quarta-feira, 31 de julho de 2013

Vertentes do Catolicismo Atual





         Temos um catolicismo dividido em nossa época em visões de mundo diferentes e em certos pontos até contraditórias. Grande maioria só tem em vista a promoção social dos pobres, mobilizações em favor da Ecologia, do Ecumenismo e desta forma são apoiados pelos que não professam nenhuma religião e até pelos poderosos deste mundo. Outros seguimentos só dão atenção aos milagres e os querem realizados em sua vida.  É sentimental e individualista. Centraliza-se num culto de louvor e oração pessoal. E o terceiro seguimento é o catolicismo moralista que visa apenas repetir o que pode e não pode. Sua ênfase é no pecado e na condenação eterna ao inferno. Desconfia de todo questionamento que aborde as causas da   situação de miséria de tantos irmãos em Cristo.

         Mas qual o Catolicismo integral? Ou de  que forma viver como católico sem desprezar sua ética, moral ,a  liturgia e doutrina e ao mesmo tempo denunciar as injustiças e promover uma vida digna para os irmão na mesma fé? Só de uma forma. Submeter-se a Cristo, porque Ele é o Filho de Deus. É o único Caminho e não as ideologias de direita ou de esquerda.  Ele é a única Verdade e não o sincretismo entre religiões. Ele está acima de qualquer líder religioso do presente do passado e do futuro.  Só Ele nos resgatou do Império das Trevas e nos colocou no Reino de seu Pai, nosso Deus. Crer que ele é nosso único Senhor, Deus e Rei nos fará obedece-lo em todos os aspectos de nossa vida social e pessoal. Não esperaremos dele apenas milagres, benções, mas também estaremos atentos em ouvir o que ele nos ensinou e a obedece-lo; também não seremos juízes implicáveis, mais preocupados com os pecados dos outros dos que com os nossos, mas teremos amor pelos pecadores e manifestaremos a eles a misericórdia que Jesus mostrou aos pecadores enquanto estava visível nesta Terra. E também o adoraremos como nosso Soberano Deus numa liturgia bela, rica, triunfante, porque ele suportou por nós a humilhação pública de ser coroado de espinhos, quando era o único na Terra digno de uma coroa de um metal mais preciso do que o ouro e não se envergonhou de mostrar sua humilhação até aos inimigos pela morte na cruz. É justo que tenha o mais sublime e rico louvor publico em nossas Igrejas e que seja louvado como Rei, com paramentos ricos e vistosos; que deem apenas uma pálida ideia de glória absoluta  dele no céu. A Ele pertence o poder e a gloria para sempre! Desta forma seremos católicos integrais porque faremos de  Cristo o centro de nossa fé e o nosso amor a ele nos fará acatar  o que ele  disse de si mesmo e também sobre o que falou sobre  economia, política, amor sexo , enfim tudo que abrange nossa vida em sociedade.

         Para além das vertentes sejamos unicamente Católicos Apostólicos e romanos, sim, porque só Roma foi predestinada por Deus para garantir a universalidade do Cristianismo. (Mateus 21, 43) Assim como Roma pagã tinha visão política conquistadora, Deus quis que este povo, sendo aberto a todas as culturas, levasse o cristianismo até as extremidades da Terra. Nenhum povo da Antiguidade tinha um espírito tão universalista quanto o romano e se antes sua vocação era conquistar terras depois de convertido foi o de conquistar povos para a Santa Igreja de Cristo, que é o único Rei de todos os povos e que deve Reinar sobre toda a Terra.
Prof. Francisco Silva de Castro
31 de julho de 2013

terça-feira, 23 de julho de 2013

NAÇÃO CATOLICA E ESTADO LAICO

         Dados estatísticos apontam o Brasil com a nação mais católica do mundo. Mesmo o Estado não tendo uma religião oficial, percebemos que há no Brasil feriados religiosos que contemplam os católicos, como dias dos padroeiros nos municípios, estados e na federação, como o feriado de Nossa Senhora da conceição, a Aparecida, padroeira do Brasil. Porem, em questões da moral cristã o Brasil e até mesmo os ditos católicos brasileiros, em sua grande maioria, não segue a doutrina da Igreja. Principalmente em relação à moral sexual. E também quanto ao respeito pela vida pela família entendida como a união indissolúvel entre um macho e uma fêmea.

