quarta-feira, 29 de julho de 2015

Maria na Bíblia para os Evangélicos


“... A partir dos textos a cerca de Maria, o silencio é total! será este silencio revelador de qualquer coisa, isto é, de não só nos mostrar o lugar desta piedosa mulher nas escrituras sagradas, mas como também ela, a exemplo dos demais personagens bíblicos merecer todo nosso carinho e respeito."

Dr. Ilídio Carvalho (Adventista)

            O problema com os protestantes, ditos evangélicos é que estes não conseguem enxergar na bíblia o que eles não querem. Percebem os poucos textos sobre a Virgem Maria nos Evangelhos, mas ignoram a afirmações únicas, ditas  só para ela nos mesmos Evangelhos e a importância das revelações sobre sua missão e santidade nestes mesmos textos.

            Para estes, a Mãe do Senhor, como a chama Isabel, é igual a Maria Madalena, à rainha Ester ou Rute. Mesmo que para nenhuma destas tenha sido dito: "Alegra-te, Ó sempre favorecida”!  ”Bem aventurada é Aquela que Acreditou.” "E donde a mim esta honra de vir ter comigo a Mãe do meu Senhor." Segundo este autor Sara e outros personagens do Antigo Testamento merecem tanto carinho e respeito quanto a Virgem Maria. Talvez porque para estes o Filho concebido de Maria dado ao mundo por Maria seja igual ao profeta Samuel ou a Moisés e que  por isto as mães destes devam ser iguais a Mesma Mãe de Jesus.

            Nós Católicos, ao contrario, pela grandeza do Filho enxergamos a dignidade da Mãe. Que não é igual a nenhum outro personagem do Antigo ou Novo Testamento. Nem mesmo ao Apóstolo Paulo. E isto não é especulação ou invenção piedosa. E’ estritamente Bíblico. Porque a nenhuma outra criatura o Espírito anunciou que todas as gerações a proclamariam Bem-aventurada. E neste aspecto, nós Católicos somos mais seguidores das escrituras que os Evangélicos porque obedecendo ao Espírito Santo vemos Maria como o maior e mais digno de honra dos personagens da Bíblia, claro logo a pós o seu filho que é o verdadeiro e único Filho de Deus que nascer dela, feito homem e nosso irmão para nos remir do pecado. E, além disto, no alto da cruz, no momento mais solene de sua vida, agonizado ele se lembrou dela para dizer a nós os seus discípulos amados. “Mulher eis ai o teu filho;” Com se dissesse este é Jesus, sou eu, a quem tu nesta hora de dor acabas de gerar, não segundo a carne, mas segundo o espírito.

            E os verdadeiros discípulos de Jesus não tratam Maria como Sara, Rebeca, Ester por mais adoradoras de Deus que estas mulheres tenham sido, mas recebem como verdadeira mãe a Virgem Maria porque sabem que são irmãos de Jesus e assim como ele quis que o seu Pai fosse também nossos Pai quis  que a sua mãe fosse também nossa mãe.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Ressureição e Vida Eterna


      Cristo não veio para revelar a vida após a morte ou a sobrevivência da alma. Cristo veio para redimir não apenas a nossa alma, mas o nossos corpo. A nossa pessoa que é constituída para sempre de corpo e alma. Matéria e Espírito. A maioria das religiões antes e após Cristo creem numa via após a morte. só cristianismo crer na ressurreição física deste nossa corpo mortal e no fim da própria morte. Não haverá mais morte é a afirmação de Cristo. A morte foi vencida e ressurreição primeiramente de Cristo e nele e por ele a nossa. De forma que nosso corpo também foi redimido. Infelizmente a tradição católica reforçou mais a alma espiritual e deixou em segundo lugar o corpo inseparável companheiro de nossa alma. De modo que muitos ainda dizem. A materia para nada serve, vai apodrecer no cemitério mas o que importa é a alma. É ela que se salva o use perde. Não. se perde o use salva pessoa toda. embora a ressurreição do corpo se para todos apenas ao final dos tempos, quando o mundo estiver preparados para os corpos gloriosos e imortais.
      Na modernidade não se crer mais nem em alma que não se ver e não se pode provar sua inexistência, imagine na ressurreição de um corpo que se transforma em pó. Como poderá ressurgir  que não existe mais?  Alguns teológicos ensinam na morte que nada mais é do que uma recriação da pessoa. E não uma verdadeira ressurreição, já que tudo acaba  com a morte e volta depois a existir. Mas Deus pode a partir de uma minúscula célula pertencente a um corpo decomposto, de um ínfimo fio de cabelo, de um dente ou de qualquer parte do corpo preservada, fazer ressurgir um novo corpo. Isto não é empecilho para seu poder. Por isto afirmamos no credo: "Cremos na ressurreição da carne." Desta carne que pelo pecado voltou ao pó mas pela Redenção de cristo retornará à vida e vida em plenitude. Vida Eterna.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O INFERNO É CONSEQUÊNCIA E NÃO PUNIÇÃO ETERNA



