quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A QUARESMA NA REGRA DE SÃO BENTO

"Se bem que a vida do monge deva ser, em todo tempo, uma observância da quaresma, como, porém esta força é de por isso aconselhamos aos monges a guardarem , com toda pureza, a sua vida nesses dias de quaresma e também a apagarem , nesses santos dias, todas as negligencias de outros tempos. E isso será feito dignamente, se nos preservarmos de todos os vícios e nos entregarmos à oração com lágrimas,  à leitura,  à compunção do coração e  à abstinência. Acrescentemos , portanto, nesses dias, alguma coisa ao encargo habitual de nossa servidão; orações especiais, abstinência de comida e bebida; e assim cada um ofereça a Deus, , de espontânea vontade, com a alegria do Espírito Santo,  (1Ts 1, 6) alguma coisa alem da medida estabelecida para si." Regra de São Bento, capitulo 49, de 1 ao 6.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

QUARESMA E OS VOTOS DO BATISMO

Recebi este simples e ao mesmo tempo importante texto sobre a Quaresma e o batismo, enviado pela Memberonly@jehannedarc.org. Como fiz a tradução do inglês para o português, através do Tradutor da internet Realizei as adaptações necessárias sem alterar o sentido do texto. Ele indica a  Quaresma e como preparação para renovação das promessas do batismo na Vigília Pascal. Um aspecto que não está associado, pelo menos  que eu conheça, na liturgia Católica. Eis um exemplo que todos os católicos deveriam seguir.


Gênesis 9:8-15, 1 Pedro 3:18-22, Salmo 25:4-9, Marcos 1:12-15 

Por que a Quaresma?
         "Você agora está salvo por um banho batismal". -1 Pedro 3:21-

De longe, o maior dia da sua vida foi o dia do seu Batismo. Naquele dia, você tornou-se uma nova criatura (Gl 6:15), "gerada a partir de cima" (Jo 3:3), nascida de novo "da água e do Espírito" (Jo 3:5). Por causa da sua nova natureza, que se tornou adotada ​​na família de Deus. Você se tornou um filho ou filha de Deus (Jo 1:12), um membro do Corpo de Cristo (1 Co 12:12), e um templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19). O Senhor fez uma aliança de amor com você (cf. Gn 9:9). Você fez uma promessa "de uma consciência irrepreensível, pela ressurreição de Jesus Cristo" (1 Pd 3:21). O pecado original foi apagado.
         No entanto, para muitos católicos, o batismo não parece ser o melhor dia de suas vidas, o evento em que receberam o poder de transformar o mundo. Isto é porque os cristãos não estão vivendo seus votos de batismo. Esta tragédia é a base de quase todas as outras tragédias. Portanto, a Igreja apresenta um período mais apropriado  para a renovação dos nossos votos batismais. Na Vigília Pascal e no Domingo da Páscoa, em cada Igreja Católica no mundo inteiro, todos os cristãos católicos serão convidados a renovar suas promessas batismais. Para que isso seja uma verdadeira renovação, nos preparamos para ele por quarenta dias de jejum, oração e penitência. Guarde a Quaresma. Em seguida, na Missa de Páscoa, comprometa-se totalmente com o Senhor. Ame-o mais profundamente do que nunca. Renove suas promessas batismais e o compro misso de mudar o mundo. 
Oração: Pai, que eu mude internamente  depois desta Quaresma. Dê-me uma nova primavera no Espírito Santo.
Promessa:”“. Este é o momento de realização O Reino de Deus está próximo Reformai-vos e crede no evangelho!”-Mc. 1:15

Louvor: Louvor e honra a Ti, Senhor Jesus! Você nos leva ao deserto para falar ao nosso coração (Os. 2:16). Oferecemos-lhe nossas vidas como um sacrifício de louvor (Sl 50:23).
1Pedro 5:1-4
Sl 23:1-6      
Mateus 16:13-19

