sábado, 28 de abril de 2012

O BRASIL DA IMACULADA CONCEIÇÃO


         Nosso país  surgiu na fé católica  trazida pelos portugueses. Nasceu sob o sinal da cruz. A religião oficial nos tempos de colônia portuguesa e do Império era Católica Romana. O Estado imperial tolerava para evitar um mal maior outras confissões de fé, mas sem que se manifestassem publicamente.
         Mesmo sendo um país católico  um Estado católico, o Brasil durante o Império foi influenciado pela maçonaria e na Republica pelo positivismo;  hoje é pelo laicismo que renega nossa cultura católica e deseja impor ao povo verdadeira aversão a tudo o que se refere à Igreja, enquanto exalta e promove cultos diversos, ligados as forças da natureza,  e que não interferem numa conduta de vida. Por que no Brasil um país com  o maior número de batizados no catolicismo;  com o maior templo dedicado a Maria Santíssima , o catolicismo é tão diluído e tão morno? Creio e tenho por certo que a resposta está num significativo fato. O Brasil não tem cumprindo a sua vocação de ser o país da Imaculada conceição de Maria. Por certo, há muitas paróquias e dioceses dedicadas à Imaculada Conceição. Mas o culto se limita a uma devoção popular de fazer e pagar promessas. Não leva a refletir sobre duas questões essenciais desta graça concedida à Santa mãe de Jesus: A redenção por Cristo, no ato de sua Conceição e a Realidade do Pecado original, do qual surgiu toda a nossa desgraça e toda desordem moral e natural no mundo.
         O Brasil, que logo no inicio recebeu de Portugal a devoção à Imaculada conceição, doutrina que ainda não era um dogma solenemente definido; que ainda estava aberto a discussões entre teólogos e padres ergueram templos e  fizeram inúmeras imagens da Virgem, Imaculada em sua Conceição. E Deus quis marca-lo como a nação da Imaculada, ao lhe presentar inesperadamente, com uma pequenina imagem símbolo desta mesma imaculada Conceição de Maria. Aquela que  hoje se tornou APENAS  a "aparecida" ; UM OUTRO TITULO E UM OUTRO CULTO. Desligado de seu titulo original. Desvinculado do culto anterior de todo o povo Brasileiro à  Nossa Senhora da Conceição. A atenção do povo se fixou na imagem e não no titulo que a mesma representa. Não no mistério que a mesma aprovava. Maria concebida sem pecado. Por isto, o Brasil foi sendo cada vez mais levado para o pecado. Veio o divórcio, está às  portas o aborto, a perseguição religiosa e contra  os que defendem o matrimonio entre uma homem e uma mulher apenas, e aos que denunciam o pecado da impureza sexual,  em todos os seus aspectos; a retirada dos símbolos católicos de repartições públicas. No passado, veio a maçonaria no império e  o positivismo na Republica, agora temos  socialismo ateu laicista. A religião está virando folclore. É tolerado se ficar restrita ao privado, ao pessoal e nos templos. Em público devo me coibir, e não proclamar minha fé, para não melindrar os ateus e outros credos. Teremos talvez, da forma como estamos indo, de não poder  portar nossos crucifixos ou medalhas no pescoço em repartições públicas.  Ser obrigados a fazer contrario do que a lei de Deus manda. E como reverter isto?  Só com muita oração. Com penitencia. 
E acima de tudo com gestos concretos que façam ser real as palavras da oração da coleta da missa do dia 12 de outubro, que foi escolhido para ser o da  padroeira. “... que o povo brasileiro ao RENDER CULTO À Imaculada CONCEIÇÃO DE MARIA...vivendo na paz e na justiça..." Isto foi esquecido. Não se rende culto a imaculada conceição de Maria no dia 12 outubro. O povo e os romeiros não sabem que a imagem da padroeira do Brasil é um pequena escultura de NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO igual a muitas outras, com a lua sob os pés e o serafim. Só se diferencia destas  pelo tamanho, a cor e o material. E claro, pela forma como foi encontrada. Mas justamente foi encontrada para isto. Para ser a imagem de Nossa Senhora da Conceição em todo território nacional. Esquecendo isto, o Brasil não respondeu à sua vocação querida por Deus de ser o país da Imaculada Conceição. Não foi  só em Paris em 1830 e nem só em Lourdes que Deus quis revelar ao católicos que a doutrina da  conceição  Imaculada de Maria era verdadeira. Ele a iniciou no Brasil, enviando aos pescadores, em 17717, muito tempo antes da definição do dogma, a pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição.
         Por isso conclamo publicamente a CNBB e aos administradores do santuário nacional determinar para o bem do povo brasileiro e para que a mesma crença na justiça e permaneça na paz, para que o pecado seja afastado de nossa pátria, para  que o mesmo retome a sua vocação religiosa, de ser a nação da Imaculada Conceição, as seguintes ações:
1. Que a imagem aparecida de Nossa Senhora da Conceição seja declarada a representação oficial de sua Imaculada Conceição em todo território nacional;
2.Que em todas as dioceses e paróquias que tem nossa Senhora da Conceição como padroeira sejam celebradas três missas no dia 12 de outubro, uma as 6horas, outra as 12horas e outra as 18hora, pedindo a intercessão da imaculada para livrar o Brasil do pecado e para que este viva a fé;
3-Que em toda igreja erigida em honra da Imaculada Conceição haja uma replica fac-símile da imagem aparecida de Nossa Senhora da Conceição,  em frente da imagem da própria paróquia, a fim de que o povo associe a imagem ao titulo;
4. Que no dia 08 de dezembro de todos os anos, seja realizada em Aparecida, no Santuário Nacional da Imaculada Conceição,  uma procissão da basílica velha à nova com a imagem Aparecida e que este costume se estenda todas as dioceses e paroquias em que Nossa Senhora da Conceição seja padroeira.
         Estes atos não são para comprar a misericórdia de Deus ou sua proteção. De forma alguma. São para tornar real o que Deus quis dizer ao povo brasileiro, ao enviar uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, para a rede dos os  pescadores.  Ele quis revelar que a mãe de seu filho, foi sim, agraciada desde o primeiro instante de sua existência; que foi redimida por graça pelos merecimentos do filho e que o Brasil deve, acima de tudo amar a santidade e temer com todas as forças, o grande mal que é o pecado, porque ele nasceu para ser a NAÇÃO  DA IMACULADA CONCEIÇÃO e não está sendo fiel a esta missão dada a Ele  por Deus. Que retome a sua vocação e muitas bênçãos, pela intercessão da Virgem Imaculada, terá como Nação. Teremos uma Igreja Católica unida numa só  fé e  o pecado nunca terá vez em nossa pátria. Teremos a verdadeira justiça social que nasce da fé, de nos sabermos filhos de Deus e da nossa dignidade e não das ideologias do ódio e da divisão, da luta entre irmãos. Seremos a Nação cujo Deus é o Senhor e  que tem como mãe, a mesma mãe do Salvador: Nossa Senhora da Conceição. O país que adora e rende graças ao Altíssimo, por ter feito Maria Imaculada e Cheia da Graça. E que contempla na pequena imagem aparecida,  este grande dom concedido por Deus, à  própria Virgem Santíssima e o venera como o seu maior tesouro, claro, muito depois da Santíssima Eucaristia.

