sábado, 23 de março de 2013

O CRISTÃO E O POBRE


        O amor do cristão pelo pobre não nasce da ilusão de que é possível acabar com a pobreza no mundo. Ou da convicção de que o pobre em virtude da pobreza em si mesma é sempre uma pessoa de bem. O verdadeira amor pelo pobre para o cristão, é uma consequência da fé em Cristo. Nasce da certeza de que Cristo nos amou e enriqueceu com sua pobreza, voluntariamente assumida por amor. Ele que sendo rico se fez pobre. Para o verdadeiro cristão  o seu amor pelo pobre é  para com o  irmão na fé. Para com outro cristão. Porque o cristã autentico não suporta que haja um  cristão necessitado. Por isto os primeiros cristãos partilhavam os bens, quando ainda não exista votos de pobreza e nem religiosos. Para que  não houvesse necessitado entre eles.

       Uma nação que se orgulha de ser a maior nação católica do mundo mas ainda admite entre muitos irmãos católicos que vivem na miséria e na extrema pobreza não é verdadeira nação católica. Não pode amar de verdade um irmão na fé quem o deixa na miséria outro irmão. Pois como estaria nele o amor de Deus, se apenas reconhecesse que o irmão católico pobre tem o direito a ter uma vida digna porque  é filho de Deus tanto quanto ele, dizendo, vai te farta e te veste  e nada fizesse para tira-lo da situação de pobreza? Devemos amar os que são de nossa Igreja não só com palavras mas com obras. Por isto um rico que se diz católico mas não ama os pobres  ou seus empregados, e que fica indiferente à situação de pobreza destes, não é verdadeiro católico;  e é pior do que um pagão.

       O amor do cristão pelo pobre não é fruto de uma a ideologia ou de um projeto político. É fruto da fé que opera pela caridade. Esta o leva sempre a ter em mente os mais pobres assim como foi recomendado à são Paulo. Sabe que sempre teremos pobres em nosso meio,mas nunca ficará acomodado sem lutar contra a pobreza. Aquele que ama os pobres fazendo deles instrumentos de ideologia política, na verdade apenas inveja os ricos. Se porta como Judas que criticou a mulher que ungiu os pés de Jesus com um caríssimo perfume. Como se o dinheiro de um perfume fosse impedir de socorrer os pobres. Na verdade Judas amava seus próprios interesses com afirma o Evangelho. 

        Assim é todo aquele que instrumentaliza a pobreza colocando ricos e pobres uns contra os outros. Na verdade os ricos cristãos e ca é que devem acima de tudo lutar para que seus irmãos na fé não passem necessidade e viver partilha feito no amor, que nasce da convicção de que o único verdadeiramente rico é Nosso Senhor Jesus Cristo que quis por amor,  nos dar a vida Eterna.

quinta-feira, 14 de março de 2013

O FRANCISCO DO PAPA

São Francisco Xavier,
Apóstolo do Oriente e taumaturgo
Abrasado pelo amor a Deus, Francisco Xavier inflamou os lugares por ele evangelizados, com o fogo do amor divino e o brilho de seus milagres.


Plinio Maria Solimeo

Para Santo Inácio de Loyola não havia dúvida. O Papa, para atender ao Rei João III de Portugal, estava pedindo-lhe membros de sua recém-fundada Companhia para evangelizar os domínios portugueses de ultramar. Como Francisco Xavier era o único de seus discípulos disponível no momento para acompanhar Simão Rodríguez, teria que ir. No entanto, dos seus primeiros filhos espirituais, Xavier era o predileto, aquele que planejara ter consigo como conselheiro e provável sucessor. Mas Inácio de Loyola havia escolhido como lema de sua milícia Ad Majorem Dei Gloriam (Tudo para a maior glória de Deus). Se bem que tivesse sentimentos muito profundos, não era um sentimental. Chamou logo Francisco. Sempre pronto a obedecer, o futuro Apóstolo das Índias exclamou: “Pues! Heme aqui!” (Estou pronto! Vamos!).