         Recentemente o congresso aprovou uma lei que na pratica facilita o aborto. Grupos católicos conservadores pedem o veto total a esta lei enquanto a própria Conferência dos Bispos do Brasil solicitam apenas o veto a dois artigos. Muitos que não  são católicos poderiam argumentar que como o Estado é laico competiriam a Igreja católico formar as mulheres da Igreja a não fazer o aborto. Se fossem realmente católicas as que se dizem tais, esta lei não as atingiria. Acontece que no Brasil e ate de forma geral no mundo  o que é legal é aparentemente correto, já que não implica em punição se praticado. O Estado dá o seu consentimento para uma ação que perante a lei de Deus é má e  além de ser um crime.  E o povo entende que se é  lei então não há nenhum mal. E ainda, o Estado cria uma dificuldade para os profissionais na área de saúde  que sendo católicos não poderiam obedecer a uma lei que autoriza o aborto e para o próprio Estado, ao ter que acatar a abjeção de consciência que o mesmo perante a grande maioria de católicos, já  deseja abolir. O Estado não pode obrigar  pessoas a agir contra a sua consciência. Um chefe de Estado não pode se católico, agir como se não o fosse, afinal ele tanto é católico como cidadão, como chefe de Estado.

         Jesus é Senhor também das nações e dos governos. Uma nova Cristandade será guiada pela moral do Evangelho em todos os aspectos políticos, econômicos, sociais e morais. Não se trata de uma unificação do Estado com a Igreja, mas de uma subordinação das leis ao Evangelho. A doutrina de Cristo. É incoerente uma nação apresentar-se como cristã e católica em sua maioria e agir com se não fosse. Afinal,  cristianismo não é devoção popular, romarias e promessas. É muito fácil ser católico fazendo só isto. Santa
         Joana d´Arc por sua missão militar e política nos deu mensagem que os governos de todos os países pertencem a Cristo e o mesmo disse a Pilatos. “Nenhum poder terias sobre mim se doa alto não te fosse dado.”  São Paulo também afirma que toda a autoridade vem de Deus. Por isto os maus governos, sempre foram entendidos na doutrina cristã como punição aos povos que não vivem em conformidade com a vontade de Deus.

         Nação católica e Estado laico é uma incoerência. Traz problemas para o Estado,  e para os católicos e para a Igreja. O Estado deve ser cristão  e católico por suas leis  cristãs e a Igreja livre e soberana. Este é o  ideal da nova Cristandade, e suplicamos a Deus que venha ao Brasil e ao resto do mundo.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

PRIMEIRO SER CATOLICO

       Primeiramente devemos ser católicos.  Fervorosos e fiéis católicos. Só como verdadeiros filhos da Santa Igreja Católica podemos ser verdadeiros  leigos, Clérigos  e Religiosos.  Primeiro e acima de tudo a Santa Igreja. Depois, as espiritualidades, os Movimentos, as Associações e as Congregações. Sejamos católicos e amemos a santa Igreja a exemplo de Santa Joana d´Arc que a amou e a defendeu até  o dia de sua morte.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Proteção maternal de Maria

         

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           Assim como o Senhor vos envolveu com a sua proteção, ó mãe de Deus e vos envolvestes em panos Jesus logo ao nascer, envolvei tambem nós no manto da vossa maternal proteção.

            16 de julho de 2013. Memória de Nossa Senhora do Monte Carmelo.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A REALEZA DE CRISTO



