quinta-feira, 28 de abril de 2011

O GRANDE MAL É O PECADO

Celebramos a memória da morte de Jesus. Espetáculos foram encenados em muitas cidades. A paixão e morte de Cristo comove as pessoas. No entanto, a mentalidade moderna já não aceita, o que era aceitado com facilidade na Idade Média. Um Deus que abandona o Filho à crueldade de suas criaturas, para que satisfizesse sua pessoa ofendida pelo pecado dos homens; recusam com horror esta doutrina  os espíritas, os agnósticos, modernistas e ateus. Vêem nisto o escanda-lo do cristianismo e entendem  Deus Pai com uma divindade cruel e sedenta de sangue.  Não compreendem que  o mistério do sacrifício de Jesus é uma grande prova do amor de Deus. E por que assim o fazem? Porque se recusam a admitir a existência do pecado. Ou entendem pecado como deixar de fazer uma coisa agradável e que nos da prazer, porque Deus o proíbe.
Mas o que é o pecado, senão, uma opção pelo que nos destrói? Que nos faz impuro? Que nos faz malditos, em vez de Benditos do Pai?  Sim, o pecado, originado por todos os atos, em que consciente, renunciamos, ao supremo bem, que é Deus, transforma nossa natureza. O Pecado original, mas do pecado um pecado pessoal, foi uma escolha. A escolha de não querer Deus; ou melhor de querer ser como deuses, determinando o que é mal um bem e o verdadeiro bem como um mal.
Anunciar uma condenação eterna e as penas do  inferno para a mentalidade de hoje é um escandâ-lo. Deus é Amor infinito, como poderia suportar que seus filhos sofressem uma eternidade sem a mínima possibilidade de recuperação? Sim. Entendido desta forma, como uma sanção jurídica de autoridade divina, a condenação eterna repugna à razão e traz dúvidas sobre  o amor de Deus. Que Pai na terra, por mais que o seu filho fosse o maior criminoso, permitira para este um sofrimento eterno? Certamente que jamais admitiria tal coisa, embora concordasse que este deveria pagar até certo tempo pelos erros que cometeu. Mas,  e se este mesmo pai, não reconhecesse mais no filho o filho do seu amor? Se este mesmo filho fosse uma grande ameaça não só a este Pai mas todos os seus irmãos? E é isto que faz conosco o pecado; como disse Jesus, arruina a nós mesmos. Faz-nos perder o sal de nossa participação na natureza divina; transforma a luz que há em nós em verdadeira trevas; e o que causa esta tremenda transformação é o pecado. Então não é Deus, por uma vontade pessoal ávida de punição, quem condena ao pecado. Quando Jesus diz "Ide Malditos, para o fogo eterno" ele está apenas declarando um fato. Não são mais filhos de Deus a quem ele se dirige. São malditos e tornaram-se malditos pelo pecado. Pela escolha  fizeram do verdadeiro mal. Só conhecendo a grade maldade do pecado, é que podemos perceber o quanto é terrível   o mesmo, pois para nos libertar do pecado, o próprio Deus veio experimentar o peso da natureza humana e a suprema humildade da obediencia até à morte na cruz. Só um amor infinito faria tal ação por suas meras criaturas. 
Só na perspectiva do pecado, como realidade que consiste na escolha das trevas e repudio da Luz é que se torna compreensível a condenação eterna. Respeito absoluto de Deus para com o nosso livre arbítrio, esta arma poderosa que muitas vezes não sabemos usar; porem não esqueçamos. Para nos conduzir ao caminho bom,  Deus enviou profetas, sábios, santos e acima de Tudo o próprio Filho. Nos dá a graça suficiente para rejeitarmos o mal; irá considerar todos os motivos, nossa fraqueza e limitações. Porem se formos rejeitados e lançados longe de sua presença é porque devido o pecado que escolhemos, jamais poderíamos suportar a luz. Não somos mais o os Benditos do Pai...e perante uma esta realidade só restará a separação eterna da fonte de todo bem, que é Deus.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A IGREJA: COLUNA DO CRISTIANISMO

"Eu amo a Igreja e gostaria de sustentá-la com todas as minhas forças, para a defesa de nossa fé cristã." Santa Joana d´Arc.

Sendo o cristianismo a religião que crer em Cristo, como enviado por Deus e como aquele por quem nós temos acesso a Deus, A Igreja,  é a coluna que sustenta esta fé. Há no entanto muitas pessoas que amam, admiram e procuram servir a Cristo; mas desprezam a Igreja. Na verdade há aqueles,  que chegam a dizer que Cristo não fundou e não quis a Igreja, como a instituição visível e encarregada de levar ao mundo o seu nome e sua doutrina,  e como sinal e prenúncio da reinado de Deus na Terra. Tal como Lutero dizem sim a Cristo e não à Igreja. Como se pudesse haver separação entre Cristo e sua esposa. E há os que entendem a Igreja, apenas como o conjunto dos que crêem em Cristo no intimo de seus corações. Uma igreja que seria a soma eventual ou localizada de todos os crentes e não uma instituição com membros, leis e governo próprio.

Santa Joana d´Arc em sua fé firme e perseverante, em poucas palavras,  disse o valor e a necessidade da Igreja. Esta existe para sustentar a fé daqueles que crêem em Cristo. Pois primeiro vem a fé e pela fé nós nos tornarmos membros da familia de Cristo, a Igreja. E só na Igreja podemos ter nossa fé sustentada e aumentada, porque ela nos dá os meios e nos garante a verdadeira doutrina, já que é sustentada pelo Espírito Santo, para crescermos na santidade. 

