quarta-feira, 22 de agosto de 2012

SANTA JOANA D´ARC E A REALEZA SOCIAL DE JESUS


        Santa Joana d´Arc não escreveu nada sobre a realeza social de Jesus. Foi através de sua missão e  pelo testemunho de sua vida que ela anunciou que Deus é o Senhor da História e a Ele pertencem todas as nações da Terra. Porque tudo o Pai entregou ao Filho sujeitando a Ele todos os povos e não apenas os indivíduos.
        Para Santa Joana d´Arc, o rei francês dever reinar sobre todo o Reino da França porque Deus assim o decidiu. É isto o que ela diz a ele quando o encontrou: "Meu Senhor (Deus)  é o verdadeiro Rei da França. Mas ele quer que vos, gentil Delfim, sejas Sagrado rei e  se torne lugar tenente do Rei dos céus no Reino da França."  O Rei recebe o poder de reinar primeiramente, não por ser descendente de reis; os ingleses por este aspecto também tinham direito ao reino da França, já que o pequeno Henrique VI, era neto do pai de Carlos VII, filho de uma irmã dele. Mas porque o Rei do Céu assim o determinara. Diz a Sagrada escritura: "Todo o poder vem de Deus e não há autoridade que não tenha sido constituída por Deus." E o próprio Jesus confirma a Pilatos em seu julgamento: "Nenhum poder terias sobre mim se do Alto não te fosse dado.”.
        A Realeza Social de Jesus, verdadeiro e único rei por direito e conquista, não implica numa mistura do poder temporal com o espiritual. Não significa que padres sejam governantes, como o foi o Padre Diogo Antônio Feijó, Regente no Brasil durante a menoridade do imperador D. Pedro II, ou os cardeais Richelieu na França. E  muito menos que os governantes exerçam  poder eclesiástico, aprovando encíclicas papais, indicando bispos, criando dioceses, executando hereges. De forma alguma. Num Estado subordinado à Cristo a esfera política é amplamente autônoma em relação às atividades administrativas como segurança, economia, infraestrutura... E a Igreja plenamente livre  em relação ao apostolado e  à instrução na fé católica. Mas, no que se refere a leis, o Estado deve seguir primeiramente e acima de Tudo a lei de Deus, expressa nos dez mandamentos e o código ético de Jesus resumido no Sermão da Montanha, capítulos 5 a 7 do Evangelho de São Mateus. Favorecer a difusão da verdadeira Igreja; facilitar e  guarda do domingo e dos dias santos; coibir à promiscuidade sexual, a impiedade, a ganância e a corrupção, que impede a muitos de viverem em conformidade com   a dignidade de filhos de Deus.
        A Igreja tem a missão de acompanhar ensinando o Evangelho de Jesus, intensificando a honestidade, a partilha entre os irmãos da fé e acima de tudo, render glória a Deus através do  único culto público aceitável por Deus. O Santo sacrifício da missa. Pois todas as outras manifestações religiosas, como procissões, missões e congressos de Evangelização ou catequese, estão de certa forma vinculada ao mistério da Redenção vivido na Santa missa e dela retiram seu valor e divindade. 
        Por isto, Santa Joana d´Arc logo após a vitória  que livrou Orleans (cidade ocupada) pelos ingleses, insistiu que o Rei fosse sagrado na catedral por um bispo da Igreja. Este ritual significava aprovação publica por Deus do verdadeiro rei dos franceses. Ela não pensou politicamente nesta hora e nem militarmente. Qualquer outro governante teria deixado a sagração  só para depois de  expulsar todos invasores da França. Mas Santa Joana sabia que o espiritual tinha precedência e mais importância do que o material. Nesta ocasião ela pediu ao Rei que entregasse ao Rei dos Céus, todo o Reino da França, para depois adquiri-lo e administra-lo como um servo colocado por Deus a serviço dos outros. Foi também por respeito a esta autonomia, entre o político e o religioso, que a mesma santa nunca contou a padres  ou exigiu aprovação eclesiástica para  no que dizia respeito à suas visões. Não deveria envolver a Igreja de Cristo em disputas políticas entre dois reinos cristãos. No que dizia respeito à sua fé, aos artigos do credo, a obediência ao papa, ela com sempre afirmou, ser uma boa crista e  que amava a Igreja com todas as suas