quinta-feira, 2 de julho de 2015

O INFERNO É CONSEQUÊNCIA E NÃO PUNIÇÃO ETERNA



            O pavor do inferno eterno apavorava os cristãos na Idade Média. O objetivo neste mundo era salvar-se das penas do inferno. Com o inicio da renascença, do iluminismo e da ciência o pavor do inferno para muitos se tornou indignação. Como um Deus que é amor pode punir eternamente sem utilidade meras criaturas? Hoje são muitos entre os cristãos católicos e os protestantes liberais que não creem no inferno. Até admitem uma punição temporária, já que quem faz o mal merece ser punido, mas nunca a eternidade das penas do inferno. Para os ateus e agnósticos o que importa é viver o aqui e agora. O Ateu crer que tudo acaba com a morte e agnóstico não sabe de nada do que acontece  após a vida. Interessa-se apenas que pode fazer neste mundo. Por sito se ouve muito dizer que se o mundo acabasse hoje se dariam estes a toda forma de prazer. Um verdadeiro escândalo para o homem medieval.
            Mas o inferno nas Sagradas Escrituras é mostrado apenas como uma punição eterna de um Deus irado para os transgressores de sua lei? Em muitas passagens da Bíblia, Jesus nos apresenta o inferno como consequência do pecado que corrompe nossa natureza de filhos de Deus. O que torna impuro o homem é o que ele produz de sue interior. ( Mt. 15, 10-11) E como nada de impuro entrará na cidade celeste o inferno é simplesmente ficar de fora.(Ap. 21,27; Mt. 8,12) Assim como o sal se tornar-se inútil se perder sua característica de preservar (Mt 5,13) assim o pecador se torna imprestável para a união com Deus. Amar a as trevas  e desprezar a luz faz o mesmo ser humano densas trevas.(Mt 6,22) Deste modo a verdadeira forma de entender o inferno não é como uma sentença judicial repugnante à mentalidade moderna. É como uma consequência do pecado que muitas vezes repetido  altera o ser humano ao pondo do mesmo não suportar permanecer perante Deus. (Is 33,14-15) E Deus que cria tudo perfeito e sem arrependimento jamais poderia destruir um ser que quis corromper-se. Seria o mesmo que admitir que o livre arbítrio dado aos homens fosse um tremendo erro dele. Por isto, a razão da eternidade desta separação dolorosa da fonte do Amor e felicidade que é a Deus.
            Deus mesmo manifesta a sua misericórdia em permitir que os corrompidos ainda mantenham a existência. Assim como a lenda dos vampiros que mesmo sem suportar a luz do sol, também os pecadores condenados, que se alimentam de seus próprios pecados não podem suportar a própria luz que é Deus, mas não querem voltar ao nada.
            Maior que o inferno é a misericórdia de Deus ao ter nos salvado das penas eternas dos corrompidos ao qual estávamos todos condenados por causa do pecado. Não tínhamos nenhum direito à salvação. (Ef. 2,4)  Para isto Deus teve que encarna-se para sofre e morrer a fim  de nos libertar das penas ternas do inferno. Há maior prova de amor do que o Ser que livra condenados definitivos de uma perdição eterna sem mérito algum parte destes?  É de fé que Nosso Senhor Jesus Cristo sofreu paixão e morte na cruz para nos livrar das penas eternas do inferno. Assim se expressou Santa Joana d´Arc e é esta fé que nos católicos professamos.
Francisco Silva de Castro
Cascavel, 02/07/015

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