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O CATOLICISMO: FUNDAMENTO DA REALEZA DE CRISTO


Que outra comunidade cristã possibilitou a realeza de Cristo sobre nações e reis se não a Igreja Católica? Nenhuma! Os hereges, apegados a aspectos da doutrina, só trouxeram divisões e disputas desde o inicio da Igreja. O primeiro grande conflito na Igreja foi iniciado pelo grupo de judeus cristãos, que desejavam obrigar os gregos e não judeus a se circuncidar e a observar a Lei de Moisés. Foi o Espírito Santo que revelou a são Pedro que os pagãos não estavam obrigados a se tornarem seguidores da lei de Moisés para receberam o batismo. E São Paulo se empenhou com todas as forças, para que o cristianismo se tornasse uma fé universal, isto é, verdadeiramente católica. Os pseudo-reformadores chefiados por Lutero, só trouxeram mais e mais divisão entre os cristãos e o surgimento de novas doutrinas, de modo que todas as chamadas igrejas evangélicas tenham só a Bíblia como única regra de fé,  porém cada uma destas diferem uma das outras em aspectos doutrinais importantes.
Que outra Igreja na História teve a audácia de enfrentar reis orgulhosos e de definir com toda a autoridade, que a fonte do poder temporal pertence a Deus e que o rei deve governar obedecendo à lei de Deus? Só a Igreja Católica foi capaz disto. A Igreja com uma liderança definida, uma autoridade única, sinal da invisível autoridade de Deus e de Cristo. Só esta Igreja, fez os reis se  tornarem representantes de Cristo rei, sem que os tornassem em  deuses, como o fez o paganismo romano. E se no decorrer da historia, houve uma distorção deste exercício  do poder real, devida à má compreensão da  teoria do direto divino dos reis, entendendo que os liberava  para fazer o que bem entendesse, no principio não foi assim. O rei por haver recebido muito mais, teria a temer o juízo de Deus;  Pois como está escrito na Regra de São Bento sobre o Abade, o mesmo nunca deveria esquecer de que todos os que estão sobre a sua autoridade, haverá de prestar contas a Deus pelo mal que causou, desta forma também o rei deveria ser o mais cioso de cumprir os mandamentos da lei de Deus e temer mais que os outros, o juízo de Deus sobre ele mesmo, pois como disse Jesus, a quem mais se deu mais será cobrado.
Só a Igreja Católica enfrentou o Imperador Teódosio, por meio do corajoso bispo Santo Ambrósio, não o permitido entrar na Igreja sem antes fazer penitencia pelo excesso de violência que praticou numa guerra; Só a Igreja católica, através do papa reagiu contra a interferência  dos reis em relação a intromissão destes na indicação dos prelados e fez o Rei Henrique IV ficar, ao relento sob  a neve, esperando pelo perdão do papa Gregório  VII, em Canossa.
Foi através da Igreja, que definido as esferas da competência de cada poder, o temporal e espiritual, tornou possível a profecia do Apocalipse. "Ele (Jesus) governará as nações com cetro de ferro." E  fez de Jesus é "o Rei dos reis e Senhor dos senhores na terra" por seu reinado social.
Por isso amar a Igreja visível de Cristo, é amar a sua realeza social sobre as pessoas e as nações. A fé deixa de ser individualista, como entende o protestantismo. Não! Jesus é Rei da sociedade cristã. Esta sociedade que na Idade Média, foi chamada de Cristandade. Porque reunia todas as nações em que os chefes  governavam submetidas a autoridade da Igreja sendo esta o fundamento da Realeza daquele, que veio ao mundo para ser o rei dos corações e das nações.
A melhor e mais perfeita forma de servir à realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo é amar e fazer conhecida a Santa Igreja Católica. É compreende-la sob seus dos aspectos fundamentais e inseparáveis: Como corpo místico de Cristo e como sociedade visível sob a autoridade do papa, legitimo sucessor de São Pedro o primeiro líder máximo dos apóstolos, e que com seu sangue santificou com a sua presença e martírio  a igreja local de Roma  e fez desta a sê principal de todas as igreja locais, espalhadas por todo mundo. Sem a Igreja Católica o cristianismo  teria se tornado uma colcha de retalhos divididas em milhares de grupos ou em igrejas nacionais subordinadas ao Estado. Como bem afirmou Santa Joana d´Arc, é preciso amar a Igreja com todas as nossas forças, EM DEFESA DA NOSSA FÉ CRISTÃ.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Mensagem do Santo Padre, o Papa Bento XVI, para a Quaresma de 2012


«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras»

(Heb 10, 24)

Irmãos e irmãs!

A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.

Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado daCarta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da » (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.

1. «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.

O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e todavia são objeto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf.Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o fato de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo atual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).

A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.

O fato de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais retamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.

2. «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.

O fato de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de a considerar na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a atual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.

Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e onipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a ação do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).

3. «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.

Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efetivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.

Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua. Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre atual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).

Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.

Vaticano, 3 de Novembro de 2011
Fonte: http://fazeioqueelevosdisser.blogspot.com/

sábado, 18 de fevereiro de 2012

CARNAVAL PARA CATOLICOS

Por que os católicos brincam durante todo período do carnaval e na Quarta-feira de cinzas alguns vão a missa se considerado ainda fiéis católicos? Evangélicos praticantes fazem retiros e cultos. Até seitas espiritualistas se afastam para encontro nesse dias de carnaval. Vejam o exemplo do  Encontro para a Nova Consciência que realizam em Campina grande.
É possível brincar  o carnaval sem praticar os excessos na bebedeira, na promiscuidade sexual? É possível impedir que o coração fique endurecido pelo excesso na comida e na bebida como alertou Jesus,  durante estes dias? Se quase 100% dos que brincam o carnaval aproveitam esta ocasião para fazer tudo  o que não fazem durante o  restante ano, como vestir-se de mulher, embriagar-se até cair, consumir drogas, como pode ainda se considerar católico quem freqüenta esta festas, no meio desta gente, que faz tudo isto? Estariam estes ditos católicos,  como pensam "ingenuamente"  até os padres, brincando sem excessos?  
Mas a simples presença de católicos nestas orgias não estariam aprovando este verdadeiro bacanal grego, ressuscitado  dos profundezas do Império Romano, em que o deus do prazer, da orgia, Baco, é novamente adorado? É possível ser Católico fiel e verdadeiro folião?  Ou já não são ou nunca foram verdadeiros católicos, estes que se dizem assim, e nos dias de carnaval fazem tudo ou até mais do que faziam os antigos pagãos romanos? Que Deus tenha misericórdia dos pecadores e os afastem de cair nas armadilhas do pecado neste carnaval. E mais ainda:  Tenha piedade daqueles que abençoaram estes dias de festas, não falaram no pecado, e até se uniram aos outros deuses da cultura brasileira, para  expressarem que são todos da lado da paz e do amor; mesmo deixando as ovelhas nas garras dos lobos, pois Jesus nunca negou o pecado e se foi ao encontro dos pecadores, o fez  para faze-los adquirir a dignidade de Filhos de Deus e não para abençoar seu atos e estado de vida pecaminoso.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O NOVO TESTAMENTO KING JAMES E O DESCONHECIMENTO DA DOUTRINA CATÓLICA


