quinta-feira, 30 de junho de 2011

SANTOS APOSTOLOS PEDRO E PAULO


Acreditamos em uma só Igreja, santa, católica e apostólica. Uma, porque Deus é  único de  modo que a sua Igreja também deve ser única. Santa, porque a Igreja pertence a Deus e não qualquer um dos humanos. Católica, porque qualquer pessoa pode aderir a uma só  Igreja e todos deveriam participar da mesma Igreja. Apostólica, porque a Igreja tem uma história ininterrupta que remonta ao tempo apóstolos. Jesus escolheu 12 apóstolos para conquistar o mundo para a Reino de Deus, e isso os apóstolos, quando seu tempo na Terra estava chegando ao fim, escolheram  os sucessores  deles junto do Povo cristão. Esses sucessores foram chamados de "bispos". Estes bispos escolheram  outros para sucedê-los, e assim por diante. Hoje, nossos bispos católicos  estão na linha contínua de sucessão que remonta aos 12 Apóstolos, que foram escolhidos  por Jesus.
            Hoje comemoramos os dois maiores apóstolos. Pedro, Que foi o líder dos doze, o primeiro ser humano  a quem Jesus confiou o cuidado de toda o Igreja. Paulo, não era um dos doze, mas ele, no entanto, foi escolhido e enviado por Jesus Cristo que apareceu para ele depois de ressuscitado. Estes dois homens, santos Pedro e Paulo, fizeram o seu caminho para Roma, depois de realizar muitas coisas para a glória de Deus. Estes dois homens foram  mortos  em Roma;  foram mortos em Roma por causa de sua fidelidade a Jesus Cristo. Por sua mortes, eles consagraram a igreja de Roma para ser a primeira  entre todas as igrejas particulares  do mundo, de modo que a una, santa, católica, e Apostólica Igreja sempre olha para a Igreja de  Roma,  vendo no bispo de Roma  a sua  liderança. O Bispo de Roma exerce a mesma liderança sobre toda a Igreja Católica que exerceu São Pedro no tempo dos Apóstolos. Assim como a Pedro foi confiado o poder de ligar e desligar, também o bispo de Roma tem o poder de ligar e desligar, ou seja, de permitir, proibir, definir as normas da Igreja,  porque este é o sucessor de São Pedro, a quem Jesus disse: Apascenta minhas ovelhas; apascenta meus cordeiros.
            Ao ouvir Pedro dizer a um Paralítico se levante-se e ande , "em nome de Jesus “Cristo “, nos faz querer saber o que está faltando na Igreja hoje. Muitas pessoas têm quebrado a unidade do uma só  Igreja,  numa  tentativa de retornar ao poder dos  tempos apostólicos, mas só a Igreja de Pedro e Paulo pode ser verdadeiramente apostólica. Nada de bom pode ser encontrado fora da Igreja Católica que não possa  também ser encontrado dentro dela. Se estivermos à procura de um segredo que irá renovar a Igreja  a partir de dentro, devemos olhar para as palavras de nosso Senhor hoje. O amor é o segredo. Todo  outro segredo que já foi sugerido não foi proveniente de Deus, mas a partir do mentes de seres humanos caídos, quer revelaram  desejos com a formulação de doutrinas erradas ou  outros interesses. Só há um segredo:  O amor. Pedro e Paulo amavam. Você ama? Você ama Deus acima de tudo? Você ama aos outros como Jesus amou  você? Se você ama Jesus, deve também amar os seguidores dos apóstolos e seus sucessores. Deva amar a Igreja Católica e os membros pecadores da Igreja. Deve aceita-la como Deus a aceita. Santa por sua origem doutrina e objetivos, mas cheia de homens fracos e pecadores  iguais a você.
membermail@jehannedarc.org
(Tradução da internet com ajustem de Francisco Castro)

terça-feira, 28 de junho de 2011

SANTO IRINEU. MARIA A NOVA EVA

Hoje a Igreja celebra a memória de Santo Irineu. É um dos pais da Igreja nascido no século II na região da Turquia atual. Martirizado por volta de 202. Escreveu contra os gnósticos, uma seita anti cristã que espalhou-se em sua época. Nos escritos de Irineu já se encontra a atenção voltada para Maria, vendo nesta a nova Eva, associada ao novo Adão e como verdadeira mãe de Deus, o Verbo , feito homem; pois o Verbo recebeu de Maria, verdadeiro corpo igual ao nosso, tendo este sido formado dela. Eis os textos sobre a Virgem Maria escrito em seu livro contra contra a heresias.