Posso comungar com minhas próprias mãos o Corpo e Sangue do Senhor?

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O MILAGRE CRITICA DO FILME SOBRE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA


  Assisti ao filme completo (sempre faço isto antes de criticar ou elogiar) e ele comete erros gravíssimos em relação ao encontro da Senhora da Conceição Aparecida. Primeiramente, não identifica em nenhuma cena, que a imagem aparecida é de Nossa Senhora da Conceição; culto do povo brasileiro desde os tempos da colônia. E que Portugal defendia quando ainda não nem era dogma. Segundo, a cena em que o pai do rapaz acidentado ver os pescadores pegando peixe, e o conde de Assumar gritando feito um louco, "Quero peixe!" além  de ridícula é completamente sem fundamento histórico. E outro absurdo: Mandando  enforcar quando os pescadores não encontravam peixes. Ora, porque a câmara de Guaratinguetá convocou os pecadores a pescar peixes para o conde Assumar, governador das Minas? Não teria sido mais digno oferecer-lhe um banquete com carnes de bois e aves a tão importante autoridade? O fato é que o dia da chegado do conde à vila de Guaratinguetá coincidiu com um dia de ABSTINÊNCIA DE CARNE uma quarta ou sexta-feira. Daí a necessidade de muitos peixes, porque não se comia carne, nestes dias, naquele tempo. O povo  todo ficou muito preocupado, em não receber com honra o  Conde e por isso a convocação e a necessidade de não passar vergonha frente a esta autoridade e CUMPRIR O PRECEITO DA ABSTINÊNCIA . Sem dúvida eles recorreram A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, DEVOÇÃO DE TODO O POVO BRASILEIRO NA ÉPOCA. E A virgem não só os atendeu, mas comprovou, que cultuar sua santa e imaculada conceição era agradável a Deus e a doutrina verdadeira e por isso, além dos peixes, mandou também uma pequena IMAGEM DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO. Porém, no filme, quando o pescador a encontra,  fica gritando idiotamente: "É uma santa! É uma santa!" Que santa, por Deus? Eles perceberam que era uma imagem de Nossa Senhora da Conceição e por isto a guardaram com tanta devoção e respeito. Um  Filme melhor é o Aparecida das águas. E curto, mas fiel  aos acontecimentos.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

83 - Padrinhos homossexuais

O MOTIVO DA NOSSA REDENÇÃO


Sem o Pecado original, realmente cometido por um individuo pessoal, não há com o justificar a encarnação e a Redenção por Cristo, o Deus feito homem. Mesmo que antes de seu completo desenvolvimento humano a ESPÉCIE humana tenha passado por alterações dentro da Espécie e chegado a um individuo pessoal e consciente, a quem Deus se revelou, não importando qual o seu nome, pois Adão é um nome simbólico e indica humano ou homem de barro; Deus nunca precisaria criar macacos para virarem humanos ao infundir uma alma. Mas como tudo na natureza é um processo, de certo houve uma evolução dentro da espécie e não uma metamorfose na espécie primata, para a homo Sapiens. De modo que repetis sempre foram répteis aves sempre foram aves, mamíferos sempre foram mamíferos, primatas sempre foram e são primatas e humanos sempre foram humanos desde o primeiro humano não desenvolvido até plenamente desenvolvido. A este  a Sagrada Escritura chama de Adão e ele é  o primeiro a dizer livremente a Deus: "Não servirei." E por Deus o permitiu? Porque tinha já antídoto para a desobediência: Jesus Cristo, obediente até à morte e morte de cruz. Vida para os que saborearam a morte em Adão e Eva. No homem e na mulher primordial. Como muito bem afirma o texto, (Link: http://angueth.blogspot.com.br/2012/04/50-anos-de-concilio-vaticano-ii-os.html) se tudo no Gênesis é mito e lenda e símbolo então não houve redenção e nem encarnação, já que não houve O PECADO ORIGINAL.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

SALVAÇÃO E OBRAS


“... também não há que se falar em salvação pelas obras no Catolicismo." A salvação no sentido de ir para o céu, depende sim, das nossas obras. Em  São Tiago cap. 4, 17, está escrito aquele que sabe o bem que deve fazer o bem e o não o faz comete pecado. Nenhum pecador poderá entrar no céu. Só os puros e sem mancha vão para céu. O Apocalipse que os maus ficarão fora da Jerusalém celeste (.Ap 22,15) Então se ver claramente que a salvação pessoal, ou ir para o céu ou para inferno, depende de nossas obras, pois Deus dará a cada um conforme a suas obras (Ap 20,13; Mt 16,27; Mat 25,34-46) A justificação, ou seja, o direito de pelas obras  salvar-se, é que não é merecido por nós. E esta não é um processo. É recebida  de uma vez logo após o batismo, que apaga tanto o pecado original como os pecados pessoais. Como, em estado de pecado, todas as nossas boas obras são mortas então não é por estas obras que somos justificados. Daí a necessidade de anunciar Jesus aos pagãos, mesmo sendo estes capazes de fazerem o bem. Só que porque estão sob a lei do pecado estas obras são mortas. A santificação ou a saída da condenação do pecado é obtida pela graça e  a fé em Cristo. Mas o juízo para os que foram justificados é feito sobre as obras que praticamos ou omitimos. Jesus não nos julgará perguntando creste ou não crestes? Mas afirmando, o que deixastes de fazer a um destes irmãos mais pequeninos, e também o que fizestes  a estes, foi a mim que deixastes de fazer ou a mim o fizestes. A Igreja sempre afirmou que as boas obras são absolutamente necessárias à nossa Salvação pessoal.
347) Somos obrigados a observar os Mandamentos?
"Sim, todos somos obrigados a observar os Mandamentos, porque todos devem viver segundo a vontade de Deus que nos criou; e basta transgredir gravemente um só deles para merecermos o Inferno."
348) Podemos observar os Mandamentos?
"Podemos, sem dúvida, observar os Mandamentos da Lei de Deus, porque Deus não nos manda nenhuma coisa impossível, e dá a graça para observá-los a quem ti pede devidamente." (Catecismo de São Pio X) Dizer que a recompensa é prometida por Cristo, seja como que  o resultado natural da justificação, é aceitar a doutrina de Lutero, para quem o homem é incapaz de fazer o bem e perante de Deus jamais deixaria de ser um pecador, mesmo que não matasse, não roubasse, e não transgredisse nenhum dos mandamentos. A justificação é o recebimento do bilhete para participar da corrida (Salvação) e este bilhete, quem o mereceu para nós foi unicamente Cristo, por sua obediência perfeita a Deus Pai; mas a corrida quem deve fazer somos nós, claro,  sustentados por sua graça e confiantes em sua misericórdia. 
Prof. Francisco Castro, 21/04/012.

