sábado, 23 de agosto de 2014

Filhos de José e Maria?



Maria e José não tiveram outros filhos além de Jesus. E Jesus foi concebido pelo Espírito Santo sendo como se pensava, filho de José.(Lc 3,23) Se José e Maria houvessem decidido ter filhos de forma normal isto criaria grandes dificuldades para Maria, José e Jesus. Não esqueçamos que para todos os conterrâneos e contemporâneos de Jesus José era tão pai de Jesus quanto dos outros supostos filhos dele com Maria.(Lc 4,22) E provavelmente muitas comunidades cristãs primitivas nem tinham conhecimento da concepção virginal de Cristo assim como não tinham da existência do Espírito Santo.(At 19,1-3) Anunciar que só Jesus não era Filho de José, se este tinha outros filhos de Maria, criaria para Maria a suspeita de ter sido infiel; Para Jesus a suspeita de ser um filho bastardo e de não ser verdadeiramente Filho de Davi, pois era o pai quem transmitia a descendência e não a mãe (Mat 1,20-21.25) e para José a suspeita de haver sido traído pela esposa. Se damos credito a concepção virginal de Cristo é coerente admitir que Maria e José cientes destes problemas renunciaram ao direto de gerar outros filhos, vivendo um matrimônio virginal, para preservar o mistério da Encarnação única do Filho de Deus, sua reputação e sua descendência Davídica.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A Santissima Mãe do Salvador



           




  Hoje (14.08.014) li um texto de origem protestante sobre a Virgem Maria, a mãe do Senhor. No início ate era um bom texto. Apresentava Maria como uma pessoa muito especial e não como uma mulher comum. Como a serva fiel de Deus. Embora fizesse questão de ressaltar que Maria também tinha defeitos e pecados como as outras pessoas humanas. Parece que para os protestantes não há nada demais reconhecer pecados em Maria mesmo que ela seja a mãe do Filho de Deus. Do Cordeiro imaculado separado dos  pecadores. Entendem estes, que crer que Maria foi concebida por Deus Imaculada desde primeiro instante de sua existência a iguala a Jesus. Ou faz dela uma pessoa acima da natureza humana.

            Algumas expressões de Católicos podem até exagerar quando se refere à Virgem. Muitas destas insinuam que Maria tem um poder próprio, um trono, que concede o que quer a quem quiser independente de Deus. Como se fosse ela quem houvesse criado o mundo ou morrido para salvar os homens. Reconhecer  estes exageros não é diminuir a Mãe de Nosso Senhor. Mas os protestantes vão em sentido contrário. Qualquer elogio a Maria, qualquer privilegio que ela tenha tido, mesmo de Deus, parece a este endeusamento de Maria. Mas quem deu a Maria a maior honra que se podia dar a uma simples criatura não foi o próprio Deus ao torna-la mãe de seu Filho unigênito?  Não quis o Verbo Eterno fazer-se carne nele e dela? O Puro corpo de Jesus veio do nada ou passou pelo ventre de Maria com se passassem por um túnel, já todo feito?

            Não tem sentido também a insistência em afirmar que Maria teve outros filhos além de Jesus. Afinal é por haver se tornado a Mãe de Jesus que nós católicos a amamos e a veneramos. E porque Jesus é o Filho de Deus desde o início de sua existência no ventre de Maria.  Se o Evangelho cita irmãos de Jesus em nenhum deles cita que Maria e José tiveram outros filhos.  Todo texto protestante mesmo quando começa elogiando Maria toca neste assunto. Como se dissesse: Maria após haver dado a luz a Jesus se tornou apenas a mãe dos filhos de José. Uma mãe de família comum igual a milhares de outras mães. Uma dona de casa. Em nada superior as nossas esposas crentes. Isto quando não cometem a asneira de dizer, em anda superior a qualquer outra mulher.

             Referisse à mãe daquele a quem João Batista, santificado desde ventre de sua mãe, (Lc 1,15) disse que não era digno de desatar suas sandálias; (Mc 1,7) daquele a quem um fariseu afirmou que se fosse profeta não permitiria que uma pecadora pública o tocasse(Lc 7,38) como a uma  mulher pecadora, mesmo que signifique  apenas nascida no pecado, é não entender a santidade e a grandeza daquele que nasceu de seu ventre. Ou mulher que foi concebido no ventre dela mesmo. E embora Jesus coloque a fé acima dos vínculos biológicos (Lc 11,27) não esqueçam que o Espirito Santo afirmou  que Jesus é o fruto Bendito do ventre de Maria, não de uma das Benditas entre as mulheres, mas A  BENDITA ENTRE TODAS. As de hoje, as de ontem e as do futuro. Não uma mulher agraciada como foram tantas outras, Mas A  AGRACIADA. Única sempre Favorecida desde sua existência por Deus. (Lc 1,28) E os verdadeiros crentes reconhecem isto ao proclamá-la Bem-aventurada por todas as gerações porque reconhecem que nela Deus fez grande cosias. (Lc 1,45)

sábado, 9 de agosto de 2014

Amar a vontade de Deus





      O Cristianismo não consiste primeiramente em fazer ou não fazer; em o que é proibido ou permitido. Mas é a religião da caridade para com Deus, porque é o Amor que nos impele a querer e executar a vontade de Deus. Amar o que Deus ama e odiar  o que Deus odeia, conforme afirmou        Santa Joana
d´Arc.
     
    Se me amais, observais meus mandamentos, disse Jesus. Provamos que nosso amor a Deus é autentico quando guardamos seus mandamentos.