"Erram, portanto, os que sustentam que o Cristo nada recebeu da Virgem, para poder rejeitar a herança da carne; mas rejeitam assim, ao mesmo tempo, a semelhança. Com efeito, se aquele primeiro recebeu a sua modelagem e substância da terra pela mão e arte de Deus e este não, então não conservou a semelhança com o homem que foi feito à imagem e semelhança de Deus, e o Artífice pareceria inconstante e sem nada que demonstre a sua sabedoria. Isto quer dizer que ele apareceu como homem sem sê-lo realmente e que se fez homem sem tomar nada do homem! Mas se não recebeu de nenhum ser humano a substância da sua carne, ele não se fez nem homem, nem Filho do homem. E se não se fez o que nós éramos, não tinha importância nem valor o que ele sofreu e padeceu. Ora, não há quem não admita que nós somos feitos de um corpo tirado da terra e de um alma que recebe de Deus o Espírito. E é isso que se tornou o Verbo de Deus ao recapitular em si mesmo a obra por ele plasmada, e é este o motivo pelo qual se declara Filho do homem e declara bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Por seu lado, o apóstolo Paulo, na epístola aos Gálatas, disse abertamente: "Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher"; e na epístola aos romanos diz: ...acerca do seu Filho, que nasceu da posteridade de Davi, segundo a carne, declarado Filho de Deus, com poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dentre os mortos, Jesus Cristo Senhor nosso. (Gl 4,4;Rm 1,3-4)

"Da mesma forma, encontramos Maria, a Virgem obediente, que diz: "Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra", e, em contraste, Eva, que desobedeceu quando ainda era virgem. Como esta, ainda virgem se bem que casada - no paraíso estavam nus e não se envergonhavam, porque, criados há pouco tempo ainda não pensavam em gerar filhos, sendo necessário que, primeiro, se tornassem adultos antes de se multiplicar - pela sua desobediência se tornou para si e para todo o gênero humano causa da morte, assim Maria, tendo por esposo aquele que lhe fora predestinado e sendo virgem, pela sua obediência se tornou para si e para todo o gênero humano causa da salvação. E por isso que a Lei chama aquela que é noiva, se ainda virgem, de esposa daquele que a tomou por noiva, para indicar o influxo que se opera de Maria sobre Eva. Com efeito, o que está amarrado não pode ser desamarrado se não se desatam os nós em sentido contrário ao que foram dados, e os primeiros são desfeitos depois dos segundos e estes, por sua vez, permitem que se desfaçam os primeiros: acontece que o primeiro é desfeito pelo segundo e o segundo é desfeito em primeiro lugar. Eis porque o Senhor dizia que os primeiros serão os últimos e os últimos os primeiros. E o profeta diz a mesma coisa: Em lugar dos pais nasceram filhos para ti. Com efeito, o Senhor, o primogênito dos mortos, reuniu no seu seio os patriarcas antigos e os regenerou para a vida de Deus, tornando-se ele próprio o primeiro dos viventes, ao passo que Adão fora o primeiro dos que morrem. Eis por que Lucas, iniciando a genealogia a partir do Senhor subiu até Adão, porque não foram aqueles antepassados que lhe deram a vida, e sim foi ele que os fez renascer no evangelho da vida. Da mesma forma, o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria, e o que Eva tinha amarrado pela sua incredulidade Maria soltou pela sua fé."

sábado, 25 de junho de 2011

DEUS EXISTE! QUE DIFERENÇA FAZ?

