sábado, 31 de dezembro de 2011

DEUS DOS EXÉRCITOS E O DEUS DO AMOR


Eu diria que o senhor padre descobriu uma leitura adaptada do Antigo Testamento nesta questão. Possível só para o Cristão, mas que deixa em aberta a questão: mandou Deus ou não mandou fazer guerra aos cananeus? Não foi a Terra prometida tomada pela guerra? E ainda mais em que parte do Novo Testamento Jesus afirmou que Deus havia errado em tomar a terra prometida dos cananeus e dá-la aos judeus? Em nenhuma. Jesus era judeu e ele também aceitava que aquele povo e aquela terra era dom de Deus. Na verdade Jesus se diz o Filho desse Deus dos Judeus. "Aquele que dizeis que é o vosso Deus." E a Igreja confirma que sendo Jesus Deus ele como Deus ordenou a tomada da Terra prometida a força pela guerra. Nas antífonas do ó,  uma delas,  se refere a Jesus com o Deus que se manifesta na sarça ardente e fala com Moisés. Então acredito que a melhor leitura que se pode fazer do Antigo Testamento e a apartir da onipotência e principalmente da onisciência de Deus. Só Deus sabe o que é verdadeiramente o bem e verdadeiramente o mal. Os desígnios de Deus são desconhecidos e incompreendidos pelos  homens. Deus nunca é injusto porque só ele conhece o fim das causas por mais estranhas ou cruéis que nos pareçam. Alem disso, para cada natureza uma ação adequada. O povo do Antigo Testamenta  estava cercado de povos violentos e idolatras . Era necessário ser militante, forte e guerreiro, até para sobreviver. E também se fazia necessário mostrar poder, intervenção e força, para que estes acreditassem no único Deus verdadeiro Lembremos que se Israel houvesse poupado os povos pagãos, estaria sempre ameaçado de aderir a idolatria e até de ser extinto. Deus permitiu as guerras para evitar um mal maior do que esta e também porque soube tirar desta um bem muito maior. O triunfo do monoteísmo que venceria o politeísmo, através da fidelidade do povo judeu. E preparava todo o mundo para a fé em Cristo.
      O Deus do Antigo Testamento é o mesmo e único Deus e o Jesus do Novo Testamento é o mesmo Deus do Antigo. Em certas partes do Evangelho o mesmo é capaz de dizer: "Quanto àqueles que não me queriam para rei traze-os aqui e os degolai em minha presença." e também: "Ide malditos para o fogo eterno." Palavra dura, mas que exprimem a realidade da separação total do pecador de Deus. Talvez tenha por isso que a Igreja nunca condenou formalmente a guerra justa. E até mesmo incentivou a guerra em defesa da fé. Como Moises também orou pela vitória do povo judeu a Igreja orou pela vitória dos cruzados. Aliás se os cristãos fossem unidos na época da expansão muçulmana no século VII,  as cruzadas nem teriam acontecido porque estes teriam derrotados os muçulmanos logo no começo e não teriam perdido toda a Ásia menor e o norte da África, que era cristão. O escanda-lo maior não foi a Guerra contra infiéis ou pagãos. Foi guerra entre reinos cristãos. Reinos que adoravam o mesmo Cristo. Este foi o maior pecado da Cristandade. Infelizmente muito comum na época. Muitos santos até tentaram unir os briguentos cristãos contra o inimigo comum.

      Temos um grande exemplo do Deus dos exércitos atuando já no mundo cristão  na ação guerreira de Santa Joana d'Arc, que não temeu afirmar que fora enviada por DEUS para batalhar e por Deus receber a vitória. E a Igreja a canonizou, não por ser guerreira, poderia dizer, mas foi como guerreira que ele viveu a santidade. Como disse um escritor sobre ela. “E na guerra o trunfo do diabo, insinuou o Espirito de Deus”. Na verdade o Espirito de Deus sempre fez a guerra a toda forma de mal, de idolatria, de mentira e de opressão. Porque é o mesmo e único Deus. Deus do amor e da misericórdia, mas também o Deus dos exércitos.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A SANTA E OS ANJOS





"Foi São Miguel que eu vi ante meus olhos; e ele não estava só , mas acompanhado do anjos do céu. (...) Quando eles se apartaram de mim eu chorei e desejei que eles me levassem com eles." 
Santa Joana respondendo aos juízes no processo de Condenação

Hoje muitos são capazes de acreditar na existência de seres inteligentes em outros planetas. E mais que inteligentes! Superiores em inteligencia e civilização aos humanos. Embora, sempre fisicamente monstruosos ou no minimo estranhos. Basta comprovar isto pelos filmes de ficção cientifica, tipo Avatar e outros. 
Que num universo com bilhões de Galaxias, possa haver vida inteligente é provável e de forma alguma seria contraria a onipotência de Deus e nem muito menos diminuiria, a nós, os humanos, porque se houver seres racionais em outros planetas, sem duvida devem sim ser tão humanos quanto nós o somos, tanto fisicamente como na racionalidade. Porque outros seres inteligentes de outra natureza que não a humana já existem e sempre existiram:  os Anjos. Mesmo que  muitos teólogos atuais consideram os anjos como seres mitológicos e ingênuos os que ainda acreditam neles. A noval liturgia timidamente ante a possibilidade de passar por ingenua, ou  infantil,  pouco se refere a estes e juntou os três arcanjos em só uma  festa e outro dia para os santos anjos da guarda como memoria. Padres não regam mais sobre os anjos. O Esoterismo agradece. A Revista Isto É em uma de sua edições trouxe o assunto como matéria de capa. Anjinhos de resina com carinhas de bonecas proliferam. Revistas como anjos e sobre o seu anjo há muitas. Justamente numa época em que na Igreja em que constatamos  o completo silênico sobre estes seres. Afinal, porque um Deus onipotente iria precisar de seres para o servir como se fosse um rei humano em sua corte? . Sendo ele onisciente e não precisando ser informado sobre nada para que criaria os anjos? A mesma pergunta tambem poderia ser feita em relação aos seres racionais que questionam a necessidade da existência dos anjos, no caso nós, os humanos,  baseando-se na suficiência da onipotência de Deus e deste bastar-se a si mesmo. 
Mas as criaturas são reflexos das perfeições infinitas do criador. E quanto mais racionais estas, mais próximas dele. Toda a criação manifesta segundo sua natureza, em graus diversos aspectos da  perfeição absoluta e unica do Ser, do Único absoluto, daquele que é por si mesmo. Entre as criaturas materiais o homem ocupa o primeiro lugar porque sendo racional e consciente de si mesmo, manifesta a Razão divina ou o logos Eterno,  em sua racionalidade   própria só dos humanos. Mas estes ainda estão ligados a matéria. Necessário seria que outras criaturas puramente espirituais manifestassem em graus diversos este atributo de Deus, a imaterialidade;porque Deus é espirito. Nossas almas não contemplam este aspecto porque foram criadas em vista de um corpo e destinadas a se tornar novamente corpo e alma pela ressurreição. Não viramos anjos em natureza, depois da morte. O criados puros espíritos estão mais próximos desta natureza espiritual do que nós . Isto diz a Teologia e confirma a Filosofia escolástica. Os Anjos por antologia em relação a Deus, expressam com muito mais perfeição a sua natureza espiritual e sua intelectualidade. Eis a razão de sua existência e da criação dos mesmos. Mas se esta razão deixa numa situação menos cosntragendora teólogos e sábios do mundo que ainda ousam afirmar que os anjos existem, ela  não se faz necessária aos santos. Aos homens de fé. Cientistas podem e acreditam em extraterrestres e sonham dissecar algum num laboratório, ou ser dissecado por algum destes. E por que? Simples. Crer em extraterrestres não implica em crer em Deus. Mas crer em Anjos sim. Porque só uma inteligencia superior poderia criar puras inteligencias semelhantes o mais possível a si mesma. Eis a razão porque extraterrestre é mais atrativa para a ciência e para os ateus embora tão improváveis como  os anjos. Mas anjos muitos já  viram. E uma dentre todas os santos teve a sua vida influenciada por eles.
Santa Joana d´Arc ouvia e via os anjos. Acreditava que Deus os havia criado. Pelo simples fato de que  sendo Deus onipotente pode e poderia criar o que bem quisesse. E não só criar, mas também vesti-los como afirmou ela, com santa simplicidade e até de forma ingenua, quando perguntaram se são Miguel aparecia nu: "Pensais que Deus não tem recursos para vesti-lo?" Este Deus que é Amor ou Ato puro, para filósofos, não esgota seu recurso criador apenas na natureza humana. E assim como criou os homens por simples ato de uma vontade livre e soberana, também criou outros seres mais perfeitos, porque puras inteligencias, para que mais perfeitamente mostrassem sua natureza espiritual.Para que os mesmos manifestassem a glória de seu poder por toda a criação segundo as perfeiçoes de cada um. A santa dos anjos, analfabeta, compreendeu isto. Deus é supremo poder. criador. E os anjos são os servos deste unico e soberano rei.  É o bastante. Fé ingenua? Talvez? Mas provavelmente ela exigiria provas da exsitencia de um exterrestre, mas dos anjos não.  Porque como também disse, eles, os anjos, vem muitas vezes entre os cristãos mas não são vistos. E extraterrestre até hoje ainda é ficção cientifica. Mesmo que muitos digam ter visto algum, quem sabe se não viram foi  anjos, bons ou maus?