Incrível como os protestantes desconhecem a doutrina católica. Eu comprei o Novo Testamento da Versão King James. Tem uma linguagem fácil sem ser popular como a moderninha  Versão na linguagem de Hoje. E algumas notas boas em questões de costumes da época. Mas no que se refere a doutrina é um desastre. Na página 97  comentando o Evangelho de Marcos 3,21, o autor dos comentários diz literalmente:
             "Não há razão para concluir que os irmãos e irmãos de Jesus pudessem ser seus primos, filhos de José antes do casamento com Maria. Assim como não há base Bíblica e histórica  para se aceitar a doutrina (Esta vai em letra grande para verem o absurdo) DA VIRGINDADE PERPETUA DE MARIA, mãe de Jesus, DOGMA católico instituído por Pio IX em 1854." p. 97 nota: 7

            Primeiramente, Pio IX em 08 de dezembro de 1854 definiu como dogma,  A IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA, que consiste em afirmar que a mesma Virgem Maria foi concebida em estado de Graça no ventre de sua mãe, pelos méritos futuros da paixão de Cristo. Aliás, a mesma versão confirma que o Cheia de Graça do anjo significa. "Tu que fostes e permaneces cheia do favor divino." p. 143 n.13. Não tem nada a ver com a virgindade perpetua de Maria que há  muito tempo já era aceita pelos cristãos. Origines no século III já afirmava que, segundo os que pensavam bem dela, Maria não teve nenhum outro filho a não ser Jesus. Santo Epifânio no  século IV indica os irmãos de Jesus como filhos de José de um casamento anterior. Aliás, nenhum evangelho apócrifo indica os irmãos de Jesus como filhos de Maria. O Protoevangelho de Tiago  que dá nome aos irmãos de Jesus, os indica como filhos de José,  que já era viúvo ao casar com Maria. E há base bíblica, sim,  para afirmar que Jesus era o único de Maria. 1 - Os ditos irmãos de Jesus se mostram como mais velhos do que ele, procurando prende-lo ou dar-lhe ordens ( Mc 3,21 Jo 7,5) Impensável isto numa sociedade em  que o primogênito assumia o lugar da autoridade paterna  quando a mãe ficava viúva. 2- Jesus indica como Filho de Maria o discípulo amado, que não era parente, dizendo "Eis aí o teu filho." Desrespeito grande num momento de dor para sua mãe, substituir todos os  filhos dela,  por um apóstolo dele. E isto seria ofensa aos seus irmãos e irmãs dele, que estariam presentes ao lado de Maria, na hora em que ele diz isto. Se Jesus diz "Mulher eis o teu Filho"  Ele está substituindo só ele mesmo  e isto porque ela não tem outros filhos para ficaram com ela.
            João entendeu que Jesus recomendou que ele cuidasse dela e por isso a levou para casa dele. Fato que tambem não o faria, pois os filhos e filhas de Maria não admitiriam, deixar sua mãe aos cuidados de uma pessoa que não era parente. Sei que os protestantes tentam se  sair dessa dizendo que Jesus fez isso para livrar Maria das injurias dos irmãos dele. Nossa! Que a absurdo pensar que os próprios filhos de Maria iriam magoar ela nesta hora? Mesmo que não acreditassem em Jesus eles não iriam fazer sofrer a mãe deles.  E se Jesus estava preocupado com  a forma como seus irmãos tratavam a mãe deles, por não crerem nele,  porque não a retirou da companhia destes após o episódio de Marcos 3,21?  Porque deixou para fazer isto na hora da morte e perto da Ressurreição, quando Tiago e os seus irmãos iriam se converter a aceitá-lo como Messias? (AT 1,14) E só para esclarecer, foi no concilio de Constantinopla II em  que se proclamou como verdade de fé que Maria permaneceu sempre Virgem, porque isto já era aceito por todos e no ano de 553  e  não em 1854, como diz a nota e não foi um papa, foram vários bispos que afirmaram e anunciaram que a Maria só deu a luz a um Filho. Usando a expressão  A sempre Virgem Maria;  Os protestantes na sua insistência em fazer Maria mãe de uma filharada para diminuí-la, esquecem que no tempo de Jesus, os irmãos de Jesus se fossem filhos dela com José, deixariam Jesus, perante o judeus, que seguiam a Lei fora da DESCENDÊNCIA DAVIDICA, pois o primogênito e José e outros filhos dele com Maria,  seriam  do sangue de Davi e Jesus   não o seria, já que as mães não transmitiam a descendência aos filhos. Só os pais. Além disso, o anuncio de que Maria concebera só Jesus pelo Espírito Santo colocaria dúvidas  sobre a real paternidade de Jesus e este seria indicado como filho de uma adultera ou um bastardo ferindo a reputação dele e de Maria. Enfim, a concepção virginal iria por água abaixo se Jesus não fosse o único filho de Maria, assim como também as suas pretensões de ser o descendente de Davi, já que seria indicado como não sendo filho de José. Por isto a insistência em todo o Evangelho em afirmar que Jesus é filho de José (Mt 13, 55; Lc 4,22; Jo 1,45; 6,42; 8,41) Portanto, insistir em chamar os filhos de José como  irmãos de Jesus, para os evangelistas,  era conveniente e necessário, pois desta forma asseguravam  ao mesmo, a descendência de Davídica e afastava  toda suspeita de adultério por parte dos judeus sobre Jesus,  em relação mãe dele.
            Só quando o Evangelho é proclamado aos gentios e rompe com o judaísmo é que a concepção virginal de Cristo se torna doutrina publica, porque os judeus já haviam rejeitado Jesus como messias, daí não ser mais fundamental mostra-lo como o Filho de Davi por meio de José,  mas como o Filho de Deus e Redentor da humanidade. Por isto, os protestantes acham normal hoje,  que Jesus tivesse irmãos por parte de mãe, já que não são judeus e como os  católicos,  admitem que Jesus é descendente de Davi por meio de Maria, pois  segundo a mentalidade ocidental, esta  o fez  filho de Davi, já que ela o era também. Mas não era assim que pensavam os judeus da época. Pois admitam que só por linha masculina se transmitia a Descendência. Eis a razão para que a mãe do messias fosse uma Virgem casada com um descendente de Davi e que este assumisse a paternidade do filho dela. Mas durante a vida publica de Jesus,  e quando a Igreja estava restrita aos judeus, era necessário, que Jesus fosse tido por filho de José, tanto quando os outros filhos dele, de seu primeiro casamento.
Prof. Francisco de Castro.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

