domingo, 27 de fevereiro de 2011

VIVER O CATOLICISMO

O catolicismo oficial, dos sacramentos, do magistério, do ofício divino, não é popular. Devemos popularizar o que é oficial, sem no entanto criticar, ou rejeitar expressivamente as manifestações populares, porem orientar aos católicos, para não se limitarem as orações e promessas aos santos.  Tornar a orações das horas, tão popular para o povo, como o santo Rosário da Virgem mãe de Deus; Conhecer para amar, e viver o ensino do magistério dos papas através do estudo  das encíclicas e exortações e divulga-los.

A partir deste domingo (27/02/11) e  em todos os domingos, estarei postando trechos das instruções e encíclicas dos papas agrupadas nas seguintes temas:
-Moral Sexual,
- Doutrina e Liturgia;
-Doutrina social da Igreja.

Inicio com a Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, publicada em 1975. Persona Humana, sobre a vivência da sexualidade católica, que alem de desconhecida é ignorada pela maioria dos que se afirmam católicos. Espero contribuir para torna-la conhecida  e obedecida, através dos que acompanham as postangems deste blog. Intercedam por mim jundo a Deus, para que persevere nes propósito de fazer Nosso Senhor Jesus Cristo  amado e obedecido, primeiramente por mim e também por todos os irmãos na fé.


SOBRE ALGUNS PONTOS DE ÉTICA SEXUAL
1. A pessoa humana, segundo os dados da pesquisa científica contemporânea, é tão profundamente afetada pela sexualidade, que esta deve ser considerada como um dos fatores que conferem à vida de cada um dos indivíduos os traços principais que a distinguem. É do sexo, efetivamente, que a pessoa humana recebe aqueles caracteres que, no plano biológico, psicológico e espiritual, a fazem homem e mulher, condicionando por isso, em grande escala, a sua consecução da maturidade e a sua inserção na sociedade. É essa a razão de as coisas referentes ao sexo, como cada um poderá facilmente verificar, nos nossos dias serem assunto freqüente e abertamente tratado nos livros, nas revistas e nas publicações periódicas, bem como pelos outros meios de comunicação social. Nestes últimos tempos, aumentou a corrupção dos costumes de que é um dos mais graves índices uma desmesurada exaltação do sexo; ao mesmo tempo, pela difusão dos meios de comunicação social e dos espetáculos, ela tem vindo a invadir o campo da educação e a infectar a mentalidade geral. Se é verdade que, neste contexto, tem havido educadores, pedagogos ou moralistas, que puderam contribuir para fazer compreender e integrar na vida os valores próprios de um e outro sexo, outros, em contraposição, propuseram concepções e modo de comportamento contrários às verdadeiras exigências morais do ser humano, indo mesmo até ao ponto de favorecer um hedonismo licencioso. Daqui veio como resultado que, mesmo entre os cristãos, pontos de doutrina, critérios morais e maneiras de viver, até há pouco fielmente conservados, no espaço de poucos anos foram fortemente abalados; e são em grande número hoje em dia aqueles que, perante tantas opiniões largamente difundidas em oposição com o doutrina que eles receberam da Igreja, chegam a perguntar-se o que é que devem ainda manter como verdadeiro.
2. A Igreja não pode ficar indiferente diante de uma tal confusão dos espíritos e de um semelhante relaxamento dos costumes. Trata-se, na verdade, de um problema da máxima importância para a vida pessoal dos cristãos e para a vida social do nosso tempo.[1] Os Bispos são levados a verificar cada dia as dificuldades crescentes que experimentam os fiéis para tomar consciência da sã doutrina moral, particularmente em matéria sexual, assim como os pastores para a expor com eficácia. Eles sabem que são chamados, em virtude do seu múnus pastoral, a corresponder às necessidades dos fiéis das suas greis, pelo que se refere a este ponto bem grave; e já foram publicados importantes documentos sobre esta mesma matéria por alguns deles ou por inteiras Conferências Episcopais. Entretanto, dado que as opiniões erróneas e os desvios que delas resultam continuam a alastrar por toda a parte, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, no exercício da sua função relativamente à Igreja universal[2] e por mandato recebido do Sumo Pontífice, julgou necessário publicar a presente Declaração.
(Continua no próximo domingo)



sábado, 26 de fevereiro de 2011

A GRAÇA SANTIFICANTE É DOM DE DEUS

"Se não estou  na graça de Deus, peço que nela ele me ponha; se estou  que Deus nela me conserve." Sta. Joana d´Arc, Audiência do dia 24 de fevereiro de 1431. Processo inquisitorial de condenação."

O fato decisivo para ruptura de Lutero com a Santa Igreja foi a questão da justificação. Ou seja, a nossa salvação do pecado original .Enquanto Lutero entendia que a justificação consistia numa espécie de declaração forense, que livrava de uma vez por todas o pecador em virtude da Redenção expiatória de Cristo no calvário, a Igreja sempre ensinou que a justificação inicial era obra exclusiva da Graça por meio da fé; enquanto a conquista da vida Eterna, ou da salvação pessoal implica na observância dos mandamentos e da pratica de obras de misericórdia. Para Lutero, uma vez pecador pecador para sempre. O única necessário,  para um crente que cometesse um pecado  depois de justificado, seria o arrependimento e o  reconhecimento diante de Deus . 

A Igreja ensina que as boas obras não foram a causa de nossa salvação inicial, ou seja, a saída de nossa situação de pecado não foi devido as nossas obras ,que anteriormente tivéssemos praticados, mas unicamente a paixão e a morte de Cristo. E que só as obras feitas pelo católico em estado de graça, tem valor meritório diante de Deus; deixar de praticar boas obras porque  foi salvo do pecado, é uma doutrina estranha ao Evangelho de Cristo. O mesmo Senhor Jesus Cristo, afirmou que cada um será julgado segundo suas obras e também, que na ressurreição os mortos todos receberão segundo as obras que praticaram em vida. Os bons ressuscitarão para a vida eterna e os maus para a condenação. Lutero confundiu justificação inicial com a salvação pessoal de cada um. Ter acesso ou direito à vida eterna, a libertar-se do pecado original , não é obra nossa. Só Cristo nos retirou do Reino das Trevas, pois nenhum dos indivíduos, por melhor que fosse (E houve realmente homens que fizeram o bem) mereceria a salvação pelo fato de estarem todos na situação de pecado.
Porém ,uma vez salvos, para permanecer na graça e herdar a vida eterna, é imprescindível que se faça boas obras e perseverar até o fim. A omissão em fazer o bem é um pecado grave. Santa Joana d´Arc entendeu bem esta questão. Por sua vida,mostrou que Deus age em nós, na medida em que nos deixamos conduzir por ele. A graça é uma ação exclusiva de Deus. Competi a Deus nos conceder a sua Graça e nos manter na Graça. Porem é nosso dever cooperar com esta graça mediante a obediência.E nossa obediência a Deus se torna manifestada pela pratica dos dez mandamentos do decálogo, que não forma abolidos por Jesus. Pela renuncia ao pecado e perseverança no pratica do bem. Se ficamos passivos perante o mal ou omissos na pratica das boas obras, podemos perder a própria salvação, que por meio de Cristo obtivemos. Jesus ilustrou a justificação com a parábola dos talentos. Os talentos foram dados para aqueles que nada haviam feito antes para merece-los. Porem uma vez recebidos, tinham estes a obrigação de fazer render tesouro do Senhor. O servo que enterrou o talento com medo de perde-lo foi condenado. Os que fizeram o talento render foram recompensados. Assim ocorre com os cristãos; uma vez salvos da situação de pecado, é imprescindível que façam boas obras pra crescer na graça e ter acesso ao Reino do  Nosso Senhor Jesus Cristo. Lutero equivocou-se. Para este justificação e salvação objetiva pessoal é a mesma coisa. O crente não pode praticamente perder a graça, uma vez que embora
peque ,constantemente, o arrependimento o justifica diante de Deus  sem outras condições. Porem, o mesmo Jesus alertou para que não nos deixássemos  endurecer pelo pecado. Que era necessário esforço para entrar pela porta estreita. 