domingo, 25 de dezembro de 2011

UM FILHO NOS FOI DADO!


"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu;o governo está sobre os seus ombros ;e o seu nome sera:Maravilhoso conselheiro,Deus Forte,Pai da Eternidade, Principe da Paz;para que se aumente o seu governo,e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juizo e a justiça, desde agora e para sempre.O zelo do Senhor dos Exercitos fara isto." Is.9:6,7

sábado, 24 de dezembro de 2011

QUEM TEME UM RECEM-NASCIDO?




Quem temeu a nascimento de Jesus a não ser Herodes? E por que o temeu? Porque ele foi anunciado como Rei pelos sacerdotes judeus. Herodes temeu um possível usupardor de um trono que nem dele era. Mas hoje quando comemoramos a vinda de Cristo, todos se unem. Até os que não crêem que o mais importante tenha sido a vinda deste menino. Quantos outros que tiveram influencia na política, na ciência, na justiça, nas guerras? Porem, o mundo todo se volta, quer creia  ou ão para Belem e para aquela simples manjedoura ignorada por quase todos os habitantes da judéia exceto os pastores. Nasceu desconhecido. 
Ninguém teme comemorar a vinda do Cristo menino. Mas ignoramos a vinda do Cristo rei. Embora digamos muitas vezes na oração ensinada por Cristo "Venha a NÓS O VOSSO REINO" e não levai-NOS para o vosso Reino. Isto porque  Deus deve reinar aqui na  Terra. Porque foi na Terra que os primeiros humanos o desobedeceram, e preferiram  o conhecimetno do bem e do mal, a perseverar na vida. A obedecer a Deus. Quiseram ser iguais a Deus acreditando na mentira da serpente. E Cristo veio para anunciar o Reino de Deus aqui na Terra. Por isso, este reino é para a Terra e para nós que estamos no mundo. E isto não é minelarismo ou triunfalismo. É profecia e será realidade. Antes do fim, antes da parusia os homens se voltarão para Deus e o adorarão em Espírito e verdade. A Igreja terá uma certo tempo de triunfo e universalidade e os maus serão punidos. A lei de Deus será vivvida com muito mais perefeição do que foi na Idade Média. Todos, a exemplo dos magos gentios, se prostarão, não mais perante um menino aparentemente indefeso, mas perante o Rei dos reis e Senhor dos Senhores. Este Reino é temido. É Jesus, como rei que é temido pelos poderosos e pelos pecadores. Mas não esqueçamos que na primeira vez, Jesus veio como profeta para anunciar a vontade de Deus e nos dar a graça da redenção do pecado. Na segunda vez, ele virá para premiar quem sempre lutou e procurou viver sob a Lei do Reino de Deus. Os que foram contra a vontade do mundo e  também para punir todos os que por seus atos recusaram este Reino e este rei da paz, mas tambem da justiça e da santidade.
Tenham todos os seguidores do Blog um Feliz e santo Natal. E ante o presépio nunca esqueçam de que deitando naquela manjedoura está, quem é agora, o Rei dos reis e o Senhor dos Senhores, e que ele virá. Sim ele virá em breve, A qualquer hora, e  Ele vem sempre que na Terra e feita a vontade de Deus.
Glória a Deus nas Alturas!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

COLUNAS DA VIDA CATÓLICA

A Vida católica tem sua sustentação em duas colunas. Estas diretamente realacionadas com nossa condição de redimidos e pecadores. Estas duas colunas são a Santíssima Eucaristia ou o sacramento do corpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e o sacramento da penitencia ou confissão. O primeiro, a Eucaristia é necessário para nós porque nos une ao Redentor de nossas vidas. Indica que pelo corpo e sangue de Cristo oferecidos no altar da cruz fomos retirados do império das trevas e levados para o Reino do Pai. Que Nosso Senhor Jesus Cristo sofreu paixão em morte para nos redimir das penas do inferno, (conforme afirmou Santa joana d´Arc) 
ao qual estávamos condenados pelo pecado, mesmo que fizéssemos as maiores e mais perfeitas obras, pois nenhuma teria valor perante Deus, já que manchadas de amor próprio e soberba ambição. E a nossa natureza também  ferida pela tendencia de querer o mal e rejeitar o bem. Este sacramento torna evidente a realidade de nossa justificação sem as obras da lei, puramente pela graça e pele fé. Mas mesmo redimidos, podemos cair e cometer pecados. Precisamos readquiri a graça que nos foi dada graciosamente por Jesus Cristo. Para isto temos o segundo Sacramento, que é a Confissão. Esta consiste não apenas em proferir a acusação dos pecados perante o ministro autorizado por Cristo, no caso o padre, mas também em reconhece-se pecador publicamente ao dirigir-se ao confessionário. Crer que Cristo confiou a homens pecadores, o poder de em seu nome, perdoar os pecados e manifestar profundo arrependimento por termos matado a vida de Deus em nós. Eis em resumo  essencial da vivencia católica. Praticas comuns e fundamentais em qualquer movimento, Congregação, Ordem religiosa e necessária ao fiel leigo, que está no mundo. Comunhão frequente e confissão frequente. Mesmo que  infelizmente hoje, seja muito difícil sermos atendidos no sacramento da penitencia. Mas não percarmos a oportunidade de lavarmos nossa consciência sempre que preciso, como muito bem afirmou Santa Joana d´Arc, que se confessava inumeras vezes. E de receber na Santa missa o sustento para não cairmos no pecado, O Corpo  e o Sangue de Cristo que mantem a vida em nós, segundo suas próprias palavras. Destes dois sacramentos depende nossa crescimento na pratica católica e nossa fidelidade a Santa Igreja.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CELIBATO SEM STATUS