TODO DIA 13 DE CADA MÊS


 Foto da missa do dia 13 de todo mes, na Igreja de Nossa Senhora  de Fátima, em Fortaleza.

Em algumas paróquias do Ceará, em todo dia 13 de cada mes, precisamente as 12 horas, são celebradas missas para Nossa Senhora de Fátima. Muitas pessoas vão a missa vestidas de branco para pagar e pedir graças. Muitos distribuem pequenas estátuas, mal feitas, de Nossa Senhora de Fatima, em agradecimentos a pedidos  alcançados. Mas não foi isso que Nossa Senhora pediu em Fátima, Portugal.


O QUE NOSSA SENHORA PEDIU EM FÁTIMA?

"Reze, Reze muito pelos pecadores, porque muitas almas se perdem por não haver quem reze e se sacrifique por elas." 4° Aparição  dia 15 de Agosto de 1917.


"Após cada misterio do terço dizei a seguinte oração: "Ó meu Jesus perdaoai-nos. livrai-nos do fogo do inferno. levai as alminhas todas para o céu e socorrei as que mais precisarem." Aparição do 13 de julho de 1917.


"Não ofendam mais a Nosso Senhor que já está muito ofendido."  Aparição do dia 13 de outubro de 1917

Que importante seria que antes ou depois da missa de todo dia 13,  as pessoas fossem convidadas a fazer a oração de adoração do Anjo de Portugal, o ato de oferecimento á Santissima Trindade, ensinado pelo Anjo de Portugal,  do Corpo, sangue , alma e divindade de  Nosso Senhor Jesus, pela conversão dos pecadores.

Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, eu Vos adoro profundamente e Vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido.

E pelos méritos infinitos do seu Santíssimo Coração e pela intercessão do Imaculado Coração de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão por todos aqueles que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

A mensagem de Fátima se resume em duas palavras. Oração e sacrificio. E o que é mais importante: pelos pecadores. Maria nos recorda o que Jesuss diz no Evangelho. "Se tua mão te leva a pecar corta-a pois é melhor ficar sem uma mão do que ir todo inteiro para o inferno."

Fátima corfima o Evangelho. Não nega que haja o PECADO e que por causa do PECADO muitos vão para o inferno. Jesus confirma a existencia do INFERNO.

Mas o demonio, se aproveitando da fragilidade das pessoas e dos meros interesses materiais delas,  desviou a mensagem de Fátima para um culto apenas exterior: Vestir-se de branco e distribuir imagenzinhas de pessimo acabamento em pagamento de promessas.. O mais improtante nas missas de todo dia 13, seria relembrar o que Nossa Senhora pediu em Fátima: Sacrificar-se e rezar pelos pecadores. Deste modo,  estaríamos fazendo o que agrada a Deus e obedecendo  Nossa Senhora.




















domingo, 12 de fevereiro de 2012

APROXIMA-SE A QUARESMA!