sábado, 21 de abril de 2012

CRISTIANISMO E JUSTIÇA SOCIAL

Os primeiros cristãos socializavam os bens. Não era uma obrigação imposta a quem abraçava a fé, mas como que um compromisso moral. Os que tinham bens os vendiam e colocavam o dinheiro aos pés dos apóstolos, para que não houvesse nenhum necessitado entre eles. Todos nós sonhamos com um mundo sem miséria, sem pessoas passando fome. Mas de que forma e quem irá garantir bens para todos? O Estado? Certamente que não. Experiências mal sucedidas já foram comprovadas. Os primeiros cristãos socializavam os bens indiferentes e à revelia do Estado. Como ainda, o fazem hoje, as congregações religiosas por meio do voto de pobreza. E esta economia de partilha é tão eficaz e produtiva, que a maioria das congregações são ricas, embora seus membros sejam pobres, pois que nenhum possui os bens como sendo seus. Estes pertencem à congregação.
O erro da Teologia da  Libertação é analisar as diferenças socais com o métodos  marxistas e  aderir ao materialismo histórico. É priorizar a práxis e ignorar  a fé que age pela caridade e pela liberdade.. Transformar Jesus num revolucionário político e esquecer de Jesus salvador do pecado. Aliás se existe pecado para estes,  é um apenas: o pecado social. Porém, o pior destes  pecados é crer que o Estado, sem cobranças, irá garantir justiça social para todos. A partilha verdadeira nasce da fé em Cristo, é fundamentada pela fé em Cristo, que faz de pobres e ricos um só povo. Não é o produto da revolta dos operários oprimidos e nem da imposição do Estado. É o resultado de uma fé amadurecida,  que não suporta ver ao seu lado, um irmão na fé com necessidade materiais.
Já o capitalista endeusa a posse dos bens e a torna sagrada. Mesmo  que sobre para ele e falte para muitos. Primeiro vem o ter e ocasionalmente o partilhar. Entre o capitalista e o rico da parábola (alguns exegetas acreditam que Jesus lembrou um fato conhecido de um homem rico e de um mendigo que ficava em sua mesa, esperando alimentar-se, já que não inicia o texto afirmando que é uma parábola.)  é que o capitalista cristão, deixa o mendigo, debaixo de sua mesa, comer das migalhas que caem no chão. Ou seja, Lázaro sempre será um mendigo e não tem importância se sobram para ele, apenas as migalhas. Mas deveria o Estado interferir neste caso e tomar do rico para dar a Lázaro? Certamente que não. Pois isto não iria gerar a verdadeira solidariedade cristã que nasce da fé e é sustentada pela fé.O ideal da Cristandade era que nenhum povo cristão guerreasse com outro Reino cristão e que aos pobres fosse garantido um vida digna. Que os Estados, governados por verdadeiros fieis a Cristo, possibilitassem uma economia de comunhão e  assim como favorecia a Igreja protegia a fé,  coibido  as  heresias, garantisse a justiça social. Mas sem Ditaduras. Sem confisco. Mais pelo exemplo do que por meio das  leis.  Já que não se deve obrigar  ninguém a dividir, e nem se deve tomar a força o que pertencem aos outros, pois isto vai de encontro ao sétimo mandamento e ao décimo.
A Doutrina Social da Igreja mostra o verdadeiro meio de garantir aos pobres justiça social. Alerta os Ricos  o perigo que existe para os que se  apegam aos bens e aos prazeres terrenos, e indica que toda propriedade tornar-se lícita na medida em que garante aos menos favorecidos,  nunca passar necessidade. Embora Jesus tenha dito que pobres sempre existiriam, também disse, quando quiserdes podereis ajudá-los; a primeira parte da frase agrada muito aos capitalistas. A segunda parte é ignorada. Até porque o exemplo dos primeiros cristãos mostra, que a verdadeira ajuda aos pobres não é dar uma esmola de vez em quando. "como já dizia o poeta Patativa do Assaré  cantado por Luiz Gonzaga: "... Mas doutor uma esmola para um homem que é são, ou lhe mata de vergonha, ou vicia o cidadão."
Se teólogos da TL deixassem a doutrina marxista de lado e assumissem a fé integralmente, afirmando e proclamando que só por Cristo e pela fé em Cristo, o homem é capaz de partilhar; se os empresários cristãos conhecessem a aplicassem, indiferentes à política econômica do Estado, a Doutrina social da Igreja, exposta nas ultimas encíclicas dos papas, sem dúvida, haveria bem menos miséria no mundo e também não teríamos  ideologias mentirosas, que nos faz escravos do Estado em nome da partilha dos bens, nega Deus, a sua Igreja e indiretamente o amor verdadeiro ao próximo, porque induza pela força, um igualitarismo impossível e uma distribuição de renda cujo preço é a perda de liberdade.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