No dia 16 de março de 1540, provido dos títulos de Núncio Papal e Embaixador de Portugal para os países do Oriente, Francisco Xavier foi despedir-se de seu pai espiritual. Santo Inácio, pondo-lhe as mãos sobre os ombros, percebeu que a batina era muito rala. “Como, meu caro Francisco! Ides cruzar as neves dos Alpes com roupa tão leve?” O discípulo sorriu timidamente. “Depressa, desvestindo sua própria batina, o Fundador da Companhia de Jesus tirou uma veste de flanela que estava usando, e fê-la vestir em Xavier. Era como se, com essa parte de sua vestimenta, desse uma parte de si mesmo ao filho que partia”.(1) “Ide: acendei e inflamai todo o mundo”, foram as últimas palavras do antigo capitão de Pamplona ao ex-mestre do Colégio de Beauvais.
Essas palavras tornaram-se proféticas, pois o que esse hidalgo espanhol fez o resto de sua vida não foi senão inflamar tudo com o ardente fogo de seu amor de Deus.
Reformando a “Goa dourada, a Roma do Oriente”
Francisco Xavier tinha 35 anos quando cruzou o oceano para chegar a Goa em 6 de maio de 1542. Essa cidade, capital das possessões portuguesas no Oriente, atraíra toda sorte de soldados de fortuna e aventureiros, os quais, longe de sua pátria, família, parentes e conhecidos, tinham caído numa vida licenciosa que escandalizava não só seus correligionários, mas até os pagãos.
Dom João de Castro, um dos maiores vice-reis das Índias, descreve assim a situação de Goa à sua chegada: “As cobiças e os vícios têm cobrado tamanha posse e autoridade, que nenhuma cousa já se pode fazer por feia e torpe, que dos homens seja estranha”.(2)


Impelido “pela necessidade de perder a vida temporal para socorrer a espiritual de seu próximo”,(3) São Francisco Xavier atirou-se ao trabalho, começando pelas crianças e doentes. Aos poucos sua fama no confessionário e no púlpito atingiu outras áreas, e gente de todas categorias passou a procurá-lo para purificar sua alma. “Aqui em Goa eu moro no hospital, onde confesso e dou a comunhão para os enfermos. Mesmo assim, é tão grande o número dos que vêm pedir-me para ouvir confissões que, se eu estivesse em dez lugares ao mesmo tempo, não teria falta de penitentes”,(4) escreveu ele a Santo Inácio apenas um mês depois de sua chegada.
Goa, a “dourada” ou a “Roma do Oriente”, era uma cidade cosmopolita e tinha atraído gente de todas as partes do mundo. São Francisco Xavier viu a necessidade de criar uma escola de nível médio para ajudar a evangelização. Menos de um ano depois de sua chegada, tinha já fundado o Colégio da Santa Fé. Sua finalidade, como ele explica, era “para que os nativos destas terras e os de diferentes nações e raças possam ser instruídos na fé. E para que, quando tiverem sido bem instruídos, sejam enviados às suas pátrias, de modo que ganhem fruto com o ensinamento que receberam”.(5)
Os “filhos de São Francisco Xavier” Sua presença era requisitada também em outras partes: “Num reino longe daqui (Travancore, sudoeste da Índia), Deus moveu muitas pessoas a se fazerem cristãs. De tal modo que, num só mês, batizei mais de dez mil, homens, mulheres e crianças”.(6) Nessa nova área ele foi recebido pelo marajá “com honras, e tratado com gentileza”; o rei deu a ele “permissão para pregar o Evangelho em todo seu reino, e para batizar aqueles de seus súditos que quisessem tornar-se cristãos”.(7) Como escreveu para os membros da Companhia, em Goa “eu tenho estado ocupado batizando todos os infantes. [...] Os mais velhos deles não me dão paz, pedindo-me sempre para ensinar-lhes novas orações. Eles não me dão tempo para rezar meu breviário nem para comer”.(8)