forças. Mas no que se referia à sua ação política em favor da França, ela submetia-se apenas a Deus, porque só  ele a mandou agir e era a Ele que Ela devia prestar contas de sua ação militar. No caso, seria dever da Igreja esforçar-se pela união entre os dois reinos. O da França e o da Inglaterra e não tomarem partido, dividindo dois reinos cristãos e se aproveitarem materialmente disto. A própria Joana, agiu pela paz quando ordenava aos ingleses que voltassem para Inglaterra, porque esta era ordem de Deus. Se os clérigos franceses, partidários do invasor, tivessem ficado ao seu lado e os da Inglaterra também, não teria havido tanta guerra e muito sangue teria sido poupado.
        Hoje há uma corrente na Igreja que tem verdadeiro horror a união entre a fé e o Estado. Religião é coisa para se viver entre as quadros paredes de dois prédios: A casa e a Igreja. Se for além disto é teocracia medieval tirânica segundo estes. E o Estado deve ser neutro em questões religiões, mesmo as de caráter moral e ético. Embora formado por governantes que se dizem católicos, enquanto políticos não podem obedecer ou adorar deus nenhum ou adorar a todos, o que da no mesmo. Só em  nossa época um Governante católico e fiel  seria obrigado a  fazer como o Rei da Bélgica. “Ter que renunciar por um dia  o trono para ser fiel à sua fé e à sua consciência e não sancionar a  lei que implantava o aborto naquele país; também  o príncipe de Liechtenstein ter que arriscar a  perder o trono por vetar uma lei que permitia o aborto.” Em setembro de 2011, antes de uma votação nacional sobre a descriminalizarão do aborto, o Príncipe Alois anunciou que, se os eleitores aprovassem a medida, ele usaria de sua autoridade para vetá-la."  (fonte: Frates in Unum) Enquanto a antiga e cristã Espanha, sancionou  o aborto pelas mãos de um rei que ainda se diz católico. Não se pode servir a dois senhores que estejam em contradição sobre uma questão ou visão de mundo. Podemos sim, servir a um Senhor que reconheça a soberania dele de outro Senhor. E É isto que significa a subordinação  do Estado a Deus e a Cristo Rei. Pois para sito Jesus foi constituído Senhor dos Senhores, porque houve e deve haver senhores neste mundo subordinados a Cristo. Que ajam com católicos em casa, no gabinete, nas praças em todo lugar. Fo esta a mensagem que Santa Joana d´Arc deixou por sua vida e missão, para nós. Cristo é Rei não  só das pessoas. E seu Reino não é deste mundo, porque ele não o  recebeu de pessoas deste mundo por hereditariedade, mas o é para este mundo e para os homens deste mundo. Se assim não fosse ele não teria nos ensinado a pedir "Venha a nós o vosso reinado" mas sim "levai-nos  para o vosso Reino."
        Na Igreja há uma vertente que defende enuncia o Reino de Deus. Chamam também projeto de Deus. Mas  esta tem pavor de que neste reino haja um REI. Rei eterno, rei para todos os séculos e que  Reine sobre papas, bispos, padres e chefes de Estado e governos. Verdadeiro Senhor das nações, Para este grupo o Reino de Deus tem algo comum que riqueza para todos, liberdade absoluta para todos, crença igual para todos, porque todas as religiões são verdadeiras ou afinal de contas não levam a nada mesmo e servem apenas para nos consolar neste mundo de dores e que o homem seja o fim ultimo o  absoluto de todas as suas ações. Conhecedores por si mesmo do bem e do mal. Na verdade, querem o Reino do homem sobre o homem e livre da lei de Deus. Distorcem as palavras de Jesus, que pregou o amor ENTRE OS CRISTÃOS e entendem que este amor é para os que desobedecem a lei de Deus, para os abortistas, para os que querem o fim da família pelo sexo livre, pelo divorcio, pela promiscuidade sexual. Que ao final de contas todos os deuses são bons e bem-vindos.  Este não é o reino de Deus e nunca foi isto que o Espírito disse às Igrejas. Na verdade o Espírito diz sempre à Igreja: "Vem Senhor Jesus." É este  o brado da Igreja, esposa de Cristo que como Santa Joana d´Arc ,tem a missão de anunciar e conduzir os povos a Cristo reis dos Reis.

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