A resposta de  Santa Joana d´Arc, citada no inicio deste texto, quando perguntada pelos juízes, se estava em graça, ilustra de forma completa a doutrina da Igreja . A graça não nos é merecida. É concedida. Confiar em Deus acima de Tudo. Entregar-se a ele em perfeita esperança, de que só ele é capaz de nos manter em sua graça, e ao mesmo tempo agir, para que conservemos a Graça que ele nos deu unicamente por Cristo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ADORAÇÃO AO SANTISSIMO SACRAMENTO



Só os que não crêem que Jesus morreu por seus pecados. Que por sua morte, obtivemos a redenção do pecado e fomos retirados do Império das trevas, passando o Reino do Filho de Deus, no qual temos o perdão dos pecados, não entedem o culto de adoração ao santíssimo Sacramento do Corpo e sangue de Jesus, oferecido em plena obediência à vontade do Pai. Infelizmente em nossos dias, a ausência do culto à Santíssima Eucaristia, que em muitas igrejas, não obedece mais nem ao que determina a Instrução Redemptionis Sacramentum,Capitulo VI, 130, cuja a recomendação é que a capela com o sacrário fique em lugar digno, de destaque e que seja favorável a adoração. Que nesta não haja circulação de pessoas, portando-se como se lá estivesse presente uma simples imagem de Cristo, ou de algum santo, ou nem mesmo percebendo o sacrário com a Santíssima eucaristia. Parece que muitos sacerdotes entendem que a eucaristia só tem sentido por causa da comunhão. O culto depois da consagração do pão e do vinho, transformados no corpo e no sangue de Cristo, seria secundário ou até desnecessário. Muitos católicos, já o entendem como um símbolo ou menos que um símbolo. Pois há punições para quem desrespeita símbolos civis, como queimar a bandeira de uma nação ou usá-la como pano de prato ou tapete. Mas com a Sagrada Eucaristia a banalização chegou alem do limite suportado. Ministros da comunhão conduzem a Eucaristia pelas ruas para celebrações da palavra em casas de famílias. Na comunhão se entrega o corpo de Cristo parecido com quem entrega um lanche. Certo que Jesus nos deixou o sacramento de seu corpo e sangue em virtude de sua morte na cruz. Sem a paixão não haveria Eucaristia. E sem o pecado não teria havido redenção dos pecadores. Quando Nosso Senhor Jesus diz: "Isto é o meu corpo..." acrescenta: "Que será dado por vós" Sim. É da morte redentora de Cristo que a Eucaristia tira todo o seu significado. Por isso quem não crer que Cristo morreu por seus pecados, não compreende o que seja o Santíssimo sacramento do corpo e Sangue de Cristo.
            Porem se em virtude de sua morte, Cristo nos deixou a realidade desta, por meio das espécies de pão e vinho transformados em seu corpo e sangue, sem dúvida, uma vez ditas as palavras: isto é o meu corpo, “isto é o meu sangue” e continuando, disse: "Fazei isto em memória de mim" queria dizer: Para celebrar o meu sacrifício de amor por vocês. Como Cristo ordenou aos doze que o fizesse, o mesmo Senhor não ficaria obrigado a estar presente sob as aparências das espécies consagradas, apenas para a comunhão.  Pois uma vez consagrados alem de ter outro significado as espécies são transformadas em uma nova realidade, que ultrapassa todo nosso entendimento. Agora não são mais pão comum para alimento do corpo ou vinha comum para a alegria das festas. É corpo e o sangue do Cristo vivo e ressuscitado. Porque Jesus ao ter em suas mãos o pão e o cálice com o vinho, não disse: Façam de conta que isto aqui é com se fosse o meu corpo; este vinho é como se fosse o meu sangue. Não! Jesus afirmou com toda precisão: Isto é o meu corpo. Este é o cálice do meu sangue. E o Evangelho de João transmite no sermão sobre o pão da vida o que as comunidades cristãs já acreditavam sobre o sacramento do corpo e sangue de Cristo. A carne do Cristo é verdadeira comida. O seu Sangue do Cristo é verdadeira bebida. João 6, 51-59 O homem fez o pão do trigo e o vinho da videira. Mas não é o homem que transforma o pão no Senhor ressuscitado. Foi a autoridade de Jesus que conferiu ao pão e ao vinho a realidade de seu corpo e seu sangue. O padre na consagração, nada mais é do que um ventrículo; até menos do que ventrículo, já que este cria os diálogos do boneco que manipula, enquanto o padre apenas repete o que o Senhor Jesus ordenou. Por isso a celebre frase que Igreja católica sabiamente encontrou, para definir a forma como Cristo age por meio do sacerdote. Este age "in persona Christ," que nada mais é do que isto: Nele age o próprio Cristo, utilizando seu corpo físico, a voz do padre; e isto nada tem a ver com incorporação ou mediunidade. Deus atua na simplicidade e por isto é grande o Senhor que se serve até de suas criaturas para manifestar a sua glória. E uma vez repetidas as palavras do Senhor com a intenção de perpetuar e atualizar o seu sacrifício de Redenção, não há a mínima possibilidade de reverter a anterior realidade do pão e do vinho. Enquanto durarem as espécies materiais estas serão sob as aparências de bebida ou pão comum, verdadeiramente o corpo e do sangue de Jesus ressuscitado, ou melhor, a sua própria pessoa.
            Este é o motivo porque prestamos o culto de adoração ao santíssimo sacramento da Eucaristia. Não nos ajoelhamos diante de um pedaço de pão feito  de trigo e ainda até sem fermento, que por certo, nem seria apreciável como alimento. Não! Prostramos-nos em atitude interna de adoração, porque reconhecemos neste sacramento o que o próprio nome sacramento indica: Sinal de uma realidade maior, que ultrapassa a nossa compreensão e só nos possível aceitar pela fé, que é dom de Deus. Nossos sacrários em muitas igrejas estão praticamente abandonados. Tem um lugar de menor honra do que muitas imagens. Enquanto nas imagens veneramos apenas a representação de uma pessoa, no Sacramento de Eucaristia adoramos a própria presença de Cristo, de sua pessoa. Mas em muitas igrejas parece não se crer mais em sua presença real, sob a aparência de uma comida comum, entende-se porque diminui e muito o culto a Santíssima eucaristia em muitas delas. É preciso afirmar nossa fé na Redenção do pecado pela morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e tal como São Paulo disse, (1Cor 11, 26) e crer que uma vez recebido pão e vinho consagrado, entramos em comunhão com Senhor, pois ele mesmo afirmou pra os que iriam crer nele por meio dos apóstolos" Eu estarei convosco até o fim do mundo" Mt 10, 28 Dai-nos também Senhor ,ficar convosco e adorar-vos, em todos os sacrários onde está realmente presente o vosso santíssimo corpo e sangue, oferecidos ao Pai para nossa Salvação.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O MUNDO E O CATÓLICO


         A grande tentação para um católico, seja leigo ou eclesiástico, é sentir-se atraído pelo mundo e desejar se tornar parte dele, ser  aceito e admirado.
Tríplice Concupiscência
         Nós não estamos falando sobre o mundo físico criado por Deus, pois como tudo que Ele criou, é "muito bom". 1 O mundo aqui é uma entidade moral que se opõem a Deus: "Porque tudo que há no mundo, é a concupiscência a carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, que não é do Pai, mas do mundo "2. Assim, a ceder à tentação do mundo é ser levado para a concupiscência tríplice; adotar sabedoria "mundana" é fugir da cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, que o mundo vê como "loucura" 3.