        Só tu, ó Deus tens palavras de vida eterna e queres o Melhor para cada de um de nós. Por isto alegro-me em fazer a tua vontade.

sábado, 2 de agosto de 2014

Culto Externo de Adoração




"Só ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele prestarás culto." Ex. 20,5.

            É antigo o debate entre protestantes e Católicos sobre o culto prestado aos santos e às imagens destes. Para os Protestantes o culto às imagens nada mais é do que uma versão cristã deturpada do antigo culto pagão aos falsos deuses.

             Católico justifica afirmando que nenhum santo é considerado deus, o criador do céu e da Terra e que adorar é uma atitude interna que significado amar acima de todas as coisas; mais do que a própria vida. Porem, no aspecto externo de culto, o protestante percebe que as mesmas ações feitas a Deus, como acender velas, ajoelhar-se, rezar perante uma imagem, carrega-los procissão, são feitas para Jesus que é Deus, sem diferencia-las. No entendimento destes isto é adoração, embora estes não façam nada disto nem mesmo para Jesus. E muitos católicos acreditam que adorar é fazer estas cosias para a imagem para imagem de um santo. Porem ,segundo as Sagradas Escrituras, o que identificava o culto externo de adoração era o oferecimento de holocaustos. Cruentos, com morte da vitima e derramamento de sangue e incruentos como alimentos. (Ver Dt 27,6;1Cr 21,6;Ex 29,18.42;Gn 8,20;1Cr 16,1. Oferendas de alimentos: Jr 44,18; Nm 4,7) ) Israel estava proibida o de oferecer qualquer tipo de sacrifico a outros deuses.(Os 13,2;At 7,41;Dt 32,17;Ex 22,20)  Por isto nem mesmo o uso de imagens sagradas (o Templo de Salomão estava cheio destas) não constituía idolatria porque não se oferecia a estas holocaustos. Apenas quando começou a oferecer incenso a serpente que Deus mandou Moisés fazer (Nm 21,8) é que esta foi destruída. Porque a partir desta data ela se tornou um ídolo , um deus falso. e não porque era uma imagem. (2Rs 18,4)

            Resta saber se o culto católico aos santos apresenta alguma espécie de holocaustos perante as imagens. Nenhum católico oferece alimentos as santos representados em suas imagens, nem sacrifica animais aos mesmos como fazem os cultos afro brasileiros aos seus orixás.  Nem oferece presentes a estes com se faz para o ídolo Iemanjá. A ação que mais se aproxima de uma espécie de holocausto é o oferecimento de velas para a imagem de um santo e o incensar uma imagem.  Mas terá estes atos o mesmo sentido de um holocausto? Como  se faz a um entidade pagã? Segundo a doutrina oficial da Igreja não. A Vela representa Cristo a Luz do mundo e indica apenas que a pessoa invocou a intercessão daquele santo, junto a Cristo. Portando não é recomendado fazer uma oração em que se diga, eu te ofereço esta vela, santo fulano porque aí sim, está indicando um holocausto não cruento. Quando uma  imagem é incensada é  para indicar que saiu do uso profano  e pertence ao Sagrado, a  Deus. Não se coloca grãos de incenso os para ficar queimando como se  exigia dos cristãos perante a estátua do Imperador romano  ou perante a um  deus romano. Muitos cristãos preferiram morrer a fazer isto. E estes são os que veneramos como são Santos, como Santa Luzia, São Sebastião e muitos outros, os chamados mártires.  Seria uma tremenda contradição idolatrar justamente aqueles que morreram para não idolatrar o imperador ou um falso deus. Incensar difere de doar o incenso para o ídolo.

            O único ato esterno de Adoração da Igreja Católica é a santa Missa. E esta é oferecida EXCLUSIVAMENTE a Deus Pai. Porque é o próprio Jesus que se oferece a Deus para a remissão dos nossos pecados. A Missa é a presença atual do único sacrifico do calvário. Mesmo quando se diz a Missa de Nossa senhora da Conceição ou de outro santo, não é a eles que esta é oferecida, mas unicamente a Deus. Estes são mencionados como redimidos pelo sangue de Cristo e lembrados que estão no céu com o Senhor.
            Quando o protestante disser que nos os católicos adoramos as  imagens pergunte a ele se os católicos oferecem alimentos ou animais sacrificados as imagens dos santos;  se ofertam holocaustos a estes como os judeus faziam para deus. S for honesto, ele dirá que não. Então explique para ele que temos um único holocausto, que é a santa Missa e essa é feita apenas para Deus e que ajoelhar-se  pedir a um santo que peça por nós perante a suas imagens, beija-las, são apenas gestos de honra, de homenagem e não indicam adoração,” O rei tornou a enviar-lhe o capitão de uma terceira tropa de cinquenta juntamente com os seus cinquenta. Vindo este, pôs-se de joelhos diante de Elias, e suplicou-lhe e disse: Peço-te, ó homem de Deus, que seja preciosa aos teus olhos a minha vida, e a destes cinquenta teus servos.” 2 Reis 1:13  porque adorar é reconhecer como Senhor da vida e amar mais do que esta mesma. Por isto Jesus implicitamente. Pediu adoração, ao afirmar que se deve ama-lo mais do que a própria vida. Porque só a Deus de pode amar mais do que avida e Jesus afirmou indiretamente que é Deus ao exigir amor absoluto. Lucas 14,26; Marcos 8:35
Prof. Francisco Silva de Castro

Cascavel 02 de agosto de 2014