sábado, 7 de julho de 2012

O SINAL DA VERDADEIRA FÉ É A NOSSA OBEDIENCIA A DEUS E NÃO NOSSAS EMOÇÕES

Tornou-se praticamente generalizado nos a grupos católicos de oração  da RCC e  em comunidades pentecostais, reforçar a expressão Experiência de Deus. Deus precisa ser experimentado. Para estes, é  preciso sentir Deus como se sente o sabor de um alimento, a alegria de um encontro, a emoção de uma presença. Só que nossas emoções são passageiras  e dependem de influencias externas.. Duram apenas enquanto estamos em contato com uma situação especifica que nos agrada ou nos faz sofrer. Perante um estado de tristeza, vazio espiritual, a única coisa que nos resta é a nossa vontade. E se esta não estiver dirigida para o único e principal objetivo de nossa vida, que é a glória de Deus e a salvação de nossas almas, nossas emoções nos farão procurar sempre outras formas de sensações. 
A Fé não consiste unicamente numa experiência. Veja o caso do eunuco da Rainha Candace convertido pelo discípulo Felipe. Ele deixou-se convencer pelos argumentos de Felipe explicando o real sentido das escrituraras. Foi  sua compreensão do que realmente escrevera o profeta Isaías, sobre o servo sofredor,  que o fez aceitar que este era Jesus, e  também a sua vontade  de crer no que o discípulo anunciara, que o fez dizer : "Temos água aqui. O que impede que eu seja batizado?" Atos 8 , 26-38. Jesus reforça muito este aspecto da vontade sobre a emoção. Sentir e momentâneo. Querer é um resolução pessoal  que leva a pessoa a rejeitar tudo o que seja um obstáculo ao fim desejado. E a raiz do querer a Deus  é o amor. Amor como virtude e não como sentimento. O amor a um ideal, a uma causa, impulsiona a procurar os meios adequados para conseguir o objetivo. O mais importante é que o nosso amor a Deus nos faça querer sempre obedecer a Deus. Mesmo nos momentos de tristezas, de solidão, de sofrimentos, nossa vontade esteja firme em cumprir a vontade de Deus. É isto que significa o que Jesus disse: "Renegue-se a si memso, pegue a sua cruz e siga-me." Lucas 9, 23. Experimentar Deus é muito fácil, pois confundimos experimentar Deus com o sentir-se emocionado, calmo; com manifestações maravilhosas, tais como falar línguas, fazer profecias; deixando em segundo lugar o essencial. Ouvir a palavra de Deus e cumprir a sua vontade. Se deixarmos que as emoções nos dominem, não  teremos forças para querer como Jesus,  no jardim das oliveiras, em plena agonia, que seja feita a vontade de Deus e não a nossa. Jesus estava passando por uma emoção muito difícil naquela hora. Sentiu todo o peso da carne e da fraqueza humana. Não eram emoções boas. Mas a vontade em obedecer a Deus era  maior do  que o que Jesus sentia. Por isto ele disse: "Faça-se a tua vontade e não a minha" Lucas 22,42. Muitos buscam na Religião um entorpecente para aguentar os sofrimentos da vida.  Se experimento Deus, como dizem,  devo sentir algo que me faça feliz, sereno, alegre, agradável; porém não se pode experimentar Deus, materialmente falando; porque Deus não é uma coisa. A formula de um remédio. Deus é Vontade absoluta, Conhecimento absoluto e o Amor absoluto. É o nosso fim último. É a nossa vontade que dever submeter-se a Deus. É o nosso querer acreditar e continuar a ter vontade de crer, como disse Santa Joana d´Arc. "Eu acreditei e tive vontade de acreditar" É imitar Maria Santíssima e sua resposta do Faça-se AGORA  E JÁ, SEGUNDO A TUA PALAVRA. E o apóstolo o também recomenda "Sujeita-vos ao Senhor." Tiago 4,7.
Não confiemos em nossas emoções por mais agradáveis que estas nos sejam. Sensações emotivas são também sentidas nos cultos afro brasileiros e religiões orientais. Exercitemos sim,  a nossa vontade, na obediência por amor a Deus. Quanto mais determinados estivermos em fazer só o que Deus manda e amar só o que Deus ama, mas teremos a força do Espírito Santo, que age silenciosamente em nós, nos formando segundo a idade do homem perfeito, Jesus Cristo, que se fez obediente até a morte e  morte na cruz. Diante dele todo joelho se dobra, e por ele todos dão Graças a Deus Pai, porque ele foi o servo obediente e humilde, cujo alimento era fazer a vontade daquele que o enviou.

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