segunda-feira, 23 de abril de 2012

SALVAÇÃO E OBRAS


“... também não há que se falar em salvação pelas obras no Catolicismo." A salvação no sentido de ir para o céu, depende sim, das nossas obras. Em  São Tiago cap. 4, 17, está escrito aquele que sabe o bem que deve fazer o bem e o não o faz comete pecado. Nenhum pecador poderá entrar no céu. Só os puros e sem mancha vão para céu. O Apocalipse que os maus ficarão fora da Jerusalém celeste (.Ap 22,15) Então se ver claramente que a salvação pessoal, ou ir para o céu ou para inferno, depende de nossas obras, pois Deus dará a cada um conforme a suas obras (Ap 20,13; Mt 16,27; Mat 25,34-46) A justificação, ou seja, o direito de pelas obras  salvar-se, é que não é merecido por nós. E esta não é um processo. É recebida  de uma vez logo após o batismo, que apaga tanto o pecado original como os pecados pessoais. Como, em estado de pecado, todas as nossas boas obras são mortas então não é por estas obras que somos justificados. Daí a necessidade de anunciar Jesus aos pagãos, mesmo sendo estes capazes de fazerem o bem. Só que porque estão sob a lei do pecado estas obras são mortas. A santificação ou a saída da condenação do pecado é obtida pela graça e  a fé em Cristo. Mas o juízo para os que foram justificados é feito sobre as obras que praticamos ou omitimos. Jesus não nos julgará perguntando creste ou não crestes? Mas afirmando, o que deixastes de fazer a um destes irmãos mais pequeninos, e também o que fizestes  a estes, foi a mim que deixastes de fazer ou a mim o fizestes. A Igreja sempre afirmou que as boas obras são absolutamente necessárias à nossa Salvação pessoal.
347) Somos obrigados a observar os Mandamentos?
"Sim, todos somos obrigados a observar os Mandamentos, porque todos devem viver segundo a vontade de Deus que nos criou; e basta transgredir gravemente um só deles para merecermos o Inferno."
348) Podemos observar os Mandamentos?
"Podemos, sem dúvida, observar os Mandamentos da Lei de Deus, porque Deus não nos manda nenhuma coisa impossível, e dá a graça para observá-los a quem ti pede devidamente." (Catecismo de São Pio X) Dizer que a recompensa é prometida por Cristo, seja como que  o resultado natural da justificação, é aceitar a doutrina de Lutero, para quem o homem é incapaz de fazer o bem e perante de Deus jamais deixaria de ser um pecador, mesmo que não matasse, não roubasse, e não transgredisse nenhum dos mandamentos. A justificação é o recebimento do bilhete para participar da corrida (Salvação) e este bilhete, quem o mereceu para nós foi unicamente Cristo, por sua obediência perfeita a Deus Pai; mas a corrida quem deve fazer somos nós, claro,  sustentados por sua graça e confiantes em sua misericórdia. 
Prof. Francisco Castro, 21/04/012.

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