Embora hoje presenciemos muitos grupos se nomearem de igreja, uma só é a esposa do cordeiro. E a sua marca é inconfundível. Ela é católica, ou seja, não nasceu por causa de um líder cristão, nem por causa de uma divergência doutrinária. Ela é unica principalmente em sua doutrina e também em sua forma de governo. Se assim não o fosse, o cristianismo teria se tornado uma federação de igrejas nacionais , uma espécie de CONIC, reunindo todas as mais variadas doutrinas e de moral ao gosto de cada membro.  Nunca uma igreja assim poderia ter conquistado os bárbaros, dominado a Europa e chegado as Américas. Unidade de fé e governo foram e são essencias à Igreja para o bem do cristianismo. Embora esta mesma Igreja não se reduza a uma organização e seja muito mais do que os seus membros, quer indiviulamente quer no todo , proque ela é o corpo mistico de Cristo e desta  forma alcança tambem aqueles que fora de seu corpo visivel, sem culpa pessoal, vivem a lei natural e de certa forma se tivessem conhecimento, nela entrariam e produziriam mais frutos mais do que muitos que fazem parte de sua forma visível. 

Membro vivo da Igreja, Santa Joana d´Arc é um dos mais significativos exemplos de amor a esta mesma igreja, apesar de haver enfrentado com inimigos mortais, membros desta, e precisamente aqueles que eram os pastores, que tinham o dever cuidar dos cordeiros e não destruí-los. Mas ela amava a Igreja porque sabia que esta estava muito acima de um bispo, ou um grupo de bispos. A Igreja era o próprio Cristo, agindo na história e presente em todos aqueles que como ela não tinha outra vontade a não ser obedece-lo e  a organização que sustentava visivelmente no mundo, o próprio cristianismo, apesar de muitos de seus membros estarem mortos.

domingo, 24 de abril de 2011

IGREJA DE ROMA: VOCAÇÃO PARA A UNIVERSALIDADE

É marcante,  a natural vocação e capacidade que assumiu o cristianismo latino, para a aculturação e assimilação dos costumes dos povos onde este chegou. E isto unido harmoniosamente, a uma firme centralização, no que se refere à liturgia e à organização e a doutrina.Infelizmente em relação à Liturgia, estamos caminhando para uma variedade absurda, ao ponto de que para cada paróquia teremos um rito diferente, ao gosto do padre e da comunidade.
Por certo riquíssimas são as liturgias orientais. Mas estas tornaram-se nacionais e se firmaram tanto nos costumes dos povos a que pertencem que são como património cultural destes povos. Com o catolicismo romano se deu o contrário. Este universalizou-se de tal forma que se tornou por assim dizer cultura do próprio povo onde chegou. Até mesmo a língua litúrgica adotada, O Latim só tornou-se universal e oficial , quando não mais era uma língua viva; já que se o fosse, isto poderia indicar o domínio dos romanos  sobre os outros povos. Na arte sacra as imagens dos santos, Cristo e da Virgem,  não ficaram presos a um estilo ou forma. Reproduzem as faces e as vestes dos povos  onde estava a Igreja. Por isso temos imagens para todos os estilos artísticos: barroco, gótico, romano e em todas as formas. Pinturas, Ícones, Estátuas, vitrais, mosaicos. Só no Catolicismo romano Cristo tanto pode ser representando como um negro e a Virgem Maria como uma chinesa. Pois não se reproduz a pessoa fisicamente, mas o mistério que a envolve. E este mistério é o mesmo: Nas imagens de Cristo se representa a humanidade do Verbo que se fez carne; que pode ser tocada, como o o fez São Tomé logo após a Ressurreição. Para as imagens da Virgem Maria se representa todos os seus privilégios: Imaculada Conceição, Maternidade Divina e Assunção. Eis o motivo destas serem vestidas como rainhas da terra, com as vestes destas mulheres poderosas e ricas deste mundo,  pois sendo nossa mente pobre para alcançar a glória celeste,  só  a poderemos atingir por antologia, com as coisas mais belas e ricas que conhecemos. Não fez assim também são João no Apocalipse aos descrever a Jerusalém celeste? Por isso as imagens da Virgem e dos Santos não os representam com viveram neste mundo. Mas tentam repassar numa linguagem deste mundo,  a glória do paraíso.
As festas e devoções aos santos assumiram os costumes dos lugares. E muitas delas foram celebradas no mesmo dia em que se cultuava deuses pagãos, pois foi esta a melhor forma de fazer, a estes, esqueceram seus antigos deuses e leva-los para Cristo através dos que o serviram neste mundo. Mesmo reconhecendo os exageros e resquícios de superstição em algumas devoções, mesmo assim, se pode sempre ligar  o santo a Cristo. Cabe aos padres nunca perderem esta oportunidade de sempre dizer para o povo: O Santo, a Virgem Santa, amaram e serviram a Cristo. E por isso são santos; porque o amaram neste mundo e estão com Cristo no céu.
Tenho por Certo que se o cristianismo houvesse se espalhado na Europa e América sob o modo oriental, étnico, fechado, ou modo protestante fundamentalista, literal, não haveria tanta possibilidade de assimilação cultural. Haveria uma reação popular de apego a costumes que muito bem poderiam ser assimilados, e que esta forma de Cristianismo de certo rejeitaria. Para exemplificar, até mesmo para unificar a Eucaristia, na santa missa, a Igreja  unificou o pão eucarístico para um fina partícula branca. A fim de que cada povo não  começasse a usar como matéria de consagração pão doce, quibe, broas de trigo, em fim  o tipo de pão próprio daquele lugar. Não sendo um pão diário e de forma comum, pode muito bem, ser associado apenas ao pão que se vai consagrar. E os santos? Tão inculturada é a devoção aos mesmos, tão representados conforme o povo da região, que muitos os tem como nascidos em sua terra. Lembro que quando criança, ouvia comentários de parentes, que São Francisco de Assis, nascera em Canindé, Ceará, onde há o seu santuário, atualmente Basílica menor, e que ele ainda estava vivo nesta cidade do interior cearense.
Grande sabedoria desta Igreja, que tendo com referencia de unidade o Bispo de Roma pastor de todas as igrejas locais, ao mesmo tempo, manifesta a sua divina vocação pra a universalidade. Verdadeiramente católica e não de um povo. Mas de todos. E até mesmo, a palavra que a distingue, romana, não indica sua origem, a sua língua, mas unicamente a pessoa do santo padre, que providencialmente é também o bispo da Sê Apostólica de Roma, onde se verteu tanto sangue de mártires, onde o grande Apóstolo São Pedro, derramou o seu sangue, também pregado numa cruz, por confessar Jesus, Salvador e Ressuscitado.

