terça-feira, 18 de dezembro de 2012

CULTO A MARIA MÃE DO SENHOR



         Por que nós, os católicos, cultuamos Maria, a mãe de Jesus? Porque aceitamos e cremos que ela é a Favorecida por Deus, como nenhuma outra criatura, redimida por Cristo. Lucas 1,28. Cremos que ela é a Serva do Senhor. Lucas 1, 38. Cremos que é a Mãe do Senhor Jesus Cristo, verdadeiro homem concebido dela e nela, pelo poder do Espírito Santo. Lucas 1,31.35; Lc. 2, 21. Cremos que só ela é a Bendita acima de todas as mulheres que existiram, existem e existirão. Lc. 1,45.  E também porque acreditamos que não é  discípulo amado por Jesus, quem não aceita Maria como sua mãe, entregue por Jesus do alto da cruz, ao discípulo amado, que a acolheu entre o que este tinha de mais querido. João 19,25-27. E porque obedecemos ao que Deus fez Maria proclamar. “Que todas as gerações haveriam de proclamá-la Bem-aventurada porque o Senhor fez grandes coisas por Ela”. Lucas 1,48.
         Quem se escandaliza com o culto católico prestado a Maria, não crer que Jesus é tão filho dela quanto nós o somos de nossas mães. Não adoram o mesmo Jesus que nasceu de Maria, mas apenas o Jesus Deus, pré-existente, eterno, meu salvador pessoal, que segundo estes, não têm e nem pode ter mãe. Cometem o mesmo erro dos conhecidos de Nazaré, que se escandalizaram de Jesus e se admiraram de sua sabedoria, por saber que ele, era o Filho de Maria, a simples dona de casa de Nazaré. (Marcos 6, 3).  Fazem como os judeus, que recusavam crer em Jesus porque conheciam o pai e a mãe dele. (Jo. 6,42.) Nós adoramos o Jesus feito de Maria, (Gálatas 4,4)  concebido no ventre de Maria, nascido de Maria, da carne de sua carne e ossos de seus ossos, muito mais do que foi Eva para Adão. Sem Maria, o mistério da encarnação seria uma farsa. Sem uma mãe verdadeira, Jesus não seria o filho do Homem. Não teria parte com a carne e o sangue de nossa natureza humana. (Hebreus 2,14)  Por certo Deus poderia ter formado o corpo de Jesus do nada. Porem se assim o houvesse feito, ele não estaria ligado à humanidade. Seria uma recriação do homem e ele não seria o primogênito de muitos irmãos. Maria é a garantia de que o Verbo realmente se fez carne e habitou entre nós. (João 1,14)
         Os textos em que Jesus parece recusar a maternidade de  sua mãe (Mat. 12, 48-49; Mc 3, 33-35; Lucas 8,19-21) devem ser lidos à luz de Lucas capítulos 1 e 2 e não o inverso. Quando Jesus diz Minha mãe e meus irmãos são os que ouvem a palavra de Deus e a praticam, está agindo como profeta. Está cumprindo o primeiro mandamento: Amar a Deus acima de todas as coisas, de todo o seu coração de toda a sua alma e de toda sua vontade. (Mateus 22,37) E perante o amor a Deus, o amor até mesmo à própria mãe deve vir depois. Observem que Jesus não  indica a sua pessoa, mas o Pai, mesmo quando afirma que sua mãe são os que ouvem e praticam a palavra de Deus,  ou que são bem-aventurados os que praticam a vontade de Deus. Ele confronta Maria com Deus Pai. Com o seu Pai que é Deus. Mostra que devemos colocar o amor a Deus acima do amor aos nossos pais. Jesus não rejeita ser filho de Maria, apenas coloca Deus acima do amor filial por sua mãe. E indiretamente, convida sua própria mãe a amar a Deus mais do ao seu próprio Filho. Se Jesus agiu assim é porque sabia que sua  mãe não ficaria magoada. Novamente ela guardaria suas palavras tirando conclusões em seu coração. (Lucas, 2,51) Porque ela mesma se declarou a Escrava de Deus e deste modo está muito mais unida a Jesus por seu amor Deus Pai, do que por sua maternidade carnal.
         Maria concebeu Jesus pela fé e por isto foi declarada pelo Espírito Santo, através de Isabel, a Bem-aventurada porque acreditou, que seriam realizadas as coisas que lhe foram ditas pelo Senhor. (Lucas 1,45).  O culto a Maria nada mais é do que a expressão publica desta certeza. Maria é verdadeiramente a mãe de Jesus, a Mãe dos que são amados por Jesus  e a Serva maior de Deus.
Francisco Silva de Castro
Na Festa da Expectação do parto de Nossa Senhora.
18 de dezembro de 2012

Nenhum comentário:

Postar um comentário