terça-feira, 29 de novembro de 2011

A SINGULAR E PARADOXAL SANTIDADE DE JOANA D ´ARC


Não há entre os que foram declarados santos pela Igreja Católica, uma personalidade mais controversa e singular do que Joana d´Arc. Para a turma dos pacifistas e defensores da paz a qualquer preço, ela é um personagem, no mínimo estranho entre os santos. Como pôde dizer-se enviada para fazer a guerra, por aquele que disse, amai os vossos inimigos e fazei o bem a quem vos persegue? Para os inimigos da Igreja Católica, o que importa é unicamente o seu processo pela Inquisição e a morte dela como herege. Sua posterior canonização pela mesma Igreja, que tinha como membros os juízes que a condenaram, é para estes, uma prova incontestável de que a Igreja mesma, a Instituição Igreja, pode errar e enganar-se. Acredito que seja até mesmo um alivio para muitos padres e bispos, que Joana não tenha se tornado popular como santa, nem mesmo na França. Lá ela aparece muito mais como heroína Nacional; é mais vista como santa fora da França. É a única dentre os santos, em que o padre sempre vai ter que explicar porque ela foi queimada viva, por pessoas da Igreja. E desta forma os julgamentos da inquisição se tornam conhecidos. Podem ser incompreendidos e até escandalizar. Deve ser mesmo um alivio que Joana seja vista mais como heroína nacional ou um líder militar. Um site espanhol, O EX ORBE, que parece tradicionalista, fez uma critica ao discurso sobre Joana d´Arc do Papa Bento XVI em 26 de janeiro de 2011   Ver aqui: http://exorbe.blogspot.com/2011/01/juana-de-arco-secundum-benedictum.html   Admirou-se de o mesmo tê-la comparada a Catarina de Sena, santa e  doutora da Igreja. Afirmou que a guerra é ação indigna de um santo. Esqueceu que ao pensar desta forma, Davi, Moisés, Gideão e Josué, guerreiros por mandato de Deus, em conformidade com as Sagradas Escrituras, não podem ser considerados santos. Nem mesmo um São Bernardo e um São João de Capistrano, que pregaram cruzadas contra os islâmicos. Se esta concepção foi expressa num site tradicional, imagine em um de conteúdo pacifista.
            Há santos para nossa época, que estão revestidos de uma marca ecumênica. Santa Teresinha do Menino Jesus é a santinha de todos. Soube que há até um centro Holístico Santa Teresinha do Menino Jesus. Sim, também há centros espíritas com o nome de Joana d´Arc. Eles pertencem ao grupo dos que usam o nome de Joana para deixar bem conhecido o erro que atribuem a Igreja católica, que para estes, foi a responsável direta por sua morte. A pessoa de Joana d´Arc ficou como que presa a dois grupos: os que a rejeitam ou a ignoram por sua ação guerreia, e a dos que se aproveitam de sua memoria para denegrir a Idade Média e apontar o dedo para a Inquisição. Poucos são os que consegue enxerga-la além destas circunstancias. Certamente Joana d´Arc nunca teve vocação para o consenso. Difere muito de um São Francisco de Assis, aceito por todos e de todos os credos. Significativo  foi que, em Assis reuniram todas as religiões e seus lideres, porque o santo de Assis é o Santo da paz que o mundo prega  e do Amor e do amor que o mundo deseja. Um encontro destes jamais poderia ser em Ruan, cidade da França, onde Joana foi queimada viva, aos 19 anos. E ambos pertencem à mesma execrada e detestada Idade Média. Mas o próprio Jesus não deu como sinal de santidade e autenticidade do verdadeiro profeta ser difamado por todos?  E o mesmo Jesus, alertou que os falsos profetas teriam a simpatia e agradariam a maioria. Joana dentre todos os santos, foi quem suscitou e produz mais polemicas. Tanto dentro como fora da Igreja. E já em vida.
            É preciso ver além dos fatos para entender a santidade de Joana. É fundamental vê-la em si mesma diante de sua missão.  Nela é que resplandece dois aspectos da santidade que se tornam evidentes na vida ativa. Ela poderia muito bem ser definida como a santa da AÇÃO! E o que a motiva à ação? Glorias? Riquezas? Conquistas territoriais? Não! Apenas uma só vontade: A VONTADE DE DEUS. Só porque Deus manda é que ela admite ser a guerreira e deixa de ser a pastora. O mesmo Deus, que ordenou a Josué expulsar os cananeus, da Terra que prometera a Abraão e a seus descendentes, fala com Joana. É preciso fazer os ingleses voltarem para Terra que fora dada a eles. A outra palavra é FIDELIDADE. Perante homens da sua Igreja que a acusam de ser infiel à própria Igreja, Joana mantem a fé no que esta Igreja oferece por meio do destes homens, mesmo seus inimigos mortais, como ela mesma reconhece. É das mãos destes homens, que ela recebe no dia de sua morte, a absolvição de seus pecados e o Corpo do seu salvador. Na Igreja nos queimamos por insignificantes críticas. Ficamos afastados dos sacramentos por causa do destempero de certo padre ou do escanda-lo de outro. Mas Joana é o maior exemplo da fidelidade a Deus e a Igreja. Este é o segredo de sua santidade. Não é a guerra em si mesma. Ela nunca defendeu a guerra pela guerra. Esta foi um meio imposto pela dureza do coração dos seus inimigos ingleses, que não a viram como mensageira da vontade de Deus, e insistiram em fazer a guerra. Tal e qual o divórcio, tolerado por Moisés, por causa da dureza do coração dos Israelitas, segundo a defesa do próprio Jesus, o Filho de Deus. Este Moisés que rezava a Deus pedindo a vitória do povo de Israel contra os de Canaã.
            Se há no clero, quem tema, Joana d´Arc se tornar uma santa popular, poderia também procurar saber como esta popularidade seria benéfica para os fiéis. Seu amor a Santa Eucaristia e a missa numa língua que ela não entendia deveria ser apresentada como grande exemplo, de que entender a missa não é saber o que padre fala, mas saber a que a missa É. E isto Joana, a analfabeta e simples camponesa, sabia tanto sobre a missa quanto o mais estudado dos teólogos. Sim, Virgem Guerreira, que de uma forma geral, sempre é chamada de Joana d´Arc quando se se referem a ela (Quando vou procurar de propósito imagens dela, digo: "Tem imagem de SANTA Joana d´Arc? O atendente logo  responde,  de JOANA d´Arc, não.) enquanto que as outras sempre recebem o titulo de santa antes do nome. Joana ainda não foi conhecida. Não foi compreendida em seu tempo e ainda não o é hoje. Mas do conhecimento de sua pessoa, teríamos por graça de Deus, o verdadeiro fervor religioso pelo catolicismo e um fortíssimo  amor à Santa Igreja.  Igreja a quem ela amava e que desejava sustentar com todas as suas forças para o bem da nossa fé cristã. Não é esta, em linguagem simples e direta, a melhor definição da missão e razão de ser da Igreja? A defesa da fé  cristã contra as divisões, as heresias e  os caprichos individuais de seus membros? Se não fosse a Igreja Católica única, unida, com unidade de governo e doutrina, não teríamos a fé cristã hoje. Temos na Igreja a garantia dada por Jesus de que ele estaria com todos os seus apóstolos até o final dos tempos. Pois os que ficaram no lugar dos apóstolos, Cristo os reconhece, como se fossem os doze a quem ele escolheu.
Santa Joana d´Arc, Filha de Igreja, Rogai por nós!

sábado, 26 de novembro de 2011

São as boas obras frutos naturais da fé?


