sábado, 30 de junho de 2012

O AUMENTO DOS EVANGÉLICOS?




Tem duas coisas que devem ser bastante notadas:


1 – Quando se fala que existem muitos católicos não praticantes, a imensa maioria, é verdade; mas em relação ao fato dos evangélicos serem praticantes, bem… são de fato, praticantes em relação às denominações deles. Acontece que, para que a seita protestante crescesse, eles tiveram que abolir tudo o que começaram a pregar no início. O uso de calças pelas mulheres passou a ser largamente permitido. Eles podem se divorciar. Podem praticar o famigerado planejamento familiar, com o uso de anticoncepcionais. Em algumas seitas, como tj, aprovam a eutanásia de certa forma. E isso não é nem de longe é praticar o cristianismo. Daí a facilidade do crescimento deles e também deles serem praticantes, pois praticam as regras do mundo. isso um ateu também pode fazer.

2 – Tenho notado, contudo, um (pequeno) aumento no número de católicos praticantes. Isto é bastante animador. Há uns dez anos atrás seria impossível encontrar tanta gente como vejo hoje procurando ser realmente católico. Em Salvador, por exemplo, ficamos mais de 40 anos sem a verdadeira Missa, e agora temos. Se isso não é amostra que estamos melhorando, não sei o que é. Resumindo: protestantes se mundanizaram (ainda mais do que eram) pra crescer. Os católicos não praticantes estão indo embora, mas os católicos praticantes estão aumentando (bem pouco, mas estão).

A DIMINUIÇÃO DOS CATÓLICOS NO BRASIL - IBGE

Fragmentos do comentário de Dom Henrique Soares da Costa sobre a questão das estatísticas de questão religiosa, do censo demográfico (Ex:”Diminuição de católicos”)

“Sinceramente, penso que o número de católicos diminuirá mais e drasticamente. Mas, não devemos nos assustar. Veja e pense:

1. O cristianismo nunca deveria ser uma religião de massa. A fé cristã deve nascer de um encontro pessoal e envolvente com Cristo Jesus. Somente aí é que eu posso abraçar o ser cristão com todas as suas exigências de fee de moral. Nós estamos vendo o fim do cristianismo de massa, que começou com o Edito de Milão, em 313, e com o batismo de Clóvis, rei dos francos, e de todo o seu povo, em 496, na Alta Idade Média. No Brasil, esse cristianismo de massa começou com a colonização e o sistema do padroado. Aí, ser brasileiro e ser católico eram a mesma coisa. Ora, será que no cristianismo pode mesmo haver conversão de massa?
2. A Igreja voltará a ser um pequeno rebanho, presente em todo o mundo, mas com cristãos de tal modo comprometidos com o Evangelho, de tal modo empolgados com Cristo, de tal modo formando comunidades de vida, oração, fé e amor fraterno, que serão um sinal, uma luz, uma opção de vida para todos os povos da terra. Era isso que os Padres da Igreja desejavam: não que todos fossem cristãos a qualquer custo, mas que os cristãos fossem, a qualquer custo, cristãos de verdade, sal da terra e luz do mundo, entusiasmados por Cristo e por sua Igreja católica.
3. O fato de sermos minoria e mais coerentes com o Evangelho, nos fará diferentes do mundo e redescobriremos a novidade e singularidade do ser cristão. Isso nos fará atraentes para aqueles que buscam com sinceridade a Luz e a Verdade. Por isso mesmo, a Igreja não deve cair em falsas soluções de um cristianismo frouxo e agradável ao mundo, de uma moral ao sabor da moda, de um ecumenismo compreendido de modo torto e de um diálogo interreligioso que coloque Cristo no mesmo nível das outras tradições religiosas. Ecumenismo e diálogo religioso sim, mas de acordo com a fé católica! O remédio para a crise atual e o único verdadeiro futuro da Igreja é a fidelidade total e radical a Cristo, expressa na adesão total à fé católica.
4. É imprescindível também melhorar e muito a formação dos nossos padres e religiosos. Como está, está ruim. Precisamos de padres com modos de padres e religiosos com modos de religiosos; precisamos de padres e religiosos bem formados humana, afetiva, teológica e moralmente. O padre e o religioso são pessoas públicas e devem honrar a imagem da Igreja e o nome de cristãos; devem saber portar-se ante o mundo, as autoridades e a sociedade. Nisso tem havido grave deficiência no clero e nos religiosos do Brasil…
É importante perceber que, apesar de diminuir o número de católicos, nunca as comunidades católicas foram tão vivas, nunca os leigos participaram tanto, nunca se sentiram tão Igreja, nunca houve tantas vocações. Muitas vezes, os leigos são até mais fervorosos e radicais (no bom sentido) que padres e religiosos. A Igreja está viva, a Igreja é jovem, a Igreja continua encantada por Cristo! O clero e os religiosos deveriam deixar de lado as ideologias, as teorias pouco cristãs e nada católicas defendidas em tantos cursos de teologia e livros muito doutos e pouco fiéis, e serem mais atentos ao clamor do povo de Deus e aos sinais dos tempos – sinais de verdade, que estão aí para quem quiser ver, e não os inventados por uma teologia ideologizada de esquerda! Além disso, é necessário considerar que a Igreja não é nossa: é de Cristo. Ele a está conduzindo, está purificando-a, está levando-a onde ele sabe ser o melhor para que seu testemunho seja mais límpido, coerente e puro. Nós temos os nossos caminhos, Deus tem os dele; temos os nossos planos e modos que, nem sempre, coincidem com os do Senhor. Pois bem, façamos a nossa parte. Deus fará o resto!
Isso é o que eu penso, sinceramente, e com todo o meu coração.

terça-feira, 26 de junho de 2012

REZEMOS PELO SANTO PADRE E PELA SANTA IGREJA

Papa teme um cisma progressista na Igreja

Oprimido pelas lutas na cúpula do Vaticano entre cardeais e altos prelados, sempre conservadores, que desmerecem seu prestígio com documentos vazados para a imprensa e que intensificam as murmurationes de que poderia renunciar em um futuro não muito distante, o Papa Bento XVI, de quase 85 anos, acrescenta outro motivo de profunda preocupação poucos dias antes do Consistório em que criará 22 novos cardeais.

A reportagem é de Julio Algañaraz, publicada no jornal Clarín, 15-02-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Está se expandindo o movimento do Apelo à desobediência, nascido na Áustria e agora com importantes ramificações na IrlandaAlemanhaFrança Eslováquia. Não faltam simpatizantes na América LatinaEUA eAustrália. O papa teme o primeiro cisma progressista, apoiado por centenas de padres e um grupo de bispos. "Não tememos excomunhões nem queremos um cisma, mas sim que a Igreja nos escute e dialogue", explica o já popular"Lutero austríaco", padre Helmut Schüller, de 59 anos, líder da Iniciativa dos Párocos, que conta com o apoio de 400 sacerdotes na Áustria.