SANTA JOANA E OS SÍMBOLOS SAGRADOS -OS SACRAMENTAIS

Mesmo na vida dos santos que inciaram por revelação, uma devoção nova como a do Escapulário do Carmo à São Simão Stock, a do Sagrado Coração de Jesus à Santa Margarida Maria e a mais recente , a da Divina misericórdia, à Santa Faustina, eu não  consegui encontrar o  puro cristocentrismo ou teocentrismo como nos objetos sagrados, que Santa Joana d´Arc conduzia. Estas devoções citadas, aprovadas e recomendadas pela Igreja, estão certamente vinculadas a Cristo e retiram o seu valor não do objeto em si mesmo ou da própria devoção, como o define a Igreja. Porém, na religiosidade popular, praticamente o objeto se tornou valor por si mesmo chegando em algumas situações muito próximo da superstição, como se o escapulário fosse magico ou a imagem de Jesus misericordioso garantisse ou estas obrigassem  Jesus a nos dar uma graça ou proteção especial. Criasse méritos em nós, com o direito de exigir de Jesus proteção e salvação.
Santa Joana d´Arc foi acusada de portar objetos mágicos. E estes objetos eram, o mais importante a  bandeira, em que estava pintada Cristo, sentando sobre um Arco-Iris, ladeado por dois anjos, que os juízes identificaram como sendo São Miguel e São Gabriel , oferecendo cada um, uma flor de lys a Jesus (ou Deus, como se refere Joana) que segurava o mundo. Dois anéis dos quais,  um havia sido dado por seus pais, em que estava o desenho de três cruzes e os nomes Jesus-Maria como se fossem uma só palavra; uma bandeirola representando a cena da Anunciação que indicava o local em que Joana se encontrava quando em combate  e o Estandarte para as orações antes das batalhas, representado a crucificação de Cristo, tendo ao lado A Virgem e o discípulo amado. Os juízes sempre tentarão indicar que Joana tinha estes objetos como mágicos. Perguntam se quem portasse sua bandeira teria tanta sorte quanto ela na guerra. Joana responde com firmeza. "Quando me referi a sorte da minha bandeira, quis indicar a SORTE QUE DEUS QUIS COLOCAR NELA, porque fosse do estandarte ou de Joana a vitória, TUDO VINHA DE DEUS. Nunca li melhor definição para explicar o que é um sacramental. O essencial é isto: TUDO VEM DE DEUS. Nenhum objeto por mais santo ou mais sagrado seja tem poderes por si mesmo. O que importa é o vinculo deste com Deus. A espada de Joana, encontrada milagrosamente na Igreja de Santa Catarina, também foi muito investigada. Ela tinha cinco cruzes e a própria Joana afirmou que nunca soubera o que estas significavam. Os juízes insistem para que ela diga se mandou benzer sua espada ou colocar sobre o altar para ter boa sorte. A donzela diz que nunca fizera isto ou se houvesse sido feito não foi a pedido seu. E ainda reforça. É bom que saibam que eu queria sim, que minhas armas tivessem sucesso. Mas para enfrentar o inimigo ela diz preferir a bandeira do que a espada,  pois evitava de no agito das batalhas de ser obrigada a matar alguém, seguindo suas palavras. Os  dois anéis de Joana foram arrancados dela quando  foi aprisionada. Um deles ficou com o bispo. Ela insiste que o mesmo seja entregue à Igreja. Para os juízes, estes anéis também indicavam superstição, envolvimento com magia. Joana afirma que muitas vezes olhava e beijava estes anéis porque recordavam seus pais de que havia recebido um deles. O outro fora dado pelo seu irmão. E que um deles; neste só havia três cruzes e os nomes Jesus-Maria. Uma só palavra. Que meio mais forte para indicar o mistério da encarnação? Jesus-Maria. Um vindo do outro. Maria de Jesus, criada pelo Verbo eterno e Jesus de Maria, concebido em seu útero Virgem. Jesus-Maria. Unidos no mistério da encarnação de forma inseparável. Jesus vivendo em Maria segundo a expressão de São Luis Maria de Montfort. Ainda em sua vida pública, o filho, para fazer a vontade do Pai e dar o exemplo de maior amor a Deus, do que aos pais, preferiu o afastamento físico da mãe. (Mc 6, 1). Unidos agora por toda a eternidade forma sem comparação, no paraíso. Joana revelava, embora fosse uso comum na época, ao assinar suas cartas com as palavras Jesus-Maria, a razão do culto a Mãe do Senhor. Outra forma de dizer: Tudo a Jesus por Maria. Porque Maria tudo reverte para Jesus. 
Os sacramentais, principalmente os escapulários, hoje estão na moda. Fiquei escandalizado ao ver uma aluna, com um escapulário no pescoço, com o simbolo do flamengo na frente e o urubu do dito time atrás.( Se os que existem por aí com imagens de santos e santas já não são o escapulário mariano), o sacramental que indica a filiação espiritual aos carmelitas, imagine escapulários de times. Outro aluno me disse que havia também o do Coríntias. Este , pelo  menos, trazia São Jorge, (padroeiro imposto ao Coríntias, pois tenho por certo que o time dos santos, sempre foi a Igreja de Cristo e nenhum outro) atrás, no lugar do Urubu, mascote do Flamengo. 
Neste tempo  em que muitos na Igreja, desprezam os  sacramentais, o mundo os vulgariza; de certa forma os ridiculariza. Na época  em que cocos, objeto profano, serve de simbolo da palavra de Deus, não sei  por qual motivo, se fez uma procissão da Palavra, que nem é ato litúrgico da missa, (A Palavra, o Evangelho é para ser incensado e apresentado) com a  Bíblia dentro de um coco.
Que Deus nos conceda a sadia religiosidade popular de Santa Joana d´Arc. O que importa é reconhecer a ação de Deus e a forma como Ele quer agir. Ela mesma, um dos maiores sacramentais de Deus. "Agradou a Deus agir assim. Por meio de uma pobre Virgem, expulsar os inimigos do Rei." Jesus não precisava fazer uma lama com seu próprio cuspe para curar um cego. Mas o fez. E por que? Creio que, para aqueles que o viam naquela ocasião, era necessário que vissem algo material, um ritual, uma expressão concreta. E alem disso para indicar que tudo que nos traz o bem, vem de Deus e depende de Deus. (Só alertando que este gesto de Cristo não justifica fazer coco parte da liturgia da missa. Basta o que Jesus já deixou de material mesmo: O pão ázimo e o vinho de uva.  E Basta!) É  Deus  que coloca nestes objetos sagrados o poder que ele quiser. Tudo para a glória do seu nome. Que a Igreja volte a usar e explicar, o rico sentido dos sacramentais, antes que comecem também, se é que já não  o fizeram,  a inventar escapulários com imagens do capeta e de  uma caveira, símbolo da morte. Livrai-nos Senhor. Sede a nossa proteção. Que o sagrado seja sagrado e o profano impossível de sacralizar,  seja evitado.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A Flor do Campo murcha em tão pouco tempo!