As obras não são necessariamente conseqüência da fé. São Tiago entende a fé como conhecimento e aceitação da verdade. Neste sentido os demônios crêem, mas não amam e não obedecem. Tg 2,19. Porque os demônios  sabem que há um Deus. Age da mesma foram os que dizem crer, mas não amam e nem obedecem a Deus. Não se deve confundir a fé com a Esperança e nem muito menos com a confiança. Estas virtudes devem estar unidas a fé. São elas que manifestam uma fé pura e autentica. Mas o inicio da fé é a aceitação da revelação de uma verdade. É reconhecer que Jesus é o Filho de Deus, é Nosso Senhor e por isso obedecê-lo. Sem obediência a fé é morta em si mesma. Tg 2,17. Não no sentido de que ela não exista como afirmam os protestantes, mas no sentido de que ela não produz bons frutos porque não compromete a nossa vontade com a vontade de Deus. Não conforma nossa vontade a vontade de Deus. Por isto Jesus na parábola dos dois filhos mostra que é mais que mais importante as ações do que as boas palavras. Lucas  7,46. O filho que se recusou a ir trabalhar, mas se arrependeu foi o que fez a vontade do Pai. Mateus 21, 29-31. A obediência não se manifesta por palavras mas por atos e a fé sem obediência não salva. Muitos creram em se Jesus, mas não seguiram por medo. João 2, 23; 12, 42. (Isto é, eles reconheceram que ele era o verdadeiro messias, Deus enviara. Mas não manifestaram a sua fé.) A fé exige o compromisso da obediência e se gerasse por si mesma as boas não  precisaríamos do esforço, claro, com ajuda da Graça de Deus, para perseverar até o fim. As boas obras são exigências da fé. E não frutos inerentes à fé.  Quem crer deve agir conforme crê, mesmo que isto vá de encontro a sua vontade e expectativas. Afirmar que a fé naturalmente produz boas obras é voltar à doutrina protestante de que tudo é só fé e nada competi ao crente fazer, anulando o que Jesus afirmou: “Esforçai-vos para entrar pela porta estreita...” Lucas 13, 24. Deste modo anula-se a Ascese que é o progredir no bem e rejeitar o mal e isto durante todo o tempo em que estivermos neste corpo mortal.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

OS LAÇOS SEGUNDO A CARNE


"Estando Jesus falando à multidão, eis que chegaram sua mãe e seus irmãos, que ficaram de fora e procuravam falar-lhe. Então alguém  lhe disse: Eis que a tua mãe e os teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo." Mas Jesus respondeu: Quem é  minha mãe, e quem são os meus irmãos? E apontado para os seus seguidores disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. “Todo aquele que faz a vontade de Deus, este é para mim, irmão, irmã e mãe.” Mateus 12, 46-50

O fato mostra de forma clara  que Jesus rompe com os seus familiares. E que os mesmos não o seguiam, junto com o   povo, quando este iniciou sua vida pública. Por mais que tentemos aliviar o peso destas palavras elas indicam uma realidade clara: Os laços de parentesco são desconsiderados por Jesus para o relacionamento com ele. Jesus está entusiasmado pelo seguimento de muitos que o escutam. Ele expressou esta alegria quando deu graças ao Pai porque o manifestou aos simples. Mateus 11, 25-27.
É para aquele povo que ele fala e para a mãe e os irmãos dele. Só há um caminho para se tornar mãe, irmão e irmã de Jesus: Fazer a vontade de Deus.  Os vínculos de sangue não são considerados. A mãe e os irmãos de Jesus pensam que tem para com ele uma união acima da de seus discípulos ou seguidores, e naturalmente esperam que este lhes dê atenção. Lembremos que entre os hebreus a honra devida aos pais era um mandamento. Mas Jesus fala como mestre. Se quiserem está próximo de mim que façam como estes. Sigam-me, porque seguir-me, é fazer a vontade do meu Pai que está nos céus.
Nada no texto indica que Maria foi uma fervorosa discípula de Jesus durante sua vida pública. Ela ficou com os parentes quando Jesus deixou Nazaré e começou a pregar por toda a Galileia.  Como era mulher, não podia sair sozinha e sendo nesta época, já viúva, Maria ficou na companhia dos parentes mais próximos, os chamados irmãos de Jesus, ou mesmo filhos de José,  de um casamento anterior, como entende uma tradição mais antiga. Nesta época, para os discípulos de Jesus e o autor do Evangelho, Maria é apenas a mãe desconhecida de Jesus. Só mais tarde, quando Maria passa a fazer parte da família espiritual de Jesus como discípula, entre as mulheres, é que se começa a descobrir aquela que ouvia a palavra de Deus e a guardava no coração.  Se reconhecerá  desta  vez,  a  Serva do Senhor, sempre pronta a fazer a vontade de Deus, tal e qual o filho que  havia gerado.
Sem dúvida foi muito difícil para a Virgem ouvir estas palavras do próprio filho. As mães conhecem os filhos dependentes  delas. Quando estes crescem, elas ainda não conseguem separar por completo, o bebê frágil, a quem deviam proteger, do homem adulto e independente. Com certeza esta palavras do filho fizeram Maria sofrer, mas ela não se revolta ou guarda rancor.. Ela guardou, mais uma vez, sem mágoa no  coração, estas palavras do próprio Filho. Lucas 2,19. E os Evangelistas descobriram posteriormente, que ela era uma discípula do Filho, entre os discípulos. É o que as outras passagens dos Evangelhos nos querem transmitir, principalmente Lucas, com as narrativas da infância e João, quando coloca na boca da mãe do Senhor as palavras: Façam tudo o que ele vos disser. João 2, 5.
Outro aspecto que deve ser considerado neste fato da vida de Jesus é que os seus inimigos usavam com  desculpa para não acreditar nele a sua origem humana humilde. Mc 6, 1-4. A pobreza material e espiritual, no sentido de nome e fama, de seus familiares. Muitos nem sabiam que ele era da descendência  de Davi. João 6,41-42; 7,27.42 Sua mãe era uma simples dona de casa e seus irmãos, todos, apenas trabalhadores. Porque agora se apesentava como profeta e mestre. Ele, o filho de Maria, que nunca mostrara nada de extraordinário? Jesus também alerta para que não o julguem segundo sua origem humana tendo em vista os  de seus familiares.  A condição de seus familiares não servia como motivo para rejeitá-lo. Jesus proclama que fazer a vontade de Deus, como ele veio para fazer, o coloca acima da origem modesta de seus familiares. Ele é bem mais do que um filho de carpinteiro. Sua origem verdadeira está em Deus e ele veio ao mundo por vontade de Deus. João 7, 28-29.
Acredito que dentre todos os parentes foi mais difícil para Maria Santíssima, deixar em segundo lugar a sua maternidade em relação a Jesus, e ama-lo apenas como  mestre e Senhor. Ele era o filho que ela embalara nos braços e que sempre a obedecera. Agora é o mestre, o profeta, aclamado pelas multidões. E ela fora convidada por ele indiretamente, a se fazer mais uma, no meio desta multidão. Não como sua mãe, mas como uma discípula. E a Virgem mais uma vez entendeu que Deus queria ouvir dela as mesmas palavras ditas na anunciação: Eis aqui a Serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a sua vontade. (Lucas 1, 29) E Maria estará presente entre as outras mulheres, no dia de pentecostes, como discípula entre os discípulos do Filho. (Atos 1, 14) Mas os próprios discípulos de Jesus quando passam a conhecê-la, descobrem que nela, o mistério da fé em Cristo, chegou a uma plenitude digna de reverencia e imitação. Ela, que se revelou a seguidora e crente entre os crentes. Ela é o modelo mais perfeito de membro da Igreja. Mas tudo isto é conhecido, apenas quando Maria, junto com os irmãos de Jesus e os discípulos, estava unida em oração. Os laços da carne foram superados. Mais fortes se tornaram os laços com Cristo por meio da fé. E de certo modo, pela fé, Maria se torna, junto com os que creem, mais uma vez, a mãe de Jesus e a mais fiel dentre seus seguidores, porque muitos daqueles que ouviam Jesus, quando chegaram sua mãe e seus irmãos, gritaram depois  perante Pilatos: Crucifica-o! Crucifica-o! Mas, ela, a mãe, estava de pé junto à cruz dele, quando todos, até Pedro e os apóstolos, o haviam abandonado. João 19, 25
Prof. Francisco de Castro
Cascavel, 23 de novembro de 2011.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