Jesus elogiou os que são capazes de se fazer eunucos por amor ao Reino dos Céus. Mt. 19, 11s. Ele mesmo se fez eunuco para se dedicar exclusivamente a anunciar a boa Nova. Ele veio do Pai para fazer a vontade dele e não para constituir uma família. O apostolo São Paulo também indica o celibato como um sinal de dedicação exclusiva ao Senhor. 1cor 7,1ss
Mas o celibato ou a virgindade para as mulheres, não estava vinculado a um cargo na Igreja. Os bispos não era celibatários nos primeiros anos da Igreja. 1Tm. 3,1-5. Ou seja,  o celibato, não era pré-condição para receber o sacramento da ordem ou  o sacerdócio ministerial. Homens casados podiam ser ordenados. 
O celibato tinha valor em si mesmo. Tanto isto é verdadeiro que ele  foi assumido por vários homens e mulheres que não possuíam cargos na Igreja. O celibato surgiu entre os homens, com os eremitas e os monges. Estes se retiravam do mundo para servir apenas ao Senhor tanto no corpo como na alma. Como passar do tempo a Igreja foi escolhendo os seus bispos entre estes monges e eremitas e elogiando aqueles que permaneciam solteiros após a sagração. E isto é norma nas igrejas de rito oriental. O número de celibatários provavelmente deve ter superado o  numero de bispos e padres casados. De modo que a associação entre o sacramento da ordem e celibato se tornou cada vez mais estreito e com o desenvolvimento da Igreja o celibato passou a ser exigido para os homens que aspiravam o episcopado na Igreja do ocidente.. Porem, vale esclarecer que esta lei se tornou obrigatória para toda Igreja apenas no seculo XI. Embora seja justo afirmar que é mais conveniente ao pastor das ovelhas este mesmo testemunhar que renunciou tutdo, inclusive a família por amor ao Reino de Deus.  Mas o celibato clerical não é dogma. É Lei eclesiástica. Pode sim, algum dia, ser amenizada, ou até mesmo abolida e isto não muda em nada o deposito da fé confiada pelos apóstolos à Igreja.

Com a vinculação entre o sacramento da ordem e o  o celibato, este  ganhou status próprio e necessário para o  exercício de um poder, ou se tornou um sinal exclusivo de uma consagração jurídica a Deus, como é o caso dos religiosos  que não são padres. 
Porém, nada impede que o mesmo seja assumido sem vinculo algum ou como um estado de vida  diferente dentro da Igreja. Que  em nada  mude o fato da pessoa continuar a ser um simples leigo. Foi deste modo que Santa Joana d´Arc assumiu a virgindade. Sem reconhecimento jurídico. Uma promessa feita privadamente só  Deus.
"Quando ouvi pela primeira vez a Voz, fiz voto de guardar a virgindade até quando a Deus agradasse" disse ele a seus juízes. Não foi um voto com valor jurídico feito diante da autoridade da Igreja representada pelo bispo como ocorria na ordem das virgens.

Diante do mundo quem não casa e não se torna padre é percebido como suspeito. É o solteirão. Ou a solteirona. Deve ter reprimido seus desejos ou não ter sido suficientemente maduro para assumir  o matrimônio, ou até mesmo pode estar escondendo a homossexualidade. O Celibato sacerdotal confere uma proteção ao celibatário. Afinal,  o padre não casa porque é padre. A freira não casou porque é freira. Mas o solteiro, que permanece solteiro, mesmo que  o faça, para cuidar das coisas do Senhor, para servi-lo de corpo e alma, permanece simplesmente um leigo e livre para casar quando quiser e com quem quiser.Estes poderia ter casado e continuar servindo a Igreja como fazem tantos casais, dirão todos.  Mas o celibatário leigo  deve guardar a castidade da mesmo forma que o padre. Pois sexo só é licito para o cristão dentro do sacramento do matrimonio. Nem entre namorados deve haver intimidade sexual. 
De certa forma a vinculação do celibato com o sacerdócio enfraqueceu este. Pois ele perdeu toda a força que tinha por ele mesmo.  Agora só tem valor se for para ser padre ou religioso. Para exercer um cargo ou assumir um outro estado de vida. Os outros estranham quem o assume por amor do Reino dos céus, sem que com isto ganhe algum status dentro da Igreja. E foi este o celibato ou esta virgindade que Santa Joana d´Arc viveu. Fora dos conventos. No mundo. Voltada para a missão que Deus lhe confiou. A sua virgindade indica de forma  mais concreta o que São Paulo escreveu da mulher virgem e do homem solteiro."Quem não é casado  cuida das coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor, mas quem é casado cuida das coisas do mundo e  procura agradar a mulher- e está dividido. A mulher não casada  e a virgem cuidam das coisas do Senhor  e procuram ser santa  de corpo e alma." 1Cor 7, 32-34 O homem e a mulher celibatários, que o fazem por amor ao Reino dos céus, ambos  estão livres para servirem ao Senhor tanto no corpo como na alma. E importa que Só Deus saiba desta escolha  de amor que  estes fizeram. Celibato por amor exclusivo ao Reino dos céus. Nada mais que isto.

sábado, 17 de dezembro de 2011

O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA IGREJA

Em que creem os católicos? Em santos, novenas, imagens, promessas, terços? Bem, para os de fora, os não praticantes essa é a face do catolicismo que é vista. Ignoram o verdadeiro significado do que é Igreja  e da palavra católico. Mas o que é  fundamental no catolicismo? Certamente não são os santos, as imagens, as promessas e as romarias; isto é apenas um aspecto do mesmo e o menos importante. O fundamental no catolicismo é o conceito que este tem do que é a Igreja. O católico  crer que Jesus instituiu uma organização visível, com um governo legitimo e formado por pastores e ovelhas, desde o dia de sua morte  e ressurreição, até aos dias atuais. Por isto ele crer que Jesus concedeu aos apóstolos, não só  poder de fazer  milagres, expulsar demonios, curar os doentes, mas também o poder de transmitir aos seus sucessores o que  a eles  foi conferido. O de pastorear a Igreja de Deus; o de Ligar e de desligar; o de perdoar os pecados e  o de nos fazer participantes pelo pão consagrado, que é o corpo de Cristo e do vinho consagrado, que é o sangue de Cristo, pois sua carne é verdadeira comida e o seu sangue verdadeira bebida e nossa comunhão é com Cristo vivo e ressuscitado, pois não é mais pão o que recebemos e nem é mais vinho o que bebemos.  Pela ordem de Cristo: "Fazei  isto em memoria"  um alimento material,  se torna outra realidade superior,  que nossos sentidos não percebem, mas que aceitamos pela fé.

É inútil dabater com protestantes pontos específicos da doutrina católica. O essencial primeiramente é indagar  ao protestante o que ele entende sobre a  Igreja? Estes não creem numa Igreja visível. Para estes a Igreja é a soma eventual, num culto ou num encontro, dos que crêem em Cristo; que o aceitaram individualmente. Ela se faz visível apenas quando se encontram para orar, adorar ou está presente apenas naqueles que aceitaram Jesus como seu salvador pessoal. Os mesmos entendem que com a morte do último apóstolo a Igreja enquanto organização se foi e ficou a Bíblia. Por isto é que a mesma Bíblia é uma fabrica de milhares de igrejas entre eles. Porque esta, para eles, não nasceu da Igreja mas as igrejas nascem dela. Esquecem que antes veio o anuncio oral da Palavra de Deus. A Organização da Igreja em presbíteros, epíscopos e diáconos e a doutrina da Redenção por Cristo.  E que foram as autoridades da Igreja  definiram os livros inspirados por Deus e os que não eram. Foi uma autoridade externa à própria Bíblia quem formou a Bíblia. Mesmo que não tenha sido a diocese de Roma ou papa. Isto não tem a menor importância. Porque foram Concílios  regionais de bispos que definiram os livros canônicos da Bíblia, como da mesma forma forma, os Apóstolos e anciãos de Jerusalém determinaram o que era necessário aos gentios fazer para ingressarem na Igreja. 