São Francisco Xavier desceu até o extremo sul da Índia para evangelizar os Paravas, quase todos pescadores de pérolas. “Padre Francisco fala desses Paravas como de uma nobre raça, inteligente, trabalhadora e perseverante, a única tribo na Índia que se tornou inteiramente católica. [...] Eles se orgulham de chamar-se a si próprios ‘os filhos de São Francisco Xavier’”, escreve um Prelado no início do século passado.(9)
Foi nessa Costa da Pescaria que o “Padre Francisco” realizou muitos dos seus mais espetaculares milagres. Foram tantos e tão notáveis, que fica difícil a escolha. Uma vez os ferozes Badagas cruzaram as montanhas, devastando o Travancore. O marajá, mal preparado para fazer face a esse perigo, apelou a São Francisco Xavier. O apóstolo juntou-se ao improvisado exército, colocando-se na primeira fila. Tão logo sua voz pôde ser ouvida do outro lado, “o Padre Francisco, segurando seu Crucifixo, caminhou para o inimigo [...] e gritou em alta voz: ‘Em nome de Deus, o terrível, eu vos ordeno que pareis’”.(10) Os badagas das filas dianteiras, aterrorizados, pararam e começaram a recuar. A debandada foi total.
“Eu te ordeno, levanta-te dos mortos!”
A cidade de Quilon, entretanto, não se impressionava com esses milagres, e as palavras de fogo do apóstolo não penetravam nos corações endurecidos de seus habitantes. Um dia, quando estava rodeado por uma multidão a que não era capaz de tocar, o Santo ajoelhou-se e pediu fervorosamente a Deus que mudasse o coração e a vontade daquele povo obstinado. Depois de um instante, dirigiu-se ao local onde um jovem havia sido enterrado na véspera. Pediu que o desenterrassem. “Verifiquem todos se ele está mesmo morto”, disse à multidão. Alguns, ao abrirem o caixão, recuaram exclamando: “ele não só está morto, mas cheirando mal”. Xavier então ajoelhou-se e, com potente voz para que todos ouvissem, disse: “Em nome de Deus e em testemunho da fé que eu prego, eu te ordeno: levanta-te dos mortos”. Um tremor sacudiu o cadáver e a vida retornou plenamente a ele. O número das conversões foi grande, e a fama do milagre acompanhou Francisco Xavier através das Índias.(11)


Para formar um clero nativo capaz de trabalhar entre seus irmãos, ele fundou mais quatro seminários: Cranganor, Baçaim, Coghim e Quilon.
Qual era o segredo da eficácia apostólica de São Francisco Xavier? Era uma heróica observância do maior mandamento de Cristo: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo teu entendimento” (Mt 22, 37). “Tenho tão grande confiança em Deus, cujo amor somente me move, que, sem hesitar, com o único bafejo do Espírito Santo, afrontei todas as tempestades do oceano na mais débil barca”.(12)
O segundo apóstolo da Índia recorre ao primeiro
Para saber se deveria avançar mais para o Oriente em sua evangelização, Francisco resolve fazer um recolhimento junto ao túmulo de São Tomé, em Meliapor. O segundo apóstolo da Índia, em contato com o primeiro, recebeu muitas graças: “Aqui Deus lembrou-se de mim segundo sua costumeira misericórdia; Ele tem consolado infinitamente minha alma, e me fez saber que é sua vontade que eu vá para Málaca, e de lá às outras ilhas da região”.(13) O resto da história é muito conhecido. Com o mesmo zelo, São Francisco evangelizou não somente Málaca e as Molucas, mas também muitas outras ilhas vizinhas, e chegou até o Japão, do qual foi o primeiro e mais importante apóstolo. Ele morreu só e desconhecido nas costas da China, com os olhos postos em suas misteriosas terras, cuja antiga e rica civilização queria conquistar para Cristo.
No processo de canonização do grande Apóstolo do Oriente, a Santa Sé “reconheceu vinte e quatro ressurreições juridicamente provadas e oitenta e oito milagres admiráveis operados em vida pelo ilustre Santo”.(14) Na bula de canonização são mencionados muitos milagres ocorridos em vida e depois da morte de São Francisco Xavier. Um deles foi que as lamparinas colocadas diante da imagem do Santo, em Colate, ardiam muitas vezes tanto com óleo como com água benta. O último milagre relacionado a ele foi seu corpo incorrupto por séculos, cujos restos, mumificados e danificados por homens e elementos, podem ainda ser vistos em Goa, coroando um dos mais notáveis exemplos do Evangelho posto em prática.

