segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O EXERCICIO DA OBEDIENCIA


A Regra de São Bento tem como fundamento a obediência. Ela define o monge como aquele que renunciando a própria vontade deseja viver sob a autoridade do outro: o Abade. Para os que tem vida em comum não faltará oportunidades de manifestar esta obediência na rotina do diária. Mas para o Cristão leigo que vive na familia ou sozinho como aplicará na pratica este preceito da Santa Regra de São Bento? "O terceiro degrau da humildade é quando o monge, por amor a Deus,submete-se ao superior com toda obediência, imitando o Senhor de quem diz o Apóstolo:"fez-se obediente até a morte." RB 7,34. Fl 2,8. Nunca estaremos vires do exercício da autoridade de alguém sobre nós. Somos capazes de realizar atividades que nos desagradam, suportar para manter o trabalho um chefe injusto e exigente. Trabalhamos por uma questão de sobrevivência e por necessidade do dinheiro obedecemos. O católico, amigo da Realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo, transforma esta obediência forçada pela necessidade num ato de amor a Deus. Ver nos seus superiores civis, os chefes de seu trabalho e no seu superior religioso, no caso o padre de sua paróquia e o bispo da diocese a que ela pertence, o Abade de um mosteiro. Embora esteja vinculado ao trabalho por uma questão de necessidade material, submete-se a esta autoridade por amor a Deus; para exercitar a virtude da obediência naquilo em que for em conformidade com a lei de Deus. Embora ninguém tome disto conhecimento e entenda que este faz o que lhe é devido por causa da necessidade do dinheiro, este internamente, o faz para agradar a Deus e purificar sua pessoa exercitando a humildade e fazendo calar a soberba. Este é o modo, que poderemos viver este preceito da Regra de São Bento. Obedecendo aos nossos superiores no trabalho como se estes fossem o nosso abade. Cumprindo nossas obrigações profissionais não como simples operários, mas como imitadores do Filho de Deus que sendo rico se rebaixou ao ponto de obedecer até a morte e morte de cruz.
Dai-nos Senhor Jesus, a obediência à vontade de Deus, no cumprimento de nossos deveres profissionais. Amém.

domingo, 30 de janeiro de 2011

A VIRGEM MÃE DE CRISTO


Os protestantes deviam aceitar de uma vez por todas: MARIA É A MÃE REAL DE JESUS; TÃO MÃE QUANTO A NOSSA MÃE É VERDADEIRAMENTE NOSSA MÃE. Insistem em afirmar que Jesus morreu por eles, mas esquecem de que para morrer, ele precisou ser homem de verdade e, pra ser homem de verdade, ELE QUIS TER UMA MÃE. Entendam: ELE QUIS TER UMA MÃE.

A maioria deles só se referem a Maria para rebaixá-la. Fazer dela uma mulher qualquer. Por isso a primeira coisa que dizem é que ela deixou de ser virgem. Não há uma só passagem no Evangelho que afirme categoricamente: “Maria e os filhos dela. A mãe de Jesus e os seus filhos… Tiago, filho de Maria, mãe de Jesus…” Tem algum trecho assim? Não? Então porque insistir em que os ditos irmãos de Jesus, são filhos de Maria? Será que ao afirmar isso pensam que não irão atingir Jesus? Atingirão, sem dúvida. Muitas “igrejas” protestantes não crêem mais que Jesus nasceu de uma virgem e sabem por quê? Pelo simples fato de que se Jesus fosse o primeiro de uma filharada de Maria, como saber se ela o concebeu virgem? Embora esteja no Evangelho de Mateus e Lucas, o fato de Jesus ser o mais velho, dificultaria e muito, a crença numa concepção virginal;Jesus poderia ser filho de José, tanto quantos os outros, certo? Lembre que durante a pregação de Jesus, nem os apóstolos, nem as mulheres sabiam que Jesus não era Filho de José. Veja:Mt. 13,55; Lc 4,22;Jo 1,44; Jo 6,41-42. Todos o chamam filho de José. Agora pense: Depois Jesus ressuscita e Maria conta que Jesus não é filho de José, mas concebido pelo Espírito Santo. E conta isto junto com seus outros filhos. Você acha que seria fácil aceitar uma história destas se Jesus não fosse filho único? Só um milagre faria o povo aceitar e entender, como uma mulher que concebeu sem homem o próprio filho de Deus, resolveu depois gerar de um homem, por relação natural, uma filharada. Eles insistem nisso porque querem é mesmo diminuir Maria. Rebaixá-la à condição de uma mulher comum. Uma mera mãe de Família. Até esquecem que ela é A MÃE DE JESUS, O SEU SALVADOR. Nenhuma vez se referem a Maria com respeito. Refere-se a ela com ódio, com desprezo. E ainda dizem que adoram o FILHO DELA. Como entender estes que amam o Filho e adoram o filho, desprezem a mãe dele? A forma de se referir a Maria demonstra isso. Desprezo, raiva, indignação, como se ela fosse a maior inimiga de Cristo. Ela que nos disse: “Façam tudo o que ele vos disser.”Jo 2,5 Que Elisabete pelo ESPÍRITO SANTO, sim o mesmo Espírito, que estes afirmam ter quando lêem a Bíblia e não lhe mostrou esta passagem: “Quem sou eu para vir a ter comigo a Mãe do MEU SENHOR?" Lc 1,43. Será que o Senhor que eles adoram é o mesmo filho de Maria? Por que se ele não for o filho de Maria, a Cheia de Graça ( ou Agraciada, como erradamente entendem) ele não é Jesus, o Cristo. Eu adoro o filho de Maria e os "evangélicos?"

Maria não precisou fazer voto de virgindade.Não há biblicamente prova de que o tenha feito. A pergunta em Lucas" Como se fará isso, se não conheço um homem?"Lc 1, 34 indica que ela presente que o filho anunciado não será do esposo e pergunta pelo modo como se fará.Que Maria tenha feito voto de virgindade não é dogma, embora seja uma crença antiga e piedosa; porem vai de encontro aos costumes judaicos da época. Mas com certeza, se Jesus veio de forma inesperada, como narra Lucas, antes dela viver como uma esposa normal com o seu futuro marido, sem dúvida ,tudo mudou depois da anunciação; José passa a ser o pai de Jesus perante o povo e acobertar o mistério de Jesus; dar a descendência de Davi, já que as mulheres não transmitiam descendência. Observar como Mateus e Lucas insistem que José é da descendência de Davi. Mat 1,20; Lc 1, 27; e claro também salvar a reputação de Maria. Maria deixa de ser a simples esposa de José e passa a ser A MÃE DO MENINO como afirma Mateus varias vezes.Mt 2,13.14.19.21 Acreditar que Maria ,que guardava tudo em seu coração ,(Lc 2,19)não tenha ficado tocada com o fato de conceber sem homem o próprio Filho de Deus, seria improvável. Só se na época fosse uma coisa normal conceber virgem é que Maria não teria dado a menor importância ao fato. Não era e nem é comum nascimento de virgens.

Nós cremos que Maria permaneceu Virgem POR CAUSA DE JESUS. Foi Jesus que selou a virgindade de Maria,sua mãe. Então para nós é motivo de glória para Jesus, este ser o único homem do mundo, que pode dizer que é filho de uma virgem. Esta glória os protestantes não querem dar a Jesus. Eles rebaixam Jesus a condição de um filho mais velho. E ainda dizem que o amam e o adoram. Negam que ele seja nosso irmão porque não admitem que ele tenha uma mãe agora. Para eles a relação mãe e filho terminou quando Jesus se batizou no Jordão. Mc .1,9. Esquecem que Maria é dita mãe de Jesus,mesmo depois da Ressurreição do Filho. At .1,14. Negam a ele a honra de ser chamado FILHO DA VIRGEM MARIA. Pois para estes, Jesus é o filho da ex-virgem Maria.

Dai-nos Senhor verdadeiro afeto filial àquela que nos destes por mãe e que por suas preces possamos ouvir a palavra do Pai e coloca-la em pratica. Amem.

sábado, 29 de janeiro de 2011

A MURMURAÇÃO

"Antes de mais nada, que o mal da murmuração não apareça, seja por qualquer motivo, em palavras ou atitudes." Regra de São Bento, capitulo 34, 6.

