segunda-feira, 8 de julho de 2013

A REALEZA DE CRISTO



IV — Realização mística da realeza de Cristo na Igreja
Ciclo do Pentecostes. — A liturgia desde a Festa de Pentecostes até à Festa de Cristo-Rei, comemora a realeza de Cristo, na Sua Igreja, pelo Seu Espírito. Por exemplo, as parábolas, reproduzidas nos Evangelhos dominicais, significam a ação do Espírito no reino das almas, pela Sua graça. Jesus Cristo, depois da Sua Ascensão ao Céu, envia o Espírito Santo à Sua Igreja que é o seu reino na terra.Consideremos o dia soleníssimo do Pentecostes e contemplemos esse fenômeno divino, vibrando intensamente, clamando admiravelmente, e enchendo inteiramente o fundo da alma. Repleti sunt omnes.Nunca houve acontecimento sobrenatural que produzisse efeitos mais extraordinários! Estando os Apóstolos e Maria Santíssima reunidos no Cenáculo, o Espírito Santo desceu sobre eles. «De repente produziu-se, vindo do Céu, um ruído, como de um vento impetuoso que encheu toda a casa onde estavam sentados. Viram aparecer então línguas separadas umas das outras que eram como fogo e pousavam sobre cada um deles; e todos foram cheios do Espírito Santo.» (Act. II, 1-4).
— Factus est repente de coelo sonus, tanquam advenientis spiritus vehementis: de repente produziu-se, vindo do Céu, um ruído, como que de vento impetuoso.
— Primeiramente o vento! O vento corre, voa, e, como mensageiro misterioso, lança por toda a parte, espalha ao longe e ao largo, o pólen e o aroma das flores. Bela imagem da ação do Espírito Santo que trás nas suas asas robustas, a vida da graça que se faz sentir nas almas logo que lha comunica.
— Apparuerunt despertitae linguae.—Viram aparecer então línguas separadas.
Depois a língua! A língua é o símbolo mais expressivo e mais brilhante da palavra: da palavra que é a límpida voz do espírito, da palavra que é tão leve como o ar e que leva às mais longínquas regiões a semente das doutrinas como o vento leva a semente das plantas. A vida divina foi também manifestada à terra no mais belo dos emblemas; no sinal frisantíssimo das línguas: viram-se aparecer então línguas separadas.
— Linguae tanquam ignis. Como línguas de fogo e pousaram uma sobre cada um deles.
E, por fim, o fogo! Deus noster ignis consumens est. O nosso Deus, diz São Paulo, é como o fogo. O fogo é o elemento mais ativo e mais universal da criação. O fogo ilumina, aquece, depura, aviventa e fecunda! Semelhante é a Sua ação nas almas. Sob os Seus influxos a alma ilumina-se, o coração inflama-se, a fantasia depura-se, a vida aperfeiçoa-se e torna-se abundante em frutos preciosíssimos de virtude.
Final

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