FIEL A IGREJA SEMPRE

A santidade da Santa Igreja Católica Apostólica se manifesta ao mundo muito mais pela santidade dos mártires e dos confessares do que por sua organização hierárquica ou por seus dogmas. Embora a Igreja não possa em nenhuma ocasião ensinar ou defender o erro, no entanto, doutrinas ou dogmas podem ser acreditados ou podem fingir que se acredita neles. Não se pode fingir fidelidade e amor  perante a perseguição e incompreensão dos irmãos da fé. Perseverar na Igreja apesar dos maus católicos e permanecer no bem é cumprir o mandamento de Jesus de oferecer as outra face não se deixando vencer pelo mal. Não desistir em meios aos escândalo-los do pessoal da igreja é testemunhar que a Igreja formada por homens é constituída e guiada por Deus.
Santa Joana d´Arc, condenada como HEREGE, RELAPSA, APOSTATA, IDÓLATRA, nunca desistiu de ser filha de Igreja. Nunca questionou a validade de seus sacramentos e nem a autoridade de sues inimigos que eram clérigos. Entre eles um bispo. E mesmo tendo reconhecido neste o principal responsável por sua condenação, também foi a ele que pediu muitas vezes  para que a ouvisse em confissão, testemunhado sua fé no sacramento da Confissão e na autoridade dada por Cristo aos padres, para absolver os pecados. Sabia com santa simplicidade que das mãos do sacerdote recebia o corpo de Cristo e não importa se o recebia dos ingleses ou franceses. Tanto que insistiu muitas vezes para ouvir a missa e comungar das por meio  de seus inimigos que estavam determinados a condena-la como uma herege. Santa Joana d´Arc é o principal testemunho de fidelidade à Santa Igreja em uma ocasião de confronto com homens da Igreja. E tendo sido muito mais perseguida e pressionada do que muitos hereges, permaneceu fiel a Deus e a Igreja, e as autoridades eclesiásticas. E embora reconhecesse que devia primeiramente, em relação à sua missão política em militar, submeter-se apenas a Deus, no que se referia à fé, assumia o que sua mãe havia lhe ensinada. Que Cristo tem uma só Igreja e que esta é serva do Senhor, inclui, mas esta acima de seus pastores porque nenhum membro da Igreja é a Igreja toda. Mas a santidade desta Igreja se faz evidente em sues santos e mártires, em seus confessores e naqueles que perseveram até o fim, mesmo se perseguidos por seus irmãos, que dizem seguir a mesma fé. Que Santa Joana d´Arc nos alcance a graça de sermos fieis católicos e permanecer filhos da Igreja. Mesmo se formos incompreendidos e perseguidos pelas pessoas da Igreja.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O ESPIRITISMO E AS DISTORÇÕES DA DOUTRINA CRISTÃ

Houve um período em minha vida que me aproximei do Espiritismo. Li os cinco livros de Alan Kardec e vi na época, que o espiritismo dava repostas claras para situações que são esquecidas ou não respondidas com certa lógica pela doutrina da Igreja Católica e outras comunidades cristãs. É o caso de crianças que morrem logo após o parto ou antes da idade da razão. Como podem ser julgadas logo após a morte, se não foram capazes de crer ou de fazer o bem ou o mal? O espiritismo responde a esta situação, com a possibilidade destes espíritos mortos prematuras retornarem pela reencarnação. Entendi que isto fosse mais lógico e conforme a justiça. Mas o que me fez distanciar-me do espiritismo, mesmo que eu nunca tenha participando de uma sessão mediúnica, ou freqüentado nenhum centro espírita, foi a comprovação da adulteração da doutrina cristã que este faz. Se o mesmo se limitasse a divulgar suas doutrinas como puro espiritismo seria menos prejudicial. Pois Deus deu a todos os  homens, se não  o direito, pelo menos a possibilidade, de acreditarem no que quiserem. Mas fundamentar doutrinas erradas  sobre Jesus com textos dos Santos Evangelhos, isto é desonesto. É distorcer a verdade e confundir as pessoas. É isto que o espiritismo faz. Com sua linguagem de paz e fraternidade atrai a muitos e ao mesmo tempo, ensina doutrinas opostas,desconhecidas e contraditórias, sobre Jesus, sua pessoa e obra. 
Analisamos alguns aspectos, os essenciais, destas distorções, tendo o como fonte o livreto JESUS  E O ESPIRITISMO publicado como uma serie de um jornal de grande circulação no Ceará.
JESUS
"Jesus cansou de afirmar que era o filho de Deus. Em diversas partes do Evangelho Ele se refere às ordens que recebeu de Deus. Não  há duvida da individualidade do Mestres. Tampouco ele é unigênito. Eis que existem  muitos espíritos do nível de Jesus por esse universo infinito." Obra citada p. 32