OREMOS

Concedei-nos Deus, nosso Pai, que tudo façamos sem reclamações e de boa vontade, para a glória do Vosso Filho e o bem de nossas alma. Por Cristo vosso filho e Senhor nosso. Amem.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

SANTA JOANA D´ARC: LEIGA E CONSAGRADA A SERVIR A DEUS NO MUNDO


A maioria dos santos reconhecidos pela Igreja Católica, foram padres, religiosos ou religiosas. Muitos destes foram fundadores de ordens religiosas. Joana d´Arc é uma das poucas exceções. Além de mulher camponesa e leiga, assumiu a tarefa de liderar um exercito e executar atividades ainda em nosso tempo, vistas como ação exclusiva dos homens, por muitos. Mas se Joana se mostra por sua missão, digamos próxima das reivindicações feministas, por sua fé está completamente longe destas.O que faz Joana deixar a familia e se fazer guerreira não é a vontade de mostrar igualdade entre homem e mulher. É a fé em Deus e o pleno consentimento à sua vontade. Só pela fé ela se consagra à missão de salvar a França. Por obediência a Deus se faz guerreira e não por uma ideologia feminista. Acusada de querer exercer atividade próprias dos homens, responde: "Quanto as tarefas de mulher, há muitas outras para faze-las." Ao mesmo tempo reconhece que sabe muito bem como desempenhar trabalhos de mulher, pois diz: "Não temo nenhuma mulher em Ruan na arte de fiar e coser." Sua ação militar é genuinamente mística. Nasce da fé no Deus que INTERFERE na história.

Em total semelhança com o mistério da Encarnação, a missão de Joana indica ação de Deus na história humana. Só o Cristianismo crer que o próprio Deus se fez homem e consagrou o nosso corpo e nossas atividades diárias. O trabalho, o lazer, o descanso tudo o que é humano, passa a ser sacralizado, porque Deus assumiu para si o que antes destinara as criaturas. Só no Cristocentrismo (Cristo é o centro da história human) encontra-se o autentico humanismo; pois não houve nunca um deus que elevasse a humanidade ao nível da própria divindade. Só por Cristo nos tornarmos Filhos de Deus e nele descobrimos a nossa singular diginidade.
Joana é o maior exemplo de consagração leiga não oficializada na história da Igreja. Fez um voto de guardar a virgindade, mas não o fez nas mãos de um padre ou bispo. O fez no intimo do seu coração. E este mesmo voto recebia todo o significado da missão que assumira. Foi para ser a Virgem guerreira que o fez e não simplesmente para ser uma guerreira virgem. Ela mesma diz que fizera voto de permanecer virgem ate quando a Deus agradasse. O próprio voto está subordinado à vontade divina. Tem valor pelo que simboliza e não por si mesmo. Indica uma entrega a Deus e ao que ele manifestou; no caso dela a Salvação do próprio país. A paz para o povo. Hoje, em que existe varias formas de vida consagrada, Santa Joana d´Arc nos indca também o caminho da consagração interior. E se não somos chamados, para na simplicidade, realizar coisas extraordinárias tal e qual ela, sem duvida somos destinados a realizar com heroicidade as coisas ordinárias e comuns; suportando a monotonia e rotina diária. Adquirir celebridade é um grande perigo. Pode nos conduzir ao orgulho. Permanecer disponível à vontade de Deus e servi-lo com o mesmo entusiasmo; realizar o nosso trabalho e as menores tarefas domesticas com fervor; sendo luz para mundo em nosso falar e agir. Eis a mensagem que toda a vida de Santa Joana d´Arc nos traz.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

TEXTO NA INTEGRA DA CATEQUESE DO SANTO PADRE SOBRE SANTA JOANA D´ARC


Retirado do site da CANÇÃO NOVA

Caros irmãos e irmãs,

Hoje gostaria de falar sobre Joana D´Arc, uma jovem santa do final do período medieval, que morreu aos 19 anos, em 1431. Esta santa francesa citada muitas vezes no Catecismo da Igreja Católica, está particularmente ligada a Santa Catarina de Sena, patrona da Itália e da Europa, da qual falei recentemente em um das minhas recentes catequeses.

De fato, são duas jovens mulheres do povo, leigas e consagradas na virgindade; duas misticas comprometidas, não na clausura, mas em meio as realidades mais dramáticas da Igreja e do mundo no tempo delas. Elas são talvez as figuras mais características entre aquelas mulheres fortes que, no fim da era medieval levaram sem medo a grande luz do Evangelho para as complexas situações da história. Poderemos colocá-las ao lado das santas mulheres que permaneceram no Calvário aos pés de Jesus crucificado e Maria sua mãe, enquanto que os apóstolos tinham fugido e até Pedro o havia traído três vezes.

A igreja naquele período vivia a profunda crise do grande cisma do Ocidente que durou quase 40 anos. Quando Catarina de Sena morre, em 1380, existia um papa e um antipapa; quando Joana nasce, em 1412, existia um papa e dois antipapas. Junto a esta dilaceração no interior da Igreja, aconteciam continuas guerras fratricidas entre os povos cristãos da Europa, entre as quais a mais dramática foi a interminável “Guerra dos cem anos”, entre França e Inglaterra.

Joana D’Arc não sabia nem ler e nem escrever, mas ficou conhecida no mais profundo da sua alma graças a duas fontes de excepcional valor histórico: os dois Processos relacionados a ela. O primeiro, o processo da Condenação (PCON) contém a transcrição dos longos e numerosos interrogatórios de Joana durante os últimos meses da sua vida (fevereiro a maio de 1431) e contém ainda as próprias palavras da santa. O segundo é o processo da nulidade da condenação ou da “reabilitação” (PNUL) que contém o depoimento de cerca de 120 pessoas que foram testemunhas oculares de todos os períodos da vida dela. (cfr Procês de Condamnation de Jeanne d’Arc, 3 vol. E Procês em Nullité de la Condamnation de Jeanne dÁrc, 5 vol., ed klincksieck, Paris 1960-1989)

Joana nasce em Domremy, uma pequena vila situada na fronteira entre França e Lorena. Os seus pais eram dois agricultores que eram conhecidos de todos como ótimos cristãos. Joana recebeu deles uma boa educação religiosa, com uma notável base da espiritualidade do nome de Jesus, ensinada por são Bernardino de Sena e difundida na Europa pelos franciscanos.

Ao nome de Jesus vem sempre unido o nome de Maria e assim embasada na religiosidade popular, a espiritualidade de Joana era profundamente cristocêntrica e mariana. Desde a infância, ela demonstrava uma grande caridade e compaixão em relação aos pobres, aos doentes, e todos aqueles que sofriam no contexto dramático da Guerra.

Através das próprias palavras de Joana, sabemos que a vida religiosa dela era madura como experiência mística a partir da idade dos 13 anos (PCON, i, p. 47-48). Através da “voz” o Arcanjo São Miguel, Joana se sente chamada pelo Senhor a intensificar a sua vida cristã e também a empenhar-se ela própria na libertação do seu povo.

A sua imediata resposta, o seu “sim” foi por meio do voto de virgindade, com um novo empenho na vida sacramental e na oração: participação diária da Missa, confissão e comunhão frequentes, além de longos momentos de oração silenciosa diante do Crucifixo ou de Nossa Senhora.

A compreensão e o compromisso da jovem camponesa francesa diante o sofrimento do seu povo se tornaram mais intensos a partir do seu relacionamento profundo com Deus. Um dos aspectos mais originais da santidade desta jovem é justamente o da ligação entre experiencia mistica e missão politica. Depois dos anos de vida escondida e de maturidade interior, seguem os dois anos breves, mas intensos da sua vida publica: Um ano de ação e um ano de paixão.

No início de 1429, Joana inicia a sua obra de libertação. Os numerosos testemunhos nos mostram uma jovem mulher de 17 anos como uma pessoa muito forte e decidida, capaz de convencer homens inseguros e desencorajados. Superando todos os obstáculos, encontra Delfino da França, o futuro Rei Carlos VII que em Poitiers a submete a um exame que havia sido solicitado por alguns teólogos da Universidade. A constatação deles foi positiva: Nela não viam nada de mal, mas somente traços de uma boa cristã.

Em 22 de março de 1429, Joana escreve uma importante carta ao rei da Inglaterra e aos homens que investem contra a cidade de Orléans (ibid, p. 221-222). A sua solicitação é uma proposta de verdadeira paz entre os dois povos cristãos, à luz dos nomes de Jesus e de Maria, mas a proposta foi rejeitada e Joana começa comprometer-se na luta para a libertação da sua cidade, que acontece em 8 de maio. Outro momento culminante da sua ação politica é a coroação do Rei Carlos VII em Reims, em 17 de julho de 1429. Durante todo o anos, Joana vive com os seus soldados, executando no meio deles, uma verdadeira missão de evangelização.

Numerosos eram os testemunhos deles em relação a sua bondade, a sua coragem e a sua extraordinária pureza. Ela era chamada por todos e ela mesma se autodenominava “a menininha”, isto é, a virgem.

A paixão de Joana inicia-se no dia 23 de maio e de 1430, quando se tornou prisioneira nas mãos dos seus inimigos. Em 23 de dezembro foi conduzida a cidade de Rouen. Ali ela desenvolve o longo e dramático processo de Condenação que se inicia em fevereiro de 1431 e termina em 30 de maio com a pena.