O novo papa escolheu o nome de Francisco. Todos pensam no santo mais famoso com este nome. O de Assis. Mas como  ele é Jesuíta creio que lembrou primeiramente do grande missionário,  São Francisco Xavier. 
Que no mesmo espírito deste grande missionário, o novo papa leve os pagãos e infiéis à seguirem a vedadeira fé em Cristo, na Santa Igreja, promovendo o unico e verdadeiro ecumenismo. O de conversão e não  o do sincretismo.  (Comentário de Francisco Castro)

Fonte: Revista Catolicismo

quinta-feira, 7 de março de 2013

O FILHO DE DEUS



“Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor.”

            Neste artigo do credo professamos a nossa fé na divindade de Cristo, ao confessarmos que ele é o único Filho de Deus. Não é filho como  foram os reis, os profetas e o povo de Israel. Mas é o Filho por natureza. O único que compartilha o ser de Deus. No credo Niceno esta filiação é mais clara. Ele é o unigênito consubstancial ao Pai. Deus de Deus, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Jesus é também o Cristo, o ungido pelo Espírito Santo para anunciar o Reino de Deus. Como Cristo Jesus cumpre as profecias referentes ao messias de Israel nascido na descendência de Davi, por meio de José o esposo da mãe de Jesus, a Virgem Maria.
            Jesus é o Nosso Senhor, no sentido de que não é só o Cristo de Israel, mas o Senhor da História porque por sua ressurreição recebeu do Pai como verdadeiro homem todo o poder no céu e na Terra. As expectativas do povo de Israel foram muito além do que eles esperavam,. Um rei para os judeus. O restabelecimento da dinastia de Davi. Jesus veio para todos os povos,. Resgatando-os do pecado nos transferiu para o reino de Deus, onde somos libertados da condenação eterna.  Ele é, pois o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.
             Muitos aceitam a doutrina de Jesus. Porque esta fala de amor entre as pessoas, de solidariedade e perdão. Mas esquecem de que a autoridade de sua doutrina não vem do conteúdo da mesma. Vem de sua própria pessoa. É por ser o Filho único Deus, sob a condição humana, que Jesus tem autoridade para exigir o amor ao outro, a solidariedade entre as pessoas. Afinal antes dele muitos outros ditos mestres falaram de paz, amor e fraternidade. Porem só Jesus falava com autoridade pessoal. É por sua pessoa de Filho de Deus que Jesus pode cobrar o fiel cumprimento à sua doutrina. Por isto não é o bastante aceitar a doutrina de amor pregada por de Jesus. É fundamental aceitar  o  que ele declarou sobre si mesmo. Jesus não se apresentou como mais um filho de Deus e nem também como mais um profeta. Mas como o Filho. Como o caminho a verdade e a vida. Ele é o único por meio do qual podemos chegar a Deus. E o único em quem Deus se revela. Não apenas pela doutrina dele, mas em virtude dele mesmo. Pois é dele mesmo que toda seus ensinamentos recebem o valor. De modo que rejeitar Jesus como Filho de Deus e Senhor e aceitar apenas seus ensinamentos  como se ele fosse mais um mestre ou grande sábio faz do Evangelho  uma possibilidade dentre outras. Quando só em Jesus é que temos a salvação e nenhum outro nome houve ou haverá sobre a Terra por meio do qual possamos ser salvos. Jesus é o mestre, mas a sua autoridade reside em sua natureza de Filho eterno de Deus. Por isto suas palavras são as únicas que nos conduzem à Vida eterna.
Francisco Silva de Castro
07 de março de 13