Estamos nos aproximando da Quaresma. Tempo dedicado a meditar e rememorar o sofrimento de Cristo, Nosso Senhor, pela nossa Redenção. Hoje tão descaraterizado. Espremido pelo carnaval, que se prolonga para depois de quarta feira de cinzas. Antes, tempo de jejum abstinência, de esmolas e orações. Algumas até muito sentimentalistas; precisa-se reconhecer, que induziam a muitos a ter mais pena de Cristo e vê-lo como um pobre sofredor, do que  lamentar e rejeitar seus pecados. Mas, no entanto, Jesus era o centro. Sua dor e morte cruili era respeitada. Hoje, em plena semana santa se toma porre de vinho (Perdoai-me Senhor algum tempo atrás, no tempo da minha apostasia, também eu  fiz isto. Não tomei o porre, mas fiquei numa praça com carros som e bebendo vinho em plena Sexta feira Santa. Maior, porém, foi a vossa misericórdia que foi em busca de mim e me trouxe a vós. Gloria seja toda vossa, ó Senhor.) Hoje, tempo para mobilizar as pessoas para os interesses do mundo e problemas sociais. Antes, o centro era o  Cristo. hoje ainda o é, mais na sexta feira santa nas nas peças, os espetáculos de Teatro. Vejam nova Jerusalem. A paixão de Cristo virou um mega espetáculo público. É bonito ver a representação de um homem crucificado. Mas no dia mesmo em que este foi pregado na cruz por causa dos pecados dos homens, a cena, tenho certeza, não foi nada bonita e duvido que alguém teria a coragem de assistir hoje, de verdade , a crucificação de uma pessoa. Mas no teatro, a crucificação de Cristo chega a ser a ser mais espetacular do que sua ressurreição. É um fato passado. Todos sabem que aconteceu há dois mil anos mais ou menos. Alguns se emocionam, outros avaliam apenas os efeitos especiais e aplaudem...
Um tempo com tão forte significado ficou distorcido, escondido. Não se prega sobre o pecado original do qual Jesus veio nos libertar sem que tivéssemos o menor merecimento. Não se prega sobre os pecados pessoais nos quais nos podemos cair e Jesus novamente nos salva, sem que tenhamos o menor merecimento, pelo arrependimento e a graça da absolvição, no sacramento da penitencia. Antes formava-se filas para o confessionário pelo menos nesta época. Hoje poucos se confessam e os que o fazem pensam nessa o com um aconselhamento com o padre, uma especie de consulta psicológica. Sentados um ao lado do outro trocando ideias. Desabafando. Não se apresentam mais como pecadores, se envergonham de ser pecadores e precisarem de perdão. Mas se mostram como oprimidos, com problemas pessoais e precisando desabafar. Confessionário tornou-se a terapia  de quem não pode pagar psicologo. 
Estamos já em clima de Carnaval. E a quaresma começa logo após. Os carros sons, as micaretas nem silenciaram e já estamos nas cinzas da Quarta feira. E muitos ainda na devassa do carnaval. Nas cinzas do vazio do mundo. Alguns a noite, por precito social, vão receber as cinzas na Igreja. Queira Deus, retomamos o valor deste tempo da Igreja. Tempo de reconhecermos que somos pecadores, que precisamos da Graça de Deus e de que esta nos vem unicamente por meio de Nosso senhor Jesus Cristo. Tempo de mudar o rumo de nossa vida. De pedir a Deus que a mude. Tempo de verdadeira conversão.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O THEO CRISTOCENTRISMO DE SANTA JOANA D´ARC