Foi um grande e solene processo presidido por dois juizes eclesiásticos, o bispo Pierre Cauchon e o inquisitor Jean le Maistre, mas na realidade tudo foi inteiramente conduzido por um forte grupo de teólogos da célebre Universidade de Paris, que participaram do processo como assessores. São os eclesiásticos franceses que tendo feito a escolha politica oposta áquela de Joana, tiveram como prioridade o juízo negativo sobre a pessoa de Joana e sua missão.

Este processo é uma página envolvente da história e da santidade e também uma pagina iluminadora sobre o mistério da Igreja, que segundo as palavras do Concílio Vaticano II, é ao mesmo tempo santa e sempre necessitada de purificação. (LG,8) E o encontro dramático entre esta santa e os seus juizes, pelos quais Joana foi acusada e julgada até ser condenada como herege e condenada a terrível morte amarrada a um tronco e logo depois queimada.

Diferente dos santos teólogos que haviam iluminado a Universidade de Paris, como são Boaventura, Santo Tomas de Aquino e o beato Duns Scoto, dos quais falei em algumas catequeses, este juizes foram teólogos aos quais faltou a caridade e a humildade de ver nesta jovem, a ação de Deus.

Vêm à mente as palavras de Jesus, segundo as quais os mistério de Deus são revelados a quem tem o coração dos pequeninos, enquanto permanecem escondidos aos inteligentes e sábios (cfr Lc, 10, 21). Assim, os juízes de Joana são radicalmente incapazes de compreendê-la, de ver a beleza da sua alma: não sabiam que estavam condenando uma Santa.

O apelo de Joana ao juízo do papa, em 24 de maio foi rejeitado pelo tribunal. Na manhã de 30 de maio, ela recebeu pela última vez a santa Comunhão na prisão e, logo depois, foi conduzida ao suplício na praça do velho mercado.

Ela pediu a um dos seus sacerdotes para segurar diante dela uma cruz de procissão. Assim ela morreu olhando Jesus crucificado e pronunciando muitas vezes e em alta voz o nome de Jesus (PNUL,I P. 457; cfr Catecismo da Igreja Católica, 435) Cerca de 25 anos depois, o processo de nulidade, aberto sob a autoridade do Papa Calixto III, se concluiu com a solene sentença que declarou nula a condenação (7 de julhos de 1456; Pnul, II, p 604-610). Este longo processo que recolheu o depoimento de testemunhas e juízes de muitos teólogos, todos favoráveis a Joana, trouxe à luz a inocência da santa e a sua perfeita fidelidade à Igreja.

Joana D’Arc depois foi canonizada por Bento XV, em 1920.

Caros irmãos e irmãs, o nome de Jesus, invocado pela nossa santa até os últimos instantes da sua vida terrena, era como um contínuo respiro da sua alma, como a batida do seu coração, o centro de toda a sua vida.

O mistério da caridade de Joana D´Arc que tanto fascinou o o poeta Charles Péguy, é este total amor de Jesus e ao próximo, em Jesus por Jesus.

Esta santa compreendeu que o amor abraça toda a realidade de Deus e do homem, do céu e da terra, da Igreja e do mundo. Jesus esteve sempre em primeiro lugar na sua vida, segundo a sua bela expressão: Nosso Senhor deve ser servido primeiro (Pcon, I, p.288;cfr Catecismo da Igreja Católica, 223). Amá-lo significa obedecer sempre a sua vontade. Ela afirma com total confiança e abandono: Confio em Deus criador, o amo com todo meu coração (ibid, p.337) Com o voto de virgindade, Joana consagrada em modo exclusivo a sua pessoa ao único amor de Jesus: é “a sua promessa feita a nosso Senhor de guardar bem a sua virgindade de corpo e de alma (ibid, p. 149-150). A virgindade da alma foi a graça, valor supremo, para ela mais preciosa da vida: é um dom de Deus que foi recebido e guardado com humildade e confiança.

Um dos textos mais conhecidos do primeiro processo se refere a isto: “Interrogada, ela se diz estar na graça de Deus e responde: Se não estou, Deus me queira colocar, se estou, Deus me queira guardar nesta (ibid, p. 62; cfr Catecismo da Igreja Catolica, 2005).

A nossa santa vive a oração na forma de um diálogo contínuo com o Senhor, que ilumina o seu diálogo com os juizes, o que dá a ela paz e segurança. Ela pede com confiança: “Doce Jesus, em honra da vossa santa paixão, vos peço, se vós me amais, revela-me como devo responder a estes homens da Igreja. (ibidm p, 252).

Jesus foi contemplado por Joana como o “Rei do céu e da terra”. Assim, sobre o seu estandarte, Joana fez com que pintassem a imagem de Nosso Senhor que segura o mundo. (ibid, p. 172), este, ícone da sua missão politica. A libertação do seu povo é uma obra de justiça humana, que Joana cumpre na caridade, por amor a Jesus. A sua vida é um belo exemplo de santidade para os leigos comprometidos na vida politica, sobretudo, nas situações mais difíceis.

A fé é a luz que guia cada escolha, como testemunhará um século depois, um outro grande santo, o inglês Thomas More. Em Jesus, Joana contempla também toda a realidade da Igreja, a Igreja triunfante do céu, como a Igreja militante, da terra.

Segundo as suas palavras é uma única coisa Jesus e a Igreja (ibid, p. 166). Esta afirmação citada no catecismo da Igreja Católica (n. 795), tem um caráter verdadeiramente heróico no contexto do processo de condenação diante aos seus juízes homens da Igreja, que a perseguiram e a condenaram. No amor de Jesus, Joana encontra força de amar a Igreja até o fim, também no momento da condenação.

Eu gosto de recordar como santa Joana D’Arc teve uma profunda influência sobre uma jovem santa da época moderna: Santa Terezinha do menino Jesus. Em uma vida completamente diversa, que se desenvolveu na clausura, a carmelitana, de Lisieux, se sentia muito próxima a Joana, vivendo no coração da Igreja e participando dos sofrimentos de Cristo pela salvação do mundo. A Igreja as reuniu pronunciando o nome de Jesus (Manuscritto B, 3r) e era animada pelo mesmo grande amor a Jesus e ao próximo, vivido na virgindade consagrada.

Caros irmãos e irmãs, com o seu iluminado testemunho, santa Joana D’ Arc nos convida a uma medida alta da vida cristã: Fazer da oração o fio condutor dos nossos dias, ter plena confiança ao cumprir a vontade de Deus, qualquer que seja ela; viver a caridade sem favoritismos e sem limites e atingindo, como ela, no amor de jesus, um profundo amor pela Igreja.


O PAPA FALA SOBRE SANTA JOANA D´ARC


Ao dedicar a Catequese desta quarta-feira, 26, a Joana D’Arc, o Papa Bento XVI destacou seu “belo exemplo de santidade para os leigos empenhados na vida política, sobretudo nas situações de maior dificuldade”.

Catarina de Siena, patrona da Europa, e Joana D’Arc são as figuras mais características daquelas “mulheres fortes” que, no fim da Idade Média, levaram sem medo a grande luz do Evangelho nos momentos complexos da história. Salientando a força das mulheres, o Santo Padre recordou também o exemplo da Virgem Maria e Maria Madalena. “Podemos escutar as santas mulheres que permaneceram no Calvário, próximas a Jesus crucificado e a Maria, Sua mãe, enquanto os apóstolos fugiram e o próprio Pedro negou Jesus três vezes.

Joana D’Arc nasce num período conturbado na Igreja e na França, em 1412, quando existia um Papa e dois anti-papa. Junto com este cisma na Igreja, contínuas guerras aconteciam entre as nações cristãs da Europa. A mais dramática foi a “Guerra dos Cem Anos”, entre França e Inglaterra. “A compaixão e o empenho da jovem camponesa francesa diante do sofrimento do seu povo tornou mais intenso o seu relacionamento místico com Deus”, explica Bento XVI.

O Pontífice recorda que um dos aspectos mais originais da santidade desta jovem é justamente esta ligação entre a experiência mística e a missão política. “Depois dos anos de vida oculta e crescimento interior, seguem dois anos, curtos, mas intensos, de sua vida pública: um ano de ação e um ano de paixão”, conta.

Depois de Joana D’Arc passar por alguns exames realizados por teólogos, o futuro Rei da França, Carlos VII, se rende aos seus conselhos. A sua proposta é de verdadeira paz com justiça entre os povos cristãos, à luz dos nomes de Jesus e Maria, mas esta proposta foi rejeitada e Joana se engaja na luta pela libertação da cidade em 8 de maio 1429.

“Joana vive com os soldados, levando a eles uma verdadeira missão de evangelização. Muitos testemunham sua bondade, sua coragem e sua extraordinária pureza. É chamado por todos, como ela mesma se definia, ‘la pulzella’, a virgem”, conta o Papa.