O protestantismo é uma colcha de retalhos de tecidos diferentes. Multicolorida. Na verdade de material diferente e ainda pretendem que haja uma Igreja evangélica. Não há Igreja evangélica  Há  crenças e indivíduos evangélicos. Daí como conseqüência, qualquer protestante formar a sua turminha, alugar um prédio, dar um nome ao seu grupo e fundar a sua Igreja. Que Igreja?  Católica ? Não porque surgiu há  pouco tempo. Apostólica? Não, porque não surgiu  dos apóstolos mas da Bíblia. Não está vinculada a um apóstolo e a um  sucessor deste . Única? Não, por só é uma parte de milhares do outras, que como ela apareceu,  porque um pastor tal quis um costume diferente, descobriu uma doutrina que a outra não tinha. Então não há o  verdadeiro significado do que seja a  Igreja para os evangélicos. Eles se unem apenas em um aspecto. Afirmar que a Igreja Católica é a unica falsa e adulterada. E diferem entre si em muitos aspectos importantes. A não ser que entendam a Igreja como uma pessoa que crer. Onde estiver um crente em Cristo aí estaria a Igreja. Mas sabemos que  palavra Igreja  em grego, significa Assembléia e não existe   assembléia  de uma só pessoa.  E também a Igreja não é uma Assembleia efémera, que se reúne  por causa de um problema e  depois se desfaz A Igreja fez a Assembléia de Jerusalém, mas esta Assembléia dos apóstolos aconteceu, porque já havia a Igreja liderada por Pedro, pelos outros apóstolos e os anciões. E esta Igreja tinha autoridade para determinar o que os cristãos de Antioquia deviam fazer e ou  evitar. A Igreja a precedeu a Assembléia de Jerusalém.
 
Os Católicos possuem a verdadeira definição do  que é  Igreja de Cristo. Creem  que ela é uma organização formada por membros bons e maus. Por santos e pecadores. Por  pessoas com erros e acertos. Mas acima de tudo, crêem que Cristo está com esta instituição sustentando-a com a força do Espírito Santo. Por isso crêem em tudo o que esta definiu nos santos concílios e confessa a mesma doutrina em qualquer lugar do mundo. Acima de tudo, porque acreditam que Deus, sendo a verdade absoluta, jamais poderia deixar que falsas doutrinas ou a  idolatria ( no pensamento dos protestantes os católicos adoram Maria, os santos e as imagens destes) durante tanto tempo, em todos os lugares do mundo,  fosse a maior expressão do Cristianismo.E que a verdade só aparecesse e tivesse êxito com Lutero em 1517. E ainda mais. Manifestar-se  através de milhares de comunidades, que se dizem cristãs, mas disputam entre si as pessoas, anunciando milagres e curas. Colocando em evidência pastores escritores, curandeiros e pregadores. 

A Igreja de Cristo está acima de tudo isto. Ela permanece firme com  a Rocha porque alicerçada na fé de Pedro e dos apóstolos. Creio na Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

SANTOS E IDOLOS

Nas lojas de artigos para presentes encontra-se imagens de santos católicos junto a imagens de deuses hindus e budas de todos os tipos. São as famosas imagens de resina, que servem mais como bibelôs ou objetos de decoração. Parecem bonecos e bonecas, com faces delicadas e rosadas. Em nada convidam para a veneração ou indicam que são apropriadas a um culto religioso. Como estão distantes daqueles homens e mulheres fortes e destemidos, que fervorosamente serviram a Deus, durante o tempo em que estiveram na Terra. Certamente nenhum destes santos cristãos se identificariam com as imagens que os representam delicados como bonequinhos.
Mas afinal qual a diferença entre um santo e um ídolo? Para os comerciantes de artigos decorativos e até de objetos religiosos nenhuma. Se houvesse  esta diferença não colocariam  e nem venderiam uma imagem de Santa Barbara junto a outra de Iemanjá. Os santos tem imagens. Os ídolos também. As pessoas rezam para os santos. Se pede aos ídolos também. Os santos são padroeiros de certos aspectos da natureza ou de situações da vida. Há o que curam doenças da garganta, e a que protege os olhos, o que traz a chuva e muitos outros. Os ídolos tem poderes sobre a natureza: Iansã, deusa africana, sobre as tempestades, Iemanjá sobre  o mar, assim como os deuses hindus.
A principal diferença entre um  ídolo e um  é  quase desconhecida. Pelo menos para o povão que gosta de promessas e romarias. Santo para eles é aquele que tem uma imagem que está na igreja e que faz milagres. Até sabem que viveram na terra que creram em Deus. Que foram bons. Mas não os reconhecem como católicos tal e qual eles são  ou deveriam ser. Não os reconhecem com  Santa Joana d´Arc reconhecia as suas santas. Como seus irmãos que já estão no paraíso.
Em sua simplicidade Santa joana d´Arc venerava suas vozes. Identifica com  sendo as vozes das mártires Santa Catariana de Alexandria e Santa Margarida de Antioquia. Mas compreendia que estas eram apenas instrumentos do único Deus. Mensageiras do Rei do céu. Se ofertava flores e velas diante de suas imagens fazia isto em honra daquelas que estaa representavam. Daquelas que estavam no céu como ela disse durante o julgamento de condenação. Aliás, um dos objetivos de sua condenação foi a acusação de idolatria, pois reverenciava sua vozes como se fossem de santas católicas. E os juízes não acreditavam e exigiam que ela se submetesse à decisão deles, que definiriam se estas vozes era de santas ou não. Ela nunca aceitou estai interferência em sua revelações particulares, até porque estas não traziam nenhuma mensagem religiosa. Eram ordens civis, seculares e  militares e não era conveniente à Igreja definir se as santas estavam do lado dos ingleses ou dos franceses. Joana iluminada por Deus salvou a Igreja de partidarismo politico. Mas pagou por isto com preço da própria vida.
Para Santa Joana d´Arc, as santas recebiam ordens de Deus e transmitiam para ela; amavam o que Deus amava e odiavam o que Deus odiava. Eram suas irmãs do paraíso e ela desejava muito, que as mesmas a tivesse levado com ela para o céu. Para  junto de Deus  que a havia enviado como ela mesma disse.
A devoção de Joana a suas santas era Teocêntrica. Deus era o centro, porque as vozes vinham por ordem de Deus e apenas transmitiam as ordens de Deus. Para Joana d´Arc tudo pertencia a Deus. As vozes pertenciam a Deus. O Rei pertencia a Deus. A Igreja pertencia a Deus. A França pertencia a Deus e ela mesma pertencia toda Deus de corpo e alma. Eis a razão de sua santidade. Temos em sua devoção as santas um grande exemplo de que o culto aos santos, feito com a plena consciência de que estes são nossos irmãos na fé, e que estão no paraíso antes de nós; paraíso onde todos esperamos estar um dia, não nos conduz à idolatria. A idolatria consiste em desvincular qualquer criatura do criador. Faze-la independente de Deus. Colocar no lugar de Deus o que Deus criou. Os ídolos não são servos de Deus. Não creram em Cristo, Não foram católicos. Embora tenhm imagens, sejam invocados, não respondem porque nunca existiram. Os santos viveram nesta terra. Creram em Cristo. e estão vivos diante de Deus. Por Cristo e em Cristo intercedem por nós, e o mais importante nos ensinam por suas vidas o que  fazer para também nos tornamos santos. Porque  é esta vontade de Deus: A nossa santificação.

