sábado, 26 de dezembro de 2015

MARIA E A UNIDADE








A bem-aventurada mãe de Nosso
Senhor não deveria ser de forma alguma motivo de divisão entre os que professam fé em seu filho Jesus.
Tudo o que podemos afirmar sobre Jesus é do Filho de Maria que afirmamos.
Se dissermos Jesus é Deus, nos referimos ao filho de Maria;
Se dissermos Jesus é o meu Salvador, nos referimos ao filho de Maria;
Se dissermos Jesus é o Senhor dos senhores é do filho d Mar que estamos falando.
E se damos credito ao que foi descrito em Lucas no anúncio do anjo Gabriel a Maria, A mãe de Jesus não se tornou a mãe de um homem que no futuro seria  importante. Ela soube desde inicio que seu filho era Filho do Altíssimo e que seria Grande e Senhor.
Maria foi a única criatura humano que Jesus amou não só como uma das criaturas salvas por ele mas como sua verdadeira mãe. E isto não a diminui. Pelo contraria a engradece ainda mais. Pois aquele que no tempo se tornaria seu filho a amou com amor eterno.
Algumas devoções e festas a Maria são de menor importância do que a grandeza de sua pessoa e isto não deveria ser causa de controvérsias e criticas diretas à Bendita Mãe de Jesus.
Pois ela é, a segunda as mesmas escrituras, A Favorecida de Deus e não uma entre milhares de Favorecidas;
A Mais Bendita entre as Mulheres e não uma entre milhares de Bendita;
Aquela que Acreditou não só na ordem do tempo, quando Jesus ainda não e mostrava como Filho de Deus, mas com a mais intensa fé e fidelidade.
E Deus Pai quis que a vida terrena de seu Filho começasse e terminasse  nos braços da mãe.
Como é possível ver nesta mulher uma pessoa que nos desvia do filho se por ela recebemos este mesmo Filho, causa de toda sua grandeza e nosso sumo bem?


domingo, 20 de dezembro de 2015

NATAL: A VINDA DO SALVADOR

     


     " Esta declaração é fiel e digna de plena aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior.  1Tm 1,15"


Hoje, na cidade de Davi, vos nasceu o Salvador, que é o Messias, o Senhor!  Lc 2,11



       O mundo não admite comemorar no Natal  o Nascimento do Salvador porque não crê mais em  Pecado e nem na necessidade de ser salvo. É por isto que a figura de Jesus é quase um acessório de menor importância nos festejos natalinos. Celebra-se a união, a fraternidade universal, a paz entre as famílias e os povos e se pode até se festejar o aniversario de Jesus como uma pessoa muito importante na história da humanidade. É um aniversario! Justamente o que o Natal não É . Uma festa de aniversário.  Não! O Natal é a celebração do mistério do Deus que se faz homem para salvar do pecado os homens. E só quem tem consciência da necessidade de ser salvo e da realidade do pecado pode comemorar o Natal e o seu verdadeiro significado. 
       A sociedade atual acredita que pode salvar-se a si mesmo pela tecnologia e pelo esforço de sues poderosos. Mas sem Deus e sem o Cristo que se faz um de nós, nunca haveria ou haverá salvação. Porque o pecado é uma realidade que ultrapassa a força humana que feriu nossa natureza de morte. E se não se crer mais no pecado também não se ver mais necessidade de um salvador. Por isto o Natal se tornou uma festa mais pagã do que anteriormente quando se celebrava entre os romanos a festa do sol. Hoje é a festa do consumo, de valores meramente humanos. Porque esqueceram que celebramos não o nascimento de um grande sábio, um filosofo,   um mestre de sabedoria, mas a própria entrada de Deus na historia da humanidade para a partir de dentro salvar esta mesma humanidade. Sem crer no mistério da encarnação de deus como homem jamais se entenderá o Natal. Pelo menos o Natal que se diz Cristão.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

REFLEXÃO SOBRE A IMACULADA CONCEIÇÃO 03

És, portanto, toda bela, minha amada, e não tens um só defeito! (Ct.4,7)


