quinta-feira, 21 de abril de 2011

SANTA CEIA E A CRUZ




A ceia pascal não indica a celebração Pascal e não é uma ceia de despedida de Cristo do seus discípulos. Na Ceia Pascal Jesus manifesta aos discípulos através de palavras, gestos e materia  o significado de sua morte que aconteceria depois no calvário sob a cruz. A Ceia indica a cruz, o sacrifício; E Jesus a instituiu para tornar presente o seu sacrifício pela remissão dos pecados

Para nós católicos a ceias não é a recordação de um evento passado há muito tempo; menos menos, é um encontro fraterno e social, em que celebramos a comunidade. Por Cristo estabeleceu para sempre a memória viva, atuante e presente do seu sacrifício redentor. Nela sob as espécies de pão e vinho, cremos realmente presente o próprio Cristo vivo e ressuscitado, mas que teve e quis passar pelo calvário para  chegar à sua glória.
Na ceia do Antigo Testamento judaico, celebrava a libertação do cativeiro político no Egito. Na ceia da Nova Aliança, celebra-se  sacrifício Redentor do Cristo Jesus para a remissão dos pecados. Então, nós católicos, manifestamos e cremos muito mais do que qualquer outra corrente cristã que o Sangue de Jesus tem poder; porque vivenciamos, adoramos e recebemos este Cristo vivo que se imolou por nós e derramou o seu sangue para remissão dos nossos pecado. E isto nós celebramos, vivemos e anunciamos em toda celebração do Santo sacrifício da missa que é o mesmo do calvário. Porque tal como no calvário o sacerdote é o unico Cristo que se oferece ao Pai por meio do presbítero; a vitima é a mesma. Cristo Jesus, sacrificada tal e qual o cordeiro Pascal para que sejamos poupados pelo anjo examinador, porque fomos marcados com seu sangue; E a quem o oferecemos  é o mesmo Deus dos patriarcas e dos profetas, Deus pai de Cristo Nosso Senhor. Grande é este mistério celebrado em todas as nossas igrejas e infelizmente tão compreendido. Queira Deus suscitar no coração dos padres a plena compreensão deste mistério da nossa fé para que voltem a professar que na missa não temos apenas  uma refeição fraterna,  mas o unico e verdadeiro sacrifício da cruz.

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