sábado, 25 de outubro de 2014

O Governante Cristão

         É impossível um governante cristão em um Estado Laico. Porque se este é cristão ele deve governar como cristão e não como um pagão. Não tem o direito de reduzir a sua vida pessoal como cristão a um caráter privado. Não pode ser cristão apenas como cidadão entre as quatro paredes da Igreja, mas o deve ser como governante.

            Todo governante que se diz católico e age como se não o fosse enquanto governa é um verdadeiro apóstata de sua fé. Não pode ser considerado como verdadeiro católico. Por isto, um  Estado laico, no sentido de não reconhecer Jesus como Rei e Senhor e de não reconhecer a Igreja de Cristo, entendendo todas as religiões como verdadeira e iguais é impossível se a nação se diz toda cristão e católica.. Faz com que cristãos que governam renunciem à sua fé em Cristo para poderem governar. Para o bem de suas almas seriam melhor que renunciassem a todo governo mundano.

            O papel de um  Estado cristão em relação as outras religiões é não obrigar os seus seguirdes a se fazer cristão pela força. É tolerar que estas existam e facilitar por todos os meios lícitos, para estes conhecem Cristo, O  único  Caminho, a única Verdade e a  verdadeira Vida. Acima de tudo pelo testemunho do amor reciproco e pelo anuncio da Palavra.

            O Estado Laico recusa a realeza social de Cristo e age como os servos da parábola que Jesus contou. "Não queremos que este homem reine sobre nós." (Lc 19,14) Assim com fizeram os judeus recusam aquele que poderia trazer-lhes a paz. (Lc 19,42) E colocam outro fundamento no lugar de Cristo Rei dos reis e Senhor dos senhores. Se um governante conseguisse retirar todo um povo da miséria, mas aprovasse uma só lei contra a Lei de Deus seria um governante maldito e traria a desgraça para o seu povo, pois com disse Jesus a vida do homem não está nos bens que possui e não ajuntais para vós tesouros neste mundo, mas no céu onde ninguém poderá tira-los. Pensemos sobre isto nestas eleições.

Francisco Silva de Castro

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Inferno: Condenação ou Consequência?




Esta pintura retrata o Juízo final. Após a ressurreição dos mortos. À direita de Cristo estão os salvos conduzidos pelos anjos ao céu. E à esquerda estão os perdidos sendo arrastados por demônios ao inferno. Percebe-se que estes não querem ir para a condenação eterna. Dar a entender que até talvez implorem para não ir ao inferno. Os demônios são apresentados com carcereiros que os conduzem a uma prisão sob o olhar indiferente de Cristo e dos eleitos. A cena revela uma tremendo desespero por parte destas pessoas e uma incontida satisfação dos demônios.

            Perante tão compreensão do inferno como um castigo irrevogável, uma condenação sem direito a nenhuma apelação não é estranho que a mentalidade moderna o rejeite como uma verdadeira crueldade divina. Mesmo que em muitas passagens das Sagradas Escrituras o inferno seja mostrado como uma condenação jurídica após um julgamento processual, (Mt. 25,34-41) há muitas outras em que este é apresentado como consequência de uma vida má e não como condenação. E o julgamento nada mais do que uma separação definitiva entre bons e maus. Entre o que não presta e o que presta. E assim que Jesus afirma nas parábolas sobre o Reino de Deus. .(Mt. 13,47-50;Mc. 4,26-29;)  Por certo um suspiro ou olhar, de um condenado para Deus o faria livrar-se automaticamente do inferno. A questão é que estas pessoas estão de tal forma corrompidas, que odeiam a Deus e não suportam a luz divina. São elas mesmas que se precipitam voluntariamente no inferno. Onde já estão sendo atormentados os demônios. Estes não foram criados por Deus para punir os pecadores. Eles manifestam que o pecado é universal porque atinge seres humanos e espirituais. Embora,  a vista e companhia dos demônios aumente as penas dos condenados.


            De forma que a pintura seria real se mostrasse  os que estão a esquerda de Cristo se precipitando no abismo horrorizados com a presença de Cristo e dos eleitos. Porque eles não suportam a Luz como os vampiros que não suportam o Sol. Para eles só há uma alternativa de continuar existindo. Aparta-se da presença gloriosa de Deus e cair nas trevas porque amaram mais as trevas do que a luz. E Deus ao permitir que sejam o que se tornaram manifesta sua misericórdia e  perfeição. Misericórdia porque não os destrói, mas respeita  a natureza e que eles escolheram e os permite continuar na existência. E perfeição porque se os destruísse indicaria que ha via errado ao concede-lhes o Livre arbítrio que os fez escolherem a si mesmos e seu amor ao pecado não a Deus. Por deixa-los ser o que se tornaram Deus revela que o Livre arbítrio  não foi um erro mas um reflexo de sua soberana e perfeita liberdade ao ponto se ser possível ate mesmo a uma criatura dizer não a Ele. Concluindo o inferno é consequência  e não condenação.