segunda-feira, 6 de agosto de 2012

TRANSFIGURAÇÃO


            Hoje, no calendário litúrgico celebramos a festa da  Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo. Narrativa que consta nos três evangelhos ditos sinóticos, Mateus, Marcos e Lucas respectivamente em Mateus 17,1-9; Marcos 9,2-10; Lucas 9,28-36. Ambos narram toda a glória divina que resplandeceu na face humana de Cristo.
            A Transfiguração do Senhor nos revela a altíssima dignidade a que foi elevada o ser humano. Porque foi em sua natureza humana, em seu corpo e alma, que Jesus mostrou a plenitude da divindade. (Cl 1,19; 2,9) Numa época que se divinizou o ser humano, pela recusa Deus, o Cristianismo é a única religião de toda a história da humanidade, que elevou o homem à condição de participante da Divindade.   Antes os homens eram escravos dos caprichos dos deuses ou serviam-se deles para obter favores materiais; os temiam e chegavam a oferecer-lhes sacrifícios sangrentos inclusive de  humanos. Com o cristianismo Deus entra em nossa história como uma entrecruza igual a nossa. Revela-se  mortal como todos os  humanos e experimenta a dor e o sofrimento. Mas este é apenas um aspecto da Encarnação. O Aspecto menos lembrando é que a Divindade estava em Cristo, mesmo sob a forma humana e melhor ainda; que a humanidade foi como que divinizada pela Encarnação de Deus. Desta forma foi  unida a cada um de nós, porque Cristo é o nosso irmão segundo a carne. Como diz a  Epístola aos Hebreus, Cristo não se envergonhou em compartilhar conosco a carne e o sangue para torna-se o primogênito entre muitos irmãos. (Hb 2, 14-15;10,5-7)
            A Transfiguração indica a verdadeira natureza que recebemos pela graça. A natureza de Filhos de Deus, retirados do império das trevas e conduzidos ao Reino da Luz, que resplandecerá em nossa face. Nos mostra que a Redenção incluiu não apenas a nossa alma, mas todo o nosso corpo. Pois a Transfiguração não é um símbolo, uma comparação, que indique uma mudança apenas espiritual; mas ela é bem real. Revelou-se na carne e no semblante do  Filho de Deus sobre a Terra, toda a glória da Divindade. Mostrou-se para revelar a Ressurreição não unicamente  dele, mas por meio da dele, também a nossa. Ao final dos tempos teremos reconstituída a nossa natureza composta de corpo e alma pela ressurreição de nosso corpo. Nada será perdido, Nem mesmo este corpo material e voltado à CORRUPÇÃO PELO PECADO. Mas redimido pela morte do corpo de Cristo. E então, de glória em glória, estaremos sempre presentes na luz que perpétua, que brilhará sobre todos os que creram e obedeceram ao Filho de Deus. (2Cor 3, 18)

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