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E, em seu amor, nos predestinou para sermos adotados como filhos, por intermédio de Jesus Cristo, segundo a benevolência da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos outorgou gratuitamente no Amado.  (Ef. 1,5-6)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Reflexão sobre a Imaculada Conceição 02



Salvos da situação de Pecado pela graça e não por méritos pessoais. Pois não foi em atenção as obras precedentes que houvéssemos praticado que Deus enviou o seu Filho ao mundo para salvá-lo. Mas unicamente por amor gratuito. Como bem afirma São Paulo o amor de Deus excede toda compreensão porque Cristo morreu por nós quando éramos pecadores e estávamos sem a sua graça, destituídos da gloria de Deus.

Em Maria concebida em Graça, sem mérito algum, resplandece e se confirma a justificação pela graça como definiu a Igreja no concilio de Trento. Nossa passagem do estado de pecado para o de santidade não tem nada de nosso porque como condenados e culpados nada podíamos fazer nada por nós mesmos. Neste aspecto  no que diz respeito à nossa salvação realmente as obras não tiveram papel algum. E quem mais do que todos foi agraciada por Deus do que a Virgem Maria? O que fez ela antes para ser predestinada a tonar-se a mãe do Salvador? Não fez absolutamente nada. Foi eleita por Deus desde de sempre sem que houvesse  merecido esta eleição e adornada dos maiores esplendores da sua graça tendo em vista a encarnação do verbo eterno em seu seio. Recebeu de Deus a perfeição  por um ato soberano de amor, por isto pôde proclamar perante Isabel que Deus havia atentado par o nada que ela era por si mesma; no entanto elevada por Deus aos esplendores de uma santidade ímpar. Ver as perfeições de Deus em sua criatura não diminui a gloria que devemos dar ao criador, antes nos obriga a elevar nossa ação de graças a Deus que quis para mãe de seu filho único sobre a terra uma mãe que fosse mil vezes melhor do que as nossas, obra prima da sua graça e de seu amor. E é porque não vemos a Jesus como um homem que se faz filho de Deus ou se tornou grande, mas como o filho de Deus desde sempre, que entendemos que ele merecia ter como mãe a criatura mais perfeita dentre todas, na ordem da graça e mais santa do que todas as mulheres que já pisaram sobre esta terra. Quem ver Maria como uma crente igual as outras crentes não consegue entender a dignidade e a grandeza de Jesus e nem o poder de sua graça que preservou e santificou Maria no primeiríssimo instante de sua Conceição no ventre materno.

Ó Deus que predestinastes que mãe de vosso unigênito entrasse neste mundo sem culpa, dai-nos sair dele em vossa graça. Amem.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Refletindo sobre a Imaculada Conceição de Maria 01