A Questão Impossível dos Liberais Católicos

Nosso Senhor não reza por este mundo, 4 Porque este se recusou à sua luz.5 São João escreveu: "o mundo inteiro está sob o poder do maligno", 6 e  Satanás, "é o príncipe deste mundo" 7. Agora, então, "o que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o incrédulo," 8 Com os  que "amaram mais as trevas do que a luz"? 9 Portanto, é impossível, como afirmam os católicos liberais, permanecer católico e ser admirado  pelo mundo, ter o consolo da fé, juntamente com a pompa e honras do mundo.

"Se o mundo vos odeia"

Nosso Senhor explicou a razão para essa impossibilidade, como advertindo  os apóstolos:

. "Se o mundo vos odeia, percebam  que ele me odiou primeiro a mim. Se você pertencesse ao mundo, o mundo amaria o que era dele, mas porque você não pertence ao mundo, e eu vos escolhi do mundo, o mundo vos odeia. Lembre-se da palavra que eu falei com você, 'O servo não é maior do que seu mestre. "10 Assim, querer fazer parte do mundo está a desviar o caminho à direita e conduza para longe da verdade; ". O caminho, e a verdade, e a vida" é somente Jesus é 11 Ser do mundo  é cair sob o domínio daquele que "é mentiroso e pai da mentira" 12. O cristão é chamado "ao mundo, para dar testemunho da verdade" não só através de uma vida impecável, mas pela luta contra  erro e o mal. E  pregar a paz de Cristo: ".. A minha paz vos dou Não como o mundo dá que eu dou para você" 13

Enfrentar o Mundo e Combater a sua malícia

Isso não significa que um católico  deve fugir do mundo sem lutar contra a sua malícia. "Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal Eles não pertencem ao mundo mais que eu pertenço ao mundo "14. Em vez disso, como seu Salvador, o cristão é chamado "ao mundo, para dar testemunho da verdade" 15. Este testemunho deve ser dado não só através de uma vida impecável, mas pela luta de erro e do mal. É por isso que o Salvador disse: "Não penseis que vim trazer a paz sobre a terra Eu vim para não trazer a paz, mas a espada." 16. “Essa é a espada de dois gumes da palavra de Deus “, penetrando até mesmo entre alma e espírito, juntas e medulas, e que discerne os pensamentos e intenções do coração" 17.

A Voz do Mundo e da voz de Cristo

"Não há nenhuma verdade" no príncipe deste mundo. "Quando ele diz uma mentira, ele fala do lhe é próprio, porque ele é mentiroso e pai da mentira" 18. Ele não só empregou mentira direta, como quando ele seduziu Eva, 19 Mas também a ambigüidade e palavras enganosas: "Mas seja o vosso falar sim, sim: não, não, e que está acima e além desses, é do mal" 20. O mundo aceita as mentiras e ambigüidades, pois "o mundo inteiro está sob o poder do maligno" 21. Mas aqueles que pertencem a Cristo, não se deixam enganar: ". As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem" 22 Sim.  Ele é a Verdade Encarnada, suas palavras são claras, mansa para os bons e os arrependidos pecadores, 23 severa e até mesmo terrível para os endurecidos no mal: "Vocês pertencem ao pai ao diabo, e você de boa vontade realizar os desejos de vosso pai." 24

O mundo em sua forma atual está passando

 Não vamos, portanto, não nos deixemos levar pela aparência enganadora deste mundo. Sua alegria é falsa, é "tristeza [que] produz a morte." 25 26 A Vida eterna é a única coisa que realmente importa, pois "O mundo em sua forma atual está passando”.” Nossa pátria está nos céus “. Vamos levantar os olhos para Nossa Senhora, Rainha do Céu e da Terra, e para o  seu Divino Filho. "Eu venci o mundo", disse Ele, e Ele nos dará a força necessária para resistir as ciladas e as atrações do mundo. O mundo escraviza e leva embora "a liberdade da glória dos filhos de Deus". 28Só  a verdade liberta, 29 A mentira e escraviza ao pecado. Nesta trágica situação que estamos atravessando, em que o vício é glorificado e a virtude oprimida, a mentira e a ambigüidade tem as rédeas enquanto a verdade e a linguagem evangélica do "sim, sim: não, não" são desprezadas; peçamos Aquele que disse: "No mundo tereis aflições, mas coragem, eu venci o mundo", 3Que Ele nos dê a força necessária para resistir as ciladas e as atrações do mundo. Não sejamos como os católicos liberais que querem servir a Deus e ao príncipe deste mundo:. Porque "" Ninguém pode servir a dois senhores há de  odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao mundo. "
1. Genêsis 1:31
2. 1 João 2:16
3. Cf. 1 Coríntios 1:16-31
4. João 17:9
5. Id. 3:19
6. 1 João 5:19
7. João 12:31; 14:30; 16:11
8. 2 Coríntios 6:15
9. João 3:19
10. Id. 15:18-20
11. Id., 14:6
12. João 8:44
13. Id. 14:27
14. Id. 17:15-16
15. Id. 18:37
16. Mateus 10:34
17. Hebreus 4:12
18. João 8:44
19. Cf. Genesis 3:1-13
20. Mateus 5:37
21. 1 João 5:19
22. João 10:27
23. Id. 8:1-11
24. Id. 8:44
25. 2 Coríntios 7:10
26. 1 Coríntios  7:31
27. Filipenses 3:20
28. Romanos 8:21
29. João 8:32
30. Id. 16:33 


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A CRUZ INDICA QUE FOMOS REDIMIDOS!

Percebo certa influencia protestante na rejeição à cruz. Cristo ressuscitou não está mais na cruz, dizem estes. Correto! Cristo está vivo, mas quis e passou pela cruz para entrar em sua glória. A sociedade hoje rejeita a cruz porque esta lembra a eles o pecado. Se não fosse  o pecado, Jesus não teria morrido na cruz. Sem o pecado, morte de Jesus se torna apenas uma conseqüência de seus atos. Vira a morte de um herói e não o supremo sacrifico de sua vontade ao Pai; a sua obediência absoluta até a morte e morte de cruz. 
Os protestantes acusaram muitas vezes a Igreja de adorar um Cristo morto. Quando na verdade, a Igreja fazia o mesmo que o apóstolo São Paulo fazia. Anunciava Jesus, mas Cristo crucificado."Nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos" 1Cor 1, 23 Quem não suporta a cruz é o diabo. Porque esta lembra a ele que sua derrota foi total, justamente onde achava que teria vencido. Com a  ausência da cruz como símbolo de redenção, do pecado, abnegação e perseverança perante o sofrimento temos a o surgimento da teologia da prosperidade, comum hoje até em meios católicos, via RCC. A religião é terapia para amenizar ou camuflar o sofrimento. A ênfase fica no bem estar espiritual, na fartura, no sucesso, no missas de cura, nos milagres. Esquecem que o único milagre que Jesus jamais admitiu fazer foi descer da cruz e tirar um dos ladrões da cruz. Preferiu passar por impotente, por fraco, perante os judeus que diziam: " salva-te a ti mesmo, descendo da cruz." Mc  15,30 Por isso quem não suporta a cruz de Cristo não ama o verdadeiro Cristo. Amar a cruz, exaltar Jesus crucificado, não é amar o sofrimento em si mesmo. É reconhecer que na cruz se manifestou a Redenção de Cristo e que por ela ele entrou em sua glória. "Era preciso que o Cristo sofresse para entrar em sua glória.Lc 24, 25. Não adoramos um Cristo que está morto. Adoramos, isto sim, o Cristo que nos amou até morrer. A cruz é o sinal deste amor. Que esteja presente em nossas igrejas a Santa cruz. No alto. Em destaque! Testemunhando que fomos redimidos de nossos pecado, pela fé em Cristo. E  no  Cristo Crucificado.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

