domingo, 3 de fevereiro de 2013

CATOLICISMO E ESTADO LAICO



            Separação absoluta entre o Estado e o catolicismo é impossível. Mesmo que seja defendida até por alguns  clérigos.  O cristianismo se diferencia de outras religiões, principalmente as religiões animistas ou esotéricas pelo seu aspecto social e político. Na medida em que admite mandamentos ordenados por Deus que devem orientar toda a vida social. Em relação ao cristianismo e principalmente em sua vertente Católica, a Religião jamais e uma questão ode foro intimo. Não há como separar no catolicismo o cidadão laico  do cidadão da fé. Ele é católico todos os dias o dia inteiro em todos os lugares. Não pode agir com católico na missa e como um agnóstico ou ateu no gabinete. é justamente nesta sua ação no século que o laicismo estatal cria enormes dificuldades para o político, o medico ,o professor, enfim para o cidadão católico. Porque em determinada situação ele deverá obedecer a Deus ou a Estado  se este for laico ou indiferente ao catolicismo. Preferir Deus ou os homens e suas leis.
            O cristianismo foi perseguido durante três séculos porque não admitia obedecer a lei romana de oferecer sacrifícios aos deuses. Não impedia ou mandava perseguir os pagãos, mas rejeitava sues cultos aso deuses e ao imperador. Por sito forma considerados subversivos. Enquanto o cristianismo foi a  religião  do povo, mas não do Estado foi fácil aos cristãos  à margem da vida política do Império. Bastava se afastar de suas praticas. Mas quando este por meio de Teodósio em 395 se tornou a Religião oficial do Império, o imperador e conseqüentemente o Estado tinha que se sujeitar aos mandamentos de Deus. Seria um contra senso, um absurdo, um i imperador cristãos freqüentar um templo pagãos e  seus ritos.  Ele não poderia fazer sito sem pecar contra o primeiro mandamento que manda adorar apenas um,  Deus e não aceitar mais que um. Por sito um governador ou presidente que vai à missa de manhã e a tarde oferecer presentes para Iemanjá não é de fato católico. E qualquer autoridade, mesmo religiosa que com sua presença apoiar outras religiões, está pecando contra o primeiro mandamento. O Deus, revelado em Cristo Jesus e por Cristo, deve se dar Adoração exclusiva.
            Mas não é só no culto que o católico  tem deveres para com Deus. O governante católico jamais poderia apoiar financeiramente o carnaval como suas orgias e devassidão. Sancionar leis que descriminalizando o aborto, a lei que estabelece punir quem denúncia que praticas homossexuais são pecados mortais, que apoiasse e incentiva o divorcio, que  permite  casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por isto na Cristandade um rei que sancionasse a lei do aborto seria logo excomungado e seus súditos liberados de obediência a ele. E entenda-se. Esta ação não seria ingerência do poder religioso no poder civil. De forma alguma Porque neste caso e nos outros exemplificados se estaria punido primeiramente os católicos e cristãos, que deveria agir segundo a sua fé enquanto governante medico, professor ou em qualquer situação.
            Quando Jesus diz que o Reino não é deste mundo ele não esta dizendo que as nações deste não lhe devem obediência. De forma alguma. Ele apenas está afirmando que o  Reino dele não é uma das nações que existia em sua época. Um território delimitado com seus exércitos. Mas Jesus mesmo disse que todo poder lhe foi dado no céu e na Terra  e também que ele iria apascentar as nações com cetro de Ferro. Além disso, as Sagradas Escrituras afirmam que o Messias está submetendo todos os seus inimigos debaixo de seus pés. Os inimigos do Messias são aqueles que não admitem a sua lei e não o reconhecem como Senhor e Deus.  Este aspecto do Reinado social de Cristo foi amenizado e hoje é ignorado e substituído por uma atitude individualista e afetiva de que Jesus tem a ver apenas com a minha vida pessoal, que Jesus é unicamente amor, bondade tolerância pra com todos inclusive para com o erro, as falsas religiões, a mentira, enfim, aceita tudo. E sito não é o Evangelho. Jesus insiste muito em que devemos rejeitar o mal e fazermos o bem. Ele mesmo foi vítima do ódio do mundo porque mostrou que as obras do mundo eram más. O cristianismo trouxe nova mentalidade em relação à política, à economia e as relações pessoais. Por isto não impossível Estado laico no sentido deste ser  indiferente aos mandamentos de Cristo. Estado laico e catolicismo se excluem porque o católico vive no Estado e deve está sujeito a Cristo e a lei do Evangelho na Igreja. E nenhuma lei humana pode ser contra a lei de Cristo. Por isto não há como haver Estado laico numa sociedade católica e os que defendem a  separação absoluta do Estado e da Fé Católica   estão indo de encontro com a doutrina de Jesus. Claro que o Estado por ser veiculado à Cristo não deve perseguir ou obrigar pessoas de outras crenças a se tornarem cristãos e muito menos definir dogmas e doutrinas, indicar cargos eclesiásticos e outras ações exclusivas da Igreja.  Jesus também jamais ordenou isto. Mas não  este deve apoiar, incentivar, freqüentar crenças pagãs.  E suas leis devem fundamentadas na Lei natural e nos princípios do Santo Evangelho de Cristo. Se em nossos dias de certa forma não há como humanamente se expressando,  retornarmos a viver como nos tempos da Cristandade só resta aos fiel católico se abster de qualquer cargo político e de imiscuir-se nas cosias do mundo, para se manter fiel à sua fé e professar sua fidelidade à Cristo Rei obedecendo só e apenas às leis que não estão de encontro com  que ensina a Santa Igreja.

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