IV — Realização mística da realeza de Cristo na Igreja
Ciclo do Pentecostes. — A liturgia desde a Festa de Pentecostes até à Festa de Cristo-Rei, comemora a realeza de Cristo, na Sua Igreja, pelo Seu Espírito. Por exemplo, as parábolas, reproduzidas nos Evangelhos dominicais, significam a ação do Espírito no reino das almas, pela Sua graça. Jesus Cristo, depois da Sua Ascensão ao Céu, envia o Espírito Santo à Sua Igreja que é o seu reino na terra.Consideremos o dia soleníssimo do Pentecostes e contemplemos esse fenômeno divino, vibrando intensamente, clamando admiravelmente, e enchendo inteiramente o fundo da alma. Repleti sunt omnes.Nunca houve acontecimento sobrenatural que produzisse efeitos mais extraordinários! Estando os Apóstolos e Maria Santíssima reunidos no Cenáculo, o Espírito Santo desceu sobre eles. «De repente produziu-se, vindo do Céu, um ruído, como de um vento impetuoso que encheu toda a casa onde estavam sentados. Viram aparecer então línguas separadas umas das outras que eram como fogo e pousavam sobre cada um deles; e todos foram cheios do Espírito Santo.» (Act. II, 1-4).
— Factus est repente de coelo sonus, tanquam advenientis spiritus vehementis: de repente produziu-se, vindo do Céu, um ruído, como que de vento impetuoso.
— Primeiramente o vento! O vento corre, voa, e, como mensageiro misterioso, lança por toda a parte, espalha ao longe e ao largo, o pólen e o aroma das flores. Bela imagem da ação do Espírito Santo que trás nas suas asas robustas, a vida da graça que se faz sentir nas almas logo que lha comunica.
— Apparuerunt despertitae linguae.—Viram aparecer então línguas separadas.
Depois a língua! A língua é o símbolo mais expressivo e mais brilhante da palavra: da palavra que é a límpida voz do espírito, da palavra que é tão leve como o ar e que leva às mais longínquas regiões a semente das doutrinas como o vento leva a semente das plantas. A vida divina foi também manifestada à terra no mais belo dos emblemas; no sinal frisantíssimo das línguas: viram-se aparecer então línguas separadas.
— Linguae tanquam ignis. Como línguas de fogo e pousaram uma sobre cada um deles.
E, por fim, o fogo! Deus noster ignis consumens est. O nosso Deus, diz São Paulo, é como o fogo. O fogo é o elemento mais ativo e mais universal da criação. O fogo ilumina, aquece, depura, aviventa e fecunda! Semelhante é a Sua ação nas almas. Sob os Seus influxos a alma ilumina-se, o coração inflama-se, a fantasia depura-se, a vida aperfeiçoa-se e torna-se abundante em frutos preciosíssimos de virtude.
Final