As pesquisas mostram que a maioria dos 4.000 padres austríacos, um país com profundas tradições católicas tradicionalistas, que vive um processo de vertiginoso triunfo do secularismo e de distanciamento dos fiéis de uma Igreja que consideram ancorada no passado, simpatizam com o movimento que nasceu em junho passado com oApelo à desobediência, assinado por 329 sacerdotes. Diz-se que mil sacerdotes vivem com uma mulher e até secretamente casados.

Pe. Schüller foi afastado como pároco de St. Stephen, em Probstdor, subúrbio de Viena, onde era presidente daCáritas austríaca e estreito colaborador do cardeal Christian Schönborn, um progressista a favor do celibato voluntário e que foi um dos pupilos favoritos do Papa Joseph Ratzinger. O cardeal Schönborn naturalmente é contra a iniciativa dos Párocos, mas até agora resistiu às pressões de dentro da Igreja local e das congregações vaticanas, para que comece a dar o castigo que os rebeldes merecem, porque "as sanções seriam contraproducentes".

Os "desobedientes", equivalentes na versão de batina dos "indignados", exigem o fim do celibato obrigatório, a permissão da comunhão aos divorciados em segunda união, a imposição do sacerdócio feminino, um papel mais importante aos fiéis leigos na Eucaristia, permitindo-lhes pregar e administrar os sacramentos sem uma missa quando não há sacerdotes, além de ordenar os viri probati, fiéis casados e com filhos de provada fé que possam se tornar sacerdotes sem renunciar às suas famílias. E o respeito pelos homossexuais, abençoando suas uniões.

Heresia pura, se escandalizam no Vaticano. No dia 23 do mês passado, os principais bispos austríacos foram convocados a Roma para falar sobre o tema com as autoridades da Cúria Romana, o governo central da Igreja.

O pontífice é muito sensível a um protesto que nasceu do seu próprio mundo germânico e que se estende a outros países e regiões do mundo. Dizem que na Irlanda, comovida pelos escândalos de pedofilia por parte do clero e pelo choque aberto entre o papa e o governo de Dublin, são 600 os sacerdotes que aderem ao Apelo à desobediência.

O cardeal Schönborn voltou a evocar o perigo de um cisma. O Lutero austríaco responde que "nós queremos ficar dentro da Igreja, e a Conferência Episcopal deve abrir um diálogo teológico estruturado" com o movimento rebelde, o que equivaleria a uma legitimação institucional. Ao contrário, os conservadores, numerosos na Áustria e hegemônicos no Vaticano, exigem "medidas canônicas punitivas".
 
Fonte: Nelson Mendes Barbosa por e-mail
 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

JOÃO BATISTA E O ESTADO LAICO

João Batista havia dito a Herodes: "Não é permitido viveres com a mulher de teu irmão." Mc 6,18


Ontem a Igreja celebrou a memória de São João Batista. Um dos três únicos no cristianismo a ter o nascimento celebrado. além dele, a Igreja só comemora o nascimento  de Jesus e o de Maria Santíssima. João, o profeta que desafiou o poder politico em nome da lei de Deus. Para João, não existia Estado laico e as pessoas não podiam agir como se a lei de Deus não importasse, e reduzir a religião a dogmas e ritos de foro íntimo.

João Batista havia dito a Herodes: "Não é permitido viveres com a mulher de teu irmão." Mc 6,18

Quando a Igreja prega contra o divorcio, o adultério, à apologia ao homossexualismo, os poderosos da Terra dizem: A religião é questão de foro intimo. Deve ficar restrita aos templos e as residências. A lei dos homens se coloca acima da Lei de Deus. Quando a Igreja defende a vida desde o ventre da mãe, o Estado afirma que questões religiosas não devem interferir em decisões judiciais. Como se a Religião fosse apenas crendices, rituais, festas, puro folclore. Hoje, para muitos, Religião é paz e amor para com todos , principalmente para o pecado. João Batista é testemunho vivo de que a Religião verdadeira é um modo de viver. Exige praticar a Lei de Deus, mesmo que vá de encontro aos nossos interesses políticos e pessoais.

João Batista havia dito a Herodes: "Não é permitido viveres com a mulher de teu irmão." Mc 6,18

Quando a Igreja denuncia a opressão e a tirania dos poderosos, os famintos, e a situação de miséria que muitos vivem, os cristãos de meros ritos, gritam. Lugar de padre é nas sacristias. E desta forma , neste aspecto, se unem aos liberais, ateus e agnósticos. A Igreja tem que cuidar só da alma e nunca pode denunciar a avareza dos ricos. A Igreja tem o dever e a autoridade de denunciar as injustiças sociais; principalmente se os tais ricos se proclamam católicos. Mas deve ter também a coragem de exigir um vida cristã pura. Sem orgias, sem adultérios. Deve anunciar o que é dever de cada  pessoa, seja esta  casada, solteira, rico ou pobre. Foi isto que João Batista, ou batizador,  fez com aqueles que o procuravam pedindo orientação. Confira: Lucas 3,10-13.

João Batista havia dito a Herodes: "Não é permitido viveres com a mulher de teu irmão." Mc 6,18


O que joão Batista teria a dizer a um político que se declara católico e que participasse de uma parada gay e dissesse, nesta hora sou o governante, mais tarde serei o católico.? Certamente diria. Não te é licito aprovares e apoiares a impureza, o pecado. Não há como separar a pessoa que tem fé de seus atos. Não se pode dar a desculpa de que no governo, sou o cidadão que não crer e nem obedece. Na Igreja sou o católico que reza. Não tem como haver Estado laico absoluto no catolicismo. Só as religiões de fertilidade, de adoração da natureza, de escravização aos deuses das arvores, das matas, dos rios, servem aos interesses de um Estado laico. Religião que tem doutrina moral, que exige deveres sociais, que prega o que se deve evitar e o que se deve fazer, não interessa a um Estado laico, assim como não interessava ao Império romano no inicio. Um Deus  que exige Adoração absoluta e exclusiva, não suporta  que se adore outros deuses, num festival ecumênico de que toda religião é boa e todo ritual é correto.

João Batista havia dito a Herodes: "Não é permitido viveres com a mulher de teu irmão." Mc 6,18

João Batista tornou-se o mártir da verdade. Não teve medo de denunciar o adúlterio do Rei Herodes. Interferiu na vida particular de um rei. De uma autoridade política. Herodes era um judeu  tal qual ele, mas não estava seguindo a vontade de Deus. João teve a coragem de mostrar a ele que estava desobedecendo à vontade de Deus. A Igreja tem a mesma obrigação. Denunciar os que não cumprem a vontade de Deus em todos os aspectos. Em relação à vida sexual, social, política e profissional de todos. Sejam ricos ou pobres. Acolhendo com o coração de mãe os arrependidos, os pecadores, para que reconquistem a sua dignidade de Filhos de Deus. Porém, nunca silenciado, para agir politicamente correto. Nunca escondendo uma parte da doutrina e apenas se empenhando em questões sociais e ambientais, igualitárias e  econômicas. Mas defender os dez mandamentos. A vida nova em Cristo. Ter a coragem de mostrar o erro, principalmente das autoridades políticas, que se declaram católicas e praticantes. Ter a coragem de João Batista,  que perante Herodes, não teve  medo e perdeu a cabeça por amor à verdade, porque disse:

 "Não é permitido viveres com a mulher de teu irmão." Mc 6,18

domingo, 24 de junho de 2012

CRISMA E O DOM DO ESPÍRITO SANTO

O  Catecismo da Igreja Católica explica  em que consiste o Sacramento da Crisma, a unção do Espírito Santo: "...os apóstolos recebem o Espírito Santo e anunciam as maravilhas de Deus (At 2,11). Comunicam aos neobatizandos ,,MEDIANTE A IMPOSIÇÃO DA MÃOS  O DOM DO ESPÍRITO SANTO."  O Sacramento da Crisma, consiste segundo o mesmo catecismo, na unção pelo bispo com o santo óleo no batizado e com as palavras: "RECEBE POR ESTE SINAL O DOM DO ESPÍRITO SANTO." Considerando o que foi explicado acima, pode um católico fiel, crer que haja outro na abismo no Espírito Santo que se diferencia da Crisma? De forma alguma, porque desta forma teríamos um oitavo sacramento ou  no mínimo um novo sacramental. O Batismo no Espírito Santo, conforme as Sagradas Escrituras se diferencia do Batismo em Nome de Jesus, nas águas e invocando a Santíssima Trindade. No Atos dos Apóstolos, quando os discípulos encontram seguidores de Jesus que só haviam , recebido o Batismo de João é perguntado a Estes: "Recebestes o Espírito Santo quando fostes batizados? E os mesmos respondem: "Nem sabemos se existe um, Espírito Santo" Percebemos que  o dom Espírito Santo era concedido logo após o batismo nas águas e não antes deste, (Atos 19, 4-7) a não ser na casa de Cornélio, um pagão, para mostrar que aos gentios também era concedido ser batizado  ser discípulo dele.(Atos 10, 44-48 Foi uma revelação, de que o Amor de Deus, em Cristo, estava destinado a todos os povos. Mas a regra era receber o dom Do esprito Santo, pela imposição das mãos dos apóstolos, logo após o batismo. (Atos 19, 5-6)

Por que na Crisma não se manifesta o dom de línguas, sinal de que o Espírito Santo foi derramado ou dado,  como aconteceu com Cornélio? Pelo porque os  carismas extraordinários são necessários apenas  em terras de pagãos, Pelo fato da  palavra de Deus precisar ser confirmada com milagres verdadeiros e não com manifestações , que muitas vezes ocorrem devido a  própria mente da pessoa e pelo clima místico  do ambiente que conduz a estes fenômenos. Segundo, e mais importante do que os dons extraordinários, como falar línguas, curar, fazer profecias, milagres, são dos frutos e os dons do Espírito Santo: A bondade, a temperança, a magnanimidade e todos os que são citados na carta do Apóstolo Paulo aos Gálatas 5, 22-23. 
Há que registrar que o Dom do Espírito Santo era concedido pelos apóstolos ou  pessoas autorizadas por estes. Primeiramente pelos 12 apóstolos ou então por pessoas indicadas por eles. Não é permitido a um leito invocar, o Espírito Santo, impondo as mãos sobre um outro, já batizado. O Catecismo da Igreja Católica é bem claro.  O Ministro da Crismo é o bispo ou um padre quando autorizado por este. Nunca um leigo.  Cf. CIC nº 270.

Podem dizer que o sacramento da crisma é apenas a confirmação das promessas do batismo, que com o passar do tempo foi sendo ministrado a crianças; sendo o batismo de adultos  um fato raro na Igreja no ocidente. Certo que a unção com Espírito Santo vinha logo após o Batismo nas águas de pessoas adultas. Porque a conversão entre os gentios era de pessoas adultas. Mas sempre houve este sacramento. Ele não foi criado depois, só para que o batizado confirmasse suas promessas batismais. Na verdade,  se acrescentou a renovação destas promessas  por ocasião da Crisma a renovação dos votos do batismo, feito pelos pais e pedrinhas em nome da criança, que foi batizada na fé  da Igreja. Estes são confirmados e não realizados pelo adulto. Mas o que importa é  que  crismado está sendo ungido e recebendo o dom do Espírito Santo na santa Crisma. Concluirmos  que há um  unico e verdadeiro batismo no Espírito Santo é  que o sacramento da Crisma. Os  jovens  que estão para se crismar deveriam ser bem preparados para conhecer quem é o Espírito Santo, Seus os dons e frutos  que dele recebemos e como é uma vida conduzida pelo Espírito Santo. Não esqueçamos que no batismo de adulto, a Crisma é conferida logo a seguir ao batismo. Por isto Batismo, Crisma e Eucaristia são chamados de Sacramentos da Iniciação Cristã. Não  há outro batismo no Espírito Santo. Todos os que foram crismados na Igreja Católica são também batizados no Espírito Santo e nenhum leigo tem direito ou mandato de autorizado pela Igreja para impor as mãos sobre outro leigo, batizado e crismado como ele,  invocar o  Espírito Santo sobre ele chamar este reito de Batismo no Espírito Santo.  Não sejamos pentencostais protestantes.

Se for da vontade de Deus, e sincera a fé do crismado, Deus poderá lhe conceder na hora, ou  até mesmo após a santa Crisma, os dons visíveis do Espírito Santo, como falar línguas, dom de milagres ou profetizar; mas o importante é que numa alma de reta intenção, e bem formada sobre o significado e  os frutos da Crisma,sem dúvida receberá do Senhor  o dom da sabedoria e da ciência e o dom do  discernimento dos espíritos, que nesta época se faz  muito  necessário, para distinguirmos o verdadeiro do falso. . Creiamos e tenhamos certeza. Fomos batizados no Espírito Santo no dia de nossa Crisma. E não necessitamos   receber um novo batismo no Espírito pelas mãos de um leigo talvez que nem crismado seja. E supliquemos ao Espírito Santo, o maior e mais importante de todos os dons. A caridade. Que no amor à verdade dá testemunho da verdade e de fidelidade à Santa Igreja

sábado, 23 de junho de 2012

IMAGEM RESUMO DA MARIOLOGIA


A Virgem Maria, Santíssima mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, é representada em milhares de imagens, que correspondem aos seus milhares de títulos que lhe dão.  Na Igreja Ocidental prevaleceu o Título de Nossa Senhora, associado aos lugares, em que Maria se mostrou visivelmente a alguma pessoa; seus privilégios, passagens de sua vida, e até mesmo a objetos relacionados com a mesma Virgem, como uma imagem inesperadamente encontrada (Exemplo: a Imagem Aparecida de N.Sra. da Conceição) e invocações conforme as necessidades do povo: saúde, enfermos, parto, desterro e muitos outros. Cada imagem simboliza um aspecto da vida de Maria Santíssima. Não são fotografias, já que não representam  unicamente, Maria de Nazaré, esposa de José e mãe do carpinteiro Jesus. Nem a sua fisionomia real. Os judeus não se deixavam pintar e também não há nenhuma descrição de como seria a mãe de Jesus fisicamente. Não sabemos a cor de seus cabelos, altura, cor dos olhos. Mas o importante é que estas imagens procuram traduzir de forma visível toda a riqueza espiritual da Mãe do Senhor. Foram inspiradas pela o que a Bíblia revela de Maria. Representam a mãe do Rei ressuscitado, a mãe do Filho de Deus. Elas Nasceram da fé católica. 