segunda-feira, 4 de março de 2013

LEIGOS E CELIBATARIOS

 
São Casimiro 1458 - 1484

             Em nossa época celibato e sacerdócio são vinculados. Um não pode haver sem  o outro. De modo que para o povo, um homem que não se casa e não quis ser padre deve ter algo errado com ele. No mínimo é um solteirão. Voto de castidade até é compreensível em uma mulher, mas para o homem parece estranho. Principalmente nesta época voltada para o sexo de forma irrestrita. No entanto nem sempre foi assim. Na verdade o celibato por amor ao Reino dos céus surgiu desligado da vocação ao sacerdócio. Na Igreja antiga muitos  padres eram casados. Foi com o eremitas e os futuros monges que o celibato começou a se impor como forma de sinal da entrega total a Deus. Santo Antão, São Bento e muitos outros não eram no inicio nem religiosos. Mas homens que assumiram o celibato e se retiraram do mundo para ser vir a Deus e cuidar das coisas e do modo de se interessar apenas pelo Senhor, como explica são Paulo no que se refere à razão do celibato.
         Mas além dos religiosos houve alguns homens leigos que assumiram o celibato de forma privada. Continuando vivendo em suas famílias e no mundo. Já no final da Idade Média temos um príncipe polonês, cuja memória inscrita no calendário litúrgico católico é celebrada no dia 04 de março. São Casimiro, jovem príncipe que faleceu aos 25 anos. Herdeiro do trono da Hungria e  príncipe da Lituânia, tinha tudo para não assumir o celibato. Foi aconselhado ate mesmo a se casar porque como príncipe deveria ter descendência. Mas preferiu permanecer fiel ao seu voto de castidade. Tendo contraído a tuberculose, em sua época acreditava-se que como casamento poderia ficar curado. Mesmo assim ele preferiu ficar solteiro. E alem dele, em época mais recente temos o medico santo, São José Moscatti, O Beato Contardo Ferrini, O venerável Matt  Talbot, irlandês, que voluntariamente fizeram voto de castidade em particular. São exemplos raros, mas que marcam a vida de um fiel leigo e infelizmente testemunho desconhecido. Eles nem, se quer participaram de um Instituo Secular. Viveram o celibato sem status. Sem ter em vista um poder dentro da Igreja como padres ou a visibilidade dos  religiosos. Compreenderam bem  o conselho Paulino que diz que aquele que foi chamado a servir a Deus estando solteiro faria bem em permanecer solteiro.
         Em nossa época a Igreja aceita a consagração no celibato em um Instituo Secular. Pouco divulgado, desconhecido e até mesmo incompreendido. Não é estranho que quase 100% dos Institutos seculares sejam femininos. Ate mesmo para certas autoridades da Igreja se não quis casar porque não foi ser padre? Mas  o celibato por amor ao Reino dos Céus não está necessariamente vinculado ao sacerdócio, embora seja conveniente a quem deve ser ministro de Deus, que  deixe tudo para segui-lo. No entanto, também aquele que o quer seguir de forma diferente, no silencio de sua vida oculta, sem atrair para si os olhares do mundo, tendo uma vida comum como outro leigo, poderá fazê-lo. Um Instituto secular serve como uma grande ajuda para se ter uma orientação espiritual, esta vinculada a uma espiritualidade e a uma instituição reconhecida pela Igreja. Se fizermos tudo com conselho e amparado pelas orações dos irmãos da mesma vocação, fica mais difícil nos enchermos de orgulho ou desanimo  e cair por causa da solidão e dos apelos do mundo. Porem a vocação ao celibato antecede mesmo ao ingresso a um Instituo Secular, Nasce do nosso amor absoluto a Deus e do desejo de servi-l0 de corpo e alma.
Prof. Francisco Castro