Mas em 1430, ela é presa por seus inimigos, que a levaram a um processo eclesial. Ela é acusada e julgada até ser condenada como herege e levada à morte na fogueira. Segundo o Papa, este juízes são teólogos sem caridade e humildade que não viram nesta jovem a ação de Deus. “Os juízes de Joana radicalmente incapazes de compreender, de ver a beleza de sua alma, não sabiam que condenavam uma santa”.

Na manhã do dia 30 de maio, recebe pela última vez a Comunhão na prisão e, em seguida, é conduzida à praça do velho mercado. Pede a um dos sacerdotes de ter diante de si uma cruz de procissão e, assim, morre “olhando Jesus Crucificado e pronuncia mais vezes e em alta voz o Nome de Jesus”.

Cerca de 25 anos depois, o Processo de Nulidade, sob a autoridade do Papa Calisto III, é concluido com uma solene sentença que declara nula a condenação. Bento XVI recorda que este longo processo recolheu testemunhos que colocaram em luz a inocência e a perfeita fidelidade de Joana D’Arc, que depois foi canonizada pelo Papa Bento XV, em 1920.

“O Nome de Jesus, invocado por essa santa até os últimos momentos de sua vida terrena, era como o contínuo respiro da sua alma, como um hábito do seu coração, o centro da sua vida”, ressalta o Santo Padre.

Para o Pontífice, o “mistério da caridade de Joana D’Arc é aquele total amor de Jesus que está sempre em primeiro lugar na sua vida. “Amá-lo significa obedecer sempre a sua vontade. Ela afirmava com total confiança e abandono: ‘Confio-me a Deus, meu Criador, amo-o com todo meu coração’”, destacou o Papa.

Esta santa viveu a oração como um diálogo contínuo com Deus que iluminava também seu diálogo com os juízes e dava paz e segurança. Jesus se revela a ela como o “Rei do Céu e da Terra”, e segundo Bento XVI, a liberdade do seu povo era uma obra de justiça humana, que Joana cumpre na caridade, por amor a Jesus.

“Em Jesus, Joana contempla também a realidade da Igreja, a ‘Igreja triunfante’ do Céu, como a ‘Igreja militante’ da Terra. Segundo suas palavras, ‘é tudo uma coisa só: o Nosso Senhor e a Igreja’. E no amor de Jesus, Joana encontra a força para amar a Igreja até o fim, também no momento de sua condenação”, enfatiza o Santo Padre.

Por fim, Bento XVI disse que o luminoso testemunho de Santa Joana D’ Arc convida a um alto padrão de vida cristã: “fazer da oração o fio condutor dos nossos dias, tendo plena confiança no cumprimento da vontade de Deus, seja ele qual for; viver a caridade sem favoritismos, sem limites, e atingindo, como ela, no Amor de Jesus, um profundo amor pela Igreja”, conclui o Papa.

Texto do site Frates in Unum

Demos glória a Deus. A vitória do justo será eterna. Louvemos o Senhor.

INOVAÇÕES INCOMPREENDIDAS

Repelente

"A Igreja Católica faz por onde expulsar o freguês. Não bastassem as missas longas e os sermões enfadonhos e repetitivos, os padres incentivam o pega mão na hora do Pai-Nosso, desnecessário e contagioso, pois as viroses são transmitidas pelas mãos. Sugiro que a Igreja Católica se modernize, abandonando preceitos ultrapassados e editando as celebrações. "Jornal Diário do Nordeste de 26 de 01.011. Coluna "É"

A que ponto chegou a confusão litúrgica na Igreja. O jornalista entende que faz parte do Rito da Missa, e da missa nova mesmo, ter que dar as mãos para rezar o Pai-nosso. E isto porque os padres na verdade mandam e também pedem para aplaudir, agitar as folhinhas e outras atitudes que nunca fizeram parte do rito Novo. Este total desconhecimento levou o colunista pedir que à Igreja que se modernizasse. Mal sabe ele que os sermões longos e enfadonhos, dar as mãos para recitar o Pai-nosso,os abraços e beijos na hora da paz já são os frutos da modernização que ele pede ainda mais. Depois talvez viesse a reclamar se na Igreja se canta e dança samba, Forró ou se pedirem para levar na hora do ofertório, os frutos da estação, os brinquedos do filho no dia das crianças,ou animais para ser abençoados em plena missa, como fazem no dia de são Francisco.

O motivo para que se evite o dar asa mãos é o medo da transmissão ode doenças. Total desconhecimento do Rito da Santa Missa. Na verdade ele em parte tem razão, porque nosso povo com pouca formação católica, acredita que se o padre mandou é porque está correto. E como cada padre tem o seu ritozinho; nunca se assiste uma missa igual. Um, manda cantar depois da consagração, "Entra na minha casa..." outro reza a Ave-Maria dentro da liturgia da missa; outros mandam comungar servindo-se do corpo e sangue de Cristo sobre o altar. Nesta confusão todo o menos culpado é o povo. Este sim, necessitada de uma verdadeira instrução sobre o que vem a ser a missa e como esta deve ser celebrada.

Queira Deus, ainda se possa salvar até mesmo o Rito de Paulo VI sim, porque não é mais o Rito moderno que vemos em nossas igrejas. É uma absoluta distorção do mesmo. Eu cresci vendo e assistindo a missa nova ou reformulada. E sinceramente é completamente diferente da de agora. A homilia estava centrada mais nas leituras e não eram meios de promoção pessoal. Não se batia palmas após a aclamação ao Evangelho. E nem se convidava leigos para fazer a homilia. Nem tampouco havia a proliferação de ministros da Sagrada comunhão. Hoje cada celebrante acrescenta um ponto.

Peço a Deus iluminar o nosso colunista e que ele entenda que a modernização cobrada por ele só trará mais sermões longos e enfadonhos e outros costumes estranhos à Santa Missa. Peçamos por ele e principalmente pelos padres. Que Deus os ilumine e faço-os compreender que missa não um meio para se aparecer perante o povo, mas é o ato solene de culto a Deus, o supremo sacrifício de Cristo ao Pai.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

FIDELIDADE A CRISTO E A IGREJA


Contemplo confuso as divisões internas atuais na Igreja. Inovações estranhas, atitudes de escândalo.Muitos movimentos e grupos. Para uma parte, e quem sabe até a maioria, a Igreja não colocou em pratica tudo o que o Vaticano II realmente desejava. Falta dar à mulher maiores direitos. Porque não ordena-la se na sociedade civil as mulheres assumem cada vez mais postos de comandos? E o celibato obrigatório precisaria no mínimo ser flexibilizado com a permissão de homens casados. A moral sexual precisa mudar com a acolhida dos grupos diferentes, com a aceitação dos preservativos, contracepção...dizem. Na liturgia é preciso uma maior inculturação. 


A missa ideal ainda não é a que aspirou o Concilio. A comunidade deve aparecer mais como co-celebrante, e deve se levar em conta na liturgia a cultura do povo,etnias, danças... Há o grupo que assumiu formas evangélicas e pentencostal. Usam a mesma terminologia dos pentencostais como batismo no Espírito Santo, profecia, discipulado, acampamento cristão, missas de curas e dons extraordinários, como falar línguas estranhas. Um católico não renovado é um meio católico, embora muitos destes pareçam mais como meio protestantes.

 
E há os que desejam que Igreja estivesse tal e qual como no tempo da Cristandade. Restrita aos templos e denunciando o mundo todo. Excomungando chefes de Estado, ameaçando com as penas do inferno os pecadores,forçando a conversão dos não crentes ou pelo menos dificultando a vida destes se não se convertessem; conclamando uma cruzada contra os muçulmanos e comunistas, fechados para o mundo embora usufruindo de sua tecnologia, mas alheio aos problemas éticos, sociais e morais do nosso tempo, como se este mundo tivesse como retornar à Idade Média.


Perante toda esta situação é necessário se enquadrar ou ser rotulado. Se voce defende a doutrina da Igreja e também uma forma atualizada de expressa-la, outros meios de catequização, se reconhece todos os concílios, inclusive o Vaticano II e aceita a nova missa, se esta for bem celebrada, percebe mudanças positivas vindas com o Vaticano II, como maior importância aos leigos, à leitura da Sagrada Escritura, a conversão pelo testemunho e persuasão e nunca pela coação, é tachado de neo-conservador ou pseudo-c0nservador.
 

Se rejeita no todo o Vaticano II e a missa da reforma litúrgica deste, é para uns considerado cismático e herege mais que os protestantes; se considera que a Igreja é mais carismática, enfatiza o estudo e a leitura da Bíblia, é um protestante disfarçado e já a perto da apostasia. Como agir perante tal realidade? Não temos, os leigos, autoridade na Igreja e nem poderíamos para mudar numa ou outra direção.