Não fala mais em pecado. Muito menos no pecado original que parece associado a um mito que ganhou conotações puritanas ao ser associado ao ato sexual. Mas todo o fundamento do cristianismo se sustenta nesta verdade: Deus enviou o seu Filho ao mundo para salvar a nós, seres humanos, do Pecado. Não só de nossos pecados pessoais, mas do Pecado com um P bem maiúsculo mesmo, porque remete a uma situação da qual por nós mesmos jamais poderíamos sair. A humanidade toda em sua origem perdeu a comunhão com Deus e mergulhou num mar de lama que é o pecado original.
 Para retira-la desta lama Deus quis que seu Filho unido a uma natureza imaculada livre do pecado por mérito e não por Graça o redimisse. Daí a necessidade de ser concebido pelo Espírito Santo e não da semente de um homem. E este homem sem nenhuma divida para como pecado é Jesus. Sendo verdadeiro homem havia de entrar no mundo da mesma forma que nós. Concebido num ventre materno. Mas que ventre seria este se todos estavam manchamos com a lama do pecado?  Como poderia uma mulher escrava do demônio gerar a carne do Filho imaculado de Deus? Poderia sim, se para esta mulher Deus concedesse a graça de ser livre do pecado antes de contraí-lo. De livra-la antes de cair como todos caíram. E isto por pura Graça e não pelos merecimentos dela. De modo que esta foi redimida tanto quando os outros, só que com uma diferença. Redimida para ser digna geradora daquele que entraria o mundo sem o pecado, sem divida alguma para com este. Ela sim, devedora apenas ao Filho de sua entrada neste mundo sem mancha; eis o grande mistério da imaculada Conceição Maria.
Na festa da Conceição da Virgem, como é grande a oportunidade para pregar sobre a universalidade do pecado e da Redenção por Cristo. Que preciosa oportunidade para explicar que nascemos mortos perante Deus e pela graça somos salvos e que em Maria temos o maior exemplo da salvação pela fé e pela graça. Infelizmente não se fala no pecado original e nem se fala dos pecados pessoais. Nem se explica como Deus quis salvar o mundo mediante a morte de Cristo na cruz. Nem da força de sua graça que além do tempo, pode sim, preservar uma criatura tão humana quanto nós de ser formada sob a condenação do pecado. Da força dos merecimentos infinitos de Cristo que teve uma mãe moralmente digna de sua santidade, pois aplicou a ela os frutos vindouros da Redenção, já que para Deus o tempo nunca será um empecilho.
Apenas neste titulo, ou nesta festa, Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria está resumido todo mistério da redenção de cristo da humanidade e força de sua Graça. Roguemos a Deus que por Cristo, seja conhecido e ensinado este grande mistério que a Igreja celebra a cada 08 de dezembro de todo ano.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

FUNDAMENTALISMO E A VERDADE



     
Os valores importantes para a modernidade são a fraternidade, a tolerância à diversidade, o pluralismo cultural. Não se deve  crer em nenhuma verdade absoluta e que por si exclua os enunciados que a contradizem e que provoquem divisões, conflitos.  Mas para o cristianismo a verdade não é um mero valor humano como Fraternidade, tolerância e pacifismo a qualquer custo; em prol do qual se deve evitar todo enunciado de valor absoluto. Diante deste tipo de verdade não há conflitos porque todos almejam paz, concórdia e até união de doutrinas contraditórias. Mas para o cristão a verdade é uma pessoa. É muito mais do que sua doutrina. É ela mesma enquanto alguém que nos obriga a tomar uma posição frente a si mesma. Esta verdade é Jesus Cristo. Por isto Jesus disse que a sua própria pessoa iria trazer divisão ate entre os familiares. Entre pais e filhos, porque ou se aceita que Jesus é o filho de Deus, redentor e rei ou não se aceita; não há nesta questão meio termo. E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós. E de todos sereis odiados por causa do meu nome. Lucas 21,16,17  E se aceitarmos Jesus como filho de Deus excluir as definições contrarias a esta. Não se trata de decidir que esta é a minha verdade sobre Jesus, mas de assumir que foi isto que ele disse de si mesmo é que ele não pode enganar  ou ter se enganado.

Por admitir que Jesus seja a Verdade única e absoluta aquele que crer não pode associar Jesus a Buda, Maomé, ou outro dito Deus neste mundo. Não reunir-se para cultuar Deus com estas pessoas e  nem lutar por uma religião fraterna universal no qual a união, paz, esteja acima da pessoa de Cristo e de sua Igreja. E isto é o verdadeiro fundamentalismo que não significa ódio ao quem não aceita Jesus, mas ao contrário, verdadeiro deseja que este creia e se faça seguidor de Cristo como o disse São Paulo ao rei Agripa: “E disse Paulo: Quisera  a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias. Consiste o fundamentalismo sadio crer que o fundamento da verdadeira paz é Jesus Cristo porque só ele pode dá-la como mesmo disse. E nada ele consegue antepor ao amor de Cristo o disse São Bento em sua regra. De modo que assim como uma casa não permanece se seu fundamento não estiver sobre a rocha também o Cristianismo poderia sobrevier se não estiver fundamentado em Cristo o uni Caminho, única VERDADE(João 8,32; João 14,6; João 18,37) e a única vida.