"...Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?" 
Mateus  6,30


Assisti a um filme em que uma personagem comentava que a  mãe  dela não gostava de flores. E explicava desta forma o motivo: "Por que cuidar tanto de uma coisa que nós sabemos que vai morrer tão cedo?"

Não só as rosas, mas ouvi dizer, que muitos outros seres vivos tem uma vida muito curta. Comentam, mas não sei é científico, que as moscas duram só 24 horas. Mas usufruem do direito de viver as 24 horas dadas por Deus a elas. E Deus também não trabalha inutilmente quando dá as flores dos campos um vestimenta mais rica do que a de Salomão, conforme as palavras de Jesus, para uma flor que no outro dia já estará murcha, ou mesmo na tarde.

O cuidado de Deus pelas simplórias flores do campo, que morrem muito rápido me fez lembrar o  amor de uma mãe. Quantas após darem ao mundo um novo ser normal, por complicações no parto ou doenças, perdem seus filhos poucos dias após nascidos. Se soubessem que estes iriam morrer logo após o nascimento, mesmo assim, ainda esperariam para o parto? Felizmente Deus não revela as mães por quanto tempo ficará vivo sobre a terra um ser humano. E me lembrei que Deus compara o seu amor pelas criaturas, como o amor de uma mãe.

 "pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti." Isaías 49,15

Infelizmente pode. Hoje não só pode como até lutam para que o fruto de seu ventre seja descartado como uma coisa qualquer. Mas Deus, se mostra nossa verdadeira mãe. Porque sabia existiram tais mulheres que abandonaria o fruto das suas entranhas, Ele porém nunca nos abandona.

Como afirmou Jesus, Deus cuida com máxima atenção e embeleza uma flor do campo que a tarde, já estará murcha e será lançada no fogo. As flores duram pouco tempo. Mas  não pensamos no breve tempo que elas vivem porém na beleza que elas no mostram neste breve tempo. Qualquer pessoa normal se encantaria com a beleza desta breve vida e nem se quer lembram que esta é tão breve. Mas apenas que é VIDA. E vida vinda de Deus e mantida por Deus. Este Deus que em seu amor é mais perfeito do que o amor de uma  mãe; já que há mulheres que não amam uma vida que dura tão pouco tempo. Talvez gostem mais das flores e nem lembram que elas murcham brevemente e morrem. Creio que neste caso, tem razão a personagem do filme. Por que cuidar de flores, já que  estas duram tão pouco tempo?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

QUE PAZ QUEREMOS?

Vivemos numa época complexa. Este é o período da História em que mais se fala de paz. Deseja-se a paz até mesmo com o custo da justiça e da verdade. Com todo relativismo moral. Nada é verdadeiro. Ou melhor, só há uma verdade: A verdade que eu aceito. Que satisfaz a minha opinião. Dogmas, credos, crenças, todas trazem divisão e guerras. É preciso colocar valores, tais como paz, ecumenismo, respeito, diálogos, acima de credos e doutrinas. Mas não teríamos problema algum com religões não cristãs em relação a este paradigma de pluralismo religioso. Com execção do Islamismo e do Judaísmo, só  o Cristianismo crer em verdades objetivas, fundamentais  às suas doutrinas. Há um só Deus. Não há uma variedade de deuses. Não se cultua a natureza e os deuses da água, do ar e do fogo. Há um Deus a quem devemos prestar contas e que nos deu uma lei para que fosse obedecida. E dentre estas, só o  Cristianismo, tem uma fé ainda mais excludente em realção as outras Citadas. É o mistpério da Encarnação. Deus mesmo, em pessoa, veio até nós, revelar a divindade e a si mesmo. E se fez carne. Assumiu nossa condição humana e declarou-se  o Caminho a seguir, a Verdade a aceitar e a Vida a receber. Este homem Jesus de Nazaré, trouxe uma doutrina que impede que esperemos a paz vinda de outra fonte. Fruto de esforços humanos. Originada da prosperidade econômica, do diálogo e da mistura entre crenças. Se Ele é Deus em nossa história, toda doutrina que nega esta realidade, não pode nos trazer a paz. Pois só Deus é o bem abslouto e como Ele mesmo disse, sem mim nada podeis fazer. Sem dúvida, o mundo tem feito muita coisa nos ascpectos econômicos e políticos, sem considerar Jesus de Nazaré. Mas não encontrou a paz que tanto promete. Ao contrario. Justamente na época em que mais se falou de paz e liberdade tivemos as mais terriveis das guerras e o mais brutal dos regimes políticos. E este era o  que mais  alegava justiça e igualdade para todos.
Querer a paz sem Jesus ou livre de sua doutrina, sobre si mesmo e sobre a verdade do que é o homem e Deus, é aceitar a paz a qualquer preço. É aceitar a paz do anti-Cristo.
Santa Joana d'Arc foi acusada por seus juízes, de desejar ser libertada da prisão com a ajuda do demônio. Ela repondeu prontamente: "Nego que desajaria ser libertada pelo demônio." E esta reposta indica um grande sacrifício que era ficar presa e numa prisão guardada por guerreiros ingleses seus inimigos. Joana muitas vezes disse que nunca esteve presa num lugar, em que não sentisse a grande vontade de fugir. Ao dizerem que suas santas a abandonaram ela responde: "Se foi da vontade de Deus que eu fosse feita prisoneira, então FOI PARA O MELHOR que eu fui presa." Quando Deus permite um situação de sofrimento em nossa vida é sem´pre para o melhor. 
Joana aceita sujeitar-se aos juízes para ficar livre da prisão inglesa. Estes a iludem com a pretensão de divulgar que ela negou sua missão dada por Deus. Uma forma de manchar sua memória. Joana só entendeu que foi vítima de uma cilada quando voltou a mesma prisão em que estivera. E recupera as roupas de homem que prometera deixar de usar  porque iria para uma cela vigiada por mulheres.
Assim tambem faz o mundo. Em nome de uma falsa paz, prega diálogos, fraternidades, mistura de credos,  com o unico objetivo de deixar a pessoa de Jesus de lado. De faze-lo ficar menor do que sua doutrina do amor recíproco. Sim. É verdade que  Jesus mandou que nos amassemos. Mas isto é uma ordem para os que creem nele. E nosso amor aos crentes de outras religiões não siginfica aceita-las e renunciar a Jesus. Antes, o testemunho do nosso amor, deve traze-las para Jesus.Cristo  não mandou que amassemos as religiões e os deuses pagãos. Não mandou fazermos acordos com Belial, porque ele mesmo disse: "Não tenho nada com o príncipe deste mundo." Assim como Santa Joana, não queremos que a paz venha dos poderosos deste mundo e muito menos do Anti-Cristo. Queremos a paz que vem de Jesus, sob Jesus e com Jesus. Negamos, como verdadeiros católicos, que desejamos um mundo de paz e fartura, se para isto for preciso servir ao anti-Cristo. Nunca! Jesus é a nossa paz. Só nele os povos de todo mundo terão a verdadeira paz.





terça-feira, 10 de abril de 2012

Entrevista Antonio Carlos Rossi Keller Bispo de Frederico Westphalen (RS)-Um parte



Publicada na Revista in Guardia. 