Dentre as milhares de imagens de Virgem Maria, qual delas resumem toda a mariologia ou toda doutrina católica sobre a mãe do Senhor Jesus? Há muitas que representam a mãe como filho nos braços; no ocidente aquelas em que Maria está sozinha, em oração, de mãos postas. Mas sempre falta um aspecto relacionado à Virgem Maria, como a serpente esmagada sob seus pés, indicado a imaculada Concepção; e nas outras falta a razão de toda a grandeza de Maria. O filho concebido em seio útero, a  quem o anjo disse que deveria ser chamado Jesus. Lc 2, 21 A imagem acima deste texto, mesmo ligada a uma espiritualidade particular, (A dos missionários do Sagrado Coração de Jesus), indica toda a mariologia católica. Primeiro a Maternidade divina, pois Maria traz em seus braços o Deus feito homem ainda criança; segundo a Imaculada Conceição , porque Maria, por Jesus, com Jesus e em Jesus, esmaga a antiga serpente, aquele que é chamada de Satanás, o diabo (Ap 12,9) sob seus pés; segundo a sua mediação eficaz junto a Jesus, porque segura o coraçao do filho, que nunca lhe recusará nenhum pedido, mesmo que ainda não tenha cegado a sua hora. (Jo 2,5) Na Bíblia, o coração simboliza a pessoa inteira, Sentimentos, emoções, vontade. Maria segura o coração de Jesus como a  dizer: "Eis o meu filho, a quem amo de todo coração. eu o entreguei a vós e ele vos entregou a mim." Jesus mostrando  o seu coração e com a outra mão, apontando Maria. nos diz. "Eis a serva do Senhor, feita mãe do Filho do Homem. Se quiserdes chegar ao  meu coração, olhai para ela e façam o que ela mandou em Cana. Tudo o que eu vos ordenar. Assim encontrareis repouso para vossas almas, porque eu sou manso e humilde de coração." Algumas imagens da Virgem mãe,  são coroadas, simbolizando a glória eterna, da qual Maria participa em plenitude única, tanto como redimida,  como mãe de Deus; a mais próxima da criaturas junto a Santíssima Trindade e a mais proxima a nós por sua pura humanidade. Símbolo da Igreja Triunfante, representada no Apocalipse por uma mulher corada de estrelas. Ap 12,1 Certas imagens trazem ao redor da cabeça um arco de doze estrelas.

Percebemos que estes símbolos  estão presentes nesta imagem foram inspirados todos nas Sagradas Escrituras. Maria como Jesus nos braços ainda criança, remete a Lucas 1 e 2  e a Mateus 1 e 2 A mulher, inimiga eterna da serpente, por sua descendência, esmaga a cabeça desta e nos recorda Gênesis 3, 15 e a coroa,  na cabeça ou  halo com estrelas nos lembram mãe do messias, a grande dama , que junto aos filhos, reinavam como Reis de Israel e Apocalipse 12, 1. Esta estátua de Maria foi criada pelo Fundador dos Missionários do Sagrado Coração, Pe. Chavalier, para venerar Maria, conforme a espiritualidade da Congregação.  Porém,  a mesma resume toda a mariologia, segundo a doutrina católica, pois nesta estão simbolizados todos os privilégios de Maria e principalmente a sua maternidade divina, de modo que eu não encontrei na iconografia de Mariana outra imagem mais completa. De certo poderíamos dize sobre esta imagem de Nossa Senhora. Eis  Maria, Mãe de Deus, nosso Salvador Jesus, aquela que por sua descendência esmagou a a cabeça da serpente e que como mãe, nos foi dada pelo coração que tanto amou os homens, no alto do calvário. "Eis aí tua mãe!" Como  o discípulo amado, acolhamos  esta mãe  em  nossa casa.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A CRUZ DE CRISTO





"Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos foi representado Jesus Cristo como crucificado?" Gl  3,1



"Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo."

 Nosso Salvador e senhor Jesus Cristo poderia ter sido morto de muitas formas. E no entanto escolheu morrer numa cruz. Se os judeus não estivesse sob  ocupação de roma, Jesus teria sido condenado ao apedrejamento, como determinava a lei para os blasfemos. Meditando nesta escolha predeterminada do Verbo encarnado deduzo que o real motivo de Jesus assumir a morte na cruz, está respondida no Evangelho de João, o discípulo amado quando do mesmo escreve: "E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado." João  3,14. Só a cruz poderia suspender Jesus entre o céu e a Terra e se tornar um símbolo visto por todos. Seria repugnante representar um enforcado e impossível tornar um   sinal visível aos olhos de todos, a  morte por enforcamento, apedrejamento ou decapitação. Alem de que, a cruz, transformada em instrumento de morte pelos romanos, para outros povos já era um símbolo sagrado. E representado em várias formas, mantendo porem, o essencial. Duas retas que se cruzam. Vide a cruz céltica, de São Tiago e de Santa Brígida dentre outras. Desta forma Jesus poderia ser reconhecido e acolhido por todas as culturas, mesmo representado na morte. Já que o sentido da cruz ultrapassa e muito a representação de uma condenação.

Infelizmente Jesus crucificado e a própria crua foi se tornando aos poucos uma jóia; um enfeite; O crucifico se mostra até romântico aos nosso olhos. Se preste bem a ser um item de decoração. Mas contemplar um agonizante na cruz, até mesmo um criminosos não é nada romântico. Sem dúvida é uma cena cruel, porque é um tipo de morte demorada e terrivelmente dolorosa. E Há que especificar que Jesus além da crucificação foi terrivelmente açoitado, coroado de espinhos e todo o seu corpo seria como uma uma ferida única. Banhado em sangue. Contemplar a cruz deveria despertar em nós não sentimentos de compaixão e pena por quem já venceu a morte e o pecado, mas de profunda por nossos pecados e consideração pelo imenso amor que Deus nos mostrou em seu Filho para nos salvar. Jesus assumiu em sua carne a injustiça feita a todos os injustiçados da História. Porem, o mais inocente dentre os homens, embora inocente do crime pelo qual fora condenado,  merecia morrer;  já que todos nascemos sob o pecado. Só Jesus não merecia morrer. A contemplação da cruz deve nos trazer a mente o alerta de Jesus para as filhas de Jerusalém:"Porque, se isto se faz no lenho verde, que se fará no seco?" Lc 23,31. Ao olhar o crucificado, contemplando o que o pecado fez em nossa natureza e que ponto á capaz o amor infinito de Deus, que consistiu em abdicar de todos os seus poderes e assumir a fragilidade de nossa natureza. Nenhum deus pagão foi entedio desta forma, embora há historias de deuses mortos e ressurgido, não consta que o tenha sido por amor as suas criaturas.