         Existe um Deus. Há os que confessam a crença num ?Ser superior, numa inteligência acima de tudo. Mas esta crença não faz nenhuma diferença em suas vidas. E há os cristãos, que crêem em um Deus para quem se pode rezar; um Deus que viveu como homem e a quem devemos prestar contas de nossos atos. Porem, também esta crença para muitos destes não muda nada em suas vidas. E  estes ficam escandalizados quando uma pessoa se declara ateia. Ficam magoados com a sinceridade de alguém em afirmar que não crer em Deus. E isto  estes fazem em uma sociedade que confessa Deus com os lábios, mas vivem como se Deus não existisse. Para Deus nada muda se acreditamos ou não em sua existência. Deus é imutável e está acima de nossas opiniões ou crenças mais importante não é apenas afirmar:  Deus existe. É se perguntar que diferença isto faz em minha vida? O que faço por amor a Deus ou o que eu deixo de fazer por amor a Ele, ou em virtude da minha crença nele?  Crer em Deus deve ocasionar uma mudança radical em minha vida. Deve fazer com que eu  aja pela força da minha fé. Não é suficiente crer da boca pra fora que Deus é bom, é tremendo, é misericordioso, se eu vivo como se Deus não existisse em minhas ações diárias. Se eu ajo como os ateus e em certas ocasiões pior do que eles.
Houve muitos homens e mulheres cujo centro de suas vidas era sua fé em Deus. Tudo o que fizeram ou deixaram de fazer era por causa de sua obediência a Deus. São os santos. Mas nós apenas os cultuamos com se estes houvesse nascidos para ser santos; não fossem humanos como nós o somos e com se não fôssemos capazes de fazer o que eles fizeram. A principal diferença entre estes e nós, é que estes realmente criam em Deus. E não apenas o confessavam. Os próprios demônios sabem que há um Deus e isto nada muda em suas vidas. Pelo contrario, eles crescem mais e mais no odeio a Deus porque estão cientes de que nunca poderão deixar de  admitir sua existência. Então afirmar a existência de Deus, defendê-la, é fácil. Viver em conformidade com a vontade de Deus é raro.
E se creio e Deus e sou católico, que diferença faz em minha vida ser católico? Limito a mina pratica católica a ir socialmente a missa? A rezar o terço? A ser devoto de tal santo ou de tal invocação a Maria? Se a minha vida católica se limita a pratica ou freqüência a certos eventos que frutos poderão produzir?  Se eu ajo como um não católico e ateu no dia a dia e como religioso aos finais de semana ou em certas ocasiões que mudança isto traz?
Precisamos recuperar as praticas católicas na família. Viver o catolicismo na própria família por meio da oração; praticas estas  que foram por completas abandonadas entre a maioria dos católicos. Oração ao levantar e ao deitar-se. Orações antes e depois das refeições. Estudo da doutrina católica em família. A catequese não produz frutos e nem bons católicos porque a criança vai para o catecismo e quando chega em casa não ver nada de pratica católica. Os pais não rezam. Muitos nem vão à missa. A primeira catequista deve ser a mãe. Santa Joana d´Arc afirma com orgulho que recebeu sua fé cristã da mãe dela e de nenhum outro. Ela foi a sua catequista. E vejamos como ela se tornou uma cristã fervorosa e convicta. De nada adiante mandar as crianças para o catecismo com objetivo de estas cumprirem com uma etapa de suas vidas. Fazer a primeira comunhão. De se liberar de uma obrigação social. É preciso viver em conformidade com a fé; é necessária uma verdadeira VIDA CATÓLICA. E não apenas costumes católicos. Vamos nos empenhar para recuperarmos esta vivência católica a partir de nossas famílias. De agirmos segundo a vontade de Deus porque não basta confessar como os lábios Deus existem se vivemos como se Ele não existisse. Minha fé em Deus e minha pertença à Igreja para ser autentica, deve me tornar uma nova pessoa. Uma pessoa diferente em meio a um mundo neo-pagão. Sem esta mudança minha fé é falsa e vazia. E em nada me diferencio dos ateus porque nego Deus na pratica. Se a minha fé em Deus não faz diferença nenhuma em minha vida social este tipo de fé não e a verdadeira fé.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Nem Ecumenismo e não ao Sectarismo