Por mais que não seja aceito em todo ou em parte, o Concilio Vaticano II não será revogado e nem os novos movimentos recusados pela autoridade eclesiástica. Só há um caminho para o católico que ama verdadeiramente a Igreja e se reconhece filho desta. A oração e a obediência. Obediência sim, no que se refere aos mandamentos de Deus, as instruções dos papas ,no que eles sempre ensinaram, sem alterações ou ambiguidades.E uma vida intensa de oração pelo Papa, bispos e padres. Nas questões polêmicas, controversas,ou inovações, devemos ignorar, ou apenas esclarecer, em ocasiões oportunas e com prudência. orientar, mas nunca acusar, forçar divisões, olhar os irmãos católicos que se identifiquem com uma destas correntes, como cismáticos hereges e membros de uma outra Igreja. Esta é o que É. Una, Santa, apesar de muitos pecadores, porém indestrutível. Sempre houve crises na historia da Igreja. O que é mais percebido a crise atual é que em nosso tempo a grande parte ficou com a modernismo e o liberalismo. 

Muitos ainda não estão satisfeitos com o resultado do Concilio Vaticano II. Inclusive bispos ,gostariam de já ter eliminado o celibato obrigatório para a ordenação, de padres;de ter mulheres ordenadas, divorciados casados na Igreja novamente, e que o papa se declarasse apenas um bispo entre iguais e não o chefe supremo.Tivesse um mero primado de honra. Porem, o povo, aquele que fez romarias, reza, e recebeu apenas um rudimentar formação católica de primeira comunhão, este nem sabe que houve um Concilio Vaticano II. 


Muitos nem sabem desta crise, destas divisões internas. Para o bem destas almas, que por certo ficariam escandalizadas com esta realidade, é que devemos pedir com fé, determinação e fervor, a Nosso Senhor Jesus Cristo, que unifique os filhos da Igreja. Que todos se façam um como ele pediu ao Pai. Para que o mundo tão distante de Deus, ou melhor, na verdade contra Deus, volte a crer e a servir a Deus nosso pai, por Cristo Nosso Senhor. Peço ao Santo apóstolo Paulo, o apóstolo das nações, que alcance de Jesus Rei, a unidade da Igreja, a unidade dos bispos com o papa e que todos se voltem para anunciar apenas Jesus Cristo, nosso Salvador, e o seu reinado em cada um de nós e partir de cada um, em todas as nações.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A MALÍCIA DO MUNDO PARA DISSIMULAR O PECADO E A MENTIRA


"Não devemos acreditar nem seguir as falsas máximas do mundo; nem pensar, falar ou agir como os mundanos. Estes tem uma doutrina tão contrária à Sabedoria Encarnada como as trevas são contrárias à luz, e a morte à vida. Examinem-se bem os seus sentimentos e palavras: eles pensam e dizem mal de todas as grandes verdades. É verdade que não mentem abertamente, mas disfarçam as suas mentiras sob aparência da verdade; julgam que não estão a mentir, mas mentem.Geralmente não ensinam o pecado abertamente, mas tratam-no com sendo uma virtude, uma ação honesta, ou então, como sendo uma coisa indiferente e sem conseqüências Nesse sutileza que o mundo aprendeu do demônio para dissimular a fealdade do pecado e da mentira, consiste aquela malignidade de que fala São João: "O mundo inteiro está sob o poder do maligno." 1Jo 5.19, e isto , hoje, mais do que nunca." São Luis Maria de Montfort em O AMOR DA SABEDORIA ETERNA p. 1766
Palavras inspiradas e verdadeiras cujo o cumprimento hoje é mais evidente do que no tempo do santo. Em nome da autonomia das mulheres sobre o corpo, defendem o aborto e ainda têm a coragem de dizer que pessoalmente são contra. Só não são contra ao "direito" que teria um mulher para impedir a vida de um ser humano. Defendem o casamento entre pessoas do mesmo o sexo em nome de pretensos direitos pessoais e ainda tem a coragem de afirmar que isto não é uma forma de destruir a familia e disseminar a iniquidade. Rejeitam os símbolos religiosos impregnados na cultura de um povo, em nome de um falso respeito as religiões de outras pessoas, como se a própria existência de templos que ostentam estes símbolos não poderiam ser também, uma ofensa aos que professam outra religião. Estimulam os jovens a uma vida sexual precoce, pelas novelas e pela pornografia; entendem que a continência sexual é uma doença e ficam alarmados com o crescente aumento da pedofilia e da gravidez na adolescência, sem admitir que estes mesmos, que fazem apologia ao sexo livre e sem amor, não contribuíssem para o surgimento destas perversões sexuais. Eis a malícia do mundo.Com sutil palavras este é capaz de envolver até os ministros de Deus. Roguemos ao Senhor da Seara que envie padres e pastores para nossa época, com a mesma força e coragem, para denunciar o erro como a teve São Luis Maria de Monfort, que certamente se hoje estivesse entre nós, já pregado e escrito contra todas estas armadilhas do mundo moderno.
Rogai por nós, santo presbítero Luís Maria de Monfort e rogai principalmente por vossos irmãos padres, para que sejam mais espertos que os filhos das trevas.

PARA MÃE, PARA ESPOSA, TEMPLO E FILHA



Para Mãe, para Esposa, Templo, e Filha
Decretou a Santíssima Trindade
Lá da sua profunda eternidade
A Maria, a quem fez com maravilha.

E como esta na graça tanto brilha,
No cristal de tão pura claridade
A segunda Pessoa humanidade
Pela culpa de Adão tomar se humilha


Para que foi aceita a tal Menina?
Para emblema do Amor, obra piedosa
Do Padre, Filho, e Pomba essência trina:


É logo conseqüência esta forçosa,
Que Estrela, que fez Deus tão cristalina
Nem por sombras da sombra a mancha goza.


GREGÓRIO DE MATOS


Imagem: Velázquez

domingo, 23 de janeiro de 2011

O DOM DA OBEDIÊNCIA


"Com a obediência elimina-se o amor próprio que tudo estraga: com a obediência até a menor coisa se torna meritória: evita-se as ilusões diabólicas; vencem-se todos os inimigos e chega-se com segurança, como que dormindo ao porto da Salvação." São Luis Maria de Montfort em O AMOR DA SABEDORIA ETERNA, p. 180.
SÚPLICA PARA OBTER A PERFEITA OBEDIÊNCIA

Deus Pai Eterno e amoroso, fazei-nos conforme ao vosso unico Filho Jesus, que para nos tornar vosso filhos, aceitou obedecer-vos até a morte e morte de cruz; Que pelo Espírito Santo, sejamos sempre prontos a obedecer a vossa voz que fala em nossos corações e às autoridades por vós constituídas, naquilo em que estas ordenaram que não esteja contra vossos mandamentos e a caridade. Que no espírito de amor fraterno sejamos dóceis a obedecer uns aos outros nos afazeres do dia a dia para mas nos conformarmos à imagem do Vosso amado Filho, que é Deus convosco por todos os séculos na Unidade do Espírito Santo. Amem.
Bem-aventurada Virgem Maria, serva obediente de Deus, orai por nós!
Santo Joana d´Arc, virgem Filha de Deus, obediente à sua vontade, orai por nós. São Bento, Mestre da Santa obediência ao Rei do Céu, orai por nós.
Todos os santos e santas, servos de Deus e nossos irmãos em Cristo, orai por nós.

