quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Imagens sacras e profanas




           Santo, sagrado na Sagrada Escritura significa separado do uso comum e reservado para o culto a Deus. Há no Antigo Testamento objetos e lugares sagrados como a Arca da Aliança, o candelabro de Sete bicos, a mesa e os pães da preposição e entre os lugares o monte Sião, o Templo e  o Santo dos Santos. Não  são santos apenas em um período e depois retornavam ao uso comum. Eram sagrados em definitivo porque reservados para o Culto ao Deus de Israel.
            O mesmo se poderia afirmar das imagens sacras que representam Jesus, A Virgem Maria e os santos. Lembro que nunca se dizia comprei a imagem do Santo Antônio, mas “troquei”. Imagens de santos não eram mercadorias para ser vendidas. E não eram enfeites ou utilitários. Não havia chaveiros com imagens de santos, nem porta joias, nem peso para papeis, no entanto é que hoje encontramos. E há relógios de paredes com imagens de santos no mostruário, há brincos e muitos outros utilitários para os quais as imagens são meros enfeites.. Há imagens em tudo o que usamos n o dia a dia menos nas Igrejas.
            E se tem o hoje o costume de fazer a imagem de um santo ficar sagrada só no dia de sua festa. Já vi em muitas igrejas as imagens enfileiradas em  cima de armários na sacristia. No dia do santo elas são colocadas no presbitério enfeitadas com flores. Mas depois da festa voltam a ser um mero objeto. Vejo que no oriente um ícone jamais se torna um objeto comum. Na verdade um ícone é sagrado desde a sua confecção. Nem todos podem fazer ícones que eles chamam de escrever. Só os monges escrevem ícones. E estas são sempre reservadas para o culto a Deus. Pertencem a Deus e se referem a Ele porque foi Deus quem agiu nos santos que estes ícones representam. Eles não enfeites, não  são obras de decoração.

            As imagens sacras católicos se tornaram-se objetos decorativos e  simples mercadoria. Nas lojas de artigos religiosos está lado como outros objetos comuns. Só depois de compradas se tornas imagens sacras em alguma Igreja. Em outras só em alguma época. Esta banalização das imagens fazem das mesmas simples objetos. E não itens sacros reservados para liturgia. Que voltamos a valorizar as santas imagens pelos quer estas representam Homens e mulheres de Deus. Que não se compre imagens deformadas como estão fabricando agora e imagens de santos bebes e de biscuit. Isto é um verdadeiro desrespeito a memória dos servos de Deus.


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