Nenhuma sociedade foi mais ecumênica do que os gregos e  nunca um Estado mais do que  Império romano. Todas as religiões eram toleradas e todos os deuses bem vindos. Afinal quanto mais protetores melhor. Os gregos com medo de esquecer o culto a algum deus elevava altares ao deus desconhecido. Só uma seita estranha veio para quebrar esta paz ecumênica. Só um povo era intransigente nu culto a um único Deus. Cristãos e judeus eram um problema para o pacifico ecumenismo antigo. Muitos milhares de cristãos preferiram morrer a participar de um culto ecumênico em que ofereciam um pouquinho de incenso para a imagem de um deus romano ou para o imperador.
Quando o cristianismo tornou-se a religião do Estado chegou-se ao extremo oposto. Era necessário proibir, perseguir e punir os seguidores de outras religiões. O que antes o cristianismo havia conseguido pela persuasão da palavra e o testemunho de vida era agora, de certa forma, conseguido à força ou por interesses políticos. Estabeleceu-se o sectarismo em que o seguidor de outra religião era visto como inimigo de Deus e do Estado. Não se reconhecia a esta a possibilidade de se recusar a fé cristã. Esquecidos do que Jesus dissera já prevendo o que muitos não o aceitariam: “Quando vos rejeitaram numa cidade segui para outra, mas limpai até o pó da terra desta cidade. Em verdade vos digo haverá mais rigor no dia juízo contra esta cidade do que houve para com Sodoma e Gamorra.” Mt 10, 14-15 Esquecidos da orientação de Jesus, reis, papas e bispos, resolveram se antecipar o rigor do juízo, reservado a só a Deus, perseguido e muitas vezes eliminando aqueles que recusavam o cristianismo.
            Com o concílio realizado na Cidade do Vaticano, o segundo nesta cidade Estado, se voltou ao ecumenismo, primeiramente entre os que professam a mesma fé cristã; posteriormente com as outras crenças religiosas. O Objetivo agora é a confraternização universal. Em nome da concórdia, da ausência de conflitos, silenciam-se as diferenças. Os princípios fundamentais da fé em Cristo. Misturam-se cultos. Católico participa de cultos de outros credos e de outras comunidades não católicas. Não há mais a necessidade de anunciar, pelo menos com empenho e convicção, que o Cristo é o único Salvador. Basta anunciar o amor de Cristo. Amor que está acima do que o próprio Cristo afirmou sobre ele mesmo: “Sou o filho de Deus” e “Ninguém vai ao pai a não ser por mim.” Voltamos ao ecumenismo pagão do Império Romano. Toda religião é correta e prega a verdade. Aliás, não existe a Verdade. Existe sim ,a verdade de cada um. Esqueceram-se do único  homem,  que disse, ser ele mesmo a verdade; verdade sobre Deus, de quem ele vinha e a quem na anunciava, e verdade sobre o homem, criado filho de Deus, perdido pelo pecado e salvo por ele por causa de sua perfeita obediência até a morte na cruz. Agora para não ofender, não desrespeitar os outros credos, escondem os princípios fundamentais da fé cristã . Já não se tem mais a coragem dos primeiros cristãos de recusar participar de um culto religioso, em que outro deus ocupa o lugar de Cristo.  Afinal a paz entre os povos e a fraternidade entre os homens estão acima das doutrinas religiosas. E esquecem outra alerta de Jesus. “Quem se envergonhar de mim e das minhas palavras perante os homens, eu também me envergonharei destes perante os anjos de Deus.” Lc 9,26  Nos livramos do sectarismo perseguidor e que amaldiçoava a todos e retornarmos ao ecumenismo eclético e sincretista que mistura tudo. Cristo com Belial. A Igreja com qualquer comunidade dita cristã  que inventa sua própria doutrina. 
            É preciso retornar a pureza de fé dos primeiros cristãos. Não ao ecumenismo eclético, sincretista e não também ao sectarismo perseguidor. Sim a Jesus, à  sua Igreja. Fidelidade unicamente a Cristo e recusa de compartilhar de qualquer culto que reduza Cristo a um a mais entre os deuses a um mestre entre tantos. Fidelidade à Igreja como a única, católica e verdadeira. E não a todo forma de coerção, perseguição, aos que não aceitam Cristo e a Igreja. Acima de testemunho de um a vida santa, coerente e  de fervor missionário para dizer sem Medo: Cristo é o único Salvador e Senhor de todos os homens. Só Ele e apenas Ele é o meio pelo qual  vamos a Deus. E isto, se por graça de Deus for concedido, ao custo da própria vida na terra, assim como o fizeram os mártires que até hoje veneramos.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ADORADO E LOUVADO SEJA O SANTÍSSIMO E DIVINÍSSIMO SACRAMENTO.