sábado, 22 de janeiro de 2011

ADORAMOS UM SÓ DEUS E HONRAMOS MILHARES DE SANTOS


Nós, os católicos adoramos ao unico Deus Pai, Filho e Espírito Santo. O Deus que nos revelou o mistério de sua própria natureza por meio do Filho ,que se fez carne como Jesus de Nazaré e nos santifica pelo Espírito Santo,que age em nós. Veneramos com um culto religioso a milhares de irmãos na fé, os santos, por serem estes servos fieis de Deus e testemunhas da fé. Os honramos reverenciando suas estátuas ou pinturas, que não são apenas obras de arte e muito menos objeto de decoração. As imagens dos santos representam pessoas de carne e osso, que viveram neste mundo com qualquer um de nós. Mas indicam que estas pessoas estão no céu com Cristo e podem rogar por nós segundo as nossas necessidades. Diferem das estátuas erguidas aos heróis da pátria e aos grandes benfeitores da humanidade. Esta são uma homenagem a uma pessoa que passou por este mundo mas que pertence ao passado. São importantes pelo que fizeram e não porque possam nos ajudar com suas orações a Deus e o exemplo de sua vida de fé em Cristo.Para a sociedade civil não interessa se essas pessoas estão no céu. São homenageadas como pessoas importantes, mas mortas. As imagens dos santos não possuem nenhum poder em si mesmas. Não representam deuses de uma força da natureza como a chuva, o mar, o raio ou um poder da ação humana. Tudo que pertencia ao templo de Jerusalém era Sagrado porque pertencia a Deus para quem foi erguido o Templo. A Arca era o objeto mais sagrado porque era o sinal da presença de Deus no templo.(Ex. 37,1-5; 1Cr 15,1-2) Mas os pães da preposição, os querubins, os vasos e todos os objetos do templo eram sagrados porque destinados ao culto de Deus. Lv. 24,1-43) Mas estes não eram o próprio Deus. Da mesma forma os nossos irmãos na fé, os santos são pessoas que pertencem e pertenceram em suas vidas a Deus. As imagens que os representam também não são objetos comuns porque simbolizam um servo de Deus que amou e o serviu sobre todas as coisas. Elas próprias não tem valor nenhum por sua beleza ou riqueza de material e muito menos por ser a imagem de tal santo milagroso. Quando se pede ao santo a intercessão dele perante uma imagem que o representa, não estamos rezando para a imagem. Pelo menos era o que deviam todos saber. Apenas na presença da imagem dele, para que nos lembremos de sua vida, pedimos ao santo que está no céu, que ore por nós. Este é o culto dedicado as imagens, pelo fato das mesmas representarem ou simbolizarem pessoas que eram todas de Deus em vida e por causa disso sagradas, como os objetos que serviam ao culto no templo de Jerusalém. Quando um objeto toma o lugar de Deus e perde completa referencia a Ele, tornando-se um poder a parte , surge a idolatria. Esta consiste em atribuir a uma criatura um poder especifico sobre a natureza ou personificar a própria natureza através de um ídolo. Assim eram os deuses pagãos e ainda hoje os orixás africanos. Pois cada orixá é o deus de um aspecto da natureza. Iemanjá é o mar personificado. Oxum ,os rios e Xangó, a guerra. A serpente que Deus usou para curar os hebreus, deixou de ser um símbolo sagrado do poder de Deus e se tornou um deus a quem ofereciam incenso. (2Rs 18,4)Por causa disto foi destruída. Há o perigo da utilização supersticiosa das imagens do santos. Quando se pensa que ao possuir determinada imagem se tem o poder de controlar o santo ( o costume de colocar a imagem de Santo Antonio de cabeça pra baixo a fim de conseguir casamento é exemplo disso) não há difere em nada do culto idolátrico que os pagãos dedicavam aos seus deuses. Por isso é fundamental primeiro se conhecer a vida do santo ,ou cristão católico que já está na glória, que a imagem representa. Procurar imita-lo no amor ao unico Deus verdadeiro, o Pai, O Filho, O Espírito Santo, o unico a quem a Igreja adora por ser o Verdadeiro Deus.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CATOLICISMO: ESSE GRANDE DESCONHECIDO

Como um evangélico ver os católicos no Brasil? O que um Evangélico ou protestante percebe é que o catolicismo se resume em devoção a estátuas de santos, romarias, terços e novenas. A missa está também ligada a festa de um santo. No Ceará temos a devoção a São Francisco das Chagas procurado pelo povo por sua fama de milagreiro. São José é o padroeiro do Ceará, mas aqui é o padroeiro da chuva. Não é São Pedro. Os santos estão quase todos ligados a um problema particular em relação aos homens. Há o padroeiro dos motoristas, dos que tem dor de garganta, a padroeira contra os males da vista e muitos e muitos outros , incluindo os do estado, cidade, país. Como o protestante não associar este padroeiros com os ídolos ou deuses pagãos, já que no paganismo também havia o deus da chuva, da fortuna, dos doentes e alem do deuses do lar e nacionais? E a relação com as imagens dos santos indicam pela forma como estas são tratadas que o povo ver santos e imagens como a mesma coisa. Aqui no Ceará tinham o costume de roubar a imagem de São José das capelas para fazer chover e devolviam em procissão depois da primeira chuva. Em Barbalha, também no Ceará, cortam um pau para a bandeira na festa de Santo Antonio e as mulheres solteiras dizem que se tocarem nessa pau casam no outro ano.Outras fazem chá com a casca deste mastro. Lembremos que a maioria dos protestantes foram católicos de devoção ou superficiais,que se converteram as suas "igrejas". Eles desconheciam tal como desconhece hoje a maioria, o catolicismo dos padres da Igreja, dos doutores da fé, dos mártires, das virgens consagradas, dos grandes místicos como Teresinha de Liseux (Desta só conhecem a novena das rosas pra receber graça) de uma Teresa D´Avila. O catolicismo do oficio Divino, oração da Igreja durante todo o dia, para louvar a Deus com a Igreja celeste. Não surpreende que muitos católicos se convertam as seitas evangélicas quando estas mostram que os povos pagãos que rodeavam os judeus faziam coisas parecidas com as imagens de seus deuses ou ídolos. Levavam estas imagens em procissão, se curvavam diante deles. É só ler o livro, que nem se quer faz parte da Bíblia deles, de Baruc , para se perceber a semelhança quando este fala de como eram os ídolos na Babilônia. Perante esta situação não é fácil dizer para um protestante que temos as estátuas dos santos como as fotografias de nossos familiares. Ele poderiam dizer que não colocam fitas nestas fotografias, não as levam em procissão e nem se ajoelham diante delas. Enfim, são apenas uma recordação. Como agir perante essa realidade? Muitos padres vão pelo lado radical. Retiram imagens, dizem que os santos não são deuses...mas o que um padre diz numa paróquia outro deixa de dizer em outra, principalmente nos centros de romarias. Outro aspecto da devoção aos santos é facilidade com que este conduzem a sincretização com deuses africanos. Era muito fácil para um negro escravo associar a padroeiro contra raios e tempestades com o orixá deles que era a deusa das tempestades deles, Iansã. Se a função era a mesma como não poderiam ser a mesma pessoa? A mesma coisa fizeram com Jesus e o Senhor do Bonfim em Salvador. O que fazer então? Protestantizar a Igreja e revogar o culto aos santos? Não é preciso e muito menos possível. Basta fazer conhecido e popular o verdadeiro catolicismo. O Catolicismo dos sacramentos vividos regularmente. Da adoração a Deus por Cristo, como o viveram os grandes santos. As festas populares são grande ocasião de catequese. Não é preciso dizer que os santos não são deuses. O povo sabe que há só um Deus. É preciso dizer, isto sim, que eles foram católicos praticantes, fiéis, que amavam Deus sobre todas as coisas, que deram sua vida por Cristo, servindo-o acima de tudo. É preciso também desvincular os santos de um ministério próprio. Do tipo, São Cristovão, motoristas, São Brás, garganta, Santa Edwiges, endividados, São Expedito , causas urgentes, Santa Rita de Cassia, causas impossíveis e outras. Os santos intercedem junto a Deus segundo a vontade de Deus e não a nossa vontade. Rogam por nós sem cessar independente do que pedimos. Intercedem por qualquer pedido e não apenas por um determinado. Mostrar que as imagens representam os santos que estão no céu. Não são eles. Eles viveram aqui, morreram e estão no céu com Cristo. Porem é necessário também fazer conhecido o catolicismo da oficio divino,dos místicos, dos santos padres. O catolicismo que gerou tantos santos. Pois estes nos pedem apenas uma coisa. A mesma que pediu São Paulo Apóstolo. "Sede meus imitadores, como eu o sou DE CRISTO."