sábado, 23 de abril de 2011

DESCEU À MANSÃO DOS MORTOS


                                    

Professamos esta verdade da nossa fé todas as vezes que recitamos o Credo. O que significa esta afirmação que tem  o seu fundamento na carta do Apóstolo São Pedro em 3, 18-19.  Antes dizíamos desceu aos infernos. Porem, muitos ficavam escandalizados porque não conseguiam entender que o Cristo tido para o inferno, conhecido como o império de Satanás.
É importante saber primeiramente que o  inferno e os céus não haviam até a morte e ressurreição de Jesus. Havia apenas os lugares inferiores, ou infernus, em latim, onde ficavam todos os mortos, sem contemplar a Deus, por causa do pecado original. só que os justos do Antigo Testamento, ou seja, os Hebreus e os justos das nações, estavam num estado de ausência de penas e sofrimentos e os pecadores já experimentavam a punição devida a  seus pecados. No entanto, nem como o outro grupo de mortos,  tinham acesso a visão da glória de Deus;
 Quando afirmamos que Cristo Desceu aos infernos, queremos primeiramente confirmar, que Cristo verdadeiramente morreu e partilhou da mesma condição de todos aqueles que morreram antes dele. Jesus, enquanto verdadeiro humano, teve a mesma condição dos outros mortos. Só que com um grande diferença. Ele não desceu à mansão dos mortos ou aos infernos, para ficar prisioneiro da morte. Mas para libertar da condição de morte todos os que se encontravam presos por esta. Anunciou sua vitória sobre o Hades ou Cheol, termos hebraicos para indicar a situação dos mortos antes da ressurreição de Cristo. E também para anunciar o Evangelho aos mortos."Pois é por isto que foi pregado o evangelho até aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito. 1Pd  4,5." a sua vitória pela cruz. Também na carta aos Efésios diz que Cristo tornou cativo  o cativeiro e destruiu o poder da morte para aqueles que estalavam sem esperança da contemplação da glória de Deus. Ef. 4,8
Nossa fé proclama que mesmo no reino da morte Jesus manifestou a  sua vitória. Morreu humanamente para poder descer a mesma condição dos seres humanos e liberta-los da morte. Desta forma o que o mito dos Hades entendia acreditavam os gregos, que do Reino de Hades, ninguém poderia sair, foi desfeito por Jesus. Os mortos que amaram a verdade e os justos do Antigo Testamento e até mesmo segundo São Pedro  Apóstolo, aos que não acreditaram em  Noé na época do dilúvio. "os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas, isto é, oito almas se salvaram através da água.1Pd 3,20"
Vejamos quanta misericórdia de Nosso Senhor. Não ficando satisfeito em sofrer cruel martírio  pelos vivos quis libertar os mortos e para assim acontecesse,  tinha que passar pela morte como todos os mortais. E ele não merecia a morte. O único que não tinha que morrer porque sem pecado, santo e imaculado. Que grande prova de amor e poder Jesus nos deu pelo seu aparente aniquilamento. Morto para se fazer um só com os mortos. Morto para traze-los da prisão para a liberdade dos filhos de Deus. 
Neste sábado da vigília da páscoa, meditemos sobre este mistério da nossa fé."Desceu à mansão dos mortos." Cristo não está no túmulo enquanto pessoa. Lá está apenas o seu corpo sem vida que não se corromperá, esperando a ressurreição. Porém, mesmo na morte, Jesus está agindo em favor das criaturas de Deus; daqueles de quem quis  se fazer irmão. Senhor Jesus, como é grande e tremendo  o vosso amor! Glória a vós para sempre, meu Redentor, salvador, meu Senhor  e meu Deus.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

SANTA CEIA E A CRUZ




A ceia pascal não indica a celebração Pascal e não é uma ceia de despedida de Cristo do seus discípulos. Na Ceia Pascal Jesus manifesta aos discípulos através de palavras, gestos e materia  o significado de sua morte que aconteceria depois no calvário sob a cruz. A Ceia indica a cruz, o sacrifício; E Jesus a instituiu para tornar presente o seu sacrifício pela remissão dos pecados

Para nós católicos a ceias não é a recordação de um evento passado há muito tempo; menos menos, é um encontro fraterno e social, em que celebramos a comunidade. Por Cristo estabeleceu para sempre a memória viva, atuante e presente do seu sacrifício redentor. Nela sob as espécies de pão e vinho, cremos realmente presente o próprio Cristo vivo e ressuscitado, mas que teve e quis passar pelo calvário para  chegar à sua glória.
Na ceia do Antigo Testamento judaico, celebrava a libertação do cativeiro político no Egito. Na ceia da Nova Aliança, celebra-se  sacrifício Redentor do Cristo Jesus para a remissão dos pecados. Então, nós católicos, manifestamos e cremos muito mais do que qualquer outra corrente cristã que o Sangue de Jesus tem poder; porque vivenciamos, adoramos e recebemos este Cristo vivo que se imolou por nós e derramou o seu sangue para remissão dos nossos pecado. E isto nós celebramos, vivemos e anunciamos em toda celebração do Santo sacrifício da missa que é o mesmo do calvário. Porque tal como no calvário o sacerdote é o unico Cristo que se oferece ao Pai por meio do presbítero; a vitima é a mesma. Cristo Jesus, sacrificada tal e qual o cordeiro Pascal para que sejamos poupados pelo anjo examinador, porque fomos marcados com seu sangue; E a quem o oferecemos  é o mesmo Deus dos patriarcas e dos profetas, Deus pai de Cristo Nosso Senhor. Grande é este mistério celebrado em todas as nossas igrejas e infelizmente tão compreendido. Queira Deus suscitar no coração dos padres a plena compreensão deste mistério da nossa fé para que voltem a professar que na missa não temos apenas  uma refeição fraterna,  mas o unico e verdadeiro sacrifício da cruz.