As sagradas espécies se reservam depois da Missa, principalmente com o objeto de que os fiéis que não podem estar presentes à Missa, especialmente os enfermos e os de avançada idade, possam unir-se a Cristo e ao seu Sacrifício, que se imola na Missa, pela Comunhão sacramental». Além disso, esta conservação permite também a prática de tributar adoração a este grande Sacramento, com o culto de latria, que se deve a Deus. Portanto, é necessário que se promovam vivamente aquelas formas de culto e adoração, não só privada mas sim também pública e comunitária, instituídas ou aprovadas pela mesma Igreja.
CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO
E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS
INSTRUÇÃO
REDEMPTIONIS SACRAMENTUM

terça-feira, 21 de junho de 2011

SANTOS E IMAGENS

Eu entendo o culto religioso prestado aos santos porque estes pertencem a Deus. Há o culto cívico aos heróis da pátria que consiste em honrar a memória destas pessoas dando-lhes nomes de ruas e erguendo estátuas destes. Nunca vi ou ouvi um protestante reclamando de estátuas nas praças dos heróis da nação. Mas não admitem estátuas de Jesus, de Maria ou dos santos. Ora tudo que pertence a Deus é sagrado porque retirado do uso profano reservado apenas a ele. As imagens simbolizam e representam pessoas de Deus e não objetos de decoração ou enfeites(Infelizmente estão se tornando bibelôs; vejam a proliferação de imagenzinhas de resinas com carinhas de boneca), mas fazem, parte de Deus. Lembremos que a Arca da Aliança não era Deus e  também  o Templo, nem os pães da proposição. Mas estes eram considerados sagrados porque indicavam relação direta com Deus. Assim também os santos e suas imagens são sagradas porque indicam a relação destes com Deus e de Deus com eles. Por isso o culto a estes difere do culto cívico prestado a homens para quem apenas o passado interessa. Os santos segundo a nossa fé estão com Deus. Então os honrarmos com  salvos e membros  da Igreja triunfante. De certa foram o culto prestado a eles é um desdobramento do culto devido só a Deus no sentido de que os reverenciarmos por causa de Deus que os santificou e os salvou e não por cauda deles mesmos. Suas imagens lembram para nós o triunfo destes sobre o pecado e a morte. Infelizmente a devoção popular distorce este culto e o torna supersticioso porque desconhecem a vida do santo que é representado. E entende que são apenas fazedores de milagres a quem se paga promessas. É preciso evangelizar a partir da religiosidade popular colocando o verdadeiro significado dos santos e seus ícones e imagens.

domingo, 19 de junho de 2011

DECLARAÇÃO DIGNITATIS HUMANAE SOBRE A LIBERDADE RELIGIOSA -DESTAQUES

Em primeiro lugar, pois, afirma o sagrado Concílio que o próprio Deus deu a conhecer ao gênero humano o caminho pelo qual, servindo-O, os homens se podem salvar e alcançar a felicidade em Cristo. Acreditamos que esta única religião verdadeira se encontra na Igreja católica e apostólica, à qual o Senhor Jesus confiou o encargo de a levar a todos os homens, dizendo aos Apóstolos: «Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações, batizando os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos prescrevi» (Mt. 28, 19-20). Por sua parte, todos os homens têm o dever de buscar a verdade, sobretudo no que diz respeito a Deus e à sua Igreja e, uma vez conhecida, de a abraçar e guardar. 
Entre as coisas que dizem respeito ao bem da Igreja, e mesmo ao bem da própria sociedade terrena, coisas que sempre e em toda a parte se devem manter e defender de qualquer atentado, sobressai particularmente que a Igreja goze de toda a liberdade que o seu encargo de salvar os homens requer (32). É uma liberdade sagrada com que o Filho de Deus dotou a Igreja, adquirida com o seu próprio sangue. E é de tal modo própria da Igreja, que agem contra a vontade de Deus quantos a impugnam. A liberdade da Igreja é um princípio fundamental nas suas relações com os poderes públicos e toda a ordem civil.  Na sociedade humana e perante qualquer poder público, a Igreja reivindica para si a liberdade; pois ela é uma autoridade espiritual, fundada por Cristo Senhor, a quem incumbe, por mandato divino, o dever de ir por todo o mundo pregar o Evangelho a todas as criaturas.