Santa Joana d´Arc ao quando estava na fogueira pediu, ao padre que a ajudava, que trouxesse uma cruz. "Suplico-vos, humildemente, irdes à igreja mais próxima e trazerdes a cruz, mantendo-a perante os meus olhos enquanto  eu tiver vida" A força dos santos veio e vem sempre da cruz. É na contemplação do amor que se doa até o fim, que permite morrer como uma semente, para que desta nasça muitos frutos. Santa Joana percebeu que sua grande vitória era Jesus crucificado. Jesus aparentemente derrotado. Ao contemplar a cruz ela entendeu porque deveria ser libertada, não da prisão, mas de si mesma, de qualquer apego mesmo material. Só esta libertação seria uma grande vitória. A vitória sobre o próprio eu limitado, a vitória sobre o ódio dos que a mataram e o maior testemunha de amor à França, sem dúvida, mas também aos próprios ingleses, por quem ela rezou e que perdoou como  o fez Jesus no calvário ao povo judeu. Por isto as imagens dos santos os representam ,em geral, segurando a cruz. Porque a cruz de Cristo é fonte da santidade e o estandarte da vitória.

SPES - Santo Tomás de Aquino: E se acontecer Assis IV?

SPES - Santo Tomás de Aquino: E se acontecer Assis IV?: Fonte:    In tribulatione patientes / http://a-grande-guerra.blogspot.com.br/ O papa Bento XVI, no ano passado, convocou o III enco...

sábado, 16 de junho de 2012

SANTAS E NOSSAS SENHORAS



Por mais que se explique, as pessoas com formação Católica superficial, não conseguem entender a diferença entre Nossa Senhor e as outras santas. Até dizem repetindo o que ouviram, a frase comum: "Nossa Senhor é uma só." E quando acredita-se que entenderam, alguém diz, como muitas vezes eu já ouvi. "Nossa Senhora Santa Luzia." Nestes dias uma colega de trabalho, que havia tomado emprestado, a Novena de Santa Joana d´Arc, publicada pela Editora Paulinas disse: "Levei a Novena de NOSSA SENHORA Joana d´Arc para minha mãe ler." Isto mesmo. Quando se explica que Nossa Senhora é uma só, o povo não entende que É A MESMA PESSOA  e então começa a pensar que toda SANTA É NOSSA SENHORA. Até mesmo na imprensa se comete este grande erro. A Revista SALVE MARIA , que está nas bancas de todo o Brasil, na pagina  11 e 12, traz um Artigo como o título: ORAÇÕES A MARIA. Enumera orações de:


Nossa Senhora Aparecida;
Nossa Senhora de Fátima;
Nossa Senhora de Lourdes;
Oração à SANTA CLARA;
Oração à SANTA RITA DE CÁSSIA;
Oração à Nossa Senhora Desatadora dos Nós.
Coloquei na  ordem em que estão enumeradas as orações. Santa Clara e Santa Rita de Cássia agora tem o nome de Maria. Pense na confusão que esta revista fará na cabeça do povo, porque é justamente este tipo de literatura religiosa que o povão compra. Um conhecido, que é padre, disse que em Fortaleza no Santuário dedicado à Santa EDWIGES na época da festa, o povão, diz que está festejando Nossa Senhora duviges. Assim mesmo. Duviges. Porém o medo maior  é a possibilidade de um padre, que não se preocupa em estudar a vida dos e nem os títulos de Nossa Senhora, (Estudo que deveriam fazer, porque quando forem às paróquias, eles são os  que farão as festas dos padroeiros e porque esta é a "religião" do povo) cometa o mesmo erro e em vez de esclarecer, acabe por deixar no erro, os fiéis; por  nada saber da vida de um santo ou sobre ao origem de um título de Maria Santíssima.
Eu da minha parte, creio que muitos desses títulos são desnecessários. Não se precisa dizer Nossa Senhora da Conceição Rogai por nós e logo depois Nossa Senhora de Fátima rogai por nós. Não são a mesma pessoa? Se peço a Nossa Senhora de Fátima, que segundo a crença do  povo, com permissão da Igreja é Maria Santíssima, aparecida em Fátima, cidade de Portugal, não estou pedindo à mesma pessoa? Por que enumerar títulos após títulos? É justamente por este motivo e por causa da diversidade de imagens, que o povo acredita que cada Nossa Senhora, é  uma mulher diferente da outra. Ou então, que qualquer Santa é também Nossa Senhora. Haja confusão. 
Queria Deus que o Espírito Santo ilumine os padres, e que estes também conheçam e ensinem ao povo, tanto haver muitas outras mulheres santas, reconhecidas pela Igreja e que temos apenas uma NOSSA SENHORA, Maria Santíssima, Mãe de Jesus, invocada em milhares de títulos, e que não é necessário ser devoto de nenhum dos títulos, porque se você é devoto de Maria Santíssima,  é devoto de todos os títulos que  deram a ela.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A CONDENAÇÃO ETERNA NA PERSPECTIVA DA CORRUPÇÃO DO SER

Há muitas explicações para o inferno ou as penas eternas. Sem dúvida, Jesus falou sobre o inferno. E o mais importante: Jesus acreditava no inferno. Há duas formas de entender o inferno e as duas estão expressas nos Evangelhos e nos outros livros do Novo Testamento. A primeira forma, a mais comum, é compreender o inferno como um sentença judicial externa, para um individuo culpado. Uma punição! É  uma condenação do juiz para um réu culpado de algum crime. Esta é a que se impôs e também está presente no Evangelho e nas cartas do Apóstolo Paulo, o quando o mesmo diz que cada um de nós prestará contas a Deus e que seremos julgados conforme nossas obras. O pecador é punido por seus pecados. Que deva existir punição para os que fazem o mal ou perturbam a ordem publica, é consenso entre todos; mas a existência de penas eternas, de certa forma inúteis, porque não tem prazo determinado, repugna à mentalidade moderna. E é impossível conciliar esta sentença irrevogável com a misericórdia infinita de um Deus que é Amor. Por este motivo tantos teólogos rejeitam a eternidade das penas no inferno e outros até negam sua existência. Outra forma de explicar as pernas ternas é fazer do livre arbítrio humano ou sua liberdade, um poder tão absoluto que nem mesmo a misericórdia de Deus poderia mudar. O homem permanece no inferno porque quer, por ser livre.  E  Deus respeita sua escolha. Desta foram se diviniza a liberdade equiparando-a à onipotência de Deus. Por certo, Deus sendo o supremo bem, nada poderá resistir ao seu amor e em um  certo tempo, até o pecador mais endurecido, voltaria para ele porque nenhuma criatura racional resistiria  a atração de Deus sobre ela.. Pensar que Deus, justo e misericordioso deixaria um ser sofrer eternamente, sem procurar iluminá-lo distorce a própria natureza de Deus que é Amor absoluto. Então não há inferno? Sim,  há. Jesus não deixa a menor duvida nesta questão. Mas há outra forma de explica-lo para a humanidade de hoje e compreender porque este é eterno. Na idade antiga e média, em que os homens temiam os castigos corporais e o sofrimento estava presente pelas guerras, as condenações à morte,  as doenças; o inferno foi mostrado como um pena exterior, uma condenação judicial a quem transgredisse uma lei. 