sábado, 16 de abril de 2011

HOSANA AO FILHO DE DAVI


Iniciamos com a oração das Vésperas neste sábado o período da semana santa. Uma semana litúrgica forte em que relembramos os principais mistérios da nossa fé cristã e católica. A paixão morte e ressurreição de Jesus e sua gloriosa Ressurreição. Lembro dos tempos da minha infância, não tão distantes em que este período era de extremo respeito. Não se tocava musica profana no radio (televisão nem se quer sonhávamos) e na sexta-feira santa nem se quer se varria a casa. Também nesta ocasião as esmolas entre os amigos e parentes e para o povo pedinte era um característica mercante.O sacrifício do jejum era maior, porque era justamente na sexta-feria santa que aparecia mais comida. E como é hoje a semana santa? Nas igrejas um espaço para as celebrações litúrgicas, isoladas, em meio a um mundo profano e secularizado. Neste mundo a semana santa tornou-se um tempo de apresentações teatrais. O sacrifício do filho do homem virou apenas o maior espetáculo da terra.. Surgem peças da paixão de Cristo em quase todas as pequenas cidades do interior. E já começam a perceber os eventos acontecidos com Jesus quase como um drama de ficção. Uma dramática obra da arte cênica. Um passado distante que não interfere mais em nossas vidas. As praias ficam cheias, os bares e restaurantes abrem normalmente e ate nas igrejas o clima de silencio, penitencia, tristeza é abolido. Os rituais parecem deslocados e pertencentes a uma outra época. Se antes se chorava por Jesus, hoje não se chora nem por Jesus e nem por si mesmo, pelos nossos pecados como ele mesmo disse as filhas de Jerusalém.
E se pararmos para observar, percebemos que a ultima semana de Jesus entre nós começa com um acontecimento de alegria. O povo que o saúda na sua ultima entrada em Jerusalém, onde seria crucificado. E o aclama com Messias dizendo: Bendito o que vem em nome do Senhor. Este povo em sua grande maioria, na sexta-feira santa irá gritar: Crucifica-o! Que não façamos o que fez o povo daquela época. Que abramos o nossa coração neste período letárgico tão forte e deixemos Jesus,o Rei entrar em nossas vidas e reinar para sempre nem todas as ocasiões de nosso viver. Que a na esperança da ressurreição compreendamos toda a força d cruz. a maior prova de amor que nos f dada por um homem Deus. Nenhuma religião no mundo crer em um Deus crucificado pelos pecados de suas criaturas. 
Sim, bendito aquele que vem em nome do Senhor em todos os dias do ano. Que fique sempre conosco.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O PECADO TRANSFORMA A NOSSA NATUREZA

O pecado não é exclusivamente a desobediência a  uma ordem de Deus, que  o faz parecer um  tirano caprichoso, que nos obriga fazer o que não gostamos  e  proíbe de fazer o que mais  gostamos, como pensa muitas pessoas de nossa época. Esta é uma compreensão equivocada de pecado. O pecado é um mal que desfigura e transforma a nossa natureza humana. É o maior mal que podemos fazer a nós mesmos.Nos faz deixar de ser filhos de Deus e nos reduz ao estado de escravos. Como bem disse Santa Joana d´Arc, quando questionada sobre as roupas que usava para ir a guerra, (roupas de guerreiro). "Estas roupas não mudam a minha alma."O pecado mortal muda a nossa alma. Altera a nossa natureza de Filhos de Deus por meio de Cristo. O Pecado, como afirmou Nosso Senhor Jesus é a perda da própria essência, de sua natureza peculiar, ao narrar a parábola do sal que se torna insípido Mt 5,13 É como se o sal perdesse a capacidade de salgar e dessa forma a sua utilidade. E como uma sal insípido não serve para nada, assim também o pecador se torna inútil para o reino de Deus e é jogado fora.Eis ái a razão para uma perdição definitiva e eterna. Sem possibilidade de mudança após esta vida; a separação definitiva entre os bons e os maus. Entre os filhos da luz e os filhos das trevas. Grande e terrível mal é o pecado mortal, que que nos faz perder a nossa verdadeira natureza, e nos excluiu da comunhão com Deus. 