A Igreja nunca ensinou que Jesus é a mesma pessoa do Pai. Recitamos no Credo "Creio em DEUS PAI todo-poderoso e em Jesus Cristo, Nosso Senhor seu ÚNICO  filho..."
Jesus sempre se diferenciou do Pai tanto por ser homem verdadeiro como também por ser Verbo de Deus. Mas estes mesmo Jesus atribuiu a si mesmo ações que só podiam ser realizadas por Deus. Agiu com autoridade sobre a Lei como Deus. E o Evangelho tanto de João como os sinóticos deixam bem claro. Jesus é sim, o unigênito de Deus. O Filho único como recitamos no credo.
Confira: Ev. de São Cap. 1,18; 3, 16. 35 Lucas 10,22; e em muitas outras passagem do Evangelho Jesus se apresenta como o Filho único de Deus. O unico formado de Deus mesmo. Jesus se arroga poderes divinos: Marcos 2, 5-7. 23-28 Para os judeus perdoar pecados e ser o Senhor do sábado era exclusivo de Deus e não de um simples homem. Jesus se colocou acima destas leis que eram promulgadas pelo próprio Deus. Se não fosse Deus teriam razão os judeus para condena-lo por blasfêmia.
"Exatamente para mantê-lo distante (Jesus) As pessoas o glorificam, idolatram e ficam temerosas de segui-lo. Porém, o espiritismo apresenta Jesus real, o amigo, o condutor, o pastor amado. E nós somos suas ovelhas." Obra citada  p. 16"
A Igreja e os cristãos glorificam Jesus porque ele mesmo exigiu ser glorificado e idolatrado. Ele mesmo disse: "Que honrem o Pai como honram o Filho" S. joão 5, 23 e também "quem me rejeita, rejeita também o meu Pai." E as pessoas sabem que Jesus é verdadeiro homem. Como explicar sua paixão e morte se não fosse verdadeiramente humano? E a devoção ao Sagrado coração de Jesus, tão forte entre os católicos, não transmite este amor e esta humanidade? E os santos que amavam Jesus como seu único e verdadeiro amigo, temiam Jesus? São Francisco de Assis, que devida unicamente a sua popularidade, os espíritas o puxaram para si, não foi um grande arauto do amor de Jesus? Teve ele medo de aproximar-se de Jesus e de ama-lo como seu Deus, Senhor e pastor? Precisou chegar o Espiritismo depois de 1800 anos de cristianismo para que as pessoas vissem Jesus como amigo e irmão. Esta grande maravilha e novidade do verdadeiro do cristianismo: A de Deus ter se tornado nosso irmão por amor!

O CONSOLADOR PROMETIDO

Eis o erro mais grosseiro e fácil de desmamascar do espiritismo. Confundem o consolador, o Espirito Santo, com a propria doutrina espírita.
"Um novo messias poderia vir à Terra nos dias atuais, no papel de Consolador promedito?
Não haveria necessidade. O retorno de Jesus se fez por meio da doutrina espírita que é justamente o  Consolador  que ele prometeu." Obra citada p. 29.

O Consolador que Jesus prometeu e de forma bem clara foi o Espírito Santo. Basta ler com atenção as referencias ao Espírito no Evangelho de São João e  entenderá que o Consolador, o Espírito Santo e o Espírito da verdade, são expressões que se referem a mesma pessoa. Uma pessoa e não uma doutrina.

 "Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra"Atos 1,8

"Enquanto eles ministravam perante o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado." Atos 13,2

"e vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo e, ligando os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim os judeus ligarão em Jerusalém o homem a quem pertence esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios." Atos 21, 11

 "eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro consolador, para que fique convosco para sempre." S. João 14, 15

"Mas o Consolador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito." S. João 14,26

 "Quando vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que do Pai procede, esse dará testemunho de mim"S. João 15, 26

Fica muito claro que o Ajudador prometido por Jesus, tanto é chamado de Espírito Santo e  o Espírito da verdade. Não se refere  a uma nova revelação como pretende  o Espiritismo. É uma pessoa distinta do pai e do Filho e uma missão. A de iluminar, santificar e guiar os verdadeiros cristãos. Não veio para os médiuns no século XIX e para Alan Kardec; veio sim, para os doze apóstolos no dia de Pentecostes e permanece até hoje com estes na Igreja.(Atos 2,1-4)
Este é a distorção mais evidente e descarada do espiritismo. Usar palavras de Jesus, que nunca na tradição cristã dos santos padres, foram entendidas deste forma, para anunciar que a própria doutrina Espírita é  o consolador prometido. Erro evidente demais que só os distraídos ou completamente desconhecedores da doutrina católica se deixam levar. Muito mais grave do que a mediunidade e a reencarnação que são  mais conhecidos e os mais combatidos. É preciso mostrar a doutrina perversa pela raiz. E a raiz do espiritismo é pretender ser uma terceira revelação quando tudo Deus nos revelou por meio do seu Filho. E ainda identificar-se como o consolador prometido por Jesus, que foi recebido pelos apóstolos em Jerusalém e não com a publicação do Livro dos Espiritos por Kardec.
Tambem há desconheicmento da doutrina espirtia por mueitos catolicos. É preciso investigar e conhecer a doutrian do outro e compreede-la para mostrar com justiça seus erros. O Espiritismo não é o mesmo que macumba ou candomblé. Este não usa imagens, não faz trabalhos para os outros, não recebe pretos velhos e não crer em orixás. Só tem em comum a mediunidade que nos centros espíritas é bem discreta e organizada. Isto é preciso entender para não ser injusto jogando espiritismo e espiritualismo tudo na mesmo saco.
Mas ele também desconhece e muito o que a Igreja esnina. O exemplo sobre o consolador, o Esprito Santo mostra bem isto, porem,  como muitos espíritas são pessoas intelctuais, creio ser mais grave não conhecer e perceber a contradição e distorção que fazem neste apecto do Esprito Santo. Eles se equivocaram pensando que a Igreja no dia dos santos comemora o nascimento destes como  o faz para com Jesus. É o que escreveram no livrinho na pagina 73.
"Da mesma forma que hoje comemroamos o natalicio de Jesus, seria válido comemorar o dia de nascimento de outros bons espiritos? (Maria, Pedro, Pasulo, etc)
"Poderia ser se soubessemos a data do nascimetno destes grandes trabalhadores do mundo espiritual. A Igreja Catolica indica dias para comemoração destes proceres religiososos mas ninguem sabe a data do nascimento destes grandes espíritos."