CREIO NA VIDA ETERNA

Muitas vezes quando recitamos o Credo dizemos que acreditamos na Vida Eterna e na Ressurreição da carne. Mas parece que esta vida e ressurreição é como se não fosse para nós. algo inacessível ou uma espécie de consolação ao termino desta vida na terra já cheia problemas e sofrimentos. Estamos para o pessimismo do Eclesiastes 9, 4-6, quando este diz que é melhor um  cão  vivo do que leão morto e que os mortos de nada tem consciência, igualando-os a um animal na morte.E esquecem que o próprio Jesus afirmou, que o Deus de Abraão, Isaac e Jacó é o Deus dos vivos, e não dos mortos.Lc 20,37-38 O ditado popular comum entre católicos, não é porventura igual ao dos que não crêem? Morreu acabou-se! Chegou o fim para ele. Os mortos de nada sabem. A sociedade  cristã atual deixou o pavor que sentia do inferno, mas também perdeu a certeza de que há um céu. De que Jesus veio para nos permitir acesso a esta vida em abundância. E muitos católicos ficam surpresos quando se professamos de nossa morte não é o fim de tudo. Fomos criados para a vida e para a Ressurreição. Não estaremos dormindo na inconsciência, como pregam  e crêem os protestantes, a espera de uma ressurreição;o final dos tempos. E no credo, quando afirmamos que cremos na Comunhão dos Santos, isto não significa, que cremos na união dos canonizados no céu; dos que são propostos à veneração publica. Porque aqui, santos ,indicam todos os cristãos vivos ou não; no sentido de que tanto os podemos ajudar com nossas orações, como eles nos ajudam, com a sua intercessão por nós junto a Deus. No entanto há católicos que preocupados em evitar alguma semelhança com o espiritismo, que é a Crença nos mortos e a religião da morte (Já que para os espíritas se morre muitas vezes, tanto da terra para o mundo espiritual, como do mundo espiritual para a Terra, por causa das milhares de reencarnação.) acabam por tornar a fé na vida eterna uma mera espera sem firme convicção.Inferior a esta nossa vida mortal. E muitos a negam. Se não fosse pela ambição da vida eterna, como muito bem expressou nosso mestre em Cristo, São Bento  "desejar a vida eterna com toda cobiça espiritual"R. 4,46.Abade, os monges não teriam fugindo do mundo e os mártires não teriam sofrido a morte, por medo de perder a vida. Não teríamos razão para renunciarmos a nós mesmos e abraçarmos nossa cruz diária, por uma vida da qual nada sabemos ou que na verdade duvidamos que exista. Sem a crença na vida Eterna e no julgamento imediato de nossas almas, logo após a morte biológica, nossa religião se transforma em Terapia e não impulsiona a renunciar os nossos vícios e pecados. Por isso em nossa época ,há tanta publicidade para curas, libertação de problemas materiais e psicológicos, desejo de prosperidade, tanto  em  meio evangélico como no católico. Há muita ênfase no louvor  e na dança, na festa celebrativa. O mundo vive o presente, usufrui do prazer agora. Os que tem fé não dão mais o testemunho de que vale a pena renunciar até mesmo uma parte do nosso corpo, para não entrar de corpo inteiro na condenação eterna. Por isso a religião é um consolo para agora. Uma terapia a mais, tal e qual os cristais , os aromatizadores, meditação e muitos outras. Tudo para se viver melhor neste mundo. Afinal, viver bem aqui é uma certeza. No outro... ninguém sabe se há uma outra vida mesmo. Isto pensam os que não estão maduros na fé. O verdadeiro crente sabe e crer que  Jesus ressuscitou dos mortos, para ser o Senhor de todos: mortos e vivos. E também sabem que renunciando a tudo por amor a Cristo, neste mundo, estarão com ele no Reino do paraíso, após a morte, para a glória que se manifestará  a todos na Ressurreição dos mortos no dia do Juízo universal sempre contemplarão a glória de Deus e reinarão por todos os séculos dos séculos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

AS PARABOLAS DO REINO DOS CÉUS

Segue as parábolas em que Jesus indica,  que Reino de Deus é o mundo, como o encontramos, e no qual ele mesmo é o sinal de que está próximo o Reinado de Deus. "Mas se eu expulso os demônios pelo poder do Espírito Santo é que para vós chegou o reino de Deus." Mt 12,28

O Joio e  o trigo: Mateus 13,24-30
A rede e os peixes: Mateus 13, 47-50

O Reino é mais importante que tudo:
Tesouro escondido:  Mateus: 13, 44
A Pérola encontrada: Mateus: 13,45-46

Cristo, Senhor do Universo, que o vosso reinado em nossos corações apresse o advento do vosso Reino no mundo para que seja manifestada a vossa glória. Vós que sois Deus com o Pai, na Unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

REINO E REINADO DE DEUS

Em um retiro que participei no mosteiro Cisterciense de Jequitibá, interior da Bahia, o Pregador, Dom Boaventura kloperburg  nos explicou o significado bíblico de reino e reinado de Deus. Jesus ao referir-se ao Reino dos céus ou de Deus em suas parábolas nos indica o mundo onde está presente tanto os filhos das trevas como os da Luz. Os bons e os maus. O Reino de Deus é o campo onde o inimigo semeou o joio ou cizânia. Já o reinado de Deus, que Jesus nos indicou para pedir no oração que ele nos ensinou, o Pai-Nosso, é o mundo onde Deus é o único rei. Em que o mal foi retirado, separado definitivamente do convívio dos bons. É o triunfo de Deus sobre o pecado e a justa punição dos maus. Este Reino é mostrado por Jesus como iniciado ao final dos tempos. Está associado à segunda vinda gloriosa do Cristo. Não se confunde com um reino temporal e humano  ou mesmo com uma forma teocrática de governo. No Reino os filhos de Deus realizam com naturalidade a vontade do Pai que está nos céus, porque em estado de Graça só podem querer e amar o que Deus ama e quer.Embora seja um esperança ,cuja a realização, está num futuro conhecido apenas por Deus, o cristão deve buscar este Reino; ao encontra-lo deixar tudo para conquistá-lo. Jesus indica o valor sem igual do Reinado de Deus, a qualquer poder ou bem temporal, quando o compara a uma pérola, ou a uma pedra preciosa...Por causa deste tesouro se deixa tudo para poder adquiri-lo. O Cristão deve viver no mundo, Reino de Deus, como se já estivesse sob o reinado de Deus. Por isso é necessário muito mais ser amigo da Realeza de Cristo, do que amigo ou súdito do reino de Cristo, já que Cristo ressuscitado e sentado à direita de Deus, é rei até mesmo daqueles que não o reconhecem como rei. Ele submete os seus inimigos, que estão em seu reino como apoio de seus pés. Mas o amigo da Realeza de Cristo ama Cristo como Rei. Pois realeza aqui, tem o sentido de Senhorio, Soberania, Poder...Quem reconhece a Realeza de Cristo vive como um fiel súdito do Rei ,num reino que ainda não está livre dos maus.  Pede e anseia pelo triunfo de Cristo no mundo e pelo fim do mal no mundo. Sabe que toda autoridade foi dada a Jesus, verdadeiro homem, tanto no céu, como na Terra e reconhece que Jesus,é  o soberano mais poderoso da Terra. Todos os governos do mundo estão sujeitos a ele e  Ele haverá de fazer os reinos do mundo, e os que se acham poderosos neste mundo, a reconhecê-lo como Rei e Senhor. Amemos agora o Cristo que é Rei,na obediência aos seus mandamentos, para que tenhamos parte em seu Reinado.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