"Sede santos, porque eu o Senhor vosso Deus, sou Santo." Lev. 11,15

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O VERDADEIRO ANTICOMUNISTA NÃO É O CAPITALISTA



"E todos os cristãos tinha tudo em comum e ninguém considerava sua as propriedades que possuíam."
Atos 2, 44-48
            Os primeiros cristãos, não eram membros de congregações religiosas. Mas viviam a comunhão de bens, que hoje só é vivida nos ordens religiosas e mosteiros. Eles obedeciam ao que a fé determinava. Não devia haver apego aos bens matérias para quem se convertia a Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso doavam tudo, mesmo que em teoria não fosse obrigados. Mas eram moralmente obrigados a fazer assim. Tanto é verdade que Ananias e Safira temerem dar apenas uma parte dos seus bens e preferiram mentir a passar por mesquinhos perante a Igreja. Atos 4,32; 5, 1-2
            Há duas categorias com razões diferentes para ser anticomunistas: Os católicos e os capitalistas. Mas as razões entre os dois grupos são diferentes. O capitalista é anticomunista porque é apegado aos bens matérias. Absolutiza a propriedade privada e é indiferente a sorte dos que ficam na miséria. Acredita que há pobres porque estes são preguiçosos e não trabalharam para se tornarem ricos, com fosse possível viver dignamente com um salário mínimo e como se houvesse trabalho disponível  para todos. Os católicos fiéis são anticomunistas na mesma proporção em que são também anticapitalistas. O liberalismo econômico também foi condenado pelo papa Leão XIII  “ 87. ... Como não pode a unidade social basear-se na luta de classes, assim a reta ordem da economia não pode nascer da livre concorrência. Foi, com efeito, dela, como de fonte envenenada, que derivaram para a economia universal todos os erros da ciência econômica “individualista”; olvidando ou ignorando que a vida econômica é conjuntamente social e moral, julgou que a autoridade pública a devia deixar em plena liberdade, visto que a livre concorrência possuía princípio diretivo capaz de a reger mais perfeitamente que qualquer inteligência criada. Ora, a livre concorrência, ainda que dentro de certos limites seja justa e vantajosa, não pode de modo nenhum servir de norma reguladora à vida econômica.”(  Encíclica Libertas) e Pelo Papa Pio XI “109. ... A livre concorrência contida dentro de justos e razoáveis limites e mais ainda o poderio econômico devem estar efetivamente sujeitos à autoridade pública, em tudo o que é de sua alçada. Enfim, as instituições públicas adaptarão a sociedade inteira às exigências do bem comum, isto é, às regras da justiça; de onde necessariamente resultará que esta função tão importante da vida social qual é a atividade econômica, se encontrará por sua vez reconduzida a ordem sã e bem equilibrada.”
            Porque os verdadeiros católicos amam o irmão por amor a Cristo e não suportam que haja necessitados entre os irmãos na fé. Não absolutizam a propriedade privada pois esta tem uma função social  como o ensina a Doutrina social da Igreja e as encíclicas dos papas É pecado reter para si o que está sobrando ao rico e faltando aos que precisam. Ele sabe que a raiz de todos os males é amor ao dinheiro. Aceita as palavras de São Tiago   e teme o que este escreveu contra os ricos. São Tiago 5, 1-6. E creem no que Jesus disse: E disse ao povo: "Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui."  Lucas 12,15. Ele rejeita o comunismo  porque este defende a socialização dos bens e igualdade econômica. Sabemos que o comunismo só defende isto em teoria mas na pratica trouxe só conseguiu fazer do  Estado Rico e intolerante. Não! Mas porque este o faz através do ódio e da força. E o faz colocando no centro o homem e desprezando Deus, de quem o homem é a imagem e semelhança.  Retira do ser humano  o direito de discordar e estabelece a ditadura de Estado. Assim como o capitalismo faz do dinheiro Deus o comunismo faz do Estado Deus. E isto é idolatria. Para o cristão o fundamento para a comunhão de bens é a caridade que nasce do amor a Cristo. Infelizmente, nem todos os que creem são capazes de fazer como os primeiros cristãos faziam. Colocavam tudo em comum. Atos 4,32
            Na Idade Média o Estado cristão recebeu poder da Igreja para executar hereges e defender a civilização cristã das seitas heréticas. Até nomear bispos e consentir na aplicação dos documentos pontifícios. O padroado que vigorou no Brasil durante o Império permitia estas interferencias do Estado na organização da Igreja no Brasil. Por isto se faz necessário que a Igreja induza ao Estado cristão a criar condições para aplicação da justiça econômica. Porque se formos esperar apenas pela boa vontade dos ricos, estes ficarão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Também é justo e correto que o Estado cristão possa ter direito de regular a economia em favor dos  pobres possibilitando uma justa distribuição de renda. E isto não é comunismo. Em virtude de que nem todos os cristãos vivem a fé em plenitude faz-se necessário que se crie um politica econômica em conformidade com a caridade. O Estado deveria sim executar as seguintes ações: Taxar as grandes fortunas com maiores impostos; determinar a participação dos operários no lucro das empresas, já que estes são obtidos com o trabalho dos operários; estabelecer metas de produtividade para as grandes propriedades agrícolas e desapropria-las se estas não fossem alcançadas.Claro respeitando as condições da natureza em relação às propriedades agrícolas  e o direito a defesa dos proprietários; Limitar a cobrança de Juros a um determinado valor; incentivar com isenção de alguns impostos, empresas que ajudam obras sociais, dentre outras. Sintetizando, criar  condições para que houvesse a eliminação da miséria e que todos tivessem  o necessário para a viver conforme a dignidade cristã,  de Filho de Deus, redimido por Cristo.
            Se um anticomunista defende o catolicismo só porque o mesmo é anticomunista e contra toda forma de socialização de bens, ele é apenas anticomunista. Seus motivos são capitalistas tanto como os do  capitalista que não tem fé. Mas se ele é anticomunista porque ver no amor e na caridade, a solução para o problema da miséria; porque ama o pobre e reconhece que o capitalismo, que endeusa o dinheiro e o consumo, não é a opção cristã contra o o comunismo, este é realmente católico e por ser católico é anticomunista. Tal e qual os apóstolos e cristãos da Igreja Católica. Aqueles que tinham tudo em comum. Sem dúvida, o comunismo é fruto do capitalismo selvagem, que transforma os homens em meros objetos de consumo. Foi  o fruto da reação dos que não tem fé, contra as terríveis injustiças sociais. A solução  contra ele é a fé cristã que prega a partilha, a  sobriedade e a rejeição a toda forma de avareza.
Prof. Francisco Silva de Castro
13/12/011