Com execção da virgem Maria e de São João Batista a Igreja comemora o dia dos santos no dia de sua morte e não de seu nascimento. E alem disso nem a data certa do nascimetno de Jesus sabemos. O que improta é o fato em si e não a data. A data da morte dos santos é mais fácil saber porque  os martires tinham a memória de seu maritrio sempre celebrada.
Há muitos outros erros como aceitar Jesus como caminho, verdade e vida,  mas omitir que o mesmo Jesus disse: "...ninguém vai ao PAI a não ser por mim." S. João 14,6
E afirmar que Jesus não veio destruir nenhuma religião. Ora se cristianismo não houvesse mudado as crenças pagãs ainda hoje estaríamos vendo sacrifícios de animais e até de seres humanos. Ainda cultuaríamos animais com o sagrados e ofereciaríamos comidas as estátuas dos deuses. Isto não foi uma grande mudança? Só o sacrifício de Cristo foi suficiente para fazer cessar todos os sacrifícios cruentos as divindades. Porque foi o sacrifício do Filho de Deus, imaculado. eterno e suficiente. Jesus veio sim para destituir as religiões cruéis e devassas do paganismo. Soube aproveitar o que de bom havia nestas, principalmente a sabedoria oriental ,mas reuni-las todos e submete-las a Cristo nosso Deus e Senhor. Sejamos fies a Cristo. Evitemos as falsa doutrinas. eu rendo graças a Deus que por sua misericórdia me livrou de me tornar espírita e rezo pelos espíritas, pois muitos tem reta intenção e são pessoas extremamente éticas, para que vejam em Cristo o Deus e salvador deles e possam, com sua boa vontade de servir ao próximo enriquecer a Igreja de Deus, voltando para a verdadeira fé.

sábado, 19 de novembro de 2011

"EIS O VOSSO REI!" (Evangelho de São João 19,14)

 

Em nossa época em que muitos agentes de pastorais da Igreja Católica, falam do reino dos Céus ou do Reino de Deus, quase nada se fala do Rei deste reino.Acredito que os teólogos da libertação deveriam repensar esse discurso.Não há  Reino sem Rei. E o Reino dos céus não é uma monarquia parlamentarista em que o Rei não tem poder nenhum. Quando se referem ao Rei é para dizer que o mesmo quer reinar apenas em nossos corações, em nossa vida pessoal. Que as nações não precisam de sua doutrina, de reconhece-lo Senhor e único soberano. Que não devem estimular e incentivar o conhecimento e o anuncio deste Rei e de sua pessoa. Pregam um reino que consiste num programa socialista de igualdade e permissividade. Tudo deve ser tolerado, tudo deve ser aceito. Só não se pode aceitar que haja apenas um Rei, uma só fé, uma só doutrina, um Senhor e uma só Igreja. Porque isto exclui ateus, islâmicos, judeus, macumbeiros candomblé, espiritismo, outras ideologias religiões. 
Um rei dos espíritos, um rei dos céus, um rei para minha vida individual não incômoda ninguém. Um reino socialista, igualitário, permissivista atrai muitos. Inclusive alguns católicos. Até porque a figura do rei terreno ficou associada ao luxo e à tirania. Ao poder e à superioridade conquistada apenas pelo nascimento. Que Jesus reine no céu. Reine para os anjos. Reine lá para os santos. Mas não misturem sua doutrina de justiça, piedade, exclusividade dele como Senhor, com as leis dos homens. Não competi a ele inspirar e governar os povos e os governantes. Se assombram só em pensar no ressurgimento de uma nova cristandande. Época em  que o messias, cumpriu a profecia que se referia ele, como aquele que governaria os povos, com vara de ferro.  Rei dos corações! Ótimo! Coração nada tem a ver com poder. Pode reinar no seu coração ou no de outro. Mas não podemos anunciar que ele é o unico caminho para Deus. O unico por meio de quem Deus se revela e o unico que tem o poder e o querer de revelar o Pai. (Lucas 10,22) Sim! ele o revelou aos humildes, aos simples. Os reis de sua épocas o rejeitaram. Reis de outras épocas a ele se sujeitaram. Realizaram bravuras em seu nome e por amor a ele acolheram e perdoaram. Muitos podem até mesmo haver se excedido em seu zelo por causa dele. Falhas da natureza humana decaída pelo pecado. Mas ele era rei entre outros reis. Aquele que fora conhecido como um simples filho de um carpinteiro e de uma modesta dona de casa. (Mateus 13,55)
Interessante ouvir pessoas da Igreja enfatizar tanto o Reino dos céus, o plano de Deus,  clamar por justiça e igualdade, sonhar como uma sociedade marxista igualitária e chamar isto de reino de Deus. Mas e o rei desta nova sociedade. Rei? Que Rei? Rei é o povo. Nesta sociedade não haverá privilegiados. Todos são iguais. Quem é mais do que o outro para ser rei? E recusam o Rei do Reinado de Deus.  O despedem para o fim da história. Param muitos  teólogos este fim já aconteceu para quem morreu, pois este mundo sempre vai permanecer lutando, segundo doutrinas de homens, por igualdade e justiça e liberalidade. Só é proibido proibir! Por fraternidade entre credos e senhores de todos os credos. E mais uma vez, recusam aquele que disse. "Sim tu o dissestes eu SOU REI!" E que reforçou: "Toda a autoridade me foi dada...NA TERRA. Só lembram que toda a autoridade foi dada ele no céu, pois para estes a terra já tem dono e o dono não é Ele, Jesus o Rei dos Reis e senhor dos Senhores. 
Vinde logo  Senhor Jesus!Reinai Senhor neste planeta. Reinai Senhor nestas nações e submetei todos os vossos inimigos, ao escabelo de vossos pés.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

BASTA UMA BOA E VERDADEIRA DOUTRINA?