Pois, por vontade de Cristo, a Igreja Católica é mestra da verdade, e tem por encargo dar a conhecer e ensinar autenticamente a Verdade que é Cristo, e ao mesmo tempo declara e confirma, com a sua autoridade, os princípios de ordem moral que dimanam da natureza humana. Além disso, os cristãos, procedendo cordatamente com aqueles que estão fora da Igreja, procurem «no Espírito Santo, com uma caridade não fingida e com a palavra da verdade» (2 Cor. 6, 6-7), difundir com desassombro (37) e fortaleza apostólica a luz da vida, até à efusão do sangue.  Com efeito, o discípulo tem para com Cristo seu mestre o grave dever de conhecer cada vez mais plenamente a verdade d'Ele recebida, de a anunciar fielmente e defender corajosamente postos de parte os meios contrários ao espírito evangélico. Ao mesmo tempo, o amor de Cristo incita-o a agir com amor, prudência e paciência para com os homens que se encontram no erro ou na ignorância relativamente à fé (38). Deve-se, pois, atender quer aos deveres para com Cristo, Verbo vivificador, o qual deve ser anunciado, quer aos direitos da pessoa humana, quer à medida da graça que Deus, por meio de Cristo, concedeu ao homem, convidado a receber e a professar livremente a fé.