sábado, 10 de dezembro de 2011

ASSUMIR-SE CATÓLICO


O Brasil é indicado como a nação mais católica do mundo. Na realidade somos o país com o maior número de batizados na Igreja Católica. Nosso povo não relaciona o batismo com a pratica de uma religião. Pelo hábito batiza os filhos, como se toda criança precisasse ser batizada e não precisasse ao mesmo tempo crer em tudo o que crer os cristãos e ensina a Igreja.
Por que os brasileiros são tão feverosos em relação ao futebol? Sabem os nomes dos jogadores de seus times, as datas dos campeonatos, os lances melhores, vibram com seus ídolos de futebol. Porem, poucos sabem os mandamentos da Igreja, entendem o verdadeiro significado da missa (Mesmo sendo em português e o padre explicando a exaustão cada gesto, depois de falar as pessoas agem como se não tivesse ouvido nada.)
Nosso povo até se orgulha de declarar-se católico. E ainda justifica: Sou católico porque não preciso deixar de beber, de ir ao carnaval. de me vestir como quero, deixar de ver novelas, evitar conversas imorais. É ótima uma Igreja assim. Porem este católico quando descobre, para ele, a verdade, que está na Bíblia, segundo  afirmam os  convertidos para comunidades evangélicas, ele deixa de beber, frequenta quase todo dia os cultos; pois nestas igrejas há cultos quase todos os dias da semana. E porque acontece assim? Simplesmente porque este dito católico escolheu ser evangélico.  Assumiu uma fé consciente, Descobriu o que não conhecia. Ele era católico apenas de nome e de batismo. Nunca assumiu ser católico de verdade. E isto não é devido na maior parte das vezes, as pessoas. Mas as autoridades da Igreja que muitos vezes são omissas em relação a formação católico verdadeira e contínua.  Tudo se limita a uma catequese deficiente de primeira eucaristia. E depois de comprida esta obrigação a vida católica desta pessoa, quando ainda pratica alguma coisa, se limita em ir à missa aos domingos, sem saber nem para que serve a missa. Principalmente agora, que muitas missas são como encontros sociais para a comunidade mostrar  o que deve fazer para Deus.
Um possível caminho para um catolicismo comprometido seria as Associações de fieis, os grupos do oração e até  as comunidades da RCC, alem de outros movimentos. Mas estes católicos que participam destes movimentos, se mostram como se fossem católicos de primeira classe. Evitam o que todos católico deveria evitar. Levam uma vida espiritual que todo católico seria obrigado a levar, se o fosse por convicção. O correto seria que católicos fiéis e praticantes formassem grupos para oração, e não que os grupos formassem católicos fieis e praticantes, porque muitos destes grupos agem como pequenas igrejas dentro da Igreja.
Precisamos descobrir um meio de formar católicos centrados unicamente na vida católica. Independente de grupos e espiritualidade particulares. Cuja principal  meta seja uma vida sacramental com a comunhão regular, a confissão permanente e a oração continua, principalmente em família. O estudo do catecismo em família e em pequenos grupos. Só assim se assumira com plena liberdade o ser católico e não apenas ser mais um batizado na Igreja católica.
Eu recorro a Intercessão de Santa Joana d´Arc, que nunca participou de uma ordem terceira ou de uma congregação religosa, que vivei no meio do mundo em ações tipicamente do mundo, como a guerra e a politica, para que a  seu exemplo, nós católicos leigos possamos também dizer: "Sou bem batizado e bom cristão." como ela afirmou muitas vezes. E mesmo que ela nunca tenha lido a Bíblia, ou frequentado o catecismo, sabia muito mais da fé católica, dos que nós hoje, que temos tantos grupos de catequese e de oração. Ela amava a Igreja católica no que ela oferecia: o Corpo do Salvador, a santa missa, como sacrifico de Cristo, e o sacramento da confissão. 
Entrego também ao patrocínio dos santos apóstolos Pedro e Paulo, colunas da Igreja, e aos santo abade Bento de Núrsia, a conversão dos batizados na Igreja. Que assumam o catolicismo em suas vidas e se tornem mais fervorosos e convencidos na doutrina da Igreja, do que os nossos irmãos, que saíram da comunhão com a unica Igreja de Cristo. E que a Santíssima Virgem Maria, mãe da Igreja, nos acompanhe com sua proteção maternal, neste proposito de converter os católicos à Igreja e ao que ela nos ensina. Amem.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

CATECISMO DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM MARIA








1. O QUE SIGNIFICA A IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA?

Significa que no primeiro instante em que foi concebida, no ventre materno, a Virgem Maria, mãe de Jesus, não herdou o pecado original, com o qual nasce todos os seres humanos.

2. O QUE É O PECADO ORIGINAL?

É a separação da graça de Deus, perdida pelos primeiros pais da humanidade, que a perderam para si mesmo e para todos os outros que viessem depois deles. Em outras palavras, o Pecado original, indica que por nossa própria obras éramos incapazes de nos salvar e que estávamos todos condenados à morte eterna.

3. DEUS NOS ABANDONOU À MALDIÇÃO ETERNA?

Não! Deus enviou o seu unico filho como verdadeiro homem, nascido apenas de uma mulher, para que por sua obediência perfeita a Deus, nos recuperasse a graça perdida por meio da fé nele. Por isto afirmamos que Jesus Cristo,  filho de Deus feito homem,  é o nosso Salvador.

4. MARIA FOI CONCEBIDA SEM PECADO PARA QUE JESUS NASCESSE SEM PECADO?

De forma alguma. Jesus nasceria puro, santo e imaculado, mesmo que a mãe dele tivesse a mancha do pecado original, porque ele foi concebido não por um homem , mas pelo Espírito Santo, que é a própria santidade de Deus e nada pode fazer de impuro ou pecaminoso.

5. POR QUE MARIA FOI CONCEBIDA SEM  PECADO?

Porque sendo verdadeira mãe do próprio Filho de Deus, tem para com ele um vínculo que nenhuma outra criatura no mundo tem ou terá. Dela foi formado o corpo de Jesus, mas ela não é mãe  apenas do corpo, mas de quem dela nasceu, isto é da pessoa que se formou nela. E esta pessoa é o próprio filho unico de Deus, que é também  seu filho, do modo que seria ofensivo e indigno para Jesus ser chamado de  Filho da pecadora ou o Filho da filha de Satanás, porque se apenas por instante, Maria houvesse estado sob o poder do pecado, ela estaria sob o  poder do demônio e seria com todos os outros, a Filha da maldição de Deus, de modo que o próprio Deus, não teria  nenhuma  união com ela, mesmo que fosse uma relação moral, porque Deus não tem comunhão com quem está em pecado. Lembremos que São  João disse que ele mesmo não era digno de abaixando-se desatar as sandálias de Cristo. Teria Deus permitido que a mãe de seu unico filho não fosse uma mãe indigna dele? A grandeza e santidade do Filho exigia uma mãe digna dele, assim como Deus exigiu que a Arca da aliança, que fora feita para guardar os 10 mandamentos, fosse de madeira incorruptível e todo a revestida do outro puro. E isto para guardar tábuas de pedras, mas que eram valiosas por ser os mandamentos da Lei de Deus. Jesus também declarou que entre ele e o príncipe deste mundo nada havia  em comum e São Paulo questiona: O que há entre Cristo e o diabo? Se Jesus houvesse nascido de uma mulher fora da graça divina, teria estabelecido indiretamente uma relação moral e estreita com o próprio diabo porque este poderia dizer com razão: "Nunca tive a ti sob  o meu poder, mas tive sob o meu poder a tua  verdadeira mãe." E de Jesus se poderia afirmar que era o fruto de uma mulher maldita. Quando o Evangelho de Lucas afirma o contrario: "Bendita és tu entre todas as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre." Ou seja, dentre todas as mulheres da Terra, És  a única  perfeitamente bendita.


6. SE MARIA É IMACULADA E NÃO NASCEU COM PECADO ORIGINAL ENTÃO JESUS NÃO MORREU TAMBÉM POR ELA?

Tal como todos os seres humanos Maria foi salva unicamente pela fé e pela Graça vinda por meio de Cristo o unico salvador de todos. Como um ser humano normal,  gerado por um homem e uma mulher numa relação sexual comum, Maria deveria ter herdado o pecado original de seus pais. Mas não o herdou, embora tenha recebido o débito do pecado, ou seja, ela precisava de um outro puro por si mesmo, santo por sua própria natureza, para receber deste a graça. E este foi Jesus, que dela deveria nascer. Então a graça recebida de Maria não veio de seus merecimentos pessoais, mas unicamente de Cristo e pela fé que ela haveria de ter na redenção realizada por Cristo. A Igreja nunca firmou que Maria não precisava de um Redentor. Jesus é salvador dela tanto como o é de cada um de nós. Na bula em que define como dogma, a  imaculada conceição de Maria o papa Pio IX afirma que  no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original...

7. ESTA DOUTRINA FOI CRIADA PELO PAPA?

Nunca. Muito antes de 1854, quando foi declarada  dogma,quase  todo o povo católico confessava que a Virgem Maria fora concebida em graça e sem a mancha do pecado original, devido aos merecimentos da redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para encerrar de uma vez por todas as discussões em  torno desta doutrina, o Papa Pio IX declarou como dogma de fé, que a doutrina que afirma ter sido a Virgem Maria concebida sem o pecado original, foi revelada por Deus e por isto deve ser acreditada por todos os católicos, sob pena, de se a negarem, não estarem  mais em comunhão com a Igreja. Foi apenas isto que aconteceu no dia 08 de dezembro de 1854, data em que já se festejava a Imaculada Concepção de Maria.