Autoridades religiosas, incluindo os cristãos e clérigos católicos, defendem a Fraternidade entre as religiões. Conceitos como solidariedade, justiça, paz, estão acima de doutrinas e dogmas. Não importa o que se crer mas o que se faz. Mudança completa de mentalidade em relação ao povo judeu a aos primeiros cristãos. Para estes, sim era importante o que se fazia, e eles fizeram a diferença no mundo antigo, muito mais por suas obras de que por suas palavras. Basta  lermos as cartas em que o apóstolo Paulo insiste com os cristãos para levarem um vida diferente dos pagãos. Porém, o que mundo romano tem em comum com nossaa epoca é a tolerância religiosa. Todas as crenças e todos os deuses eram bem vindos e as autoridades romanas detestavam disputas religiosas. Por que não havia conflitos  religiosos entre os pagãos? Porque a religião pagã é utilitarista. Visa o bem estar material. Tem como obejtivo o meu bem-estar no mundo. Por isso quanto mais desues, mais eu tenho a quem recorrer. Não importa que renuncias devo fazer, que atittudes devo tomar para mudar o rumo da minha vida. O que intressa é  livrar-se de uma doença, ter sucesso, fama e prosperidade. A religião pagã se assemelha muito com as terapias alternativas atuais, que visam como mais importante o bem estar pessoal. A tradição cristão ,antes prega a ascese, ou seja, o esforço para se liberar dos vícios. Neste aspecto se assemelha, mas não é igual, aos gurus orientais. Porque a ascese visa tambem servirço. A pessoa do outro é colocada em destaque e se procura tanto a sua salvação eterna como aliviar seu sofrimento e ajudá-lo materialmente. O cristianismo, se convertesse toda a Índia aboliria por completo o sistema de castas. Mas outro aspecto mais importante é que o cristiansimo livrou o mundo dos sacrifícios aos deuses tantos de animais como de seres humanos. Aparesentando Jesus como a hóstia, o sacrifício definitivo em favor da humanidade, perante Deus, aboliu todos os sacrifícios pagãos. Nem alimentos são oferecidos aos deuses pelos cristãos e não é doutrina da Igreja ofertar as imagens dos santos alimentos. Mesmo os mais devotos não fazem isto.
Mas uma boa doutrina por si mesma não garante boas pessoas. Não. Pois há muitos cristãos capazes de fazer o mal e mal bem maior do que alguns pagãos ou heréticos.  A  verdadeira doutrina para transformar deve ser assumida tanto pela mente como pelo coração. Jesus mesmo alertou: Não são aqueles que o reconhecem  apenas como Senhor que serão salvos. Serão aqueles que o obedece. 
Tradicionalistas católicos acreditam que é melhor um católico errado do que um protestante bom ou que tenha uma vida honesta e sincera. Creio que ambos prestarão contas ao Senhor. Mas o católico infiel poderá ser mais punido, pois como também afirmou Jesus o servo que concheceu a vontade do seu senhor mas não agiu de acordo com esta vontade receberá muitos açoites e aquele que não aconheceu e errou poucos açoites. Há que se considerar também que o protestante de boa fé, que procura a verdade de coração e por amor, pensa estar servido a Deus em sua fé, este pode ser convertido por Deus e até mesmo salvo se estiver em estado de ignrancia invencível, enquanto que o catolico que  conhece a fé e sabe o que deve fazer e não faz poderá  perder-se. Uma doutrina boa  e verdadeira é apenas o primeiro passo para mudar. Mas só ela não é o suficiente. Se não assumirmos o que esta nos ensina e não a vivenciarmos em toda os dias de nossa vida nos seremos iguais aos pagãos antigos, preocupados apenas em pedir e estar bem no mundo e não em fazer o bem no mundo, por amor a Cristo Jesus Nosso Senhor.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

TEXTO SOBRE OS RICOS

 São Roberto Belarmino,(*1542-+1621) foi  Bispo, Cardeal e Doutor da Igreja. E INQUISIDOR também.Sua festa é celebrada no dia 17 de setembro. Ele participou do julgamento que condenou Giordano Bruno à morte. Quando se faz referencia de que a Igreja  ou os cristãos, usaram de violência contra  os  não cristãos ou os hereges, (Assis III) e que isto nos envergonha, como fica a situação de um santo canonizado e que foi inquisidor? Deixo a quem possa e queira, dar as devidas  explicações. 
Apresento um valioso texto encontrado no site http://tesourosdaigrejacatolica.blogspot.com/2010/10/o-erro-dos-ricos-deste-mundo.html do Livro de São Roberto Belarmino,  A Arte de Viver Bem, referindo-se aos ricos, para aqueles que tremem, só de pensar em ouvir bispos e padres falarem  contra os ricos avarentos e egoístas, indiferentes  à pobreza dos irmãos na fé.  Pois para muitos católicos denunciar os ricos é ser comunista e não é. Ser comunista é acreditar que o homem sem Deus e sem Cristo trará uma igualdade absoluta entre as pessoas através da tirania do Estado. Ser cristão é compartilhar os bens com os irmãos e usar aos bens que Deus nos dá para diminuir as desigualdades sociais,  apoiar leis que que garantem uma melhor distribuição de renda, de modo que ninguém passe necessidade ou viva na extrema pobreza. E isto não é ser modernista ou teólogo da libertação, se assim o fosse, por este texto, São Roberto Belarmino teria sido o primeiro Teólogo da libertação.