In Guardia: Como definir a Teologia da Libertação então?

A meu ver, existem duas “teologias da libertação”. A primeira é aquela que a Igreja sempre anunciou: a libertação do pecado, através da ação fundamental e purificadora da Graça, unida ao sempre insuficiente esforço humano. Esta libertação que nasce da iniciativa divina de salvar, se efetiva na realidade de um coração que se converte a Deus, ao irmão, a si mesmo e ao mundo. Esta TL pura, limpa, reta tem sua expressão bíblica alicerçada, principalmente, nas bem aventuranças do Evangelho, entre tantos outros textos da Sagrada Escritura. Para se poder entender esta Teologia da Libertação que antes de tudo, exprime o primado do sobrenatural na vida e na ação pastoral da Igreja, penso que exista uma “chave de compreensão”. Há um “documento base” para a leitura e a compreensão desta autêntica TL: o Discurso do bem aventurado Papa João Paulo II, pronunciado no Morro do Vidigal, durante sua primeira visita ao Brasil, em 1980.  Aí está expressa, com clareza meridiana, a prioridade da doutrina da Graça, das virtudes e dos dons. Pinço uma única frase do Bem aventurado João Paulo II: “Os pobres em espírito são aqueles que são mais abertos a Deus e às maravilhas de Deus (Atos 2,11). Pobre em espírito não significa exatamente o homem aberto aos outros, isto é, a Deus e ao próximo? Pobres em espírito – aqueles que vivem na consciência de ter recebido tudo das mãos de Deus como um dom gratuito e que dão valor a cada bem recebido. Constantemente agradecidos, repetem sem cessar: “Tudo é Graça!”, “Demos graças ao Senhor nosso Deus”. Vale a pena “desenterrar” este Discurso do bem aventurado João Paulo II... A meu ver, foi este o discurso programático de toda a Visita ao Brasil. As palavras do Papa revelam a autêntica TL,aquela verdadeira.

A segunda TL é aquela falsa, mentirosa, ideologizada, fundada nas palavras de Leonardo Boff, em um artigo no Jornal do Brasil, também em 1980, alguns meses antes da visita do Papa João Paulo II: “O que propomos (com a TL) não é a teologia dentro do marxismo, mas o marxismo dentro da teologia”. Esta TL falsa, indigna da tradição teológica milenar da Igreja, prega não as bem aventuranças, mas a mudança das estruturas econômicas, sociais, políticas e eclesiais. Propugna, por exemplo, em relação à Igreja, a chamada “eclesiogênese”, termo proposto pelo já citado Leonardo Boff. As palavras de seu criador manifestam a idéia de que a Igreja deve fazer-se a partir do “lugar social” ocupado pelo povo: “Precisamos fazer a Igreja que nasce do povo... Essa é a grande virada da Igreja hoje. Igreja que parte de baixo, do povo, e não a Igreja Institucional, que venha de cima. É a eclesiogênese.”

Ou seja, a falsa TL pretende que o homem, que na visão de Marx tem estrutura antropológica imanente, materialista e atéia, possa ser ao mesmo tempo, cristão. E que, como cristão (o que é impossível...), mude o mundo, a sociedade, as estruturas e a própria Igreja...

Assim, a TL mentirosa, não conta com a Graça, com a ação transformadora interna e sobrenatural de Deus em nós. Para a TL falsa, Deus é... ninguém. Deus é só uma idéia, um mito que serve como ponto de referência para animar a “praxis” do oprimido, a luta contra o explorador. Deus é a justificativa racional para a luta pela libertação, reduzida à simples questão material. Lê-se, por exemplo, a História da Salvação tão somente sob a ótica da necessidade da luta do oprimido contra o opressor, do fraco contra o forte, do dominado contra o dominador. E o Deus da Bíblia, na visão da falsa TL, é aquele que justifica a violência.

Ou seja, não há o que definir, em termos de teologia, a falsa TL...

SE OS MORTOS NÃO RESSUSCITAM CRISTO TAMBÉM NÃO RESSUSCITOU. (1Cor 15,13)




A Páscoa celebra a Ressurreição de Jesus. É a vitória da Vida sobre a morte. Jesus morreu igual a todos os homens. Da mesma forma como nós morreremos. Mas Jesus ressuscitou para que também nós sejamos ressuscitados como Ele. Quem não crer na Ressurreição também não deveria crer que Jesus Ressuscitou, pois Cristo morreu de verdade e se os mortos não ressuscitam também Jesus não ressuscitou. Muitos católicos acreditam que só Jesus ressuscitou porque ele é o Filho de Deus. Mas esquecem que Jesus como verdadeiro homem em tudo igual a nós morreu e como morto não poderia ressuscitar. Mas  Deus  Pai o fez Ressuscitar dos mortos. Isto quanto à sua natureza humana. E ressuscitou porque sendo o próprio Filho de Deus feito homem poderia ressuscitar pelo poder do divino com a ele estava unido. Mas a ressurreição de Jesus foi para que nós também, mortos e condenados ao inferno  para sempre, pudéssemos ressuscitar tal qual ele e por ele vencer a morte. Jesus não ressuscitou para mostrar apenas o seu poder, mas por que nós p, simples humanos e pecadores participássemos da sua vitoria sobre a morte. Os mortos ressuscitarão. Quem não crer na ressurreição dos mortos não  deveria crer na ressurreição de Cristo ou não crer que ele morreu de verdade. Dizemos sempre no credo. Creio na vida eterna. Mas em nossas conversas vezes dizemos: Morreu acabou-se. Não ! Se morrer significasse acabar Jesus como homem, teria também se acabado na morte. Mas morrer é a separação da alma do corpo. E a ressurreição e reunificação de alma e corpo, pois somos pessoas  só enquanto temos corpo e alma. A nossa alma sobrevive à morte e fica na "espera" da ressurreição porque ela, a alma, é que dará ao corpo a nossa identidade humana. ´E a alma em que fica registrado toda nossa memória e consciência. Por isso há uma verdadeira ressurreição e não recriação. Pois não voltamos a ser criados novamente. Voltamos a ser completos em nossa natureza. Voltaremos a ser pessoas. Formadas de corpo e alma. Por isso Jesus enquanto estava sepultados foi em esprito pregar aos mortos e liberta-los da prisão  (1Pd 3,19) porque estes não podia ainda ir para o céu antes da ressurreição de Cristo. Jesus veio para que todos nós, por sua morte ressuscitássemos. Eis o significado da  Páscoa. Ressurreição para a vida  eterna. Passagem da morte corporal para a vida eterna em corpo alma no final dos tempos. 
Feliz páscoa nos deu o Filho de Deus por sua gloriosa ressurreição.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