8. ESTÁ ESTA DOUTRINA AFIRMADA NA BÍBLIA?

Não o está de forma clara. Assim como também não está a doutrina da imortalidade da alma, da trindade das pessoas em um só Deus. Aliás a própria palavra Trindade, não parece nenhuma vez na Bíblia. Mas está implícita ou seja se deduz de outras afirmações sendo a mais importante destas, a saudação do Anjo a Maria. O Anjo  Gabriel se refere a ela como a Cheia de Graça.(Lucas 1,28) No grego, esta expressão não indica que Maria recebeu uma graça ou que ficou cheia de Graça naquele momento. O significado é muito mais amplo. Literalmente o Anjo disse: Alegra-te,  ó tu, que fostes, és e continuas a ser repleta da Graça de Deus. Esta saudação muda o nome de Maria. Indica uma característica EXCLUSIVA DELA porque em nenhuma outra parte da Bíblia,  foi usada estas  palavras para outra pessoa. Nem mesmo para Santo Estevão em Atos 6,8  porque embora neste trecho se traduza Cheio de Graça, a palavra no original em grego é diferente da que foi usada para Maria. Só a Mãe  de Jesus é a indicada como a Cheia  de Graça. Ora, onde está presente a Graça de Deus não pode estar o pecado. Logo, Sendo Maria a que sempre teve a Graça, a conclusão contrária é esta: Aquela  que nunca esteve sob  o poder do pecado.

9. QUAL A IMPORTÂNCIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO PARA O BRASIL?

O Brasil desde o tempo em que pertencia a Portugal teve uma grande devoção a Imaculada Conceição de Maria. lembremos que esta doutrina ainda não havia se tornado um dogma. Alguns católicos não aceitavam. Mas Portugal foi um dos  grandes defensores da Imaculada Conceição. Este país consagrou a si mesmo e todas as suas terras à Nossa Senhora da Conceição em 1646 e neste caso o Brasil, foi consagrado a Imaculada Conceição, antes de ser independente. Cascavel  tem como padroeira Nossa Senhora da Conceição desde de 1833. Ora, nesta época, ainda não era dogma ou obrigatória, a crença de que Maria havia sido concebida sem pecado. O que mostra como o povo brasileiro defendia e acreditava nesta prerrogativa da Virgem Maria.

10. QUAL A IMAGEM MAIS FAMOSA E VENERADA DA IMACULADA CONCEIÇÃO NO BRASIL?

Uma pequena imagem sem cor ou enegrecida, tantos as roupas como a pele, encontrada nas aguas do Rio Paraíba, no Estado de São Paulo no ano de 1717, por três pescadores. Estes guardaram  e a veneraram como um sinal de que a Virgem Maria os amava e os protegia. E muito mais ainda. Porque era um imagem de Nossa Senhora da Conecição, que eles conheciam e por quem tinham devoção. Como a imagem era um símbolo da Imaculada Conceição, durante todo o período do Império e nos primeiros anos da República a festa da padroeira do Brasil era no dia 08 de  dezembro. Só na região sudeste, ou seja, em aparecida, cidade que recebeu o nome da imagem aparecida, como a chamavam, era celebrada o encontro da imagem em datas diferentes. Em 1980 foi estendida a todo o Brasil e passou a ser lembrado este achado valioso, para nós brasileiros,  no dia 12 de outubro de cada ano. 

 11. QUAL A MENSAGEM DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA PARA OS CATOLICOS?

A mensagem da imagem Aparecida de Nossa Senhora da Conceição é que existe o pecado. Este é mais do que uma desobediência a lei de Deus. E A separação total de Deus. De modo que uma pessoa que está em pecado mortal está morta para Deus e nada do que ela faça tem merecimento. A outra mensagem é que há a Graça de Deus, e esta nos foi merecida unicamente por Nosso Senhor Jesus Cristo. Sem que nós fizéssemos nada para recebe-la. Pela fé em Jesus somos libertados do pecado e ficamos no estado de Graça. Maria nunca esteve fora da Graça de Deus. Mas tal qual ela  também nós, no dia de nosso batismo, ficamos cheios da Graça de Deus e também imaculados. Só que ao cometermos o primeiro pecado mortal, perdemos de novo esta graça. Nós a recuperamos pelo arrependimento sincero e no sacramento da confissão. Para perseverar na Graça santificante, nossa boas obras feitas em estado de Graça são valiosas  perante Deus. Por isto também cremos com a Bíblia, que o julgamento será de  acordo com nossas boas obras.Quem fez o mal terá a separação de Deus e quem fez o bem a vida Eterna Com Deus a Virgem  Maria e os Santos nossos irmãos na fé. Outra mensagem importante da imaculada Conceição é que uma pessoa é ser humano a partir de sua concepção no útero materno. Assim Maria recebeu a Graça no instante de sua concepção no ventre de sua mãe Ana, e Jesus já tinha o nome de Jesus desde o momento em que foi concebido. Grande prova de que a Igreja considera que um novo ser humano começa a existir a partir de sua Conceição e não do dia de seu nascimento. Só isto basta para não se fazer ou permitir o aborto. 

12. COMO IDENTIFICAR UMA IMAGEM QUE SIMBOLIZA A IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA?

Toda imagem em que está representada uma mulher de mãos postas ou sem o menino Jesus nos braços e tem nos pés a luz nova e cabeças de anjos, ou está pisando a cabeça de uma serpente, é uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, ou em outras palavras, da Senhora que foi concebida sem pecado desde o instante de sua conceição no ventre de sua mãe. Geralmente quando a serpente está sob os pés da Virgem não aparecem os anjos e a lua. Numa imagem mais tradicional, a Virgem Maria está com os braços cruzados sob os seios e olha para céu. É bom, saber que nesta título Maria não tem Jesus nos braços porque o traz dentro de si. Ela trouxe ao mundo aquele que esmagou a cabeça da serpente, Jesus,  a semente da mulher,a  eterna inimiga da serpente. A Virgem Maria triunfou do pecado pelo Filho.A imaculada Conceição representa A virgem Maria logo depois do anuncio do Anjo Gabriel. Representa a virgem grávida de Jesus, embora ainda não se veja o seu ventre crescido. Grávida de alguns instante, porque Jesus já fora concebido em seu ventre. Por isto ela não está com Jesus em seus braços.


domingo, 4 de dezembro de 2011

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL AFRICAE MUNUS

Iniciarei hoje a publicação de alguns trechos da Exortação Apostólica do papa Bento XVI à Igreja na África, publicada em 19 de novembro de 2011, mas que servem como orientação para toda a Igreja


PRINCIPAIS CAMPOS DO APOSTOLADO [132]

132. O Senhor confiou-nos uma missão particular, não nos deixando desprovidos de meios para a cumprir. Não só enriqueceu cada um de nós com dons pessoais para a edificação do seu Corpo que é a Igreja, mas entregou também a toda a comunidade eclesial dons particulares para lhe permitir continuar a sua missão. O dom por excelência é o Espírito Santo. É graças a Ele que formamos um só corpo e, « só na força do Espírito Santo, podemos encontrar aquilo que é recto e depois pô-lo em prática ».[182] Embora necessários para nos permitir agir, os meios permanecem insuficientes, se, através das « nossas capacidades de pensar, falar, sentir, agir »,[183] não for o próprio Deus que nos predispõe a colaborar na sua obra de reconciliação. É graças ao Espírito Santo que nos tornamos verdadeiramente « o sal da terra » e « a luz do mundo » (Mt 5, 13.14).
I. A Igreja como presença de Cristo
133. A Igreja, « em Cristo, é como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano ».[184] Enquanto comunidade de discípulos de Cristo, podemos tornar visível e comunicar o amor de Deus. O amor « é a luz – fundamentalmente, a única – que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir ».[185] Esta realidade transparece na Igreja universal, diocesana, paroquial, nas « pequenas comunidades cristãs » (S.C.C./C.E.V.),[186] nos movimentos e associações, e enfim na família cristã, « chamada a ser “uma Igreja doméstica”, lugar de fé, de oração e de amorosa solicitude pelo bem verdadeiro e duradouro de cada um dos seus membros »,[187] uma comunidade onde se vive o gesto da paz.[188] As « pequenas comunidades cristãs », os movimentos e as associações podem ser, no seio das paróquias, lugares propícios para acolher e viver o dom da reconciliação oferecida por Cristo, nossa paz. Cada membro da comunidade deve tornar-se o guardião do outro: é um dos significados do gesto da paz na celebração da Eucaristia.[189]