Porém, Jesus sabendo que a madernidade iria questionar e até rejeitar penas eternas como sentença externa a um pecador, também explicou  o inferno como sendo  corrupção do Ser, ou da pessoa,  por causa do pecado. A chave para a compreensão do inferno está na existência do pecado e não tanto no fato de cometermos pecados. Se entendermos  o pecado, como sendo uma força capaz de alterar nossa natureza e para os cristãos, de  nos fazer deixar de sermos  filhos de Deus; pode se entender porque alguns seres racionais se tornam inaptos para a contemplação de Deus. Como disse Jesus, eles se tornam trevas. Jesus compara um ser que se corrompe em usa própria natureza  como:

1) O Joio semeado em meio ao trigo;
2)O peixe que não pode ser aproveitado;
3)O sal que se torna insípido e é jogado fora;
4) A figueira que apresenta folhas mas não tem frutos;
5) O galho que se separa da videira e murcha.
6) O homem que ganha o mundo inteiro mas arruina a si mesmo.

Sob este visão, o inferno nada mais é do que conseqüência natural do pecado. É a corrupção do um ser que pelos pecados vividos, vai se deteriorando e se torna  maligno. E como não pode ficar na presença de Deus, quem não suporta a luz, também não pode ficar junto a Deus quem não é mais filho de Deus, mas se fez filho do pai da mentira. O pecado atual e mortal vai aos poucos minando na pessoa a ação do Espírito. Até mesmo sem que esta pessoa perceba; esta fica toda escravizada ao mal, até chegar aos extremo de ser inapta para a Jerusalém celeste. No Apocalipse é expressa esta realidade quando se afirma que nela nada entrará de impuro; embora muitos que tenham, sido impuros nela estejam, porque se arrependeram ,deixaram suas obras pecaminosas e apelaram para a misericórdia de Deus.  Por este motivo, os maus podem salvar-se e os bons podem também se corromper em determinado período de sua vidas. Toda a chave para a compreensão destra terrível realidade, a da separação definitiva de Deus, está na comparação que Jesus fez do  pecado como sendo tão mortal e prejudicial, que seria melhor perder um membro do corpo a ficar todo inteiro e não haver mais possibilidade de salvação. Que ele expressa nas palavras "...se tua mão te leva a pecar, corta-a e joga fora porque é melhor ficar sem tua mão , do que todo inteiro, seres lançado na Geena de fogo; tal como um câncer que destrói todo o corpo e conduz à morte, assim é o pecado. Este é uma força que vai corrompendo aos poucos quem a ele se escraviza e faz do pecador um ser que não suporta a Luz perpetua. E Deus, como é Amor e não pode desfazer o que fez, não interfere neste processo, porque seria o mesmo que recriar outro ser. Seria alterar a natureza corrompida que este assumiu e interferir no livre curso dos acontecimentos, de modo que se Deus, embora tendo o poder para isto, interferisse, para mudar a natureza de uma pessoa corrompida, estaria como que dando a entender que foi um erro dele, criar seres racionais com a possibilidade de  se corromperem, até ao ponto de se tornarem inadequadas para a visão dele mesmo. Elas se fizeram trevas. Mesmo nesta situação terrível vislumbramos a sabedoria e misericórdia de Deus, deixando que estes  mesmos seres, permaneçam sendo o que se tornaram. Para que fique comprovado para todos, tanto  a gravidade do pecado, como a realidade de que fomos criados livres e livres até  à possibilidade, de nos fazermos, pelo pecado, trevas. Foi assim que Jesus comparou a corrupção do Ser pelo pecado. Se teu olho (a luz da razão) que há em ti se torna trevas, quão tenebrosas são estas trevas.

Acredito que seja esta o modo, como deveria se explicado, a realidade do inferno e suas penas eternas aos homens de hoje . Uma explicação que entende que pelo o pecado, o ser humano altera sua natureza, sua própria humanidade, se tornado por causa deste, irrecuperável depois desta vida. Da mesma forma  como é impossível recuperar o sal que não presta mais para salgar e por isto é jogando fora. A forma antiga, de mostra-lo como uma punição  legal , uma condenação semelhante a uma sentença de um juiz, embora também seja Bíblica não desperta mais nas pessoas de hoje  nenhum medo e ainda induz estas, a entenderem Deus como um ser cruel e vingativo, que criou seres livres para condena-los em virtude de não fazerem a sua vontade. Desobedecer à lei de Deus e fazer o mal é nos voltarmos contra nós mesmos. É nos tornarmos escravos do pecado, transformando nossa natureza  humana  numa natureza corrompida,  a tal ponto, que não há outra saída se não a separação eterna,  da Luz que é Deus  e para a qual fomos criados.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

DOIS SANTOS. DOIS ANTONIOS


SANTO ANTONIO DOUTOR DA IGREJA



Hoje é o dia do grande Santo Antonio de Pádua, porque faleceu nesta cidade da Itália e lá exerceu sua evangelizadora de anunciar Cristo Jesus, ou de Lisboa, onde nasceu como Fernando no ano de 1191 0u 1196.
Ao tornar-se religioso  agostiniano mudou o nome para Antonio em homenagem a Santo Antão , o pai dos eremitas. Quando soube do martírio de frades da Ordem de São Francisco deixou os agostinianos e tornou-se religioso Franciscano, mas conservou o nome do santo que já tinha. São Francisco de Assis o chamava de seu bispo e seus sermões ficaram famosos. No seu tempo foi chamado de martelo dos hereges por defender com bastante sabedoria e anunciar com firme convicção a doutrina da Igreja de Cristo. Faleceu em 13 de junho de 1231 A Igreja o celebra como Doutor da Igreja, religioso ou pastor por ser também padre.

SANTO ANTONIO CASAMENTEIRO

Hoje se comemora em várias paróquias de seu nome  um "outro"  Santo Antonio. O santo casamenteiro. O santo do dia em que se faz simpatias para alcançar casamento. O santo das imagens delicadas como bonecas de porcelana. O santo do pau da bandeira, em que mulheres e homens acreditam ser mágico e dizem que quem o tocar não ficará solteiro. O outro santo do lírio vendido e que não fez sermões, não condenou hereges e heresias, não é conhecido pelo povo como mestre de vida espiritual. O santo que dos pães bentos. Onde foi parar o verdadeiro e GRANDE SANTO ANTONIO? Para conhece-lo de verdade deixo apenas um de seus sermões. Ainda veneram o mesmo santo? Ou melhor, conhecem o santo que dizem venerar?