POR CRISTO RECONHECEMOS A DIGNIDADE HUMANA

Jesus de Nazaré é  Verdadeiro homem, manifestado como o  Filho único de Deus, por haver encarnado nele, desde a concepção, o Verbo Eterno, a Sabedoria Divina, criadora de todas as coisas visíveis e invisíveis; o Filho único gerado, que estava  e está no seio do Pai; Jesus  a dignidade humana,a um nível jamais comparável a qualquer poder ou cargo, que exista sobre a Terra. Pois o Filho nos concedeu a adoção filial. A todos que crêem nele ,lhes dar o poder de se tornarem filhos verdadeiros de Deus.
Por isso, a caridade em relação aos irmãos na fé, deve visar primeiramente esta dignidade e não apenas a necessidade. É um escândalo que entre batizados, membros da Igreja,irmãos uns dos outros, por terem recebido a mesma graça e um só batismo, possa conviver lado a lado,um miserável carente de todos os bens necessários, Até mesmo do mínimo possível para a sobrevivência. E outro farto de todos os bens. Os pobres não estão no mundo para serem objetos de eventual solidariedade, a fim de que  os ricos,possam uma vez ou outra, lhes dar esmolas do que lhes sobra. A miséria é fruto do pecado original e do egoísmo pessoal, que não abre  coração para ver no irmão que sofre necessidade, o próprio Filho de Deus que quis fazer-se pobre; nasceu entre os pobres e serviu neste mundo, principalmente aos pobres e humildes. Se o fundamento de nossa fé está na Redenção de nossas pessoas, das penas do inferno, o sinal da autenticidade desta fé, são nossas atos para diminuir as grandes desigualdades materiais entre os irmãos batizados na mesma graça. Entre os que professam a mesma fé  no Filho de Deus feito homem. Pois como escreveu São João, o Evangelista ,devemos amar não só com palavras, mas sim, com atitudes concretas. Por isto, a luta em favor de uma maior justiça social, em favor dos irmãos que tal como nós, foram redimidos pelo sangue de Cristo, terá em vista que, no homem e pelo homem, Deus mesmo quis elevar nossa natureza a uma eterna glória, ao assumir o homem perfeito, Nosso Senhor Jesus Cristo e fazendo-o assentar-se à sua direita, determinando-o como Rei, Sacerdote e Juiz supremo; sim, porque tudo o que foi conferido a Jesus em relação a nós, os humanos, o foi concedido em virtude da encarnação e de sua natureza humana. Só  o homem Jesus poderia ser constituindo Juiz Supremo, Rei de todo o mundo e sacerdote eterno. (1Cor .15,21; At 2,36; At 10,42; 1Tm 2,5)E é pelo homem Jesus, que nós temos participação nesta mesma dignidade de herdeiros do reino;porque nele fomos feitos co-herdeiros da glória, que ele mesmo alcançou para nós.  O verdadeiro e sadio humanismo está alicerçado na encarnação de Deus. Este Deus que não se envergonhou de nos chamar de irmãos. Contemplando Jesus Cristo, o Salvador, Santo, filho de Deus ,nos damos contas de que nele e por ele nossa natureza humana foi elevada. Então qualquer injustiça, opressão, exclusão injusta, feita a um irmão na fé, a um cristão, é feita ao próprio homem Jesus. Eis aí a razão para que na primeira comunidade cristã houvesse a comunhão de bens.(At.2,44) Eles não eram religiosos. Alguns eram até casados. Mas colocavam seus bens aos pés dos apóstolos, não porque fossem obrigados a isso. Porém, porque sabiam, que entre os irmãos na mesma fé no Cristo morto e ressuscitado, para os salvar, não deveria haver nenhum necessitado.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ANUNCIAR JESUS: NOSSO DEVER!

"Pois, se anuncio o evangelho, não tenho de que me glorificar, porque me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" 1Cor 9,16
Se não nos é permitido nos instituir juízes dos outros, declarado quem está salvo ou perdido, é nossa obrigação como cristãos e católicos, anunciar o Cristo total. Anunciar a Jesus aos outros na verdade pela caridade, primeiramente como ele mesmo se definiu: O Filho unico do Pai, que veio ao mundo para nos salvar do pecado; e anunciar a sua Igreja estabelecida sobre fundamento dos apóstolos, tendo Pedro, a Rocha, à frente, como pastor supremo sobre o rebanho que o mesmo Jesus reuniu. Mt 16, 18
O julgamento pertence unicamente ao Cristo. Mas o testemunho do Evangelho perante o mundo é tarefa nossa. No dia a dia. Por palavras e atos. Acima de tudo por atos. Amando e perdoando aos outros, mesmo se não cristãos, por amor a Cristo. Renunciando ao mundo e até mesmo a sí próprio, também por amor a Cristo. Suportando na paciência e firme na esperança, as adversidades que nos são impostas, ou as que encontramos, também só por amor a Cristo.
Que o divino Espírito Santo, nos fortaleça para que sejamos seus instrumentos, no anuncio da salvação a todos. Salvação que nos vem só de Jesus, o Cristo, na e por meio da sua única, santa, Apostólica e Católica Igreja.
Deus Pai, que por meio da Bem aventurada Virgem Maria, mãe do Senhor, levastes o dom do Espírito Santo a João, quando esta foi visitar a sua parenta Isabel, fazei também de nós, anunciadores do Cristo por vosso Santo Espírito. Amém.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Pecado contra o Espírito Santo

A obstinação em não aderir à verdade plenamente conhecida, ou atribuir uma obra do Espírito Santo ao demônio, constitui o pecado contra o Espírito Santo, do qual Jesus afirmou que não há perdão. E isto não porque Deus se recusaria a perdoar, mas porque a pessoa se nega a reconhecer o próprio erro. Firma-se em sua decisão de não abrir mão de sua conduta ou crença para não assumir que estava errada. Interessante observar que Jesus faz esta declaração logo após os fariseus atribuírem o poder que ele possuía de fazer milagres ao demônio. Não conseguido explicar como se realizava por meio do dele tão grandes milagres, e se recusando a admitir que este poder vinha de Deus, os adversários de Jesus o atribuem ao demônio. Mesmo tendo consciência de que o demônio, embora possa fazer algo semelnhate a milagres, não pode jamais indicar o caminho do bem e transformar moralmente uma pessoa. Seus falsos milagres na verdade são para confundir, incentivar a soberba, a ganância e o desejo de fama perante os outros. Por isso Jesus indicou, que para conhecermos os falsos profetas, deveríamos não olhar os seus milagres, mas os frutos ou obras de suas vidas. Se procediam como retidão moral e ética em todas as suas ações. Jesus realizava os milagres não para ser o centro das atenções, mas manifestar que a sua doutrina vinha de Deus e para que as pessoas o reconhecesse como o Filho de Deus. O pecado contra o Espírito Santo consistiu da parte dos fariseus na obstinação em não aceitar os sinais que Jesus realizava. E isto por uma questão de soberba, de apego a suas convicções religiosas e ao poder que possuíam por mantê-las.
O mesmo Jesus também afirmou que todos os pecados e blasfêmias proferidas contra ele serão perdoados; Mc 3,28 Mesmo porque é compreensível, que para muitas pessoas Jesus não seja reconhecido como Filho de Deus ou salvador. E isto por inúmeros motivos. Falta de clareza na divulgação da doutrina cristã ou sobre Jesus, pelos missionários e católicos. A forma de vida de muitos cristãos e católicos que contradizem o que Jesus ensinou. Sendo esta a mais grave. Também para os que não admitem a Igreja como fundador de uma Igreja visível é preciso entender que estas pessoas avaliam a Igreja pelo que elas veem. Os evangélicos só veem entre os católicos as manifestações religiosas populares: novenas aos santos, promessas romarias e vendas de imagens. Algumas devoções até favorecem o sincretismo religioso. Com certos títulos da Santa mãe de Deus. Esta é chamada de Estrela do mar ou Senhora dos navegantes. Compreendes-se que muitos a associam a Iemanjá a rainha d mar; Santa Bárbara, por ser invocada contra raios e tempestades é associada ao orixã africano Iansã. Um evangélico que não teve uma formação católica sólida, que era apenas um católico de ocasião, quando tem o seu primeiro contato com a Bíblia, identifica ou entende que entre os santos católicos e os deuses pagãos não há nenhuma diferença. Até porque eternamente a forma de cultua-los é semelhante. Estamos numa situação destas perante uma forma de ignorância invencível, no sentido de que por falta de compreensão ou formação católica, na época necessária, o evangélico crer de todo coração que está servindo a Deus e renunciado a mentira e a idolatria. Pois para ele, o que é percebido é a forma popular do catolicismo, com suas romarias, devoções promessas e sincretismo com crenças pagãs; isto é mais intenso nos países da América Latina, em que as crenças dos nativos indignas e a dos escravos africanos exerceram influencia sobre catolicismo.
Jesus não condenou aqueles que entediam que ele era um profeta, Elias ou João Batista, que havia ressuscitado. Confirmou sim, a profissão do Apóstolo São Pedro: "Tu és o Cristo o Filho do Deus vivo!" Mt 16,13-16
Não temos o direito de nos constituirmos juízes e declararmos que uma pessoa está no inferno por manter e defender a sua fé, se estas procedem de uma intenção reta e da impossibilidade psicológica de admitir como verdadeiras doutrinas que agora ele entendem como falsas. Até porque as motivações internas são conhecidas apenas pela pessoa. Ela crer de todo coração que está servindo a Deus, fazendo o bem por causa de suas crenças; e há muitos casos de pessoas que se tornaram evangélicas e mudaram suas vidas. Renunciaram as festas mundanas, as bebidas alcoólicas, ao adultério. Sem duvida que a Igreja jamais ordenou que um católico fizesse tais coisas. Mas não há para o católico uma punição ou afastamento das praticas religiosas por uma vida irregular. Principalmente nos dias de hoje, em que a maioria dos padres nem pregam mais sobre os pecados pessoais. Devido o catolicismo no Brasil ser uma fé de massa e de praticas devocionais, em certas ocasiões fica muito difícil para os padres e bispos acompanhar de perto a forma de vida dos ditos católicos de ocasião. E os mesmo que estes tenham ciência de que certos atos são pecados vivem como se não o fossem e ainda se declaram católicos. O que favorece ainda mais por parte das seitas cristãs a identificação do catolicismo com a religião do tudo pode, desde que você seja devoto de um santo, beija a imagem dele e reze o terço. Vá Aparecida, a uma romaria, ou a Juazeiro no Ceará. Pois é esta a face do catolicismo que aparece para a sociedade e é identificado pelos protestantes.
Só o testemunho por palavras e atos, de um católico, que entenda o que crer,saiba o que é genuinamente católico, pode manifestar o verdadeiro catolicismo aos olhos daqueles que o deixaram, pensando que haviam encontrado a verdade e se livrando de uma religião pagã e idólatra. Que o Espírito Santo ilumine primeiramente os bispos e padres, para que a luz brilhe perante todos , mostrado a Igreja de Cristo em toda a pureza de sua doutrina.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A REAL PRESENÇA DE JESUS NO SANTISSIMO SACRAMENTO