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O CATOLICO PERANTE O MUNDO

Ser cristão e católico limitando-se a cumprir suas obrigações religiosas é relativamente fácil. Ir à missa aos domingos,comungar, confessar-se regularmente não incomoda ninguém e nem interfere na vida social. O máximo que pode acontecer é ser chamado beato, rato de sacristia. Porem no que se refere aos valores pregados por Cristo, aos princípios éticos e morais do Evangelho que o Cristo anunciou, aí tudo se complica. Um medico católico que atenda num hospital privado ou publico se recusar a fazer um aborto, uma ligadura de trompas, porque ao católico isto não é permitido se coloca em risco de perder o emprego. O mesmo poderá acontecer com um musico que sobrevive tocando numa boate para o publico homossexual ou numa casa de programa. Se ele for um bom musico claro que poderá exercer a profissão entro ambiente que não se oponha à moral cristã. Porem se chegar a ganhar menos realmente será uma situação difícil para ele a família. Um professor que se recusa a fazer divulgação da promiscuidade sexual, distribuindo camisinha também será visto como um moralista puritano e até com o hipócrita. O mesmo poderá acontecer com um juiz que não aceite um casamento gay ou adoção de crianças por casais de homossexuais. Também um movimento, associação ou outra instituição católica que em dificuldades financeira ou visando o seu crescimento, aceita doação de ateus, agnósticos e seguidores de outros credo, fica sem nenhuma autoridade para denunciar os erros anti-católicos destas instituições ou de seus membros. É por isso que na atualidade o que cresce mais no cristianismo são as comunidades pentecostais fora e dentro da Igreja. E por que? Pelo fato destas se destinarem mais as emoções do que a vontade. O mundo já e tão difícil para a sobrevivência, porque nos impor ainda mais sacrifícios, renuncias e perseguições? O que ganharíamos com isso? A religião se torna então uma terapia para suportar as dificuldades da vida. Um consolo perante tanto sofrimento e a expectativa de prosperidade. Agora submeter nossa vontade ao que nos pede Deus, sem duvida nos trará problemas. E muitos poderão afirmar. Eu rezo, vou à Igreja, não mato nem assalto, dou esmolas, o que receberei em troca deixando de fazer o que todos fazem, evitando as festas que todos vão, testemunhando minha fé no trabalho, em casa, no lazer, enfim em tudo agindo como cristão e católico? Receberá,sem duvida perseguições como disse Jesus: "No mundo havereis de ter tribulações." Por isso é mais fácil cantar, louvar, dançar. É mais fácil se vestir de branco todo dia 13 do mês e ir à missa para louvar Nossa Senhora de Fátima. Mas deixar de ofender a Nosso Senhor como Nossa Senhora pediu em Fátima é bem mais difícil para todos nós. Porem dizer que o cristianismo não a religião da Lei, dos mandamentos, do deixa de fazer isto ou faz isto, mas é a união intima, amorosa com Cristo. Uma experiência mística. Porem não o próprio Jesus que disse: "Vos sereis os meus amigos se fizerdes o que vos mando." Jo 14, 15; 15,14.20 E ao submetermos nossa vontade à vontade de Deus estamos imitando Jesus que também disse: "Não a minha vontade, mas a vosso Pai."Lc 22,42. Cristo prometeu sim, mais amigos, irmãos e bens aos que amor a ele deixam tudo. Mas não negou as dificuldades que viriam com esta escolha. Fazer a vontade de Deus é fazer-se inimigo do mundo. Mas Cristo disse para nos motivar a isto que ele próprio vencera o mundo. Roguemos ao Senhor para vivermos a nossa fé não só por palavras, mas por atos e palavras. Principalmente numa situação que nos colocaria em oposição com o mundo e o que ele tem como valor. Agindo assim manifestamos a Realeza absoluta de Cristo em nossas vidas.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CRER EM CRISTO POR AMOR

Ninguém deve ser obrigado ou coagido a aderir a Fé em Cristo. Nem pelo Estado e nem pela a Igreja. Jesus disse: "Ide pelo mundo todo! proclamai o Evangelho a toda criatura."Mc 16, 15. Nunca disse obrigai a crer em mim todos os povos. Ele também determinou: "Ensinai-os a observar tudo o que vos ensinei."Mt 28,20. A Igreja tem sim o dever, mesmo sob ameaça de perseguição, de anunciar Jesus Cristo como o unico Salvador e a Igreja Católica como a unica Igreja desejada e fundada por Cristo, esta mesma, sacramento de salvação, em que todos se salvam, quer pertencendo a Ela em Graça de forma visível, ou pertencendo à sua alma pela reta intenção de servir a Deus e fazer o bem e esteja numa situação de ignorância invencível. O Mandato missionário de Jesus é um dever para o cristão batizado. Primeiramente para os padres e depois para qualquer fiel. Em nossa vida, por nossas palavras e obras, devemos testemunhar Cristo. Porem nunca podermos nos dar o direito de perseguir, induzir prometendo bens materiais, a uma pessoa, para esta creia em Cristo. Para os que recusam a fé a única ação correta, tanto do individuo quando do Estado é fazer o que fez o apóstolo Paulo, quando os judeus rejeitaram o anuncio do Evangelho." Era nosso dever anunciar a Palavra de Deus primeiramente a vocês. Mas vocês a rejeitam e se julgam indignos da vida eterna. Por isso nos voltamos para os gentios." At. 13,46 E o próprio Jesus ao enviar os discípulos para as cidades anunciar o Reino de Deus: "Mas em toda cidade em que vocês entrarem e não os acolherem, saiam pelas praças e digam:"Até a poeira da sua cidade que nos ficou nos pés, nós tiramos para deixa-las aqui. Mas fiquem sabendo que o reino de Deus chegou." Lc 10, 10-11
Se no decorrer da História da Igreja tanto esta como o Estado obrigaram pessoas a se batizarem e e perseguiu as religiões não cristãs deve ser entender conforme o contexto da época e da forte ligação entre a Igreja e os Estados cristãos, governados por monarcas católicos. E também pelo fato de que nenhuma sociedade humana nesta Terra possui um perfeição absoluta. Mas a Realeza de Cristo deve ser aceita no amor e na liberdade. Embora o fazer o mal não seja um direito mas uma possibilidade inerente ao homem, por este ter o livre arbitrário, é dever da Igreja apenas alertar ao individuo da conseqüências do que este terá em virtude do mal que divulga e pratica, tendo o risco a de perder Vida eterna para a qual este foi criado. Um Estado cristão não necessita por direito, obrigar e perseguir outras religiões. Basta para isso implantar a Lei natural inscrita na consciência dos indivíduos de todos os povos e facilitar à Igreja a pleno anuncio de Cristo aos que ainda não crêem nele. Testemunhar por obras a fé em Cristo , paz que os cristãos sentem e amor que há entre eles. A melhor forma de converter uma pessoa é o exemplo da fé. Pois Cristo quer súditos que o sirvam pelo amor e nunca pela força.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O REINO DE DEUS FRENTE AS INJUSTIÇAS SOCIAIS

Há uma vertente na Igreja Católica, não tão forte como antes mais ainda presente, composta Teólogos, bispos, padres e catequistas, que associam a missão de Jesus unicamente ao Reino de Deus ou dos céus entendo o Reino de Deus como uma nova forma de organização social e política muitas vezes identificada como o Socialismo. Oriunda da Teologia da Libertação, compreendem Jesus como um idealista, um líder incompreendido por lutar em favor dos pobres e por querer uma sociedade socialmente igualitária. Um mundo em que não haja mais miseráveis e nem bilionários. Jesus,como Filho de Deus e Redentor do pecado fica em segundo plano.Na verdade o pecado mais detestável e´o pecado da injustiça social. O Verdadeiro cristão é aquele que luta por um mundo melhor de justa igualdade social. Jesus tem maior importância pelo que pregou e pelo que fez em favor dos marginalizados de sua época do que por quem é: O Filho do Deus vivo vindo a este mundo para nos salvar do pecado. Outra vertente já se volta exclusivamente para o lado espiritual num interesse individualista de salvar a alma. Praticam a da caridade para como o próximo limitando esta caridade a dar esmolas em determinadas ocasiões. Mesmo católicos praticantes e fervorosos, não diferem na administração de suas empresas de um capitalista. Não implantam nestas estruturas justas e em conformidade como o Evangelho. A religião atinge apenas o aspecto pessoal e moral e consiste basicamente em atos de piedade pessoal. Ir a missa, rezar o rosário, receber os sacramentos. Para os primeiros Jesus disse: "A vida de um homem não consiste nos bens que possuem." Então limitar a missão de Jesus a um projeto político social é reduzir o Evangelho a uma ideologia. Para os segundos diz Jesus: "Nem todo aquele que me chama Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus." Deixando evidente que o Evangelho deve atingir a pessoa toda e não ficar restrito a praticas piedosas de devoção enquanto se fica indiferente à situação de injustiça social em relação aos irmãos na mesma fé. Jesus, Filho de Deus veio, certamente para libertar o ser humano do pecado. Para nos redimir da morte e nos conceder pela Graça a Vida Eterna. Mas quis cumprir esta missão sendo para os pobres e pecadores a manifestação da misericórdia de Deus. Por isso curou doentes, expulsou demônios, pregou a lei do Reino de Deus resumindo-o nos dois preceitos fundamentais: Amarás o Teu Deus com todas as tuas forças, como todo teu entendimento e com todo o teu coração. E a teu próximo como a ti mesmo" Jesus uniu amor a Deus e também a Ele com o amor ao próximo. E quando o próximo é um irmão em Cristo, não é admissível que sejam deixados na miséria, na necessidade e que não se lute para que todos tenham uma vida digna de um filho de Deus. A luta em favor da justiça social nasce da fé e do amor a Cristo. Não de uma ideologia materialista e ateia. Não será um sistema econômico e político que irá acabar com a pobreza no mundo. Cristo não é mais um idealista sonhador de um mundo de paz e igualdade denunciador das injustiças. O Reino de Deus não é um sistema social e político que trará a paz absoluta e a fraternidade universal. O Reino de Deus é o reinado de Deus sobre o mal e o mal maior é o pecado. É a vitória da vida sobre a morte. É o triunfo de Cristo como Rei de todo o universo perante todos os males do mundo.Porem, o outro aspecto também é verdadeiro. O verdadeiro cristão não é um individualista. É de sua fé em Cristo e do amor por ele que nasce no cristão o firme desejo de lutar contra toda forma de injustiça social. E a melhor e mais eficaz forma de fazer é isto é agindo com justiça e amor frente aos seus subordinados. E ir além das leis em relação aos empregados se for um patrão. É dar o exemplo de que entre irmãos em Cristo é inadmissível que haja necessitados. Promover a justiça social pelo estabelecimento de estruturas políticas justas, que dêem a cada um conforme as suas necessidades. Desta forma ele une de maneira completa o amor a Deus e ao próximo como Jesus mesmo fez e pediu.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

NÃO HAVERÁ MAIS MORTE Ap. 17, 4


NOTA DE ESCLARECIMENTO: Leiam o texto até o final para compreende-lo. Não é uma defesa do espiritismo e muito menos da reencarnação. Por isso é preciso ler até o final. Agradeço.