Justiça e Santidade
Justiça é a virtude com a qual, julgando-se corretamente, é dado a cada um o seu. Justiça é como dizer  juris status, isto é, o estado de direito. Justiça é o hábito do espírito em atribuir a cada um a dignidade que lhe pertence, tendo em conta a utilidade comum. Fazem parte da justiça:  o temor de Deus  o respeito à religião, a piedade, a humanidade, o gozo do justo e do bom  o ódio do mal, o compromisso da gratidão. O mundo não possui esta justiça porque não teme a Deus, desonra a religião odeia o bem e é ingrato para com Deus.Será julgado com relação à justiça que não praticou porque não puniu a si mesmo, segundo a justiça, pelos pecados cometidos. Será julgado com relação ‘a justiça, mas não ‘a sua e sim à daqueles que crêem.; e do confronto com eles é que receberá a condenação. Cristo não disse: “O mundo não me verá, mas “Vós”,apóstolos, “não me vereis” e isso contra os mundanos que dizem: “Como podemos acreditar naquilo que não vemos? É justiça verdadeira, isto é, é fé que justifica, crer no que não se vê. Ou então: “julgará o mundo com relação à justiça” dos santos. Com efeito, diz o Senhor pela boca do profeta Zacarias: “Será estendido sobre Jerusalém o fio de prumo” (1,16).O fio de prumo ou chumbinho é um instrumento do pedreiro; em latim se diz: perpendiculum do verbo perpendo que quer dizer controlar, julgar. Consiste em um chumbo ou uma pedra amarrada num barbante e com ele se controla a perpendicularidade das paredes. A justiça dos santos ( a santidade deles) é que nem o fio de prumo que é estendido sobre Jerusalém, isto é, sobre toda pessoa fiel, para medir e ver se sua vida está conforme ao exemplo deles. Todas as vezes que se celebram as festas dos santos, é estendido este fio de prumo sobre a vida dos pecadores. Por isso é que celebramos as festas dos santos para tirarmos da vida deles uma regra para a nossa. É ridículo, portanto, nas solenidades dos santos querer honrá-los com banquetes, quando nós sabemos que eles mereceram o céu através de jejuns.Amando o mundo e sua glória, dando ao corpo todos os prazeres e acumulando dinheiro, é claro que não imitamos a vida dos santos. Por isso a justiça deles, isto é, a santidade deles será a prova que nós merecemos a condenação. O Julgamento Observe-se que em todo julgamento exigem-se cinco pessoas: o juiz, o réu, três testemunhas. O juiz é o sacerdote. O acusador e réu é o pecador que deve se acusar como réu. As três testemunhas são: contrição, confissão e satisfação ( ou penitência) que testemunham a favor do pecador verdadeiramente arrependido. Diz Agostinho: “Sobe, ó pecador, até o tribunal da tua mente: seja a razão o teu juiz, a consciência o teu acusador, a dor o teu tormento, o temor o teu carnífice. O lugar das testemunhas seja ocupado pelas obras. Os mundanos que não querem submeter-se a tal julgamento, serão condenados com sentença eternamente irrevogável no exame do último julgamento, juntamente com o príncipe deles, o diabo, que já foi julgado.” O apóstolo Tiago, para alertar esses homens a precaver-se do pecado, a amar a justiça, a temer o julgamento, na segunda parte de sua carta acrescenta: “Sabeis muito bem, irmãos meus caríssimos: todo homem esteja pronto a escutar, lento em falar e também lento na ira,porque a ira do homem não realiza a justiça de Deus” (1,19). Todo homem deve estar pronto a escutar o que diz o Apóstolo: “Fugi da fornicação” (1Cor 6,18). Portanto: “esteja todo homem pronto a escutar”.Todo homem deveria estar pronto a escutar por natureza. Com efeito em latim a orelha é chamada auris como se fosse ávide rapiens, isto é, que agarra avidamente ou ainda hauriens sonum, isto é, que absorve o som. Observe-se que na parte posterior da cabeça não existe carne nem cérebro. Na parte posterior da cabeça está o aparelho da audição. E isso é justo porque a parte posterior da cabeça tem um vácuo, cheio de ar e o instrumento da audição é “aéreo” e portanto, o homem ouve logo, a menos que se interponha algum impedimento. Na cabeça, isto é, na mente em que não há a carne da própria vontade mas o ar da mente devota, passa bem veloz a voz da obediência e por isso é dito: “Ao ouvir-me, logo obedeceu-me”(salmo 17,45). E Samuel no Primeiro Livro dos Reis diz: “Fala, Senhor, que teu servo escuta!”( 3,10)E para que a obediência penetre mais veloz, é necessário que seja aérea, pura e sensível às coisas do céu, não se apegando a nada das coisas da terra. “Esteja, portanto, todo homem pronto a escutar”. “E lento no falar”. A própria natureza nos ensinou isso fechando a língua com duas portas para que ela não saísse livremente.Com efeito, a natureza colocou na frente da língua como que duas portas, isto é, os dentes e os lábios, para mostrar que a palavra não deve sair a não ser com grande cuidado. Estas duas portas foram fechadas com cuidado por aquele que dizia: “Coloquei guarda em minha boca e porta ao redor de meus lábios” (Salmo140,3). E corretamente diz: “porta ao redor” ( em latim ostium circumstantiae), porque deve-se guardar não só das palavras ilícitas mas também das ocasiões de falar ilicitamente. Por exemplo: existem pessoas que se envergonham de falar mal de alguém abertamente, mas depois o fazem sob a aparência do elogio e, o que é pior, fazem isso até na confissão. Preste-se atenção, pois não se deve fechar apenas a porta dos dentes mas também a porta dos lábios. Fecha a porta dos dentes e a porta dos lábios aquele que se recusa seja à calúnia seja à adulação. A língua, “mal rebelde”, como diz Tiago, “cheia de veneno mortal” (3,8), fogo que incendeia a floresta das virtudes, incendeia o curso da nossa vida (Tg 3,5-6), arromba a primeira e a segunda porta, sai pelas praças como uma prostituta, faladora e andarilha, inimiga da calma, leva para todos os lugares a desestabilização (Pv 7,8-11). Diz São Bernardo: “Quem poderá calcular quantas coisas ruins comete o pequeno membro da língua, que acúmulo de lixo se ajunta sobre lábios impuros, como é grande o prejuízo causado por uma boca desenfreada! Ninguém avalie de menos o tempo que se perde em palavras ociosas.Justamente porque agora é o tempo favorável e o dia da salvação, a palavra vai embora sem nunca mais voltar e o tempo passa irrevogavelmente.O estulto não sabe aquilo que perde. E dizem: Pode-se passar muito bem uma hora de conversa! Essa hora quem te concedeu foi a generosidade do Criador para obteres o perdão, procurares a graça, fazeres penitência, ganhares a glória”. Igualmente: não existe em definir a língua do caluniador como mais cruel do que a lança que transpassou o peito de Cristo. A língua, com efeito, transpassa o corpo de Cristo; mas não o transpassa depois de morto e sim o mata justamente transpassando-o. E nem mais cruéis foram os espinhos que se fincaram em sua cabeça, nem os pregos que perfuraram suas mãos e pés, se colocados em confronto com a língua do caluniador que transpassa o próprio coração. Diz o Filósofo: “Não digas coisas torpes. Poucoa pouco, por meio das palavras, acaba-se perdendo até a vergonha”. “Às vezes me arrependi por ter falado,nunca por ter calado”. “Usa mais vezes o ouvido do que a língua”. Portanto, todo homem “seja lento no falar”e assim poderá imitar a justiça dos santos, pois, como afirma Tiago, “aquele que não peca com a palavra é um homem perfeito” (3,2). Seja “lento na ira”, pois ela impede a alma distinguir a verdade. A propósito diz o Filósofo: “Quanto menos reprimires a ira, pela ira tanto mais serás excitado”. “A pessoa irritadiça, quando pára de irar-se, ira-se contra si mesma”. “A ira jamais foi capaz de reflexão”. Por isso é com justiça que se diz: “A ira do homem não realiza a justiça de Deus”. Seja, portanto, todo homem “lento na ira” para não ser golpeado no dia da ira pela irrevogável sentença da condenação, juntamente com o diabo
 (IV Domingo de Páscoa, Sermões de Santo Antonio, Ed. Mess. Padova, 1979, volume I, páginas 322-327) Tradução: freiGeraldo Monteiro, OFM Conv)