Nosso Senhor Jesus, após haver se humilhado tomando a condição de servo e estando em nossa natureza humana, humilhou-se ainda mais, aceitando a morte cruel em uma cruz; para ficar conosco e de certa forma depender de nosso amor e fé, humilhou-se mais ainda, escondendo sua própria humanidade, sob as aparências das espécies do pão e do vinho. Na ultima ceia Pascal com os seus doze apóstolos, Nosso Senhor Jesus Cristo, alem de dar um novo significada ao pão e ao vinho, os apresentando como o seu próprio corpo morto e o seu sangue derramado, para nos redimir do pecado e nos conceder a graça santificante, também nos deu a estes outra realidade. A sua real e pessoal presença sob as aparência das espécies do pão e do vinho. Deixou-se de certa forma a mercê de nossa fé e de nosso amor. Mais pobre do que o mais pobre entre todos, porque um individuo em sua pobreza, ainda pode se defender ou reclamar e lutar para mudar a sua condição. Jesus em sua real presença, deixa-se em misterioso abandono, nas mãos daqueles que crêem nele. Não manifesta a sua eterna e tremenda glória que tem junto ao pai como filho unico. Nem sua imaculada humanidade que curou, salvou e anunciou palavras de vida eterna. So a fé sem apoio sensível algum, firmada apenas nas próprias palavras, ditas por ele disse na ceia pascal "Isto é o meu corpo que é para vós" e "Isto é o cálice do meu sangue, derramado para o perdão dos pecados" indica que ele realmente assume a sua presença real completa, entre nós. Mas nesse grandioso mistério de sua presença pessoal na eucaristia, Jesus fazendo-se despojado de toda manifestação ostensiva de glória, ficou de certa forma em nossas mãos. apenas por nossa fé que não se deixa levar pelo que ver, temos a certeza que é realmente o próprio Senhor que vem, como verdadeiro alimento para alma morar em nós e unir-se ao nosso Espírito. Só um ser que tivesse consciência de sua eterna glória e grandeza poderia humilhar-se tanto. Só um ser absolutamente livre poderia fazer-se como que prisioneiro entre os seus discípulos. E Jesus quis deixar-se em nosso meio de forma mais humilde do que em seu nascimento e em sua vida neste mundo. Mesmo que nosso sacrários sejas de ouro, as âmbulas e os cálices também, (aliás como deve ser porque contem em si, o próprio Senhor, mil vezes mais valioso do que todos os mentais e pedras preciosas do universo) ele em si, é o pão frágil, sem glória alguma externa.
Grandioso Senhor que se faz presente para os que crêem em seu nome de forma tão despojada. Realmente cumpre ele a afirmação do profeta quando disse "Realmente tu és um Deus escondido."
Verdadeiramente tu és um Deus que te ocultas, ó Deus de Israel, o Salvador.(Is. 45,15) e sua real presença na Santíssima eucaristia, mesmo quando é ignorada ou deixada de lado com importância secundária, é como se mais um vez ele revivesse a sua angustiosa solidão no jardim das oliveiras, antes de ser preso; em que os apóstolos dormiram e não puderam vigiar com ele. Até mudaram todo o ritual externo, como que para fazer crer que temos apenas um pão consagrado. Não tenhamos dúvida: O pão que recebemos não é um alimento igual aos outros. Tenhamos certeza que a realidade não é a mesma.Porque a real presença do Senhor não depende dos ritos externos. Embora tenhamos a obrigação de adora-lo com todo rito devido a um Deus feito homem. Cristo Jesus, nosso Senhor está realmente presente em pessoa, completo, escondido, em cada a partícula de pão consagrado,de modo que do pão e do vinho, resta apenas a aparência aos nossos sentidos. E que nos move a crer nisso, foram suas palavras de autoridade, palavras de verdade, que de forma alguma poderia nos enganar. Quando tendo nas mãos um pedaço de pão comum, dando a este novo significando disse: "Isto é o meu corpo..." e com o vinho contido no cálice, "Este é o meu sangue" e mudou a realidade das espécies de pão e vinho para a realidade grandiosa, única, de sua presença inteira, viva ressuscitada, para ficar no meio de nós enquanto durar este mundo.
Louvado, Adorado, glorificado seja em todos os sacrários do mundo, o Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue, de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A REGRA DE SÃO BENTO E AS RELAÇÕES PESSOAIS


1. Antecipem-se mutuamente a honrar uns aos outros;
2.Suportem com imensa paciência suas fraquezas, seja do corpo, ou seja da alma;
3.Procurem competir uns com os outros na obediência mútua;
4.Ninguém siga o que é útil para si mesmo, mas antes o que serve ao outro;
5.Com toda pureza entreguem-se ao amor fraterno;
6.Temam a Deus com Amor;
7. Na absolutamente prefiram a Cristo. Que ele nos conduza juntos à Vida Eterna. Regra, Capítulo 72: 3-12


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O ANO LITURGICO E AS FESTAS DOS SANTOS


