconteceu com o possesso de demônios geraseno.

"Quando Jesus subia a barca, aquele homem que fora possesso de demônios, pediu para ficar com ele. Mas Jesus não O PERMITIU e  disse-lhe: "Vá para sua casa, para JUNDO DOS SEUS, e anuncie-lhes tudo o que o Senhor fez por você em sua misericórdia." E ele começou a proclamar tudo o que Jesus fizera por ele, e todos se admiravam." (Mc 5, 18-19

Jesus nos mostrou o verdeiro e mais eficiente modo de catequizar e formar na fé nossos familiares mais próximos. Testemunhado os inúmeros benefícios que Deus nos concede, em Cristo todos os dias de nossa vida. Confessando nossa situação de pecadores, de imperfeitos, como  equele possesso, cuja a situação degradante e terrível e todos conheciam. Ele ficava acorrentado e partia as correntes para ficar vagando pelos cemitérios. E Jesus o curou sem que ele o pedisse. E lhe deu esta importante missão: Anunciar o que o Senhor fez por ele em sua misericórdia. 
Cristo tem agindo com misericórdia com cada um de nós. Nos protegendo, nos mantendo na fé  católica apesar de tantos contra testemunhos dos irmãos católicos, de tanta divisão dentro da Igreja.  Nos induzindo a buscar sempre a sua proteção e sua misteriosa presença na Eucaristia, para ser nossa força, e no sacramento da penitencia, nos curando e absolvendo de  nossos pecados. 
Não adianta falar para nossas familiares o que eles deve fazer. Que devem ser pacientes, bondosos, compreensivos, piedosos. Eles nos conhecem muito bem e cobrarão de nós, que pratiquemos tudo isto. Em nossa vida familiar a evangelização eficaz é pelo testemunho silencioso dos nossos atos e por meio da oração. A palavra que devemos anunciar  é a  misericórdia do Senhor para conosco tal como o fez aquele possesso curado por Jesus. Testemunhar nossos pecados, mas de forma que não venha a escandalizar nenhum parente nosso, e reforçar que Deus tem sempre nos ajudado a não cair no pecado e nos trazendo de volta sempre que pecamos, apenas pela sua misericórdia e não por nossas obras boas , que na verdade são bem poucas e muitas vezes manchadas de segundas intenções. Testemunhar pelos atos  o que nos manda Jesus , rezar pelos parentes,  é o caminho eficaz e talvez o único,  de catequizar e trazer para a Igreja nossos queridos familiares.

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