segunda-feira, 11 de junho de 2012

CONVERSÃO DOS CATÓLICOS

É por todos conhecido a conversão de muitos católicos à ditas igrejas evangélicas. Principalmente nos últimos anos. Em minha cidade surge praticamente um denominação pentencostal a cada mês. O contrario é geralmente desconhecido. Ou seja, não se tem conhecimento de conversão de evangélicos ao catolicismo, embora isto aconteça e quando acontece os convertidos, na maioria dos casos, são pastores ou aqueles que já nasceram no protestantismo. Quais as causas destas conversões de católicos? Aponto como principal causa a falta de convicção do batizado na Igreja Católica da qual ele é um membro. Que deve conhecer o que esta ensina e praticar o que a mesma manda. Acontece, que para se tornar católico basta que a familia, que na maioria das vezes,  já não é católica praticante, leve o filho pra ser batizado. No passado , ainda se batiza as crianças por medo que  estas morressem sem o batismo e não fossem para o céu. Hoje, se batiza porque é um evento social seguido pela maioria, que na verdade nem se dar conta que é católico.  E depois de batizada, esta mesma criança cresce num ambiente que indiferente à Igreja. Seus pais não rezam, vão à missa eventualmente. Suas praticas católicas se limitam a ser devotos de algum santo. Muitos chegam à primeira Eucaristia e só a partir desta ocasião recebem, muitas vezes distorcida e incompleta, iniciação catequética.

Quando adultos vivem como se não tivessem religião alguma. Retornam à Igreja para casar-se, o que nada mais é do que um evento social, principalmente para a mulher, que sonha em vestir-se de noiva e oferecer um banquete aos amigos e aos familiares. Compreensão do que seja o sacramento do matrimônio, e que só a Igreja Católica o tem como sacramento, estes não sabem. E o circulo reinicia com  o batizados dos filhos deste casal. E a vida continua como se não fossem católicos. Embora se declarem católicos, na verdade  não o são. Podemos dizer que se batizaram no catolicismo. Isto estou afirmando em relação a esmagadora maioria. Poderiam objetar que na Igreja há muitos Movimentos, Associações, Grupos de Católicos,  em que os mesmos são católicos por convicção. Sim, há de fato. Mas o que ocorre é que os participantes destes grupos se converteram ao catolicismo por causa dos grupos. São católicos porque o grupo é católico. E na maioria das vezes, conhecem, na verdade, mais  a espiritualidade do grupo ou movimento do que a própria doutrina católica. Quando acontece do grupo acabar, ou saírem do mesmo, voltam a ser católicos de  estatísticas. Outra forma de conversão de batizados na Igreja Católica é a pastoral, ou de fazer alguma coisa na Igreja. Significa aquela, em que a pessoa começa a freqüentar a missa, é conhecida por muitos na cidade, uma vez a chamam para fazer a leitura e esta começa a assumir tarefas na paróquia. Faz leituras, recolhe as ofertas, ajuda nas festas dos padroeiros. Mas conhecimento de doutrina e dos deveres de um católico, não possuem. Se por acaso acontecer de ficar inativa dentro da paróquia, ou se tiver um problema com o padre ficando sem  as tarefas pastorais, deixam também a Igreja. Muitos destes se tornam depois evangelhos  porque são acolhidos com muito mais atenção e interesse em forma-los, no que se refere à doutrina, para que sejam evangélicos preparados, se por acaso reencontrarem um católico,  e poder dizer a estes que os mesmos são idolatras, que adoram Maria e tudo o mais que as denominações protestantes afiram sobre o catolicismo.

As causas para esta triste realidade principalmente no Brasil já foram apontadas. A ausência de convicção nas familias  do que realmente significa ser católico. Para o brasileiro, católico  é todo aquele que  tem devoção aos santos, vai à missa, e pode fazer tudo o que um evangélico não faz. Mas qual seria o meio pra reverter esta situação? formação continua. Eis o meio.  O Testemunho  dos padres de uma convicção firme sobre a doutrina da Igreja. Quantas oportunidades desperdiçadas  com homilias inúteis, distorcidas, voltadas para problemas materiais, contaminadas de ideologia de esquerda. Praticamente nada de catequese. É preciso aproveitar as festas dos padroeiros para dar aula de catequese aos católicos. Estas festas, principalmente dos santos que o povo  ver como milagreiros, reúnem milhares de  pessoas. Estamos nos aproximando  do dia de Santo Antonio. Em Barbalha, Ceará, a festa de Santo Antonio virou praticamente um bacanal tal e qual era os bacanais em honra do deus Baco, deus do vinho e dos prazeres. Dá-se tanto importância ao pau da bandeira, com se este fosse mágico. E do santo só sabem uma coisa,  e falsa: Que ele é o santo casamenteiro. O grande Antonio, português de Lisboa; o frade franciscano fervoroso seguidor de São Francisco de Assis, transformado em agenciador de casamentos. Que lástima! Ele que foi denominado o Martelo dos hereges, ser tratado como um deus pagão. Onde estão os padres desta paróquia que não ensinam a  verdadeira história de Santo Antonio? 
Deveriam ler alguns de seus sermões durante as novenas se não o fazem Mostrarem que o mesmo foi um servo de Deus e fiel seguidor de Jesus Cristo. Que ele não é o santo casamenteiro, já que ele mesmo não casou. Dedicou sua vida e seu corpo a Deus. Que falou tanto e tão bem sobre Deus que sua língua ficou incorrupta depois de morto.  

Nesta festa de Barbalha,  o que há de fato acontece  é o  forró regado a  muita cachaça  e muita folia. Prato cheio para os evangélicos de Barbalha mostrarem que os "católicos" agem como os antigos pagãos. O que resulta disto, é que muitos dos ditos devotos de Santo antonio, quando encontram um pastor, este os convence a verem em Santo Antonio  um ídolo pagão e que a Igreja ensina doutrinas falsas, acolhe o erro, a bebedeira, a luxúria, a depravação. Por este motivo, muitos deixam a Igreja, que na verdade jamais seguiram. Mas somos obrigados a reconhecer que também não receberam a verdadeira doutrina. Da Igreja, viram só o que é menos importante, a casca, a poeira sobre o quadro. A negligencia da maioria dos vigários, na preparação de bons católicos, é que causa a conversão  dos batizados.  E o acréscimo do  numero de evangélicos. Se continuar deste modo, em breve, até  os católicos  de batismo,    serão minoria no Brasil.