JESUS RESUSCITADO




"JESUS MORREU E RESSUSCITOU PARA SER O SENHOR DOS MORTOS E DOS VIVOS." RM 14, 9

"SE OS MORTOS NÃO RESSUSCITAM TAMBÉM JESUS NÃO RESSUSCITOU ENTÃO É VÃ A NOSSA FÉ. MAS CRISTO RESSUSCITOU E TORNOU-SE ESPERANÇA DOS QUE MORRERAM." 1Cor  15,12-20

A nossa verdadeira Páscoa é a passagem da morte para a vida. É a ressurreição de nosso corpo corruptível para o  corpo gloriosos que recebermos no dia da consumação do mundo na ocasião da vinda gloriosa de Cristo para julgar os vivos e os mortos. Cristo ressuscitou verdadeiramente. Aleluia!
A todos os seguidores do Blog uma feliz, perene e santa Páscoa.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

CONFIA EM DEUS. ELE TE AJUDARÁ.

"Perguntei as minhas Vozes se eu seria queimada. Elas responderam para confiar  em Deus que Ele me ajudará."  (Processo de Condenação de Sta. Joana d´Arc 09 de maio de 1431 p. 153.)



Estamos na Semana Santa. Para muitos o período se limita a assistir o espetaculo da Paixão de Cristo. Sim! O mistério de nossa Redenção agora virou espetáculo teatral. Não para evangelizar. Para converter. Mas para provocar admiração com os efeitos especiais. Para possibilitar ver astros globais como  ocorre em Nova Jerusalém. Uma fantástica história do passado.
A Vida Jesus Cristo já rendeu muitos filmes, livros, documentários...e de muitos santos também. Dentre estes, Santa joana d´Arc ocupa praticamente a primeira posição. É mais celbrada e conhecida na literatura, no teatro e no cinema do que na devoção da Igreja. Ela também teve a sua paixão e morte. E em alguns aspectos bem parecdia com a de Jesus. Não quanto à missão. Que foram completamente diferentes. Mas quanto aos motivos.
-Ambos se disseram enviados por Deus;
-Ambos foram julgados por uum tribunal religioso;
-Ambos foram condenados por blasfêmia, heresia;
- E os dois foram entregues aos juízes do governo. Jesus aos romanos. Joana aos ingleses.
 Porem, o que mais os aproxima de certa forma, é a firme convicção de estarem cumprndo uma missaão dada por Deus. É a aceitação da vontade de Deus. Jesus sabia que seria rejeitado e morto pelos homens. Joana esperava a sua libertação. As vozes haviam prometido que ela seria libertada em grande vitória. Até o ultimo instante ela esperou por esta libertação. Porem , quanto mais o tempo passava, mas próximo da fogueira ela estava. No mês de maio, o mês de sue martírio, disse aos juzies a frase que abre este texto. "Perguntei as minhas vozes se seria queimada." Estas não confirmam e também não negam. Apenas dizem o  mais importante. "Confia em Deus. Ele te ajudará."
Jesus, embora soubesse que morreria na cruz, também diante do horror da morte disse: "Pai, afasta de mim este calice. Mas não a minha é sim, a tua vontade seja feita." Não ouviu nehuma voz, mas veio um anjo para o consolar. Teria sido Gabriel, o que anunciou a sua vinda ao munda a uma outra Virgem em Nazaré, assim como Miguel anunciou a Virgem Joana, a vinda de suas Vozes? Provavelmente!. 
Jesus se entrega livremente à vontade do Pai. Joana, tão humana, como nós, ainda quer se agarrar a uma vontade humana. Liberdade para o mundo, para a França, para continuar sua missão. Fogueira para ela não significava libetação numa grande vitória. Embora viesse santos já mortos na Terra  e vivos no paraiso, temia a morte e mil vezes mais ainda,  a morte no fogo. Sinal de maldição e até quem sabe, de perdição eterna. Mas a voz diz o que importa: Confia em Deus! O disse para ela e também para nós. Conifa em Deus nos momentos em que a paixão de Cristo se mostra em tua vida. Nos momentos de incompreensão. De fracasso. De doenças. De morte, De rejeição. Confia em Deus e ele te ajudará. Ajudará eté mesmo a suportar as chams de uma fogueira e a ver com outros olhos que morte no fogo é mesmo uma libertação e uma grande vitoria, quando aceita por amor a Deus, quando manifesta que a fé é maior do a fraqueza da carne; que fazer a vontade de Deus é o bem mais precioso, do que manter esta vida. E assim se realizará em nós o que Jesus fez por nós. A vitória da Vida pela morte e sobre a morte. E temos apenas uma certeza: Está unido ao nosso sofrimento, aquele a quem Joana clamou quando as chamas queimavam se puro corpo virginal: JESUS!


terça-feira, 3 de abril de 2012

NA MORTE DE CRISTO, TEMOS A VIDA EM PLENITUDE.

Jesus disse aos seus discípulos e ao povo: "Eu vim para que todos tenham Vida e a tenham em plenitude!"  João 10,10. Como devemos entender estas belas palavras de nosso mestre? Ou melhor, como a entenderam os apóstolos e a Igreja do Senhor? Em que consiste a verdadeira vida? Por todo o texto em que estas palavras estão coladas, percebe-se que Jesus se refere sempre à vida como fé nele. (Cf. Jo 5, 26.39-40; 6, 40-47; 11,25; 17,3) Pelas parábolas de Jesus, sobre rico e o mendigo lázaro (Lucas 16 19) e do homem que com abundância de bens, (Lucas 12, 18; ) pensou em aumentar seus celeiros, para colocar mais bens, entendemos  que Jesus não entende que a vida em plenitude fique restrita aos bens materiais. Ele também disse: "quem é capaz de aumentar um dia à sua vida" e "...a vida de um homem não depende dos bens que possui."