sábado, 6 de julho de 2013

A REALEZA DE CRISTO



III—Função da realeza de Cristo
Jesus Cristo exerce a Sua realeza de harmonia com a natureza do Seu reino.
O reino de Jesus Cristo tem as seguintes características:
Reino espiritual. — Jesus Cristo afirma diante de Pilatos que o Seu reino não é deste mundo. A Sua realeza é espiritual, visa primeiramente não o bem temporal dos súbditos, mas o bem espiritual; quer mesmo que o bem temporal, fim imediato das soberanias terrenas, seja considerado não como fim último, mas como meio intermediário e útil para alcançar os bens eternos. — A realeza de Cristo é ainda espiritual porque os meios de que se serve para exercer a sua ação são espirituais ou espiri­tualizados.Reino de verdade. — Ele diz falando de Si mesmo: «Eu sou a verdade; eu não nasci e não vim ao mundo senão para dar testemunho da verdade, para a fazer triunfar sobre a terra; todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. (Jo. XVIII, 37).
Reino de vida. — Este diz ainda: «eu vim para que os homens tenham vida e uma vida abundante:» Sofre, agoniza e morre para que os homens tenham a vida eterna.Reino de santidade — A encarnação aproximou-O de nós, a Redenção elevou nos até Ele pela santidade que nos comunicou e que fez de nós membros do seu Corpo místico.Reino de graça. — Pelos méritos da Sua Paixão e Morte recebemos o Espírito Santo com a abundância dos Seus dons. «Dessa plenitude todos nós recebemos».
Reino de amor. — A realeza de Cristo é uma realeza de amor porque o amor é o termo de tudo em Cristo. É para o amor que tendem todas as leis de Cristo-Rei; é ao amor mais perfeito que tendem os conselhos evangélicos. E é no Céu, que é o reino de Cristo, onde o amor atinge a plenitude da perfeição. A realeza de Cristo é uma realeza de amor porque n’Ele o amor não é somente o termo mas ainda o meio. Jesus Cristo quis-nos conquistar para Ele pelo amor. Manifesta o Seu amor na Encarnação, na Sua vida oculta, na Sua vida pública, na Sua doutrina, nos Seus milagres, na instituição da Eucaristia, na Sua divina misericórdia para com os pecadores, na Sua Paixão e Morte.
Reino de justiça. — Neste mundo exerce pouco o Seu poder coercivo. Expulsa os vendilhões do templo, anatematiza os fariseus, anuncia a ruína de Jerusalém; exercerá sobretudo a Sua justiça no dia das sanções definitivas. No dia de juízo final anuncia-se como um rei que julga toda a consciência e toda a vida. (Mat. XXV, 40).
Reino de paz. — O primeiro elemento da paz é a posse de um bem desejado. Deus promete esta paz aos homens de boa vontade. A boa vontade é a que é conforme com a vontade de Deus, que é expressa sobretudo na Sua lei. «Vivem em grande paz aqueles que amam a vossa lei.»O segundo elemento da paz é a posse tranquila do bem desejado. Deus dá esta tranquilidade àqueles que lhe são sempre fiéis. «Bem-aventurado o servo bom e fiel».O terceiro elemento da paz é a posse total do bem desejado. Esta paz e felicidade reserva-a Deus para aqueles que o amam e amarão por toda a eternidade. «Quem a Deus tem nada lhe falta, só Deus lhe basta».
«É a paz de Cristo no reino de Cristo».
Reino universal. — «Foram-lhe dados, em herança, os povos e em partilha o universo inteiro». — «Todos os reis da terra o hão-de adorar e todas as nações lhe estarão sujeitas.» Todo o poder terreno lhe deve, pois, ser submisso e governar segundo os seus princípios divinos. Toda a neutralidade, que pretende ignorá-lo, desconhecê-lo, é uma ofensa, todo o laicismo, que pretende combatê-lo, é um crime.Reino eterno. — O seu reino, dizemos no Credo, não terá fim. «O seu domínio, diz o profeta Daniel, é um domínio eterno, que não terá fim, o seu reino não acabará jamais.» No dia da Ascensão tomou posse do seu reino eterno.
«Ao rei imortal dos séculos todo o louvor e toda a glória».

Constinuação

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A REALEZA DE CRISTO



A Sua Ascensão ao Céu é o Seu triunfo com­pleto.
Jesus é Rei pela Sua dignidade, pela Sua autoridade e pela Sua função. Em Cristo é a dignidade que está em primeiro lugar, e dela dimana a Sua autoridade e função de Rei.
1.º Dignidade da realeza de Cristo. — A dignidade está em primeiro lugar porque não é, como nos homens, uma dignidade acidental, mas essencial, vem da sua natureza humano-divina e da união hipostática. A Encíclica Quas primas exprime esta doutrina citando as palavras de são Cirilo de Alexandria: «Cristo tem autoridade suprema sobre toda a criatura, não pela força ou por qualquer outro meio, mas pela sua própria essência e por natureza».
Eis o ponto capital.
2.º Autoridade da realeza de Cristo. — Vejamos os títulos da realeza de Cristo sobre todas as criaturas.
— Jesus Cristo é Rei como Filho de Deus.
Desde toda a eternidade, seu Pai deu-lhe em «herança os povos e em partilhas o universo inteiro.» E reina pela Sua onipotência sobre todo o universo.
— Jesus Cristo é Rei como Homem. — Desde o momento da Encarnação em que a natureza humana se uniu à natureza divina na Pessoa do Verbo, a humanidade de Jesus Cristo ficou com domínio soberano e com direito de reinar sobre todas as criaturas: ditar-lhes leis, exigir a Sua observância e, punir no caso de desobediência.
— Jesus Cristo é Rei como Redentor. — Estávamos sujeitos à escravidão do demônio, a pior das escravidões, porém, Jesus resgata-nos, não com ouro ou prata, mas pela sua Paixão e morte na Cruz. — E eis que as Suas lágrimas se convertem em pedras preciosas, — a Sua coroa de espinhos em coroa de glória, a Sua Cruz num trono cintilante, a Sua Ressurreição sela a vitória sobre a morte, a Sua Ascensão eleva-O para um trono acima de toda a criatura angélica e humana. E assim, por título de conquista e de triunfo, tem direito a reinar sobre todas as criaturas.

Continuação