O próprio dos santos apresenta as memória ou festas dos santos, que estão presentes no calendário católico para que sejam celebrados em todo mundo. Estas festas dividem-se em três categorias: Solenidades, Festas e memórias obrigatórias e memórias facultativas. A justificativa para a inclusão de um santo no calendário universal ou católico não é a devoção popular do povo a este ou a uma santa. Tem prioridade os santos apóstolos e evangelistas; os mártires, e os fundadores e fundadoras de ordens religiosas.No dia 10 de fevereiro temos a memória obrigatória de Santa Escolástica. Pouco conhecida no Brasil entre o povão, não é santa da religiosidade popular. A Justificativa para a inclusão de seu nome como memória obrigatória, é o fato da mesma ser a irmã de são Bento, o pai dos monges no ocidente ou Europa e escritor da Regra que é mais seguida pelos monges, principalmente na Idade Média. A familia Beneditina influenciou profundamente a Europa e espalhou-se pelo mundo. Enquanto que outras santas, como Santa Barbara, ou santa Filomena, tem muitos devotos mas não constam do calendário Católico para o mundo todo. Muitos Santos foram incluídos pelo fato de terem ajudado a estabelecer a Igreja católica em um país ou defendido a fé. E o caso dos santos monarcas, reis e imperadores. São Luís Rei é proposto com memória facultativa, muito mais por ter pertencido a ordem terceira de São Francisco de Assis, que teve grande importância na reforma da Igreja e santificou muitas pessoas inspiradas no exemplo do pobrezinho de Assis. Há duas formas de festejarmos os santos. Na religiosidade popular estes são lembrados como fazedores de milagres. Suas imagens são entendidas quase como se estas, fossem, elas mesmas, os próprios santos. Mas na liturgia própria da Igreja, a memórias dos santos é festejada com celebração própria no oficio divino ou oração das horas. O chamado antigo breviário, que os padres e religiosos devem rezar todos os dias. Consta da recitação dos salmos pela manhã, a tarde e a noite; além das nove, doze e quinze horas. Mas uma destas horas podem ser escolhidas pela ordem ou congregação. Quando um santo consta no calendário como festa ou memória obrigatória tem hino, antífonas(pequenas orações antes dos salmos) e oração própria. Quando é memória facultativa tem apenas a oração própria. O que não consta no próprio é retirado do comum que se divide em comum dos Apóstolos, da Santíssima Virgem Maria, dos mártires, das virgens, dos santos pastores e religiosos,doutores da Igreja, dos santos homens e das santas mulheres. (As viúvas) As festas da Virgem Maria ligadas a devoções surgidas de uma aparição praticamente não constam. Há apenas duas como memória facultativa. A de Nossa Senhora do Carmo pelo fato de ser venerada pela ordem doa frades da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Caramelo. Uma ordem que deu muitos santos e doutores para a Igreja. Santa Teresa d´Avila e Santa Teresinha eram desta ordem. E outra é de Nossa Senhora de lourdes, devido aos grandes milagres na gruta de Lourdes e a repercussão da aparição a Santa Bernandete. Outras devoções bem mais populares como, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora da Penha e da Saúde, não contam no calendário Católico para o mundo todo. Alerto para o fato de que um santo, ou festa da Virgem não ser registrado no calendário Católico, no próprio dos Santos, este seja menos santo do que os outros que nele aparece. De forma alguma. Apenas não foram incluídos por não atender certos critérios ou pelo fato de sua veneração ou sua vida, ter se limitado apenas a uma país ou região. Mas estes podem ser celebrados da mesma forma do que os outros e estão presentes nos calendários particulares ou próprios de uma país, cidade ou paróquia e no caso de os mesmos ser os padroeiros sua memória pode até chegar ao grau de solenidade. Devemos aprender a honrar os santos como os honra a Igreja em sua liturgia. Com as orações que constam na oração das Horas. Todas estas orações do Oficio divino ou liturgia das horas, como as da missa, são dirigidas a Deus Pai, incluindo o nome do santo ou da santa, por meio do Cristo, o Filho amado do Pai, nosso unico mediador de Redenção. Veja o exemplo da oração de hoje na memória de Santa Escolástica. "Celebrando a festa de Santa Escolástica, nós vos pedimos, ó Deus, a graça de imitá-la, servindo-vos, com caridade perfeita e alegrando-nos com os sinais do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amem.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

OS NOVOS MOVIMENTOS

Nos últimos anos, após o Concílio Vaticano II surgiram muitos Movimentos, grupos e Institutos de vida Consagrada, com carismas ricos e diversos em apostolado. Inclusive virtual. Veja-se os inúmeros blogs católicos na internet. Isto é positivo quando consideramos que na maioria dos países, o catolicismo é uma igreja de massa, de muitas pessoas que só em certas ocasiões se aproximam. No dia de batismo, casamentos, missas de sétimo dia e outros eventos. Os grupos ,as comunidades e os movimentos aproximam os católicos, os fazem se conhecer melhor a crescer na fé e a realizar juntos atividades pastorais e de caridade, em favor dos pobres.
Mas como tudo o que é humano, há também que ficar atentos a certos perigos em relação aos movimentos. Quando as pessoas que são católicas apenas de nome ou eventualmente, fazem parte dos movimentos, percebe-se primeiramente como membro daqueles movimentos ou grupos e só depois como católicos. Está se tornando até comum em muitos grupos, instituições e movimentos nascidos na Igreja Católica e reconhecidos pela autoridade eclesiástica, se manifestarem como outras igrejas paralelas; os membros destes movimentos se entendem como católicos de uma categoria superior em relação aqueles que não fazem parte do seu grupo. E a razão disto acontecer é que muitos católicos vão descobrir o que realmente é a Igreja nestes grupos ou movimentos. Daí a necessidade uma catequese eficiente e constante, para que que haja catolicos realmente cientes do que significa pertencer à Igreja catolica. Catequese que nunca deveria terminar após a primeira comunhão mas permanecer até o dia da Crisma.E depois também. Esta assumida pelas paroquias com catequistas bem preparados e fieis à Santa Igreja. Católicos perseverantes e que cumprem com suas obrigações, se chegassem a ingressar em algum movimento o faria por ser católico e destas forma poder participar de maneira mais próxima e intensa da vida paroquial. E não como geralmente acontece, em que o grupo é o principal responsável para que a pessoa se perceba católica. Desta forma é natural que a pertença ao grupo e à sua espiritualidade ganhe mais importância do que o ser católico para este individuo, que antes estava largado, cumprindo o mínimo de suas obrigações católicas, resumidas estas, em participar da Santa missa em algumas ocasiões.
Os grupos, Associações e movimentos são essenciais na Igreja. São eles que proporcionam a quebra do individualismo e retiram o católico da sensação de ser apenas um a mais no meio de uma multidão, que é católica apenas por ocasião. Católico solitário e desvinculado das atividades na paróquia são uma presa fácil para ingressar em outras seitas, em que a proximidade entres as pessoas é facilitada pelo fato de o grupo ser bem menor e identificado. Na verdade as antigas ordens terceiras, os congregados marianos, cumpriam bem esta necessidade, que hoje é atendida pelos novos movimentos. Porem, enquantos as primeiras eram associações para oração ou assistência aos pobres, os Movimentos hoje acrescentam formas de organização e objetivos que muitos vezes correm o risco de se tornaram outras igrejas ao lado da Igreja.
Primeiramente católico. E posteriormente sim, membro fervoroso de movimentos, comunidades e outros grupos. Faz falta as antigas ordens terceiras que estavam estreitamente unidas a uma ordem religiosa como dos franciscanos ou dominicanos. Nestas o riscos de isolamento era bem menor pelo fato de as mesmas terem como objetivo fundamental a vivencia da espiritualidade da referida ordem. No entanto estas praticamente não mais existem. Creio que devido até a um certo desinteresse das ordens religiosas tradiconais em reativa-las e do acompanhamento junto as mesmas. Perdem com isto, uma grande oportunidade para o surgimento de vocações.
O Apostolado da Realeza de Cristo é uma disposição interior para servir a Cristo como Rei. Realiza-se em cada um de forma pessoal . A partir do momento em que reconheço a soberania de Cristo sobre a minha vida e me comprometo a obedece-lo em todas as minhas atividades, torno-me uma amigo da Realeza de Cristo. A Regra de São Bento é uma proposta da aplicação desta entrega a Cristo como um manual de direção espiritual, pois é o Evangelho vivido no dia a dia em meio as atividades mais diversas, porem não se impõe como o fundamental. E muito menos a devoção à Santa Joana d´Arc. Esta é sim, apresentada como o mais evidente exemplo concreto de obediência à Realeza de Cristo numa ação civil e política. Seu testemunho confirma que só Deus é o Senhor da história e que tudo ocorre por meio de sua providencia e segundo seus imperscrutáveis desígnios. Ela é apresentada como um sinal, do que é capaz de fazer, aquele que ama a Cristo como seu unico e verdadeiro rei. Este é capaz de pela obediência no amor, transportar montanhas, como Santa Joana d´Arc o fez. De sofrer as maiores injustiças sem praguejar ou culpar alguem. Portanto o Marc não pretende ser um movimento a mais. Já o temos bastante. E como muitos bons e necessários carismas. Desejamos formar pessoas que verdadeiramente amem o poderio e Senhorio de Jesus, como católicos fieis e conscientes. Apenas católicos e nada mais.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A RETA INTENÇÃO