O termo Theocristocentrismo pode até ser um neologismo estranho. Já conhecemos ou ouvimos referencias ao Teocentrismo (Deus é o centro) ou Cristocentrismo ( Cristo é o centro) mas eu nunca li e ouvi uma pessoa se referir a Teocristocentrismo. E que significado dou para este "neologismo?" Simples! CRISTO DEUS, É O CENTRO. E porque cheguei a esta percepção ou o que me fez chegar a ela? A personalidade de Santa Joana d´Arc em realação à sua missão e sua devoção as suas Vozes. Quem ler um bom livro sobre a Virgem guerreira perceberá que toda a  sua missão é revelada por anjos e santos. Ela é profundamente devota de duas santas do século IV. E santas tanto da Igreja latina como dos católicos orientais separados e dos unidos a Roma. Uma santa é  da África, Catarina de Alexandria e a outra da Ásia, Margarida de Antioquia. Neste aspecto Santa Joana d´Arc foi verdadeiramente ecumênica, no bom sentido que esta palavra deve ter. Venerou santas católicas da unica Igreja de Cristo; pois venerava e amava as santas que os mesmos cismáticos orientais veneravam demonstrando claramente que a Igreja antes era unica e unida, e que foram estes que saíram da unidade. Roma em sua época, estava separada de Constantinopla. Mas não é este o assunto do texto. Voltemos a ele. Temos Santa Joana d´Arc como uma católica devota de santos, o que é  tão comum em nossa terra, em que o povo é muito devoto de São Francisco, de Santa Edvirgens e tantos outros. Mas com uma grande diferença. Para Santa Joana o centro era  Cristo. E não o Cristo profeta ou homem. Mas o Cristo Deus. Ela sempre se refere a Deus como sendo Jesus e a Jesus como sendo Deus. Este se fez homem claro, para sofrer paixão e morte, a fim de nos redimir das penas do inferno; mas é sobretudo Deus. E todos estão subordinados a Ele. As santas recorrem a Ele para lhe dar ordens sobre o que deve fazer. A vitoria, fosse dela na batalha, do estardante ou da ajuda das anjos, tudo vinha de Deus ou de Cristo Jesus que para ela era o mesmo Deus. Os anjos são emissários de Deus e agem por vontade dele. Perguntada se São Miguel aparecia nu, ela com ingenua simplicidade, responde. "Pensais que Deus não teria RECURSOS para vesti-lo?" Até as roupas se os anjos  as usam, recebem de Deus. Até mesmo o glorioso e valente são Miguel, o Arcanjo chefe dos Arcanjos. Suas santas nada respondem a ela por si mesmas. Recorrem a Deus e por ordem de Deus dão a resposta. Estas são palavras suas.E Deus para Joana, é Jesus, o filho de Maria Santíssima. Não há referencia conhecida, dela,  à Santíssima Trindade. Certo que ela sabia que há sim, Deus Pai , Filho e Espirito Santo. Lembremos que fazia o sinal da cruz e antes das batalhas fazia o seu confessor reunir os guerreiros e cantar o Veni Creator Spiritus  (Vinde Espírito Criador) invocado o Espirito Santo. Mas sua atenção se volta para o  Deus Jesus. O Deus crucificado e o Deus Rei. A quem pertence o Reino da França. Pois é assim que ela se apresenta ao capitão do rei. "Vim por ordem do meu Senhor, o Rei do Céu. Na verdade o Reino não pertence ao Delfim ( o príncipe da França) mas ao meu Senhor. Mas ele que ele seja Rei."  E quando este perguntou, quem é o teu Senhor? Ela disse com firmeza: "O meu Senhor é o Rei do Céu." E  este Rei foi desenhado em seu estandarte, rodeado de dois anjos ajoelhados, oferecendo a ele a flor-de-lys, simbolo da França. A ele, o Rei do Céu,  pertence todas as nações do mundo e o que é mais importante, também  os governo das mesmas, e este faz rei ou retira do poder, a quem quer e como quer. Jesus para Joana reinava e mandava de verdade até no mundo do poderosos do mundo. (Sabemos que ele manda, mas não agimos como ela, que agia como ele mandava.)
Se para São Paulo, Jesus é o Cristo homem elevado à Filho de Deus pela ressurreição e manifestado como Deus por esta, Joana parte de cima para baixo. Ele é o Deus que se mostrou homem e o fez por amor. Para nos redimir da condenação Eterna. Por isso, em uma oração com suas próprias palavras, ela pede desta forma orientação: "Dulcíssimo Deus, em honra de vossa santa paixão, eu vos peço que me mostreis como devo responder a estes que me perguntam..." Se  refere a Jesus, crucificado, mas que é  Deus, mesmo no alto da cruz. 
Se há entre muitos católicos,  o temor e até a percepção de que a devoção aos santos afasta de Jesus e coloca outros em seu lugar, a vida e a devoção de Santa Joana d´Arc, são evidente prova de que isto não é verdade. A sadia devoção aos irmãos do paraíso, como ela também chamava suas santas, faz-nos aproximar mais ainda de Cristo. Reconhece-lo como o Senhor de uma multidão de servos e que estes servos por sua ordem estão a serviço de seus outros servos, porque, tal e qual Joana,  a Donzela, os santos, conforme ela mesma disse, só podem Amar o que Deus ama e querer o que Deus quer. Se for devoto de algum santo e até da própria Joana 
d´Arc, siga o seu exemplo. Seja um Católico Theo-cristocêntrico. Pelo menos de uma coisa você pode ter a certeza. Não será acusado injustamente de idolatria, como ela o foi, por seus juízes e esta foi uma das justificativas para sua execução na fogueira. Idólatra. Ela,  para quem Jesus era tudo e tudo era dele. Logo ela...Santa Joana tão injustiçada! Rogai por nós perante o Deus a quem tanto amastes e quem só servistes.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

SANTA JOANA E SUA ORIGEM



 

"Nasci na aldeia de Domrremy, junto à de Greux, onde está a Igreja Matriz. Meu pai chama-se Jacques d´Arc, minha Isabel. Foi batizada na igreja de Domremy. Na minha terra Chamavam-me de Joaninha e depois que vim para a França, chamam-me Joana. Tenho 19 anos . ao que suponho."

Processo de Condenação. 1° Audiência pública.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

OS CATÓLICOS DEIFICAM MARIA?