Ontem(14/01/11) assisti ao DVD "Nosso Lar", filme de temática espírita sobre a vida no além. Não vos escandalizeis. Eu já li todos os cinco livros fundamentais da doutrina Espírita de Alan Kardec. Para estar preparado frente aos que discordam ou não crêem é necessário conhecer as próprias armas primeiramente e depois o território inimigo, para não acabar atirando no próprio pé como ocorreu numa homilia em que, para criticar o filme Nosso Lar o padre disse: "Senti dor neste mundo e ainda sentir depois de morto é de lascar..." Um espírita responderia prontamente. Ora, a Igreja Católica é que prega um tormento eterno para os pecadores depois da morte e este decerto como sofrimento horrível, num fogo eterno, embora hoje não se fale ou descreva tanto os horrores do inferno." E desta forma pegar o católico em flagrante contradição. Analisando a concepção de vida depois da morte acreditada pelos espíritas, a primeira vista, esta parece mais lógica, mas conforme a justiça e a misericórdia de Deus. Não existe penas eternas, mas há punição pelos erros cometidos. No entanto, todos chegarão a um estado de felicidade completa. A vida na terra é um aprendizado que possibilita ao Espírito evoluir como ensinam. Por isso são dadas a este Espírito muitas vidas no planeta em corpos diferente. Um espírito pode estacionar ou paralisar em sua evolução, porem nunca retroceder a um um estado inferior ao que se encontra. Isto mostra o filme com a historia de um medico, que ao morrer se percebe numa espécie de purgatório e depois é conduzido a uma cidade espiritual para se recuperar. Em resumo tudo nesta cidade, com exceção de seu maior desenvolvimento é uma reprodução da vida na terra. Os espíritos possuem roupas, trabalham e ainda se alimentam. Poderia se passar em qualquer condomínio fechado e de luxo do planeta mesmo. Na verdade creio que muitos já vivam esta realidade sem precisar sair desta vida. Como uma visão tão material da vida espiritual, não se tornar atrativa para as pessoas de nosso tempo que se apegam ao que vêem e ao que os sentidos apreciam? As descrições do céu cristão são vagas, imprecisas e reduzidas a um simples espécie de bem estar mental. Já ouvi até um padre dizer que depois da morte iremos nos misturar com Deus. Isto mesmo. Parecido com o Nirvana Budista não? Mas ouvi mesmo. Não é de surpreender que a visão espíritas se presta as mentes ditas racionais de nossa época. Porem o que pude perceber é que a concepção espírita do além desta vida centraliza morte e não a vida. Como assim? Explico. O Espírito é pré-existente ao corpo e morrer no mundo espiritual ao encarnar. Esquece tudo e morre na terra quando desencarna. Volta ao mundo espiritual lembrando que morreu, passa o tempo devido e morre novamente lá, para nascer na terra. Tem que voltar na carne e deixar saudade nos espíritos que estão com ele no outro mundo. Uma cena do filme Nosso Lar mostra uma mulher voltando e um seu sobrinho, ainda por lá, chorando porque ela vai reencarnar. E olha que esta nem precisa segundo dizem, reencarnar mais. Mas ela quer adquirir experiência que só tem na terra, embora onde está seja quase tudo igual a terra. Apenas mais sofisticado, mais desenvolvido. Ela quer passar pela morte de novo sem precisar. E o espírito volta sabendo que vai esquecer tudo. Esquecer até que depois da morte há o mundo onde ele estava. Vai passar pela milionésima vez pela experiência terrível da morte. Vai deixar dor novamente naqueles com quem firmara laços de sangue e que também esqueceram o que vem depois da morte. Novo sofrimento. E este processo é eterno porque só os espíritos puros e perfeitos não precisam morrer mais para nascer na terra. Porem sempre haverá a morte. Tanto para sair de um mundo, como para voltar ao mundo. Na verdade os ciclos de reencarnação são ciclos de morte. É a morte que conduz o espírito. Morrer nascer, nascer morrer e este ciclo é eterno, porque sempre haverá espíritos morrendo (desencarnado) e espíritos encarnando, ou seja morrendo no além para morrer de novo na terra. Foi bom ter assistindo ao filme porque esta percepção eu não tivera antes, ao ler as obras espíritas. Na verdade achava até lógica a questão da reencarnação. Principalmente seria um meio para os que morrem antes de nascer ou que morrem antes de completar a idade da razão. Mas vejo que a mesma endeusa a morte. Embora sejam os primeiros a dizer que não há morte é a concepção de vida após a vida em que se morre mais. Outra coisa que não dizem ou entendem mal. Não é a pessoa que reencarna. É o espírito. Não será mais o Francisco, ou José, ou Maria. No filme diz uma personagem “É a mesma pessoa só que com outro corpo..." Mentira. O espírito reencarnando nasce falando uma outra língua, com uma visão de mundo diferente, em suma, ele volta como outra pessoa e não com um outro corpo. Se assim fosse ele lembraria pelo menos que teve algum anterior corpo antes. Afirmam que há casos em que certas pessoas lembram, mais elas lembram de um outro que não existe mais, que não tem nada em comum com ela na presente vida e alem disso lembram bem pouco. Então a reencarnação é a destruição da pessoa. A pessoa morre para sempre. E em cada encarnação surge uma outra pessoa. Isso eles não dizem. Não é um desenvolvimento pessoal. É um aniquilamento, isto sim. Da pessoa. De Seu corpo e sua personalidade. E o que nos Ensina Cristo. Digo Cristo, porque eles admiram muito Jesus e se consideram espíritas cristãos. Jesus diz categoricamente: "Os que forem considerados dignos de ter parte no outro mundo(...) não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, tendo já ressuscitado." Lc. 20,36. Não podem mais morrer. Isto afirma Jesus. É o triunfo da vida sobre a morte. O ressuscitado não pode mais morrer. Não há mias morte para quem saiu deste mundo pela cruel experiência da morte. Há vida eterna. Nós cristãos católicos celebramos a vida e não a morte. Porque se morremos é para o Senhor que morremos. Não saiamos deste mundo para voltar a morrer, a morrer, a morrer inúmeras vezes. Deixamos o mundo para a vida eterna. Eis aí a grande diferença. Não cultuamos a morte. A até a própria morte como finalização da vida humana será banida para sempre após o juízo final. E livro do Apocalipse confirmando Jesus diz sem deixar nenhuma duvida."E não HAVERÁ MAIS MORTE, nem LUTO, nem choro, nem dor, pois O MUNDO ANTIGO JÁ PASSOU. Ap 21,4. Eis a nossa grande esperança. A nossa verdadeira vitória. Para os espíritas só não haverá mais morte em mundos superiores. Mas sempre haverá morte tanto no mundo de lá, para ir a outro planeta, como do lado de um mundo para outro. Cristo Jesus nos liberta da morte. Ele que venceu a morte para sempre nos dá a vida eterna. E nos teremos preservado o nosso eu. A nossa identidade atual. O Francisco será sempre o Francisco, embora possa melhorar muito ainda neste mundo, conhecer mais ainda no outro, pois verá a Deus tal como ele é, se for digno da ressurreição e da vida terna. Contemplará face a face a glória de Deus. Dou graças a Deus por haver visto este filme não pelo filme em si. Ele não passa de uma fantasia, de uma ilusão. Mas porque foi a partir dele que percebi esta característica silenciada entre os espíritas. A celebração da morte. Da morte constante, das idas e voltas na dor da separação, no esquecimento, da volta ao medo de morrer, de não saber que se tem outra vida, da dor que deixa inúmeras vezes nos que ficam chorando a morte de um ente querido. Um culto a morte. Na verdade isto é a reencarnação. A ressurreição é o triunfo da vida. Vida eterna trazida por Cristo, aquele que venceu a morte em si e para todos nós.