O erro dos ricos deste mundo
"Além de tudo que já foi dito, eu devo acrescentar uma refutação a certo erro muito prevalente entre os ricos deste mundo, que muito os afasta de uma vida correta e uma boa morte. O erro consiste nisto: o rico supõe que toda riqueza que possui é absolutamente sua propriedade, se justamente adquirida; e, portanto, podem legalmente gastá-la ou desperdiça-la e ninguém pode lhes dizer: “Por que você fez isto? Por que se vestir tão ricamente? Por que organizar festas tão suntuosas? Por que gastar tão prodigamente com teus cachorros e falcões? Por que gastar tanto em jogos e outros prazeres semelhantes”. E eles respondem: “O que é isto para ti? Não é correto eu gastar o meu dinheiro para fazer aquilo que eu desejar?” Este erro é sem dúvida, mais grave e pernicioso: considerar que os ricos são mestres das suas propriedades com relação aos demais homens; embora, em relação a Deus, eles não sejam mestres, mas apenas administradores. Esta verdade pode ser provada com muitos argumentos: Do Senhor é a terra é o que nela existe, o mundo e seus habitantes (Sl 24, 1). E ainda: Não preciso do novilho do teu estábulo, nem dos cabritos de teus apriscos, pois minhas são todas as feras das matas; há milhares de animais nos meus montes. Conheço todos os pássaros do céu, e tudo o que se move nos campos. Se tivesse fome, não precisava dizer-te, porque minha é a terra e tudo o que ela contém. (Sl 50, 9-12). E no primeiro livro de Crônicas, quando Davi ofereceu para a construção do templo três mil moedas de ouro e sete mil moedas de prata e mármore em grande abundância; e quando movidos pelo exemplo do Rei, os príncipes das tribos ofereceram cinco mil moedas de ouro, dez mil moedas de prata, dezoito mil de bronze e cem mil de ferro, então Davi disse ao Senhor: A vós, Senhor, a grandeza, o poder, a honra, a majestade e a glória, porque tudo que está no céu e na terra vos pertence. A vós, Senhor, a realeza, porque sois soberanamente elevado acima de todas as coisas. É de vós que vêm a riqueza e a glória, sois vós o Senhor de todas as coisas; é em vossa mão que residem a força e o poder. E é vossa mão que tem o poder de dar a todas as coisas grandeza e solidez. Agora, ó nosso Deus, nós vos louvamos e celebramos vosso nome glorioso. Quem sou eu, e quem é meu povo, para que possamos fazer-vos voluntariamente estas oferendas? Tudo vem de vós e não oferecemos senão o que temos recebido de vossa mão. (1Cr 29, 11-14) O testemunho de Deus pode ser acrescentado através das palavras do profeta Ageu: A prata e o ouro me pertencem - oráculo do Senhor dos exércitos (Ag 2,8). Assim falou o Senhor, para que o povo compreendesse que nada seria necessário caso o Senhor ordenasse sua construção, pois a Ele pertencem todo ouro e prata deste mundo. Devo acrescentar dois outros testemunhos das palavras de Cristo, no Novo Testamento: Havia um homem rico que tinha um administrador. Este lhe foi denunciado de ter dissipado os seus bens. Ele chamou o administrador e lhe disse: Que é que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, pois já não poderás administrar meus bens (Lc 16, 1-2). O “homem rico”, aqui, significa Deus, como dissemos a pouco, pois como diz o profeta Ageu, dele é o ouro e a prata. Por “administrador”entenda-se os homens ricos, como explicam os santos padres Agostinho, Ambrósio e o Venerável Beda sobre esta passagem. Se o Evangelho, então, deve ser acreditado, todo homem rico deste mundo deve reconhecer que suas riquezas, justa ou injustamente adquiridas, não são suas: se ele as adquiriu corretamente, ele é apenas o administrador; se injustamente, ele não é nada além de um ladrão. E desde que o homem rico não é mestre de suas riquezas, por consequencia, quando acusado de uma injustiça frente a Deus, Deus pode retirá-las através da morte ou tomando-as, pois assim esta indicado nestas palavras: Presta contas da tua administração, pois já não poderás administrar meus bens. Para Deus sempre haverá meios de reduzir um rico à probreza, retirando os bens de sua custódia. Naufrágios, roubos, tempestades de granizo, pragas, muita chuva, seca e outras aflições são as muitas vozes de Deus dizendo ao rico: já não poderás administrar meus bens. Mas, então, ao final da parábola, nosso Senhor diz: fazei amigos com a riqueza injusta, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos (Lc 16, 9). Ele não quer dizer que as esmolas são dadas a Ele, mas que os ricos não são ricos, propriamente falando, mas somente sombras Dele. Isto é evidente em outra passagem do Evangelho de São Lucas: Se, pois, não tiverdes sido fiéis nas riquezas injustas, quem vos confiará as verdadeiras? (Lc 16, 11) O significado destas palavras é: se nas injustas riquezas ou seja, nas falsas riquezas, não tiverdes sido fiéis dando tudo liberalmente aos pobres, quem vos confiará as verdadeiras que fazem um homem realmente rico? Esta é a explicação dada por São Cipriano e Santo Agostinho. Em outra passagem do mesmo evangelho, que pode ser considerada como um comentário sobre o administrador injusto: Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava. Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico... Até os cães iam lamber-lhe as chagas. Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. estando ele nos tormentos do inferno (Lc 16, 19-23a). Este rico era certamente um daqueles que supõe ser mestre de seu próprio dinheiro e não adminsitrador, e portanto ele imaginou não estar ofendendo a Deus quando estava vestido de púrpura e linho, e celebrava suntuosamente todos os dias, tinha seus cães e bufões. Talvez tenha dito a si mesmo: eu gasto o meu dinheiro, não ataco ninguém, eu não violo as leis de Deus, eu não blasfemo nem juro em falso, observo os dias santos, honro pai e mãe, não mato, não sou adultero, não roubo, não dou falso testemunho, não desejo a mulher do próximo, nào faço nada disto. Mas se é este caso, por que ele foi para o Inferno, ser atormentado no fogo? Devemos reconhecer que aqueles enganados, que supõe ser mestres absolutos de seu dinheiro, devem responder por muitos graves pecados, que as Santas Escrituras deveriam mencionar. Mas como nada mais é dito, entendemos que os adornos supérfluos e caros, seus magníficos banquetes, a multidão de servos e cães, enquanto não possuía nenhuma compaixão pelo pobre é causa suficiente para condená-lo aos tormentos eternos. Portanto, podemos estabelecer uma regra clara para viver e morrer bem, e sempre considerar que iremos prestar contas a Deus de nosso palácios luxuosos, jardins, muitos servos, esplendor nas vestimentas, banquetes, gastos desnecessários, que afetam a multidão de pobres e doentes, que procuram pelos nossos supérfluos, que chorar a Deus, e no dia do julgamento não pararão de clamar contra todos homens ricos, até que sejam condenados às chamas eternas."