Os Católicos tornaram Maria , a mãe de Jesus, uma deusa? Não! Mesmo que na religiosidade popular, a Mãe do Senhor, seja festejada de forma semelhante  como eram festejadas as deusas pagãs. Com procissões, a confecção de imagens e outros artigos representando a pessoa de Maria, como pequenos templos ou medalhas. (Atos 19,24) Mesmo que alguns títulos de Maria, estejam unidos apenas a um aspecto da vida humana, como Nossa Senhora dos Navegantes, ou Nossa Senhora da Saúde, parecendo que aquela Nossa Senhora, seria como uma deusa daquela situação apenas, e só conseguíssemos saúde se invocássemos a da Saúde e não outro titulo. Também isto, muito parecido com as deusas pagãs, que eram presas a um aspecto da natureza ou da vida, como Atenas, a deusa da Sabedoria ou Diana a Deusa da caça e da fertilidade. Mas tudo o que foi exposto antes, não prova que se substituiu as deusas pagãs pela mãe de Jesus? Não prova. E veremos por qual razão. 
Um aspecto  original do judaísmo é a fé num Deus único, e mais  isto: Num Deus de tudo. Deus criador dos céus e da Terra. Diferentemente dos pagãos, a quem não interessava uma unica divindade, mas milhares de deuses, tendo cada um poder sobre uma parte da natureza ou uma necessidade da vida. Netuno, deus do Mar, Afrodite , deusa do amor e tantos outros. Há uma fato interessante na vida de São Patrício, cristão e  evangelizador  da Irlanda. Tendo sido raptado por piratas, foi deixado na Irlanda que era pagã. Conversando com uma jovem ele disse que confiava que o seu Deus o haveria de salvar. E a jovem perguntou. Seu deus é o deus de Que? E ele responde. DE TUDO! Sim, o cristianismo trouxe a fé do judaísmo não só de um único Deus, mas em um Deus de Tudo. É o que professamos no salmo "A nossa proteção está no nome do Senhor, que fez o céu e a terra." (Salmo 124, 8) Deus de tudo, de toda a natureza, criador das coisas visíveis e invisíveis, como afirmamos no credo ou profissão da fé. A Igreja nunca, em nenhum momento, em nenhum concílio ou  escrito, afirmou que Maria é uma deusa da saúde, da paz, dos Navegantes e de outras coisas. Estes títulos indicam apenas que A Virgem intercede por estas pessoas ou pelas  necessidades de quem a invoca. Exprime a fé no poder de intercessão da mãe junto ao coração do Filho. Se para alguns santos, Jesus concedeu o dom de fazer milagres apenas para certo tipo de doença ou problema, para sua mãe, concedeu  o dom dos milagres para qualquer situação. Pois desta forma ele a honra no céu, já que na Terra, veio para fazer a vontade do Pai e sua missão estava acima do mandamento de honrar pai e mãe; por mais que ele a tenha amado e se preocupado com ela aqui na terra, porém não havia tempo, para se dedicar a ela como os filhos comuns. É desta forma que devemos compreender a mediação de graças de Maria. No sentido de que toda a Graça pedida por ela é  alcançada. E não que todas as graças pedidas a  Cristo só venham por meio dela,  porque a graça santificante, não veio por ela, mas unicamente por Cristo, inclusive para ela mesma.
Então os católicos engrandecem sim, a mãe do Senhor. Pode até isto ser visto como um endeusamento, mas não é uma deificação. Ou seja, Maria não é transformada numa deusa igual as deusas pagãs. O catolicismo cultua e engrandece Maria, por reconhecer que dentre todas as criaturas redimidas, ela é e foi a unica:
-Sempre Favorecida por Deus: Lucas 1, 28
-A Mãe do Senhor de Todos; Lucas 1, 43
-Aquela em que Deus fez grandes coisas; Lucas 1,49 
-A Serva do Senhor. Lucas 1, 38
-A  unica que, todas as gerações que existirem na terra, proclamarão bem-aventurada e bendita. Lucas 1,42.48
- E a mãe a quem Jesus, na pessoa do discípulo amado, nos entregou para ser a nossa mãe e nós os seus filhos. João 19, 28
Pode parecer pouca coisa, se comparado ao culto intenso e universal, com tantas festas e nomes da Virgem Mãe de Cristo, dirão alguns. Mas nestas poucas palavras está resumido o tudo o que poderia ser dito de uma simples criatura humana e que não foi dito de nenhuma outra. Nem de Paulo, o grande apostolo, e de nenhum dos apóstolos. Deus em poucas palavras,  revelou a grandeza singular e a dignidade ímpar de Maria Santíssima. Natural é que o cristianíssimo ao se espalhar por um mundo pagão cheio de deuses e também de deusas adotasse alguns aspectos do culto a estas deusas para Maria. Porem, mas admirável ainda e não te-la deificado, ou tornando uma deusa apesar disto. Pois o católico com menor conhecimento da doutrina católica nunca dirá que Nossa Senhora é o Deus criador de todas as coisas. Nem mesmo que foi ela quem morreu para nos salvar. E estejamos certos, se o Espirito Santo não nos tivesse dado Maria, ainda hoje estaríamos adorando as deusas pagãs como os ourives em Éfeso,  que gritaram para São Paulo e o expulsaram da cidade: 'Grande é a Diana dos Efésios!" (Atos 19, 27-35) Séculos depois, em 431, nesta mesma cidade os bispos da Igreja católica, confirmavam que a Bendita Virgem de Nazaré, irmã nossa pela natureza humana, era verdadeira mãe de Deus, porque dela e por ela veio o Verbo de Deus, o Filho , Deus verdadeiro do Deus Verdadeiro, segundo a natureza humana. E a Diana dos Efésios perdeu sua grandeza e hoje está  esquecida por todos.
Tudo para a Glória do único e Verdadeiro Deus, a quem Maria proclamou, como aquele que fez grande coisas por ela e cujo o nome é Santo. Lucas 1,49.