Dai-nos Senhor Deus o dom do discernimento, para não procurarmos outra coisa além de vossa vontade e vossa glória. Que não nos motive interesses pessoais o segundas intenções, quando anunciamos e ensinamos o vosso Evangelho e o vosso amado filho Jesus. Que nos motive unicamente a glória do vosso nome, o triunfo de Cristo rei e o bem das almas, a fim de que se torne realidade, o que sabiamente disse uma vez, a vossa Santa Filha Joana d´Arc. "Certifiquem-se que estão agindo corretamente diante de Deus; então AJAM QUE DEUS AGIRÁ." Por Nosso Senhor Jesus, o vosso Filho, que reina convosco pelos séculos dos séculos na unidade do Espírito Santo. Amém (Depoimento do processo de reabilitação dada por um dos guerreiros que lutaram ao lado da Donzela)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ORAÇÃO A CRISTO REI


Cristo Jesus, vos reconheço como Rei do Céu e da Terra. Tudo foi feito por vós, para vós e por vós subsiste. Exercei sobre mim e sobre todas as nações do mundo todos os vossos direitos. Submetei à vossa realeza todos os povos do mundo. Renovo as minhas promessas do batismo. Renuncio à Satanás, à suas sugestões pecaminosas e às suas obras e prometo viver como bom e fiel cristão católico. E particularmente assumo o compromisso de vos servir de todo o meu coração, de todo o meu entendimento e com todas as minhas forças, como ao meu unico e absoluto soberano Senhor, no cumprimento dos deveres próprios ao meu estado civil. Esforçar-me-ei para fazer triunfar por todos os meus lícitos que estiverem ao me alcance os direitos de Deus e os da Santa Igreja. Dai-me Senhor a força e luz do Espírito Santo para que eu sustentado por vossa graça seja fiel a vós em qualquer situação. Mesmo em meio a dificuldades ou privações. Soberano Senhor Jesus, eu vos ofereço-vos meu corpo, minha e meu espírito. E também todas as minhas ações. Dai-me a graça de vos servir principalmente junto as pessoas mais próximas a mim e que mais precisarem da minha ajuda. E que todas as pessoas reconheçam a vossa realeza sagrada e que por este modo o reino de vossa paz se estabeleça em todo mundo. Amém.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A LITURGIA E A IGREJA

O Papa Pio XII escreveu na Encíclica Mediator Dei sobre a Sagrada Liturgia:
" Já que a sagrada liturgia é exercida sobretudo pelos sacerdotes em nome da Igreja, a sua organização, o seu regulamento e a sua forma não podem depender senão da autoridade da Igreja." (...) E sobre o desenvolvimento da liturgia no decorrer da história: "A sagrada liturgia , com efeito, consta de elementos humanos e de elementos divinos. Esses, tendo sido instituídos pelo Divino Redentor, não podem, evidentemente, ser mudados pelos homens; aqueles, ao contra´rio, podem sofrer várias modificações, APROVADAS pela hierarquia sagrada, assistida pelo Espírito Santo, segundo as exigências do tempo, das coisas e das almas. Disso se origina a estupenda variedade dos ritos orientais e ocidentais;"

Estes trechos da Encíclica Mediator Dei do Papa Pio XII, escrito antes da reforma litúrgica do Vaticano II nos faz assumir uma atitude de prudência em relação à própria reforma da liturgia. Não se pode rejeitar radicalmente e no toda a reforma litúrgica sem ao memso tempo rejeitar a hierarquia licita e legitima que ordenou a mesma reforma. Como bem frisou Pio PioXII toda reforma só pode depender da autoridade legitima da Igreja. No caso, o Papa e os bispos. Ora, o Vaticano II foi presidido por uma papa legitimo e bispos também legitimo. Uma autoridade licita. E por esta razão com autoridade, para segundo o mesmo Pio XII."Certamente a Igreja é um organismo vivo e, por isso, ainda no que diz respeito à sagrada liturgia , firme a integridade de seu ensinamento , cresce e se desenvolve ,adaptando-se e conformando-se às circunstanciais e exigências que se verificam no correr dos tempos. MD 52 E com referência à língua vernáculo na Sagrada Liturgia da Santa Missa: "Em muitos ritos o uso da língua vulgar pode ser assaz útil para o povo, mas somente a Sê Apostólica tem o poder de concede-lo. MD n° 53. A Sê Apostólica já se pronunciou sobre o uso da língua dos povos. Embora como pensam e desejam muitos nunca tenha abolido o Latim. É preciso se portar frente a tal situação com coerência. Não rejeitar por si mesmo e em todo a nova liturgia renovada, já que esta foi implantada por autoridade legitima. E jamais aceitar os acréscimos e inovações feitas sem a devida autorização do Sê Apostólica manifestou-se muitas vezes contra os grandes abusos litúrgicos que se realizam em nome do Concilio e da Reforma litúrgica. Antes, denunciá-los e provar que estes nunca corresponderam ao que desejava e deseja o Concilio Vaticano II. Missas de cura, de vaqueiro, de baladas, danças na missas, palmas, missas afros, nada disso foi autorizado pelo Concilio e pela Sê Apostólica. Não competi ao padre criar e acrescentar novos ritos ao que já existe e nem muito menos suprimi-los. A Instrução Redemptionis Sacramentum, já deu todas as orientações que devem ser seguidas em relação ao novo Rito. Fiéis pegarem as sagrada hóstias e darem a si mesmo o corpo e sangue de Cristo; comunhão sob duas espécies em missas campais, distribuição da sagrada comunhão apenas por ministros, enquanto o padre fica no altar ocioso e que bem poderia ter a possibilidade de faze-lo sozinho pois ele é o único ministro ordinário da Eucaristia e da Sagrada comunhão; homilias que mais parecem discursos de candidatos a cargos políticos ou conversa de fim de tarde na calçada; longas, cansativas e vazias; nada disto foi autorizado pela autoridade competente. É preciso fazer valer a Santa Missa tal e qual está no missal. Denunciar os erros no dialogo fraterno na caridade e mais que isso. Orientar os fiéis para que fiquem sabendo que nem tudo o que padre faz ou deixa fazer é certo e foi permitido.
E acima de tudo oremos, rezemos muito, pedindo a luz do Espírito Santo para os novos padres. Que eles pela luz do Espírito Santo possam fazer a Santa Missa ser novamente um culto de adoração a Deus cujo o Centro não é o próprio povo e não é ele, o padre.E está muito alem do que quis e determinou o Vaticano II. É preciso salvar a própria liturgia nova; pois a mesma se encontra completamente, em muitos casos, descaracterizada como o santo sacrifico de Cristo na cruz. Atendei Senhor a nossa prece. Que seja celebrada em todas as dioceses e paróquias a missa do missal.
MD- Mediator Dei