-- Do Livro A Arte de Morrer Bem, capítulo V, de São Roberto Belarmino, bispo (século XVIII)

domingo, 13 de novembro de 2011

TESTEMUNHEMOS A DEUS PELAS OBRAS

O Senhor usou para conosco de uma misericórdia tão grande que, primeiramente, nós, seres vivos, não sacrificássemos a deuses mortos nem os adorássemos, e levando-nos por Cristo ao conhecimento do Pai da verdade. E qual é o conhecimento que nos conduz a ele? Não é acaso não negar Aquele por quem o conhecemos? Ele mesmo declarou: Ao que der testemunho de mim, eu darei testemunho dele diante do Pai (cf. Lc 12,8). É este o nosso prêmio: testemunhar aquele por quem fomos salvos. Como o testemunharemos? Fazendo o que diz, sem desprezar seus mandamentos, honrando-o não com os lábios só, mas de todo o coração e inteligência. Pois Isaías disse: Este povo me honra com os lábios, seu coração, porém, está longe de mim (Is 29,13). Portanto, não nos contentemos em chamá-lo de Senhor; isto não nos salvará. São suas as palavras: Não é quem me diz Senhor, Senhor, que se salvará, mas quem pratica a justiça (cf. Mt 7,21).
            Por isso, irmãos, demos testemunho pelas obras: amemo-nos mutuamente, não cometamos adultério, não nos difamemos uns aos outros nem nos invejemos, mas vivamos na continência, na misericórdia, na bondade. E sejamos movidos pela mútua compaixão, não pela cobiça. Confessemo-lo por estas obras, não pelas contrárias. Não temos de temer os homens, mas a Deus. Porque o Senhor disse aos que assim procediam: Se estiverdes comigo, reunidos em meu seio e não cumprirdes meus mandamentos, eu vos repelirei e direi: Afastai-vos de mim, não sei donde sois, operários da iniqüidade (cf. Mt 7,23; Lc 13,27). Por conseguinte, irmãos meus, lutemos, sabendo que o combate está em nossas mãos. Muitos se entregam a lutas corruptíveis, mas somente são coroados aqueles que mais tiverem lutado e combatido gloriosamente. Lutemos, pois, também nós, para sermos todos coroados. Para isto, corramos pelo caminho reto, pelo combate incorruptível. Naveguemos em grande número para ele e pelejemos, a fim de obter a coroa. Se não pudermos todos ser coroados, que ao menos dela nos aproximemos. Convém-nos saber que se alguém se entrega a um combate corruptível, mas é surpreendido com o corruptor, é flagelado, afastado e expulso do estádio. Que vos parece? Que deverá padecer quem corrompe o combate da incorrupção? Sobre aqueles que não guardam o caráter, se diz: Seu verme não morre, seu fogo não se extingue e serão dados em espetáculo a toda carne (Is 66,24). 
De um autor desconhecido (século II)
Encontrado no site:  Tesouros da Igreja Católica

sábado, 12 de novembro de 2011

A JUSTIFICAÇÃO E A SALVAÇÃO

Há que considerar dois aspectos em relação à nossa Salvação. O primeiro aspecto, denominada nas escrituras de justificação, significa passar do estado de pecado, para o de inocência e santidade. Também este chamado muitas vezes de salvação por Cristo e nas cartas de São Paulo. "Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado." Ev. De S. Marcos 15, 16. Hb. 9,28; 1Ts 5,9.  E o outro aspecto é da salvação das penas do inferno e participar da vida eterna. Uma vez inocentando e revestido da graça, tornar-se necessário renunciar ao mau e perseverar até o fim na pratica do bem. Este aspecto inclui o julgamento pessoal e universal ao fim dos tempos. A base para este julgamento é a pratica das obras. Obras que salvam os justificados e condenam os que não a praticam. Jesus ilustra o julgamento citando as obras de Misericórdia em são Mateus 25, 31-46. Por isto o mesmo Jesus afirma: "Quando vier o Filho do Homem retribuirá cada um segundo as suas obras." Ev. de S. Mateus 16, 27.
            Na justificação não contam as boas obras anteriores que praticamos. Todas estas obras feitas sob o pecado são nulas diante de Deus. Somo justificados unicamente pela fé, dada por Deus e pela Graça merecida por Nosso Senhor Jesus Cristo. Rm 3, 21-24. Porem, uma vez justificados, libertados do reino das trevas, e levados para o reino do Filho bem amado, é nossa obrigação obedecer à fé. E esta obediência se manifesta pela pratica das boas obras, pois todo aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz este peca. São Tiago 4, 17."Aquele pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado." 
A fé por si mesma não produz as boas obras. Abre caminho para estas.  Jesus compara este dom inicial, (a fé) não merecido, com os talentos ou o  dinheiro que um rico deu aos seus servos ao partir. Na volta ele quis receber além do seu dinheiro, os juros, embora não tenha dito aos servos que fizesse o seu dinheiro render. E puniu aquele que se limitou apenas a guardar o talento para si mesmo e devolve-lo ao Senhor. Ev. de S. Mateus  25, 14-30.  Age assim todos os que dizem que foram salvos mediante só a fé em Cristo, mas se omitem em relação ao amor ao próximo, pois é pelo amor que praticamos todos os mandamentos, principalmente os que se relacionam ao bem dos outros. Romanos 13,10. São Paulo  também diz que o julgamento se fará de acordo com as obras e que tantos judeus como gregos serão julgados pelo que praticaram enquanto estavam no corpo. Rm 2, 6-11. Como sempre ensinou a Igreja, a fé é a adesão do intelecto e da vontade a uma verdade revelada. Temos no evangelho exemplo de um ato de fé na pergunta de Jesus ao cego de nascença "Sou eu que falo contigo. Crês nisto?" "Creio Senhor." Ev. de S. João 9, 35-38. E na resposta do beneficiado com o milagre. Creio Senhor.  Mas quem crer pode se omitir ou deixar que esta fé fique sem obras e desta forma ela acabe morrendo, pois a fé sem as obras é morta em si mesma. São Tiago 2,17.  Na verdade é muita mais evidente se provar a fé pelas obras do que sem estas. Embora muitos haja que sem crer em Cristo  sejam capazes de fazer algum bem. No entanto, estes literalmente, são conduzidos por Deus a fé em Cristo, como foi no caso de Cornélio Atos 10,1-8;  aqueles que sem culpa morrem ignorando a justificação pela morte de Cristo e não são batizados,  são salvos também por meio de Cristo, já que ele morreu por todos. Em resumo, estes são salvos, pela obediência à lei natural inscrita em seus corações. De modo que a lei da Graça não exclui a Graça da Lei e nem muito menos nos libera de fazer boas obras.  E também fica claro que sem obras anularíamos o julgamento de Deus, pois é da justiça dar a cada um conforme o seu comportamento. Ora se bastasse apenas a fé, Deus seria injusto para com aqueles que buscando a verdade, na sinceridade de seu coração fizeram o bem, pois não  poderiam salvar-se, se Deus não considerasse suas obras,  já que sem  culpa nunca ouviram falar de Cristo. O julgamento pelas obras alcança tantos os pagãos nascidos antes e durante a vida de Cristo, na terra, como os nascidos após esta. Por isto a doutrina correta da Igreja é esta: Somos justificados, ou inocentados do pecado, mediante a fé e  a graça (Justificação)  e  somos salvos das penas eternas no inferno  e julgados, conforme as nossas obras, feitas em estado de graça. (Terceiro Catecismo da doutrina Cristã de São Pio X..  Da Fé 860 a 864.)