Os Católicos tornaram Maria , a mãe de Jesus, uma deusa? Não! Mesmo que na religiosidade popular, a Mãe do Senhor, seja festejada de forma semelhante  como eram festejadas as deusas pagãs. Com procissões, a confecção de imagens e outros artigos representado a pessoa de Maria, como pequenos templo ou medalhas. (Atos 19,24) Mesmo que alguns títulos de Maria, estejam unidos apenas a um aspecto da vida humana, como Nossa Senhora dos Navegantes, ou Nossa Senhora da Saúde, parecendo que aquela Nossa Senhora, seria como uma deusa daquela situação apenas, e só conseguíssemos saúde se invocássemos a da Saúde e não outro titulo. Também isto, muito parecido com as deusas pagãs, que eram presas a um aspecto da natureza ou da vida, como Atenas, a deusa da Sabedoria ou Diana a Deusa da caça e da fertilidade. Mas tudo o que foi exposto antes, não prova que se substituiu as deusas pagãs pela mãe de Jesus? Não prova. E veremos por qual razão. 
Um aspecto  original do judaísmo é a fé num Deus único, e mais  isto: Num Deus de tudo. Deus criador dos céus e da Terra. Deferentemente dos pagãos, a quem não interessava uma unica divindade, mas milhares de deuses, tendo cada um poder sobre uma parte da natureza ou uma necessidade da vida. Netuno, deus do Mar, Afrodite , deusa do amor e tantos outros. Há uma fato interessante na vida de São Patrício, cristão e  evangelizador  da Irlanda. Tendo sido raptado por piratas foi deixado na Irlanda que era pagã. Conversando com uma jovem ele disse que confiava que o seu Deus o haveria de salvar. E a jovem perguntou. Seu deus é o deus de Que? E ele responde. DE TUDO! Sim, o cristianismo trouxe a fé do judaísmo não só de um único Deus, mas em um Deus de Tudo. É o que professamos no salmo "A nosso proteção está no nome do Senhor, que fez o céu e a terra." Deus de tudo, de toda a natureza, criador da coisas visíveis e invisíveis, como afirmamos no credo ou profissão da fé. A Igreja nunca, em nenhum momento, em nenhum concílio ou  escrito, afirmou que Maria é uma deusa da saúde, da paz, dos Navegantes e de outras coisas. Estes tútulos indicam apenas que A Virgem intercede por estas pessoas ou pelas  necessidades de quem a invoca. Exprime a fé no poder dei intercessão da mãe junto ao coração do Filho. Se para alguns santos Jesus concedeu o dom de fazer milagres apenas para certo tipo de doença ou problema, para sua mãe, concedeu  o dom dos milagres para qualquer situação. Pois desta forma ela honra no céu, já que na Terra veio para fazer a vontade do Pai e sua missão estava acima do mandamento de honrar pai e mãe; por mais que ele tenha amado e se preocupado com ela aqui na terra, porém não havia tempo se dedicar a ela como os filhos comuns. É desta forma que devemos compreender a mediação de graças de Maria. No sentido que toda a Graça pedida por ela é  alcançada. E não que todas as graças pedidas a  Cristo só venham por meio dela,  porque a graça santificante, não veio por ela, mas unicamente por Cristo, inclusive para ela mesma.
Então os católicos engrandecem sim, a mãe do Senhor. Pode até isto ser visto como um endeusamento, mas não é uma deificação. Ou seja, Maria não é transformada numa deusa igual as deusas pagãs. O catolicismo cultua e engrandece Maria por reconhecer que dentre todas as criaturas redimidas, ela é e foi a unica:
-Sempre Favorecida por Deus: Lucas 1, 28
-A Mãe do Senhor de Todos; Lucas 1, 43
-Aquela em que Deus fez grandes coisas; Lucas 1,49 
-A Serva do Senhor. Lucas 1, 38
-A  unica que, todas as gerações que existirem na terra, proclamarão bem-aventurada e bendita. Lucas 1,42.48
- E a mãe a quem Jesus, na pessoa do discípulo amado, nos entregou para ser a nossa mãe e nós os seus filhos. João 19, 28
Pode parecer pouca coisa, se comparado ao culto intenso e universal, com tantas festas e nomes da Virgem Mãe de Cristo, dirão alguns. Mas nestas poucas palavras está resumido o tudo o que poderia ser dito de uma simples criatura humana e que não foi dito de nenhuma outra. Nem de Paulo, o grande apostolo, e de nenhum dos apóstolos. Deus em poucas palavras,  revelou a grandeza singular e a dignidade ímpar de Maria Santíssima. Natural é que o cristianíssimo ao se espalhar por um mundo pagão cheio de deuses e também de deusas adotasse alguns aspectos do culto a estas deusas para Maria. Porem, mas admirável ainda e não tê-la deificado, ou tornando uma deusa apesar disto. Pois o católico com menor conhecimento da doutrina católica nunca dirá que Nossa Senhora é o Deus criador de todas as coisas. Nem mesmo que foi ela quem morreu para nos salvar. E estejamos certos, se o Espirito Santo não nos tivesse dado Maria, ainda hoje estaríamos adorando as deusas pagãs com os ourives em Éfeso,  que gritaram para São Paulo e o expulsaram da cidade: 'Grande é a Diana dos Efésios!" (Atos 19, 27-35) Séculos depois, em 431, nesta mesma cidade os bispos da Igreja católica confirmavam que a Bendita Virgem de Nazaré, irmã nossa pela natureza humana, era verdadeira mãe de Deus, porque dela e por ela veio o Verbo de Deus, o Filho , Deus verdadeiro do Deus Verdadeiro, segundo a natureza humana. E a Diana dos Efésios perdeu sua grandeza e hoje está  esquecida por todos.
Tudo para a Glória do único e Verdadeiro Deus, a quem Maria proclamou, como aquele que fez grande coisas por ela e cujo nome é Santo. Lucas 1,49.