domingo, 10 de abril de 2011

DECLARAÇÃO HUMANO PERSONA SOBRE A SEXUALIDADE - FINAL


12. O Apóstolo São Paulo descreve com termos bem vigorosos o doloroso conflito que existe no interior do homem escravo do pecado, entre a « lei da sua razão » e « uma outra lei nos seus membros » que o retém cativo.[33] Entretanto o homem pode alcançar ser liberto do « seu corpo de morte » pela graça de Jesus Cristo.[34] Desta graça gozam os homens que ela própria justificou, aqueles mesmos que a lei do Espírito de vida em Cristo Jesus libertou da lei do pecado e da morte.[35] É por isso que o Apóstolo os incita: « Não deixeis, pois, que o pecado reine no vosso corpo mortal, de modo que obedeçais às suas concupiscências ».[36] Esta libertação, se bem que dá a aptidão para servir numa vida nova, não suprime a concupiscência proveniente do pecado original, nem as incitações para o mal de um mundo que « está todo sob o jugo do Maligno ».[37] Assim, o Apóstolo estimula os fiéis a superar as tentações apoiados na força de Deus,[38] e a resistir às « ciladas do Demónio »[39] pela fé e pela oração vigilante[40] e por uma austeridade de vida que submeta o corpo ao serviço do Espírito.[41] Viver a vida cristã seguindo na esteira de Cristo exige que cada um « renuncie a si mesmo e tome a sua cruz todos os dias »,[42] sustido pela esperança da recompensa: « Porque ... se morrermos com Ele, também com Ele viveremos; se perseverarmos, reinaremos com Ele ».[43] Na linha destes convites instantes, os fiéis, também hoje, e mesmo mais do que nunca, devem empregar os meios que a Igreja sempre recomendou para levar uma vida casta: a disciplina dos sentidos e da mente, a vigilância e a prudência para evitar as ocasiões de quedas, a guarda do pudor, a moderação nas diversões, as ocupações sãs, o recurso frequente à oração e aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia, Os jovens, sobretudo, devem ter o cuidado de fomentar a sua devoção à Imaculada Mãe de Deus e propor-se como modelo a vida dos Santos e daqueles outros fiéis cristãos, particularmente dos jovens, que se distinguiram na prática da virtude da castidade. Importa, em particular, que todos tenham um conceito elevado da virtude da castidade, da sua beleza e da sua força de irradiação. É uma virtude que enobrece o ser humano e que capacita para um amor verdadeiro, desinteressado, generoso e respeitoso para com os outros.
13. Incumbe aos Bispos ensinar aos fiéis a doutrina moral que diz respeito à sexualidade, sejam quais forem as dificuldades que o cumprimento deste dever encontre nas ideias e nos costumes difundidos em nossos dias. Esta doutrina tradicional terá de ser aprofundada, expressa de maneira apta para esclarecer as consciências perante as novas situações criadas e enriquecida com discernimento por aquilo que pode ser dito de verdadeiro e de útil sobre o sentido e o valor de sexualidade humana. No entanto, os princípios e as normas de vida moral reafirmados na presente Declaração devem ser fielmente mantidos e ensinados. Importará, especialmente, procurar fazer com que os fiéis compreendam que a Igreja os mantém não como inveteradas e invioláveis « tabus », nem em virtude de preconceitos maniqueus, conforme se ouve repetir muitas vezes, mas sim porque ela sabe com certeza que eles correspondem à ordem divina da criação e ao espírito de Cristo e, por conseguinte, também à dignidade humana. Faz parte da missão dos Bispos, igualmente, velar por que nas Faculdade de Teologia e nos Seminários seja exposta uma doutrina sã, à luz da fé e sob a direcção do Magistério da Igreja. Eles devem cuidar, ainda, de que os confessores esclareçam as consciências e de que o ensino catequético seja ministrado em perfeita fidelidade à doutrina católica. Aos Bispos, aos sacerdotes e aos seus colaboradores compete pôr de sobreaviso os fiéis contra as opiniões erróneas frequentemente propostas em livros, em revistas e em conferências públicas. Os pais em primeiro lugar, como também os educadores da juventude, hão-de esforçar-se por conduzir os seus filhos e os seus educandos à maturidade psicológica, afetiva e moral, em conformidade com a sua idade, por meio de uma educação integral. Para isso dar-lhes-ão uma informação prudente e adaptada à sua idade e procurarão assiduamente formar-lhes a vontade para os costumes cristãos, não só com conselhos, mas sobretudo com o exemplo da sua própria vida e mediante a ajuda de Deus que lhes alcançará a oração. E hão-de ter também o cuidado de protegê-los de numerosos perigos de que os jovens não chegam a suspeitar. Os artistas, os escritores e todos aqueles que dispõem dos meios de comunicação social devem exercitar a sua profissão de acordo com a sua fé cristã, conscientes da enorme influência que podem exercer. Hão-de ter sempre presente que « todos devem respeitar a primazia absoluta da ordem moral objetiva »[44] e que não se pode dar a preferência sobre ela a nenhum pretenso objetivo estético, a vantagens materiais ou ao êxito. Quer se trate de criações artísticas ou literárias, quer se trate de espectáculos ou de informações, cada um no seu campo próprio deve dar mostras de tacto, de discreção, de moderação e de um justo sentido dos valores. Deste modo, longe de favorecer mais ainda a licença dos costumes, hão-de contribuir para a refrear e mesmo para sanear o clima moral da sociedade. Todos os fiéis leigos, por seu turno, em virtude do seu direito e do seu dever de apostolado, tomarão a peito trabalhar no mesmo sentido. Finalmente, convém recordar a todos que o II Concílio do Vaticano « declara que as crianças e os adolescentes têm direito a ser estimulados a apreciar retamente os valores morais e a prestar-lhes a sua adesão pessoal, bem como a conhecer e a amar a Deus mais perfeitamente. Por isso, pede encarecidamente a todos os que governam os povos, ou que estão à frente da educação, que providenciem a fim de que a juventude nunca se veja privada deste sagrado direito ».[1] Em Audiência concedida ao abaixo assinado Prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, a 7 de Novembro de 1975, o Sumo Pontífice, por divina providência Papa Paulo VI, aprovou esta Declaração « sobre alguns pontos de ética sexual » confirmou-a e ordenou que a mesma fosse publicada. Dado em Roma, na sede da Sagrada Congregação para a Doutrina de Fé, no dia 29 de Dezembro do ano de 1975.
Franjo Cardeal Seper
Prefeito
+ Jerónimo Hamer
Arcebispo titular de Lorium
Secretário



sábado, 9 de abril de 2011

A IGREJA DE CRISTO

A Minha Igreja não é a Igreja de um povo, de uma  determinada nação, de uma parte da doutrina, tal como batismo só de adultos ou por imersão; de um reformador, seja ele Calvino, Lutero ou de um chefe de Estado como Henrique VIII e seus sucessores.