Os ricos pensam que possuem vida plena. Podem gastar como quiser, comprar o que quiser. Mas nenhum dinheiro no mundo comprar a paz da consciência e como disse o salmo não libera o homem da morte, pois tanto morre o pobre como o rico.  A Igreja sempre compreendeu que a vida a que Jesus estava se referindo não consistia em viver de modo melhor, com menos dificuldades, acumular bens, como pregam certas correntes cristãs da prosperidade. Entendeu Vida como estado espiritual de quem está pleno de Deus. Repleto da confiança em Deus que liberta do pecado e perdoa. Daquele que não põe sua confiança no poder dos homens que mandam no mundo, porque nenhum deles é capaz de salvar. Dos verdadeiros humildes, que não o são por ausência de bens materiais ,mas pela ausência da soberba, e pela plena confiança e amor a Deus. Aqueles a quem a Santa Mãe de Deus se refere como os  " os humildes ( que Deus exaltou) e derrubou os soberbos nos pensamentos de seu coração."Por certo há muito pobre socialmente falando cheio de soberba e ansiosos por ter muitos bens. Que gostariam de ganhar o mundo inteiro em fama e poder. Que se revoltam com sua condição de pobreza material, mas não  com a injustiça social, porque ao chegar no topo ou ficarem ricos, se esquecem dos pobres e muitas vezes agem pior dos que aqueles que nasceram na riqueza. Quantos ricos abandonaram tudo por causa do Evangelho. Se fizeram monges  pobres. Santo Tomás de Aquino e São Bernardo são penas dois exemplos entre muitos.
A que vida Jesus se refere, se também ele mesmo disse, quem ama esta vida  NESTE MUNDO, vai perde-la, mas que perde-la  por causa de mim vai ganha-la? João 12, 25.

Para Jesus vida é mais do que uma situação econômica e social boa. Até mesmo digna. O Filho do homem, ao contrário   das  aves  do céu e das raposas com suas tocas, não tinha onde repousar a cabeça. Vida é plenitude. É eternidade. É ausência do pecado. É amor a Deus acima de tudo o que é material. Se os ricos soubessem o valor desta vida que Cristo nos garante, sim, porque ele é a verdade e jamais nos enganaria, teriam o  coração desapegado de seus bens. Usufruiriam apenas do necessário e desta forma não havendo ganância por ajuntar cada vez mais, como o rico da parábola, os bens seriam abundantes e aliviariam a miséria de muitos. Principalmente dos irmãos na fé. Por certo não é justo, nem em conformidade com a vontade de Deus que muitos tenham tanto, mesmo precisando de tão pouco e milhares não tenham quase nada. Mas não serão as ideologias materialistas, as lutas de classes, os partidos políticos, os socialistas,  que irão garantir um mundo mais justo e fraterno. Só por meio da fé em Cristo, da adesão pessoal à sua pessoa é que se pode chegar a imitar o exemplo de Zaqueu. (Lucas 19,8) Repartir metade de seus bens com os pobres. E porque Zaqueu agiu assim? Porque havia entrado em sua casa não só aquele que veio nos trazer a vida eterna, mas a própria Vida: Cristo Jesus. Ele não  era apenas o portador de uma mensagem: "Que  todos devem ter vida em plenitude." Ele é a Vida "Eu sou a ressurreição e a Vida. Aquele que crer em mim nunca morrerá" Os mártires morreram. Como não imaginar que eles ficassem se perguntado, que vida foi esta que nos trouxe o Filho de Deus? Não dissera ele no Evangelho, "Eu vim para que todos tenham vida e nos somos perseguidos e mortos por causa de seu nome?" E os apóstolos também sofreram perseguição e morte. Se para estes, vida fosse uma situação de conforto e abundância na terra, por certo teriam desistido de continuar crendo e anunciando Jesus. Pois veriam que haviam sido enganados. Sabiam à que vida Jesus estava se referindo. A vida que nasce do amor a ele, que vem por meio dele e que nos induz a agir como ele. No amor aos pecadores, no amor aos inimigos e até mesmo no amor aos ricos, porque  até estes podem espiritualmente,  ser mais desapegados de seus bens, e por graça de Deus, deixa-los por amor de Cristo, do que muitos pobres materialmente falando, que não tem outro objetivo na vida a não ser ficar rico. As apostas em casas lotéricas o comprovam.
A vida em plenitude, que Jesus diz ter sido o motivo de sua vinda ao mundo, não é para este mundo, mas começa neste mundo. E começa pela fé em Cristo. "Aquele que crer em mim tem a vida eterna" E transforma a vida das pessoas neste mundo. É vida espiritual , mas não significa também deixar de ver o sofrimento dos pobres; as injustiças sociais; significa assumir pela fé e o amor a Cristo e por Cristo o amor  ao pobre. E também a pobreza. Sim. Esta tão temida e  rejeitada  pobreza. Muitos para livrar-se dela lutam para  que o Estado se torne o unico rico e poderoso, a fim de tirar as pessoas da miséria. E terminam por socializar a pobreza e não a riqueza. E acabem fazendo como Esaú. Vendendo por um prato de lentilhas a sua dignidade de filhos de Deus e  tornando-se escravos da ditadura do Estado.  A vida em plenitude é a Vida de Cristo em nós e nossa vida em Cristo. O que nos leva a dizer como São Paulo: "Tudo o mais, considero como escória, para ganhar Cristo Jesus." Fl 3,8. É a agir com o pensamento de São Pulo: "Já que nada trouxemos para este mundo também nada dele levamos. Tendo o que comer e o que vestir demo-nos por satisfeitos. "1Tm 6,7
Jesus nos deu esta vida, que dura até a vida eterna, no alto da Cruz. Por sua morte é que recebemos Vida e vida em plenitude. Vida que nenhum  poder do mundo será capaz de nos tirar e que nenhum poder do mundo, por mais que faça obras sociais que melhorem a condição dos mais pobres, será capaz de nos dar. Porque esta Vida é Cristo! Veio com ele e por ele vem até nós. E vem por meio da fé. Quem crer tem a vida eterna. Eis a vida em abundância que Cristo afirma ter sido a razão de sua vinda ao mundo.