sábado, 18 de junho de 2011

MEDIAÇÃO UNICA DE CRISTO E A INTERCESSÃO DE MARIA SANTISSIMA


Há um só mediador entre Deus e os homens. O homem Cristo Jesus. Assim afirma o apostolo Paulo em sua carta a Timóteo. E espístola aos Hebreus tambem reafirma que Cristo intercede por nós junto ao Pai. A mediação unica de Jesus, antes de contradizer e anular, é o  fundamento da mediação e da intercessão dos santos. Dos que abraçaram a fé nele. Pois o próprio Cristo nos ordena a orar uns pelos os outros. Se apenas por Cristo, temos acesso a Deus Pai, o acesso a Cristo pode se dar por meio de  muitas pessoas de fé. Cristo atendia e curava os que clamavcam a ele. O poder do nome de Jesus realiza milagres através dos apostolos.
Dentre todos os santos e redimidos, a Bendita Virgem Maria, foi a primeira a beneficiar-se da Graça redentora de Cristo.  E a receber a fé como dom de Deus, em vista de tornar-se a mãe do Cristo. E Deus Pai, serviu-se primeiro dela, para fazer chegar  o dom da profecia a João, o Batista, ainda no ventre materno e para fazer Jesus perceber que a sua hora de fazer manifestar a sua glória, havia chegado. Pois foi em atenção a fé da mãe, quando disse:  "façam tudo o que ele vos disser," que Jesus agiu e transformou a  água em vinho. Deus não serviu-se de Maria apenas para gerar dela e nela a santa humanidade do verbo- o homem Jesus- mas também para se encontrar junto a Ela o Verbo feito homem formado de sua carne. Foi junto ela que o encontraram os pastores, os magos, Simeão e Ana. E junto a cruz Ela encontrou o filho da Igreja, que nascia de Jesus naquela hora. E Jesus entregou este filho a ela com as palavras."Mulher eis o teu Filho" pois tal como Jesus, este fora gerado pela fé e pela Graça, assim também o discípulo amado, foi gerado pela e fé e pela graça, e desta forma é  filho de Maria.
Só a a partir da mediação fundante e unica de Cristo, se pode compreender a mediação de intercessão de Maria junto a Cristo. Isolada do filho, a Virgem Santíssima torna-se como que um outro mediador junto a Deus pai. E isto é rejeitado nas Sagradas Escrituras e pela tradição apostólica. A mediação de Maria se exerce unicamente junto ao Filho e tira toda a sua força em virtude da fé no Filho. Maria foi indicada pelo Espírito Santo, como aquela que teve fé, na realização dos que lhe foi dito pelo Senhor, através das palavras de Isabel. E ela também manifestou fé perante a aparente recusa do Filho nas bodas de Caná ao dizer aos servos:"Façam tudo o que ele mandar." Porque na fé, ela tinha a certeza de que o filho  haveria de fazer alguma coisa; ele o fez e desta forma manifestou a sua glória e os discípulos creram nele. Mas creram depois do milagre já realizado. Maria creu antes de ver qualquer milagre. E continuou acreditando não mais apoiada em sua autoridade de mãe, mas em sua disponibilidade de discípula do filho. Por isso Jesus pressentiu nela a voz do Pai, que disse na ocasião do batismo dele, no Jordão. "Este é o meu filho amado. Escutai-o! "
Quanto mais for proclamada e ensinada a mediação unica de Cristo,  quanto mais soubermos que por meio dele, todos nós temos acesso ao Pai, mas se torna compreensível e eficaz a intercessão de Maria e dos Santos. E dentre todos os redimidos, é a Virgem Maria, a intercessora por  excelência. Cabendo  unicamente a ela, a invocação oriental, que a indica como medianeira dos cristãos nunca repelida. Porque o testemunho de sua fé é modelo para todos nós. Em Cristo e por Cristo, todos chegamos ao Pai e junto a Cristo, está aquela que foi a primeira a crer em Cristo, antes que este se manifestasse como o messias. A Virgem Maria. Nela temos o testemunho de como deve ser a fé do crente: Perseverante e Acolhedora. E ainda mais. Sua intercessão em nosso favor não visa outro objetivo a não ser a maior glória do Filho. Toda devoção que reduz a Santíssima a Virgem a uma fazedora de milagres, para atender necessidades materiais, ou  se reduz  a um apego a certa invocação ou imagem dela, porém nada muda na vida daquele que é  católico, é uma enganação do demônio; não em virtude da Santíssima Virgem, mas por causa das intenções  erradas daquele só visa vantagens materiais e não tem  intenção renunciar ao pecado.  Os verdadeiros cristãos  fazem a vontade do Pai. E a vontade do Pai  é que escutemos Jesus. Esta é também a vontade Maria. Então, se queres alegrar a mãe, ADORA O FILHO; se queres AGRADAR O FILHO, imita a mãe. E sob  o  verdadeiro entendimento da mediação de Cristo, origem e razão da mediação intercessora da Virgem, podemos ter a ventura de assim dizer em todas as ocasiões, principalmente nos momentos mais difíceis: "Santa Maria, mãe de Deus, ROGAI POR NÓS!"

terça-feira, 14 de junho de 2011

O SUSTENTACULO DO CRISTIANISMO

Sem uma referencia de unidade e o reconhecimento de um magistério autorizado por Cristo, o cristianismo teria se dividido cada vez mais, e quanto miais dividido teria ficado mais enfraquecido. A primazia e a centralidade da Igreja, acontecida sob a sê apostólica de Roma, tendo em seu bispo, o sucessor do primado petrino, foi providencial para que o cristianismo unificado, tanto na fé como juridicamente, pudesse converter as nações bárbaras e se firmar no mundo com uma religião unida.
A história comprova por meio da reforma luterana do século XVI,  que sem uma unidade visível, definidora da doutrina  e da organização da Igreja, o resultado seria o  esfacelamento da Igreja una em milhares e milhares de igrejinhas, cada uma querendo obter mais seguidores e muitas vezes em contradição doutrinária entre elas. O Espírito Santo providenciou para sob a pirmazia concedida ao apóstolo Pedro que  houvesse de fato unidade não apenas de doutrina,  mas de governo na Igreja. Por sito sem duvida podemos afirmar, que a autoridade da bispo de Toma sob as igrejas particulares foi e tem sido a garantia da unidade e a força do cristianismo.