quinta-feira, 9 de agosto de 2012

PLURALISMO RELIGIOSO E O MANDATO MISSIONARIO DE JESUS

"Fazei discípulos meus povos de todas as nações..." Mt. 28, 19

"E eles o proibiram de anunciar o nome de Jesus. Mas Pedro disse-lhes:
 "IMPORTA OBEDECER ANTES A DEUS QUE AOS HOMENS." 
Atos 4,18-19


Muitos teólogos e até missionários católicos, acreditam que não devem anunciar Jesus Cristo aos povos de outras religiões. Que a cultura de cada povo deve ser respeitada, incluindo nesta cultura as suas crenças. Que seria um desrespeito para com estes povos, anunciar uma religião diferente da que eles vivem e pela qual buscam servir a Deus como o entendem. Mas como conciliar a ordem de Jesus, que disse que o Evangelho deveria ser pregado até os confins da Terra, e que aqueles que não cressem, seriam condenados? Jesus sabia muito bem que haviam diversos deuses e doutrinas espalhadas pelo mundo todo. Mas disse aos apóstolos. "Ensinai a observar tudo o que eu vos falei..." E uma das verdades fundamentais que Nosso Senhor Jesus Cristo disse foi de que ninguém vai ao PAI, Deus, a não ser por ele, O Caminho a Verdade e a Vida.  Missionários modernos e ecumênicos tentam, sair-se da obrigação, de anunciar Jesus como  o único Caminho para Deus e a própria revelação de Deus na história, afirmando que se deve anunciar aos povos, O PROJETO DE JESUS, o Reino de Deus, que para estes se identifica com uma sociedade igualitária, sem miséria, ecumênica, onde a paz do mundo e como o mundo a oferece, esteja disponíveis para todos.  Resumem todo o Evangelho apenas na Frase "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" e esquecem que Jesus deu esta ordem, não para todos os povos, independentes de sua crenças e ritos, mas para os que acreditassem nele, ou seja, os que  reconhecessem em Jesus, o Filho do Deus vivo, O Redentor. Seria este o sinal que identificaria os verdadeiros  discípulos de Jesus. Não o amor entre os pagãos e as suas diversas religiões. É natural que os seguidores do outras religiões se amem, e que os povos de uma mesma nação também se amem entre si. Este mandamento não é novo no sentido de amor fraternal entre os povos. Jesus mesmo o disse que os pagãos fazem  o bem aqueles que fazem o bem a eles. Será que hindus, maometanos, budistas, não se amam entre eles? Claro que sim. Então que necessidade teríamos de   dizer a estes que se amassem uns aos outros? Que vivessem unidos, se ajudando reciprocamente, já  isto eles já fazem?  Quando Jesus manda anunciar o Evangelho a todos os povos, ordena anunciar a Ele mesmo, a sua pessoa e também a sua Igreja. Ordena batizar para fazer discípulos dele todas pessoas da Terra. E só  depois que o aceitarem, manda que estes se amem. A doutrina fundamental do missionário  não é  pregar o amor entre os povos.  Não fazer é a proposta de um nova sociedade pacifica e solidária.É fundamental anunciar Jesus com os   apóstolos o anunciavam. Como o único meio de salvação para todos. Eis aí a originalidade do Cristianismo. Ele não veio para somar com outras religiões, mesmo  que  estas  também ensinem a ser bom e a evitar o mal, como  o fazem os budistas, e muitas outras. Ele é a Religião de Deus, porque Jesus é o meio que nos religa a Deus. E se religião indica Religação, porque vem do latim, Religare, podemos dizer sem dúvida, que Deus tem UM SÓ RELIGIÃO   E ESTA RELIGIÃO É CRISTO, PORQUE ELE É O ÚNICO MEIO QUE NOS religa a Deus Pai.  Como  disse o apóstolo São Paulo " Por ele  TEMOS ACESSO  DEUS num em so Espirito."

Esta mentalidade ecumênica , que ver a evangelização como proselitismo e interferência no culto e crenças de outros povos foi condenada pela Declaração DOMINUS IESUS da Congregação para Doutrina da Fe, no nº 22 página 43. Onde a mesma diz claramente que é fundamental anunciar os povos anunciando Jesus Cristo e trazendo para a Igreja estes povos.  Todo o cristão tem a obrigação moral e teológica de afirmar claramente que só o Cristianismo é a uica Religião verdadeira. Porque se assim não  o fizer e não  crer que o seja, estaria indicando que Deus o enganara ou mentira. Já que para os   cristãos Deus mesmo ,em pessoa, manifestou-se em forma humana como Jesus de Nazaré. E se este homem afirmou categoricamente, sem duvida alguma, de que ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e ninguém conhece o Filho a não o Pai e que apenas o Filho, revela verdadeiramente Deus aos homens, e se assim não o fosse, estaria mentindo. E Deus não pode mentir e muito menos ser tomado como testemunha de uma mentira. Então, embora haja elementos de verdade em outras religiões, estas não se tornam verdadeiras  pelo simples fato de ensinarem alguma coisa boa; se  recusam Jesus como o unico Filho de Deus, afastam as pessoas de Jesus e da Igreja, então são falsas religiões e até mesmo instrumentos do anjo maligno para fazer perecer as almas.
A liberdade religiosa é um direito inerente à verdadeira Religião. Esta é a unica que não precisa pedir autorização a nenhum governante na Terra para que seja anunciada e a única que pode e deve legimamente praticar a desobediência civil em qualquer país se lhe for negado o direito de conquistar novos seguidores porque é a estabelecida por Deus e é de Deus que provem toda a autoridade e primeiro se deve acima de tudo obediência a Deus e não aos homens. 
O Reino de Deus, se o entendermos como uma sociedade de Justiça, presente na história e neste tempo, não pode ser outra sociedade se não aquela em que as leis se baseiam no Evangelho  e na doutrina social da Igreja. A sociedade descrita pelo papa Leão XIII quando afirma que a filosofia do Evangelho governava as nações. Não é uma sociedade pluralista em termos religiosos,  cada um crendo que a sua religião é a verdadeira e ignorando o  único Rei deste reino,  Jesus Cristo. Na mesma proporção em um Estado não pode obrigar as pessoas a forçarem alguem a se tornar cristão, também competi a este favorecer por todos os meios possíveis a verdadeira Religião, a de Deus, que é Cristo e sua única e verdadeira Igreja, a Católica, pois só por Cristo e na Igreja os povos encontrarão a verdadeira paz, já que o mesmo Cristo disse "Sem mim nada podeis fazer" e isto em todos aspectos inclusive no político; nunca poderão obter a paz através do ecumenismo ou do sincretismo deixando, Jesus, verdadeiro e único Rei,  de lado.

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