            O pavor do inferno eterno apavorava os cristãos na Idade Média. O objetivo neste mundo era salvar-se das penas do inferno. Com o inicio da renascença, do iluminismo e da ciência o pavor do inferno para muitos se tornou indignação. Como um Deus que é amor pode punir eternamente sem utilidade meras criaturas? Hoje são muitos entre os cristãos católicos e os protestantes liberais que não creem no inferno. Até admitem uma punição temporária, já que quem faz o mal merece ser punido, mas nunca a eternidade das penas do inferno. Para os ateus e agnósticos o que importa é viver o aqui e agora. O Ateu crer que tudo acaba com a morte e agnóstico não sabe de nada do que acontece  após a vida. Interessa-se apenas que pode fazer neste mundo. Por sito se ouve muito dizer que se o mundo acabasse hoje se dariam estes a toda forma de prazer. Um verdadeiro escândalo para o homem medieval.
            Mas o inferno nas Sagradas Escrituras é mostrado apenas como uma punição eterna de um Deus irado para os transgressores de sua lei? Em muitas passagens da Bíblia, Jesus nos apresenta o inferno como consequência do pecado que corrompe nossa natureza de filhos de Deus. O que torna impuro o homem é o que ele produz de sue interior. ( Mt. 15, 10-11) E como nada de impuro entrará na cidade celeste o inferno é simplesmente ficar de fora.(Ap. 21,27; Mt. 8,12) Assim como o sal se tornar-se inútil se perder sua característica de preservar (Mt 5,13) assim o pecador se torna imprestável para a união com Deus. Amar a as trevas  e desprezar a luz faz o mesmo ser humano densas trevas.(Mt 6,22) Deste modo a verdadeira forma de entender o inferno não é como uma sentença judicial repugnante à mentalidade moderna. É como uma consequência do pecado que muitas vezes repetido  altera o ser humano ao pondo do mesmo não suportar permanecer perante Deus. (Is 33,14-15) E Deus que cria tudo perfeito e sem arrependimento jamais poderia destruir um ser que quis corromper-se. Seria o mesmo que admitir que o livre arbítrio dado aos homens fosse um tremendo erro dele. Por isto, a razão da eternidade desta separação dolorosa da fonte do Amor e felicidade que é a Deus.
            Deus mesmo manifesta a sua misericórdia em permitir que os corrompidos ainda mantenham a existência. Assim como a lenda dos vampiros que mesmo sem suportar a luz do sol, também os pecadores condenados, que se alimentam de seus próprios pecados não podem suportar a própria luz que é Deus, mas não querem voltar ao nada.
            Maior que o inferno é a misericórdia de Deus ao ter nos salvado das penas eternas dos corrompidos ao qual estávamos todos condenados por causa do pecado. Não tínhamos nenhum direito à salvação. (Ef. 2,4)  Para isto Deus teve que encarna-se para sofre e morrer a fim  de nos libertar das penas ternas do inferno. Há maior prova de amor do que o Ser que livra condenados definitivos de uma perdição eterna sem mérito algum parte destes?  É de fé que Nosso Senhor Jesus Cristo sofreu paixão e morte na cruz para nos livrar das penas eternas do inferno. Assim se expressou Santa Joana d´Arc e é esta fé que nos católicos professamos.
Francisco Silva de Castro
Cascavel, 02/07/015