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A SINGULAR E PARADOXAL SANTIDADE DE JOANA D ´ARC


Não há entre os que foram declarados santos pela Igreja Católica, uma personalidade mais controversa e singular do que Joana d´Arc. Para a turma dos pacifistas e defensores da paz a qualquer preço, ela é um personagem, no mínimo estranho entre os santos. Como pôde dizer-se enviada para fazer a guerra, por aquele que disse, amai os vossos inimigos e fazei o bem a quem vos persegue? Para os inimigos da Igreja Católica, o que importa é unicamente o seu processo pela Inquisição e a morte dela como herege. Sua posterior canonização pela mesma Igreja, que tinha como membros os juízes que a condenaram, é para estes, uma prova incontestável de que a Igreja mesma, a Instituição Igreja, pode errar e enganar-se. Acredito que seja até mesmo um alivio para muitos padres e bispos, que Joana não tenha se tornado popular como santa, nem mesmo na França. Lá ela aparece muito mais como heroína Nacional; é mais vista como santa fora da França. É a única dentre os santos, em que o padre sempre vai ter que explicar porque ela foi queimada viva, por pessoas da Igreja. E desta forma os julgamentos da inquisição se tornam conhecidos. Podem ser incompreendidos e até escandalizar. Deve ser mesmo um alivio que Joana seja vista mais como heroína nacional ou um líder militar. Um site espanhol, O EX ORBE, que parece tradicionalista, fez uma critica ao discurso sobre Joana d´Arc do Papa Bento XVI em 26 de janeiro de 2011   Ver aqui: http://exorbe.blogspot.com/2011/01/juana-de-arco-secundum-benedictum.html   Admirou-se de o mesmo tê-la comparada a Catarina de Sena, santa e  doutora da Igreja. Afirmou que a guerra é ação indigna de um santo. Esqueceu que ao pensar desta forma, Davi, Moisés, Gideão e Josué, guerreiros por mandato de Deus, em conformidade com as Sagradas Escrituras, não podem ser considerados santos. Nem mesmo um São Bernardo e um São João de Capistrano, que pregaram cruzadas contra os islâmicos. Se esta concepção foi expressa num site tradicional, imagine em um de conteúdo pacifista.
            Há santos para nossa época, que estão revestidos de uma marca ecumênica. Santa Teresinha do Menino Jesus é a santinha de todos. Soube que há até um centro Holístico Santa Teresinha do Menino Jesus. Sim, também há centros espíritas com o nome de Joana d´Arc. Eles pertencem ao grupo dos que usam o nome de Joana para deixar bem conhecido o erro que atribuem a Igreja católica, que para estes, foi a responsável direta por sua morte. A pessoa de Joana d´Arc ficou como que presa a dois grupos: os que a rejeitam ou a ignoram por sua ação guerreia, e a dos que se aproveitam de sua memoria para denegrir a Idade Média e apontar o dedo para a Inquisição. Poucos são os que consegue enxerga-la além destas circunstancias. Certamente Joana d´Arc nunca teve vocação para o consenso. Difere muito de um São Francisco de Assis, aceito por todos e de todos os credos. Significativo  foi que, em Assis reuniram todas as religiões e seus lideres, porque o santo de Assis é o Santo da paz que o mundo prega  e do Amor e do amor que o mundo deseja. Um encontro destes jamais poderia ser em Ruan, cidade da França, onde Joana foi queimada viva, aos 19 anos. E ambos pertencem à mesma execrada e detestada Idade Média. Mas o próprio Jesus não deu como sinal de santidade e autenticidade do verdadeiro profeta ser difamado por todos?  E o mesmo Jesus, alertou que os falsos profetas teriam a simpatia e agradariam a maioria. Joana dentre todos os santos, foi quem suscitou e produz mais polemicas. Tanto dentro como fora da Igreja. E já em vida.
            É preciso ver além dos fatos para entender a santidade de Joana. É fundamental vê-la em si mesma diante de sua missão.  Nela é que resplandece dois aspectos da santidade que se tornam evidentes na vida ativa. Ela poderia muito bem ser definida como a santa da AÇÃO! E o que a motiva à ação? Glorias? Riquezas? Conquistas territoriais? Não! Apenas uma só vontade: A VONTADE DE DEUS. Só porque Deus manda é que ela admite ser a guerreira e deixa de ser a pastora. O mesmo Deus, que ordenou a Josué expulsar os cananeus, da Terra que prometera a Abraão e a seus descendentes, fala com Joana. É preciso fazer os ingleses voltarem para Terra que fora dada a eles. A outra palavra é FIDELIDADE. Perante homens da sua Igreja que a acusam de ser infiel à própria Igreja, Joana mantem a fé no que esta Igreja oferece por meio do destes homens, mesmo seus inimigos mortais, como ela mesma reconhece. É das mãos destes homens, que ela recebe no dia de sua morte, a absolvição de seus pecados e o Corpo do seu salvador. Na Igreja nos queimamos por insignificantes críticas. Ficamos afastados dos sacramentos por causa do destempero de certo padre ou do escanda-lo de outro. Mas Joana é o maior exemplo da fidelidade a Deus e a Igreja. Este é o segredo de sua santidade. Não é a guerra em si mesma. Ela nunca defendeu a guerra pela guerra. Esta foi um meio imposto pela dureza do coração dos seus inimigos ingleses, que não a viram como mensageira da vontade de Deus, e insistiram em fazer a guerra. Tal e qual o divórcio, tolerado por Moisés, por causa da dureza do coração dos Israelitas, segundo a defesa do próprio Jesus, o Filho de Deus. Este Moisés que rezava a Deus pedindo a vitória do povo de Israel contra os de Canaã.
            Se há no clero, quem tema, Joana d´Arc se tornar uma santa popular, poderia também procurar saber como esta popularidade seria benéfica para os fiéis. Seu amor a Santa Eucaristia e a missa numa língua que ela não entendia deveria ser apresentada como grande exemplo, de que entender a missa não é saber o que padre fala, mas saber a que a missa É. E isto Joana, a analfabeta e simples camponesa, sabia tanto sobre a missa quanto o mais estudado dos teólogos. Sim, Virgem Guerreira, que de uma forma geral, sempre é chamada de Joana d´Arc quando se se referem a ela (Quando vou procurar de propósito imagens dela, digo: "Tem imagem de SANTA Joana d´Arc? O atendente logo  responde,  de JOANA d´Arc, não.) enquanto que as outras sempre recebem o titulo de santa antes do nome. Joana ainda não foi conhecida. Não foi compreendida em seu tempo e ainda não o é hoje. Mas do conhecimento de sua pessoa, teríamos por graça de Deus, o verdadeiro fervor religioso pelo catolicismo e um fortíssimo  amor à Santa Igreja.  Igreja a quem ela amava e que desejava sustentar com todas as suas forças para o bem da nossa fé cristã. Não é esta, em linguagem simples e direta, a melhor definição da missão e razão de ser da Igreja? A defesa da fé  cristã contra as divisões, as heresias e  os caprichos individuais de seus membros? Se não fosse a Igreja Católica única, unida, com unidade de governo e doutrina, não teríamos a fé cristã hoje. Temos na Igreja a garantia dada por Jesus de que ele estaria com todos os seus apóstolos até o final dos tempos. Pois os que ficaram no lugar dos apóstolos, Cristo os reconhece, como se fossem os doze a quem ele escolheu.
Santa Joana d´Arc, Filha de Igreja, Rogai por nós!