A minha Igreja é para todas os épocas, para todos os povos; A minha Igreja é aquela que nasceu com os apóstolos, dos mártires, dos grandes pais da Igreja. É a Igreja que só pode ter um nome e que se distinguiu, de todas as que homens ciosos de suas idéias, pensaram reformar segundo as suas convicções. A minha Igreja é aquela da qual Jesus disse "A minha Igreja..." portando esta não tem o nome de uma doutrina, de um homem ou de um local. O nome da minha Igreja é este: CATÓLICA.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Teste de postagem

O PECADO E OS PECADOS PESSOAIS

Estamos mais habituados a entender  o pecado apenas como um ato de transgressão a Deus. Uma desobediência. O que não deixa de ser correto. Porem não é so este o siginficado que tem o pecado. Nas cartas do Apostolo São Paulo, nos Evangelhos e na tradição apostólica, pecado tambem indica a ruptura defintiva entre Deus e os homens no inicio do surgimento da humanidade. Aquele que a Teologia denomina de Pecado original. Pois só este é a origem de todos os pecados pessoais, pois enfraqueceu  a natureza em relação ao bem supremo. Este  nos fez perder a vida divina em nós. A graça santificante. Por isto São Paulo afirma: "Em Adão todos pecaram." Neste caso pecado é mais uma situação, um estado, do que um ato pessoal de desobediencia. Indica impossibilidade de fazermos alguma coisa por nós mesmos que nos possa salvar. Sob este  sentido se esclerece todo o misterio da Redenção e as consequencias do pecado original. Não fomos punidos pecado pessoal de  de uma pessoa. No caso, o de Adão que cometeu um pecado pessoal e por isto todos foram punidos. Pessoas que não haviam nascido e que nada sabiam da desobedeincia de Adão. Esta acusação de injustiça é geralmente feita por todos que recusam o pecado orignal; é muito utilizada por espírtias e todas as correntes religiosas que não entendem o pecado original. Porém , quando compreendido em seu sentido biblico e teologico,  o pecado original, este mesmo, indica uma situação da qual não poderíamos nos salvos. Nos despojou de u mestado de comunhão com Deus. E não pelo fato apenas de um homem haver  mas de que a nutureza humana, a humanidade toda, ficou despojada da Comunhão com Deus. Entrou num estado de carencia marcada pelo dominio do mal, que consiste em renunciar ao bem supremo, Deus, em vista de um bem menor. Estando  esta ferida em sua propria natureza, a huminade,  não poderia salvar-se. Tudo o que fez de bom ou fizesse, estava manchado pelo amor proprio, pelo desejo do ter, do poder e do prazer. Percebe-se ao se compreedner o pecado como estado de impossiblidade de salvação, de ruputura, toda a  grandeza do misterio da Redenção. Para trazer de volta a graça divina, abolir a separação entre Deus e  as suas criaturas racionais, Deus assumiu uma natureza humana perfeita e completa. Um homem filho de Adão, pela natureza humana, mas não descendente  de Adão por geração e nem quanto  ao pecado. E pela obediencia perfeita deste homem fomos recolocados em estado de salvos. Nossas ações, nele e por ele novamente adquirem poder e valor, para nos conduzir à perfeição. O próprio Cristo nos disse: "Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito." Embora a Redenção não nos tenha liberado da possbilidade de pecar, de amar mais  as trevas que a luz, de recusar o amor de Deus. Por isso há tambem os pecados. Estes são atos pessoais que causam o mal apenas a propria pessoa que os comete. Mas já não tem o poder de romper a aliança de toda a humanidade com Deus. Pois esta aliança eterna, que nos retirou do Imperio das Trevas e nos colocu sob o reino de Deus, foi realizada de forma definitiva por um só homem perfeito: Nosso Senhor Jesus Cristo. A Ele toda a glória!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O CATOLICISMO GENUINO

Se perguntássemos aos católicos, o que os identifica como católicos, por certo, ouviríamos da esmagadora maioria, que se é católico porque se tem devoção aos santos e a nossa Senhora e se usa imagens. Isto é  o que nos de nós pensa a maioria dos cristãos não católicos. Estes, também , vêem o catolicismo como uma religião idólatra, o ressurgimento do paganismo disfarçado de cristianismo. Católicos seriam todos aqueles que colocam os santos e a Virgem Maria acima de Jesus. Para os católicos de nome, a sucessão Apostólica, o magistério Eclesiástico, os sacramentos, praticamente são desconhecidos, ou então quase não se dá  importância a estes.
Então o que nos identifica como católicos? O que é genuinamente católico? Cultuar as imagens dos santos e rezar a eles? Os ortodoxos que não são  católicos, os luteranos e os anglicanos também veneram imagens. Até as religiões africanas ao lado de seus caboclos e orixás, também veneram imagens dos santos católicos e até de Jesus e da Virgem Maria. Então não é esta a característica especifica do catolicismo. A Missa também é celebrada por igrejas cismáticas que não se reconhecem como católicas romanas. Mesmo sendo a missa, a principal forma de culto de adoração a Deus, na Igreja Católica, esta não  é especifica do catolicismo. Pois a celebram validamente os ortodoxos sem comunhão com o Papa.
O que identifica o catolicismo frente as outras comunidades cristãs, é a convicção de que a Igreja dos Apóstolos, não terminou com a morte do último apóstolo. Que esta é uma instituição visível e organizada, desde a era apostólica, até aos nossos dias, para o mundo todo , como o poder de interferência em toda igreja particular, através de um magistério assistindo pelo  Espírito Santo. Esta Igreja não se perdeu no tempo e na história, restado da  era apostólica, para os ortodoxos, apenas uma federação de igrejas autônomas, étnicas  e nacionais; para os protestantes apenas fieis crentes isolados  e a Bíblia com regra de fé absoluta, com se desta houvesse nascido a Igreja e não  o contrario. Foi a Igreja que nos deu a Bíblia. Pois primeiro Jesus falou e anunciou, e só depois de formada a Igreja, os apóstolos escreveram os livros do Novo Testamento. Também foi o Magistério da Igreja, quem definiu  os livros inspirados, usando o poder de ligar e desligar concedido aos Apóstolos. A Igreja católica proclama e se apresenta como a Igreja continuada na história , sem interrupção, sem divisões. Assumindo no decorrer do tempo novas formas de organização; adaptando-se as diversas culturas. Mas mantendo inalterada a doutrina apostólica. Desenvolvendo cada vez mais a compreensão de seus dogmas e doutrinas, mas nunca inventando algo estranho e jamais ensinado. É a Igreja que toma para si o dito de Jesus: "Quem me vos ouve a mim ouve.Quem vos rejeita a mim rejeita." Lucas 10,16. E  que continua fazendo sua as palavras dos apóstolos, reunidos em Jerusalém,  quando estes e os anciãos, interferiram na igreja local de Antioquia, determinando o que valeria para esta e para toda a Igreja em relação aos gregos. "Nós os apóstolos e anciãos reunidos decidimos não vos impor nada além  do que está escrito: Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós..." Atos 15, 22-29.
É a Igreja Católica, presente no mundo todo, que não se idêntica pelo nome de uma localidade, embora muitas vezes seja dita romana, apenas por uma questão de manifestar a sua comunhão com o bispo desta diocese, que Pedro santificou com sua pregação e martírio, e da qual os bispos desta, tornaram-se sucessores do primeiro dos Apóstolos de Cristo, Pedro, confirmado pelo Espírito Santo. E que não tem o seu nome de um suposto reformador, como luterana, calvinista, ou de uma aspecto doutrinal,  como Batista, Adventista, Presbiteriana e muitos outros nomes. Enfim, é a Igreja que no credo professamos como Una ,Santa, católica e apostólica. Eis o que nos identifica como católicos. Cremos numa Igreja visível, desde os tempos dos apóstolos até aos nossos dias; organizada e presente em todo o mundo, com poder para definir normas, verdades da fé e punir aos que dela se afastem. Eis a originalidade do catolicismo. A mais importante. O sustentáculo de todas as outras:   A Igreja de Cristo não se tornou invisível com a morte do último dos apóstolos e nem ficou sem os sucessores destes, quando os mesmos morreram. A Igreja é visível e organizada e tem um magistério com autoridade assistido  pelo Espírito Santo. Pois foi a estes que Jesus se referiu quando disse aos apóstolos antes da Ascensão aos céus: "Eis que eu ESTOU CONVOSCO  até o fim do mundo." Mt 28, 16-20

domingo, 3 de abril de 2011

Humana Persona. Sobre a Etica Catolica Sexual (Continuação V)

10. O respeito pela lei moral, no campo da sexualidade, bem como a prática da castidade, não se acham pouco comprometidos, sobretudo entre os cristãos menos fervorosos, pela tendência atual para reduzir ao mínimo, se não mesmo para negar, a realidade do pecado grave, ao menos na existência concreta dos homens. Alguns chegam mesmo ao extremo de afirmar que o pecado mortal, que separa o homem de Deus, só se verifica quando há uma rejeição formal e directamente oposta ao apelo do mesmo Deus, ou no egoísmo que, completa e deliberadamente, se fecha ao amor do próximo. Só então se daria a opção fundamental, quer dizer, aquela decisão que compromete totalmente a pessoa e que seria necessária para constituir o pecado mortal. Por ela, o homem tomaria ou ratificaria no âmago de sua personalidade uma atitude fundamental em relação a Deus ou em relação aos outros homens. As acções chamadas periféricas (das quais se diz que não comportam, em geral, uma escolha plenamente decisiva), essas, ao contrário, não chegariam até ao ponto de mudar uma opção fundamental; e isso tanto menos, observa-se ainda, quando tais acções, como sucede muitas vezes, procedem de hábitos contraídos. Deste modo, elas podem debilitar a opção fundamental, mas não mudá-la completamente. Ora, segundo estes autores, uma mudança da opção fundamental em relação a Deus verifica-se mais dificilmente no domínio da atividade sexual em que o homem, em geral, não transgride de maneira plenamente deliberada e responsável a ordem moral, mas prevalentemente sob a influência da sua paixão, da sua fraqueza, da sua imaturidade e, algumas vezes mesmo, da ilusão de testemunhar assim o seu amor para com o próximo; e a isto vem juntar-se com freqüência a pressão do meio social. Na realidade, é sem dúvida a opção fundamental que define, em última análise, a disposição moral de uma pessoa. No entanto, a opção fundamental pode ser mudada totalmente por atos particulares, sobretudo quando estes tenham sido preparados – come acontece muitas vezes – com atos anteriores mais superficiais. Em todo o caso não é verdade que um só destes atos particulares não possa ser suficiente para que haja pecado mortal. Segundo a doutrina da Igreja, o pecado mortal que se opõe a Deus não consiste apenas na resistência formal e direta ao preceito da caridade; ele verifica-se igualmente naquela oposição ao amor autêntico que está incluída em toda a transgressão deliberada, em matéria grave, de cada uma das leis morais. O próprio Jesus Cristo indicou o duplo mandamento do amor como fundamento da vida moral; mas deste mandamento « dependem toda a Lei e os Profetas »:[22] ele engloba, por conseguinte, todos os outros preceitos particulares. Com efeito, ao jovem rico que lhe perguntava — « Mestre, que hei-de fazer de bom para obter a vida eterna? » — Jesus respondeu: « Se queres entrar na vida eterna, observa os mandamentos ...: não matar, não cometer adultério, não roubar, não levantar falso testemunho, honra pai e mãe e ama o próximo como a ti mesmo ».[23] O homem, portanto, peca mortalmente, não só quando ás suas ações procedem do desprezo direto do amor de Deus e do próximo, mas também quando ele, consciente e livremente, faz a escolha de um objeto gravemente desordenado, seja qual for o motivo dessa sua eleição. Nessa escolha, de fato, como se disse acima, está incluído o desprezo pelo mandamento divino: o homem aparta-se de Deus e perde a caridade. Ora bem: segundo a tradição cristã e a doutrina da Igreja, e conforme o reconhece também a recta razão, ã ordem moral da sexualidade comporta para a vida humana valores tão elevados, que toda a violação directa da mesma ordem é objectivamente grave.[24] É verdade que nas faltas de ordem sexual, tendo em vista as suas condições especiais e as suas causas, sucede mais facilmente que não lhes seja dado plenamente um consentimento livre; o que há-de levar a proceder com cautela em todo o juízo a fazer quanto à responsabilidade subjetiva de tais faltas. É caso para recordar em particular aquelas palavras da Sagrada Escritura: « o homem olha a aparência, ao passo que Deus olha o coração ».[25] Entretanto, o recomendar esta prudência assim no ajuizar sobre a gravidade subjectiva de um ato pecaminoso particular, não equivale de maneira nenhuma a sustentar que em matéria sexual não se cometem pecados mortais. Os pastores de almas, pois, devem dar mostras de paciência e de bondade; não lhes é permitido, porém, tornar vãos os mandamentos de Deus, nem reduzir desmedidamente a responsabilidade das pessoas: « Não minimizar em nada a doutrina salutar de Cristo é forma de caridade eminente para com as almas. Mas isso deve andar sempre acompanhado também da paciência e da bondade, de que o próprio Senhor deu o exemplo, ao tratar com os homens. Tendo vindo para salvar e não para julgar, Ele foi intransigente com o mal, mas misericordioso para com as pessoas ».[26]
11. Como ficou dito anteriormente, a presente Declaração propõe-se chamar a atenção dos fiéis, nas circunstâncias atuais, para certos erros e modos de proceder de que eles devem guardar-se. A virtude da castidade, porém, não se limita a evitar as faltas indicadas; ela tem ainda exigências positivas e mais elevadas. É uma virtude que marca toda a personalidade no seu comportamento, tanto interior como exterior. A castidade há-de distinguir as pessoas segundo os diferentes estados de vida: umas, na virgindade ou no celibato consagrado, maneira eminente de se dedicar mais facilmente só a Deus, com um coração não dividido;[27] outras, da maneira que determina para elas a lei moral, conforme forem casados ou celibatários. Entretanto, em todo e qualquer estado de vida a castidade não se reduz a uma atitude exterior; ela deve tornar puro o coração do homem, segundo aquelas palavras de Cristo: « Ouvistes o que foi dito: "Não cometerás adultério". Eu, porém, digo-vos: — todo aquele que olhar uma mulher com mau desejo, já cometeu adultério com ela em seu coração ».[28] A castidade está incluída naquela « continência » que São Paulo menciona entre os dons do Espírito Santo, ao mesmo tempo que condena a luxúria como um vício particularmente indigno para o cristão e que exclui do Reino de Deus.[29] « Esta é a vontade de Deus: que vos santifiqueis, que vos abstenhais da fornicação, que saiba cada um possuir o próprio corpo em santidade e em honra, sem se deixar levar por paixões desregradas, como fazem os gentios, que não conhecem a Deus; que ninguém nesta matéria use de fraude ou de violência para com o próprio irmão ... Deus, de fato, não nos chamou a viver na impureza, mas na santidade. Quem despreza estes preceitos, portanto, não despreza um homem, mas aquele Deus que também difunde o seu Espírito Santo em vós ».[30] « A fornicação e qualquer outra impureza ou baixa cobiça não sejam sequer mencionadas entre vós, como é próprio dos santos ... Porque, sabei-o bem, nenhum fornicador, ou impudico, ou avarento, que equivale a um idólatra, será herdeiro no reino de Cristo e de Deus. Que ninguém vos iluda com vãs palavras: por causa desses vícios abate-se a ira de Deus sobre os desobedientes. Não queirais, pois, acomunar-vos a eles. Em tempos, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor. Procedei, pois, como filhos da luz ».[31] Apóstolo precisa, além disso, a razão propriamente crista para praticar a castidade, quando condena o pecado de fornicação, não somente na medida em que esta acção prejudica o próximo ou a ordem social, mas também porque o fornicador ofende a Cristo que o resgatou com o seu sangue e do qual é membro, e o Espírito Santo de quem ele é templo: « Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo?... Qualquer outro pecado que o homem cometer é exterior ao seu corpo; mas o fornicador é contra o seu próprio corpo que peca. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, que vos foi dado por Deus, e que vós não sois senhores de vós mesmos? Na verdade, fostes comprados a elevado preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo ».[32] Quanto mais os fiéis compreenderem a valor da castidade e a função necessária da mesma, nas suas vidas de homens e de mulheres, tanto melhor eles captarão, por uma espécie de instinto espiritual, as exigências e os conselhos e melhor saberão aceitar e cumprir, dóceis ao ensino da Igreja, aquilo que a consciência reta lhes ditar nos casos concretos.

sábado, 2 de abril de 2011

O Catolicismo: Grupos, Associações e Movimentos

Proliferam hoje, inúmeros movimentos, Associações e grupos católicos. Na verdade só por este meio, ou seja, associando-se a um grupo, ou Movimento, a maioria dos católicos tem uma forma de participação direta na Igreja ,não limitando-se a ir apenas a missa aos domingos ou a fazer romarias. Porém, a parte negativa desta forma de viver o catolicismo, é que a maioria de seus participantes chegam ao grupo com a mínima formação católica. Na verdade apenas com a catequese da primeira comunhão e após muitos anos afastando da Igreja. O resultado é que o católico que se engaja em um grupo sem ser conhecimento adequado, passa a ver a Igreja e a entende-la a partir do grupo a que pertence. E aprende muito mais sobre o Movimento, Associação o grupo do que sobre a doutrina da Igreja. Seria necessário que houvesse  grupos de  catequese permanente após a crisma para se estudar e atualizar-se sobre a Igreja católica. Estudando o Credo com mais aprofundamento. A lei moral e natural expressa nos mandamentos de Deus, A liturgia e os sacramentos. E também sobre as mais variadas formas de viver praticamente como católico. Com esta boa formação católica aconteceria o inverso do que ocorre atualmente. Primeiro, este entra em um grupo e a partir desse é que se reconhecê católico, quando deveria ocorrer o inverso. Este  procuraria um grupo ou espiritualidade, por ser  católico convicto  e desta forma estar unido a catolicismo  e a católicos que tenham como ele um desejo de servir de forma mais direta à Igreja. Porque se chegam a Igreja através de grupos ou comunidade sempre virão  a Igreja como membros destes grupos e os outros que dele não participam como católicos de categoria inferior. Além de conheceram mais a doutrina ou espiritualidade do grupo do que a própria doutrina católica. Peçamos a Deus que pelo Espírito Santo ilumine aos pastores para que seja concedida aos católicos uma catequese permanente, capaz de formar católicos fervorosos e conhecedores de sua Igreja.